Montagem da capa por YaCastro (Rascunho dos 12 primeiros captulos ) Traduo no oficial e sem fins lucrativos.





1.  Primeira Vista
Essa era a hora do dia em que eu desejava poder dormir. Segundo grau. Ou ser que a palavra certa era purgatrio? Se houvesse uma maneira de conciliar os meus pecados, 
isso devia contar no ajuste de alguma forma. O tdio no era uma coisa com a qual eu me acostumei; cada dia parecia mais impossivelmente montono do que o ltimo. 
Eu acho que essa era a minha forma de dormir - se dormir era definido como um estado de inrcia entre perodos ativos. Eu olhei para as rachaduras no gesso no canto
mais distante do refeitrio, imaginando padres por dentro deles que no estavam l. Essa era a nica forma de desconectar as vozes que tagarelavam como o jorro 
de um rio dentro da minha cabea. Vrias centenas de vozes que eu ignorava por pura chateao. Quando se tratava da mente humana, eu j tinha ouvido tudo e mais 
um pouco. Hoje, todos os pensamentos estavam sendo consumidos com o drama comum de uma nova adio ao pequeno corpo estudantil daqui. No levou muito tempo para 
ouvir todos eles. Eu havia visto o rosto se repetindo em pensamento aps pensamento sob todos os ngulos. S uma garota humana normal. A excitao pela chegada dela 
era cansativamente previsvel - como um objeto brilhante para uma criana. Metade do corpo estudantil masculino j estava se imaginando apaixonado por ela, s porque 
ela era algo novo pra se olhar. Eu tentei desconect-los mais ainda. S havia quatro vozes que eu bloqueava mais por cortesia do que por desgosto: minha famlia, 
meus dois irmos e duas irms, que j estavam to acostumados com a falta de privacidade quando estavam ao meu lado que j nem pensavam nela. Eu dava a eles toda 
a privacidade que podia. Eu tentava no ouvi-los, se podia. Mesmo tentando, ainda assim... eu sabia. Rosalie estava pensando, como sempre, nela mesma. Ela havia 
visto o reflexo do seu perfil no copo de algum, e ela estava meditando sobre a sua prpria perfeio. A mente de Rosalie era uma piscina rasa com poucas surpresas. 
Emmett estava espumando por causa de uma luta que ele havia perdido para Jasper na noite passada. Ele iria usar toda a sua limitada pacincia pra chegar at o fim 
do dia escolar e orquestrar uma revanche. Eu nunca me senti muito intrusivo ouvindo os pensamentos de Emmett, porque ele nunca pensava em alguma coisa que ele no 
diria em voz alta ou fizesse. Talvez eu s me sentisse culpado lendo as mentes dos outros porque eu sabia que havia coisas que eles no iriam querer que eu soubesse. 
Se a mente de Rosalie era uma piscina rasa, ento a de Emmett era uma lagoa sem sombras, clara como cristal. E Jasper estava... sofrendo. Eu segurei um suspiro. 
Edward. Alice chamou meu nome em sua cabea, e chamou minha ateno imediatamente. Era exatamente como se ela estivesse chamando o meu nome em voz alta. Eu ficava 
feliz que o nome que me foi dado havia sado um pouco de moda ultimamente -





isso era incmodo; toda vez que algum pensava em um Edward qualquer, minha cabea se virava automaticamente... Minha cabea no se virou agora. Alice e eu ramos
bons nessas conversas privadas. Era raro quando algum nos flagrava. Eu mantive meus olhos nas linhas do gesso. Como ele est agentando?, ela perguntou para mim. 
Eu fiz uma careta s com um pequeno movimento da minha boca. Nada que pudesse alertar os outros. Eu podia facilmente estar fazendo uma careta de chateao. O tom 
mental de Alice estava alarmado agora, eu vi na mente dela que ela estava observando Jasper com a sua viso perifrica. H algum perigo? Ela procurou  frente, no 
futuro imediato, vasculhando por vises de monotonia para a fonte da minha careta. Eu virei minha cabea lentamente para a esquerda, como se estivesse olhando para 
os tijolos na parede, suspirei, e depois para a direita, de volta para as rachaduras no teto. S Alice sabia que eu estava balanando a minha cabea. Ela relaxou. 
Me avise se piorar. Eu mexi apenas os meus olhos para cima, para o teto, e pra baixo de novo. Obrigada por estar fazendo isso. Eu estava feliz por no poder respond-la 
em voz alta. O que eu iria dizer? `O prazer  meu'? No era bem assim. Eu no gostava de ouvir as lutas de Jasper. Era mesmo necessrio fazer experincias como essas? 
Ser que o caminho mais seguro no seria admitir que ele jamais seria capaz de lidar com a sede do jeito que ns fazamos, e no forar os limites dele? Pra qu 
flertar com o desastre? J fazia duas semanas desde a nossa ltima viagem de caa. Esse no era um tempo imensamente difcil para o resto de ns. Ocasionalmente 
era um pouco desconfortvel - se um humano se aproximasse demais, se o vento soprasse na direo errada. Mas os humanos raramente se aproximavam demais. Seus instintos 
diziam a eles o que suas mentes conscientes no podiam entender: ns ramos perigosos. Jasper era muito perigoso nesse momento. Nesse momento, uma garota pequena 
pausou na ponta da mesa mais prxima da nossa, parando para falar com uma amiga. Ela alisou o seu cabelo curto, cor de areia, passando os dedos por ele. Os aquecedores 
jogaram o cheiro na nossa direo. Eu j estava acostumado ao jeito que esse cheiro me fazia sentir - a dor seca na minha garganta, o grito vazio no meu estmago, 
a contrao automtica dos meus msculos, o excesso do fluxo de veneno na minha boca... Tudo isso era muito normal, geralmente fcil de ignorar. S que era mais 
difcil agora, com esses sentimentos mais fortes, duplicados, enquanto eu monitorava a reao de Jasper. Era uma sede gmea, no apenas a minha. Jasper estava deixando 
a sua imaginao se separar dele. Ele estava imaginando isso - se imaginando levantando do lugar dele ao lado de Alice e indo ficar ao lado da garota. Pensando em 
se inclinar pra baixo e pra frente, como se ele fosse falar no ouvido dela, e





deixando seus lbios tocarem o arco da garganta dela. Imaginando como seria a sensao de sentir o fluxo quente do pulso dela por baixo de sua pele fina na boca 
dele... Eu chutei a cadeira dele. Ele me olhou nos olhos por um minuto e depois olhou para baixo. Eu podia ouvir a vergonha e a rebeldia guerreando na cabea dele. 
- Desculpe - Jasper murmurou. Eu levantei os ombros. - Voc no ia fazer nada - Alice murmurou pra ele, acalmando seu pesar. - Eu podia ver. Eu lutei contra a careta 
que teria denunciado a mentira dela. Ns tnhamos que permanecer juntos, Alice e eu. No era fcil ouvir vozes ou ter vises do futuro. Duas aberraes no meio daqueles 
que j eram aberraes. Ns protegamos os segredos um do outro. - Ajuda um pouco se voc pensar neles como seres humanos - Alice sugeriu, sua voz alta, musical, 
era rpida demais para os ouvidos humanos entenderem, se algum deles estivesse perto o suficiente pra ouvir. - O nome dela  Whitney. Ela tem uma irmzinha que ela 
adora. A me dela convidou Esme para a aquela festa de jardim, voc se lembra? - Eu sei quem ela  - Jasper disse curtamente. Ele se virou pra olhar por uma das 
pequenas janelas que eram colocadas bem embaixo das vigas pela grande sala. O tom dele acabou com a conversa. Ele teria que caar hoje  noite. Era ridculo se arriscar 
desse jeito, tentando testar sua fora, tentando construir sua resistncia. Jasper deveria simplesmente aceitar suas limitaes e trabalhar com elas. Seus hbitos 
antigos no condizia com os hbitos que ns escolhemos; ele no devia exigir tanto de si mesmo desse jeito. Alice suspirou baixinho e se levantou, levando sua bandeja 
de comida - seu adereo, isso  que era - com ela e deixando-o sozinho. Ela sabia quando ele j estava de saco cheio dos encorajamentos dela. Apesar de Rosalie e 
Emmett serem mais abertos em relao ao relacionamento deles, eram Alice e Jasper que conheciam cada trao do humor do outro como o seu prprio. Como se eles pudessem 
ler mentes tambm - s que s um do outro. Edward Cullen. Reao por reflexo. Eu me virei com o som do meu nome sendo chamado, apesar de ele no estar sendo chamado, 
s pensado. Meus olhos se prenderam por uma pequena frao de segundo com um grande par de olhos humanos, cor de chocolate num rosto plido, com formato de corao. 
Eu j conhecia o rosto, apesar de nunca t-lo visto at esse momento. Ele esteve em quase todas as cabeas humanas hoje. A nova estudante, Isabella Swan. Filha do 
chefe de polcia da cidade, trazida pra viver aqui por uma nova situao de custdia. Bella. Ela corrigia todo mundo que usava o seu nome inteiro... Eu desviei o 
olhar, enfadado. Eu levei um segundo para me dar conta de que no fora ela quem pensou no meu nome.





 claro que ela j est se apaixonando pelos Cullen, eu ouvi o primeiro pensamento continuar. Agora eu reconhecia a "voz". Jssica Stanley - j fazia um tempo que 
ela me incomodava com as suas tagarelices internas. Foi um alvio quando ela se curou da sua paixo deslocada. Era quase impossvel escapar dos seus constantes, 
ridculos sonhos diurnos. Eu desejei, naquele tempo, poder explicar exatamente o que teria acontecido seu os meus lbios, e os dentes atrs deles, chegassem em algum 
lugar perto dela. Isso teria silenciado aquelas fantasias incmodas. O pensamento da reao dela quase me fez sorrir. Grande bem que vai fazer para ela, Jessica 
continuou. Ela no  nem bonita. Eu no sei por que Eric est olhando tanto pra ela... ou Mike. Ela suspirou mentalmente no ltimo nome. A nova paixo dela, o genericamente 
popular Mike Newton, era completamente inconsciente dela. Aparentemente, ele no era to inconsciente sobre a garota nova. Como a criana com o objeto brilhante 
de novo. Isso colocou uma pontada maligna nos pensamentos de Jessica, apesar de ela ser externamente cordial com a recm-chegada enquanto explicava os conhecimentos 
comuns sobre a minha famlia. A nova estudante deve ter perguntado sobre ns. Hoje todos esto olhando pra mim tambm, Jessica pensou presumidamente em um aparte. 
 uma sorte que Bella tenha duas aulas comigo... eu aposto que Mike vai perguntar o que ela... Eu tentei bloquear a tagarela antes que a mesquinharia e a insignificncia 
me deixassem louco. - Jessica Stanley est dando  nova garota Swan todos os podres do cl Cullen - eu murmurei pra Emmett como distrao. Ele gargalhou por debaixo 
do flego. Eu espero que ela esteja fazendo isso direito, ele pensou. - Na verdade, muito pouco criativo. S a pequena ponta do escndalo. Nenhuma fofoca horrorosa. 
Eu estou um pouco desapontado. E a garota nova? Ela tambm est desapontada com a fofoca? Eu tentei escutar o que essa nova garota, Bella, estava pensando das histrias 
de Jssica. O que ela via quando olhava para a estranha famlia com peles plidas que era universalmente evitada? Era meio que a minha obrigao saber a reao dela. 
Eu agia como um espio, por falta de uma palavra melhor, para a minha famlia. Para nos proteger. Se algum comeasse a suspeitar, eu podia nos dar a chance de ter 
um aviso prvio para nos retirarmos facilmente. Isso acontecia ocasionalmente - algum humano com uma mente ativa nos via como personagens de um livro ou um filme. 
Geralmente eles entendiam tudo errado, mas era melhor nos mudarmos pra algum lugar novo do que arriscarmos o escrutnio. Muito, muito raramente, algum adivinhava 
corretamente. Ns no dvamos a eles uma chance de testar suas hipteses. Ns simplesmente desaparecamos, para nos tornarmos nada alm de uma memria assustadora... 
Eu no ouvi nada, apesar de ouvir onde a tagarelice frvola de Jessica continuava jorrando ali perto. Era como se no houvesse ningum sentado ao lado dela. Que 
peculiar, ser que





a garota nova tinha ido embora? No parecia provvel, j que Jessica continuava fofocando com ela. Eu olhei pra cima pra checar, me sentindo meio desequilibrado. 
Checar o que os meus "ouvidos" extras podiam me dizer no era uma coisa que eu tinha que fazer. De novo, os meus olhos se prenderam naqueles mesmos grandes olhos 
marrons. Ela estava sentada l exatamente como antes, olhando pra ns, uma coisa natural a se fazer, eu acho, j que Jessica ainda estava espalhando as fofocas locais 
sobre os Cullen. Pensar em ns tambm seria natural. Mas eu no ouvia nem um sussurro. Um quente e convidativo vermelho coloriu suas bochechas quando ela olhou para 
baixo, desviando o olhar da embaraosa gafe de ser pega encarando um estranho. Era bom que Jasper ainda estivesse olhando para a janela. Eu no gostava de imaginar 
o que aquele simples agrupamento de sangue faria com o controle dele. As emoes estavam to claras como se elas tivessem sido palavras saindo pela testa dela: surpresa, 
enquanto ela, sem saber, absorvia as diferenas entre a espcie dela e a minha; curiosidade, enquanto ela escutava os contos de Jessica; e algo mais... fascnio? 
No seria a primeira vez. Ns ramos lindos pra eles, a nossa presa. E depois, finalmente, vergonha, quando eu a flagrei me encarando. E, mesmo assim, apesar dos 
seus pensamentos serem to claros atravs dos seus olhos estranhos - estranhos por causa da profundidade deles; olhos marrons freqentemente pareciam vazios em sua 
escurido -, eu no conseguia ouvir nada alm do silncio vindo do lugar onde ela estava sentada. Absolutamente nada. Eu senti um momento de intranqilidade. Isso 
no era uma coisa pela qual eu j tinha passado antes. Havia algo errado comigo? Eu me sentia exatamente do jeito que me sentia sempre. Preocupado, eu tentei escutar 
mais. Todas as vozes que eu estive bloqueando estavam gritando na minha cabea de repente. ...me pergunto de que msica ela gosta... talvez eu possa mencionar aquele 
CD novo..., Mike Newton estava pensando, a duas mesas de distncia - fixado em Bella Swan. Olha ele olhando pra ela. Ser que j no  suficiente que ele tenha metade 
das garotas da escola esperando que ele?, Eric Yorkie estava tendo pensamentos sofrveis, tambm girando ao redor da garota. ...to nojento. Daria pra pensar que 
ela  famosa ou alguma coisa assim... At Edward CULLEN est olhando... Lauren Mallory estava to enciumada que o rosto dela, de todas as formas, devia estar com 
uma cor verde como a de jade. E Jessica, ostentando a sua nova melhor amiga. Que piada..., a garota continuou soltando veneno com os pensamentos. ...Eu aposto que 
todo mundo j deve ter perguntado isso a ela. Mas eu gostaria de falar com ela. Eu vou pensar em uma pergunta mais original..., Ashley Dowling meditou. ...Talvez 
ela esteja comigo em Espanhol..., June Richardson esperou.





...Toneladas de coisas para fazer essa noite! Trigonometria e o teste de ingls. Eu espero que a minha me... Angela Weber, uma garota tmida, cujos pensamentos 
eram anormalmente gentis, era a nica na mesa que no estava obcecada com essa Bella. Eu conseguia ouvir todos eles, ouvir cada coisinha insignificante que eles 
pensavam enquanto os pensamentos passavam em suas mentes. Mas absolutamente nada vinha da nova estudante com olhos enganosamente comunicativos. E,  claro, eu conseguia 
ouvir o que a garota dizia quando ela falava com Jessica. Eu no precisava ouvir pensamentos pra ouvir sua voz baixa, clara, no outro lado da sala. - Quem  o garoto 
com o cabelo marrom avermelhado? - eu a ouvi perguntar, dando uma olhadinha pelo canto dos olhos, s pra desviar rapidamente quando viu que eu ainda estava encarando-a. 
Se eu tivesse tempo pra esperar que o som da voz dela pudesse me ajudar a conectar seus pensamentos, que estava perdidos em algum lugar onde eu no podia acess-los, 
eu ficaria instantaneamente desapontado. Geralmente, os pensamentos das pessoas vinham acompanhados por um lance diferente em suas vozes fsicas. Mas essa voz baixa, 
tmida, no era familiar, no era nenhuma das centenas de vozes rodeando a sala, eu tinha certeza disso. Ela era inteiramente nova. Oh, boa sorte, idiota! Jessica 
pensou antes de responder  pergunta da garota. - Aquele  Edward. Ele  deslumbrante,  claro, mas no perca o seu tempo. Ele no namora. Aparentemente nenhuma 
das garotas daqui  bonita o suficiente pra ele. - Ela fungou. Eu virei minha cabea para esconder um sorriso. Jessica e as amigas dela no tinha idia de quanta 
sorte elas tinham por nenhuma delas ser particularmente apelativa pra mim. Por baixo do humor passageiro, eu senti um estranho impulso, um que eu no entendia claramente. 
Tinha alguma coisa a ver com os pensamentos maldosos de Jessica, dos quais a garota nova no estava consciente... Eu senti uma estranha urgncia de me meter entre 
elas, para proteger essa Bella Swan dos trabalhos obscuros da mente de Jessica. Que coisa estranha a se sentir. Tentando entender as motivaes por trs desse impulso, 
eu examinei a garota nova mais uma vez. Talvez fosse algum instinto de proteo que estava h muito tempo enterrado - o mais forte pelo mais fraco. Essa garota parecia 
mais frgil do que as suas novas colegas de classe. A pele dela era to translcida que era difcil de acreditar que ela oferecia alguma resistncia contra o mundo 
exterior. Eu podia ver o ritmo da pulsao do sangue atravs das suas veias, debaixo da sua membrana clara, plida... Mas eu no deveria me concentrar. Eu era bom 
nessa vida que eu havia escolhido, mas eu estava com tanta sede quanto Jasper e era melhor no convidar a tentao. Havia uma fraca linha entre as suas sobrancelhas 
da qual ela no parecia ter conscincia. Isso era inacreditavelmente frustrante! Eu podia ver claramente que ela estava tensa por ter que sentar aqui, ter que conversar 
com estranhos, ser o centro das atenes. Eu podia sentir a sua timidez pelo jeito como ela segurava seus ombros de aparncia frgil, levemente espremidos, como 
se ela estivesse esperando ser empurrada a qualquer momento. E, mesmo assim, eu s podia sentir, s podia ver, s podia imaginar. No havia nada alm de silncio 
vindo dessa garota humana muito normal.





Eu no conseguia ouvir nada. Por qu? - Vamos? - Rosalie murmurou, interrompendo minha concentrao. Eu desviei o olhar da garota com uma sensao de alvio. Eu 
no queria continuar falhando nisso - isso me irritava. Eu no queria desenvolver nenhuma espcie de interesse especial pelos seus pensamentos simplesmente porque 
eles estavam escondidos de mim. Sem dvida, quando eu decifrasse seus pensamentos - e eu ia encontrar uma forma de fazer isso - eles seriam exatamente to insignificantes 
e triviais quanto os pensamentos de qualquer humano. Eles no valeriam o esforo que eu faria para alcan-los. - Ento, a novata j est com medo de ns? - Emmett 
perguntou, ainda esperando pela resposta  sua pergunta anterior. Eu levantei os ombros. Ele no estava interessado o suficiente pra me pressionar por mais informaes. 
Eu tambm no deveria estar interessado. Ns nos levantamos da mesa e samos do refeitrio. Emmett, Rosalie e Jasper estavam fingindo estar no ltimo ano; eles foram 
para as aulas deles. Eu estava fingindo ser mais novo que eles. Eu fui para a minha aula de Biologia do nvel mdio, preparando a minha mente para o tdio. Era duvidoso 
que o Sr. Banner, um homem com uma inteligncia no mais que comum, pudesse tirar da sua aula alguma coisa que pudesse surpreender algum que j tinha dois graus 
de graduao em medicina. Na sala de aula, eu sentei na minha cadeira e deixei meus livros - adereos de novo; eles no continham nada que eu j no soubesse - espalhados 
pela mesa. Eu era o nico aluno que tinha uma mesa s pra si. Os humanos no eram espertos o suficiente pra saber que eles tinham medo de mim, mas seus instintos 
de sobrevivncia eram suficientes pra mant-los afastados de mim. A sala foi se enchendo lentamente enquanto eles voltavam do almoo. Eu me inclinei na minha cadeira 
e esperei o tempo passar. De novo, eu desejei ser capaz de dormir. Como eu estava pensando nela, quando Angela Weber acompanhou a garota nova pela porta, o nome 
dela chamou minha ateno. Bella parece ser to tmida quanto eu. Eu aposto que hoje foi muito difcil pra ela. Eu queria poder dizer alguma coisa... Mas provavelmente 
eu s ia parecer uma estpida... Isso! Mike Newton se virou em sua cadeira pra observar a entrada da garota. Ainda, do lugar onde Bella estava, nada. O espao vazio 
onde os pensamentos dela deveriam estar me deixou irritado e enervado. Ela se aproximou, passando pelo corredor ao meu lado para chegar  mesa do professor. Pobre 
garota; o lugar ao meu lado era o nico que estava vazio. Automaticamente eu limpei aquele que seria o lado dela da mesa, colocando os meus livros numa pilha. Eu 
duvidava que ela fosse se sentir muito confortvel aqui. Ela teria que agentar um longo semestre - nessa aula, pelo menos. Talvez, no entanto, me sentando ao lado 
dela, eu fosse capaz de desvendar os seus segredos... no que eu j tivesse





precisado de tanta proximidade antes... no que eu fosse encontrar alguma coisa que valesse a pena escutar... Bella Swan caminhou para o fluxo do ar aquecido que 
soprava na minha direo do aquecedor. O cheiro dela me atingiu como uma bola, como um basto de jogo. No h nenhuma imagem violenta o suficiente para encapsular 
a fora do que aconteceu comigo naquele momento. Naquele instante, eu no era nada nem perto do humano que um dia eu fui, nenhum trao da humanidade na qual eu estive 
tentando me esconder. Eu era um predador. E ela era a minha presa. No havia nada mais nesse mundo alm desse verdade. No havia uma sala lotada de testemunhas - 
na minha cabea eles j eram uma avaria colateral. O mistrio dos pensamentos dela estava esquecido. Os pensamentos dela no significavam nada, ela no iria passar 
muito mais tempo pensando. Eu era um vampiro e ela era o sangue mais doce que eu havia cheirado em oitenta anos. Eu nunca imaginei que um cheiro assim pudesse existir. 
Se eu soubesse que existia, eu j teria sado procurando h muito tempo. Eu teria vasculhado o planeta por ela. Eu podia imaginar o sabor... A sede queimou a minha 
garganta como fogo. Minha boca estava torrada e desidratada. O fluxo fresco de veneno no fez nada para dissipar essa sensao. Meu estmago revirou com o fome que 
era um eco da sede. Meus msculos se contraam e descontraam. Nem um segundo havia se passado. Ela ainda estava andando no mesmo passo que a havia colocado no vento 
em minha direo. Enquanto os ps dela tocavam o cho, seus olhos escorregaram na minha direo. Um movimento que ela claramente estava esperando que fosse furtivo. 
O olhar dela encontrou o meu, e eu me vi refletido no grande espelho dos seus olhos. O choque pelo rosto que eu vi l salvou a vida dela por mais alguns momentos. 
Ela no facilitou as coisas. Quando ela viu a expresso no meu rosto, o sangue apareceu nas bochechas dela de novo, deixando a pele dele com a cor mais deliciosa 
que eu j havia visto. O cheiro era uma grossa neblina no meu crebro. Eu mal conseguia pensar atravs dela. Meus pensamentos se enfureceram, resistindo ao controle, 
incoerentes. Agora ela caminhava mais rapidamente, como se ela entendesse que precisava escapar. A pressa dela a deixou desastrada - ela tropeou e se inclinou para 
a frente, quase caindo na garota que se sentava na minha frente. Vulnervel, fraca. At mais que o normal para um humano. Eu tentei me concentrar no rosto que havia 
visto nos olhos dela, um rosto que eu reconhecia com nojo. O rosto do monstro em mim - o rosto que eu havia afastado com





dcadas de esforo e disciplina inflexvel. Como ele voltara  superfcie com facilidade agora! O cheiro me invadiu novamente, ferindo os meus pensamentos e quase 
me fazendo pular do meu lugar. No. Minha mo se agarrou  beirada da mesa enquanto eu tentava me segurar na cadeira. A madeira no ajudou na tarefa. Minha mo quebrou 
a estrutura e escapuliu, cheia de restos de fuligem, deixando a marca dos meus dedos cravadas na madeira que restou. Destruir as provas. Essa era a regra fundamental. 
Eu rapidamente pulverizei as beiradas com as pontas dos dedos, sem deixar nada alm de um buraco e uma pilha de fuligem no cho, que eu limpei com o meu p. Destruir 
as provas. Avarias colaterais... Eu sabia o que tinha que acontecer agora. A garota teria que vir se sentar ao meu lado e eu teria que mat-la. Os inocentes espectadores 
na sala, outras dezoito crianas e um homem, no poderiam mais ter permisso de sair dessa sala, tendo visto o que eles veriam em breve. Eu enrijeci com o pensamento 
do que eu precisava fazer. Mesmo em meus piores dias, eu nunca havia cometido esse tipo de atrocidade. Eu nunca matei inocentes em nenhuma desses oito dcadas. E 
agora eu planejava matar vinte deles de uma s vez. O rosto do monstro no espelho zombou de mim. Mesmo com parte de mim se afastando desse monstro, a outra parte 
estava fazendo planos. Se eu matasse a garota primeiro, eu s teria uns quinze ou vinte segundos com ela antes que os outros humanos na sala comeassem a reagir. 
Talvez um pouco mais de tempo, se eles no percebessem logo no incio o que eu estava fazendo. Ela no teria tempo de gritar ou de sentir dor; eu no ia mat-la 
cruelmente. Pelo menos isso eu podia dar  essa estranha com sangue horrivelmente desejvel. Mas depois eu teria que impedi-los de escapar. Eu no precisaria me 
preocupar com as janelas, elas eram altas e pequenas demais para servir como escapatria pra algum. S a porta - a bloqueie e eles ficaro presos. Seria mais lento 
e difcil tentar matar todos eles quando estivessem em pnico e se misturando, se movimentando no caos. Nada impossvel, mas haveria muito mais barulho. Daria tempo 
para muitos gritos. Algum poderia ouvir... e eu seria obrigado a matar ainda mais inocentes nessa hora negra. E o sangue dela iria esfriar enquanto eu estivesse 
assassinando os outros. O cheiro me castigou, fechando a minha garganta com uma dor seca...





Ento seriam as testemunhas primeiro. Eu planejei tudo na minha cabea. Eu estaria no meio da sala, na fila mais afastada do fundo. Eu pegaria o lado direito primeiro. 
Eu podia morder quatro ou cinco pescoos por segundo, eu estimei. No seria barulhento. O lado direito seria o lado de sorte; eles no iriam me ver chegando. Me 
movendo pra frente e pra trs at a fila esquerda iria me levar, no mximo, cinco segundos pra acabar com todas as vidas nessa sala. Tempo o suficiente pra Bella 
Swan ver, brevemente, o que estava esperando por ela. Tempo o suficiente para ela sentir medo. Tempo suficiente, talvez, se o choque no a congelasse no lugar, para 
ela tentar gritar. O gritinho suave no faria ningum aparecer correndo. Eu respirei fundo, e o cheiro era como um fogo correndo nas minhas veias secas, queimando 
por dentro do meu peito pra consumir qualquer impulso de bondade do qual eu ainda fosse capaz. Ela estava se virando agora. Em alguns segundos, ela se sentaria a 
apenas alguns centmetros de mim. O monstro na minha cabea sorriu com a antecipao. Algum fechou um fichrio ao meu lado. Eu no me virei pra ver qual dos humanos 
predestinados havia feito isso, mas o movimento mandou uma onda de vento sem cheiro na minha direo. Por um curto segundo, eu fui capaz de pensar com clareza. Naquele 
precioso segundo, eu vi dois rostos na minha cabea, lado a lado. Um era o meu, ou o que ele foi um dia: o monstro de olhos vermelhos que j havia matado tantas 
pessoas que j havia parado de contar o nmero. Assassinatos racionalizados, justificados. Um assassino de assassinos, um assassino de outros monstros, menos poderosos. 
Era um complexo de ser Deus, eu sabia disso - decidir quem merecia uma sentena de morte. Era um compromisso comigo mesmo. Eu havia me alimentado de sangue humano, 
mas somente humanos em sua definio mais fraca. As minhas vtimas eram, em seus violentos dias negros, to humanos quanto eu era. O outro rosto era o de Carlisle. 
No havia nenhuma semelhana entre os dois rostos. Eles eram como o dia mais claro e a noite mais escura. No havia motivo pra que houvesse uma semelhana. Carlisle 
no era meu pai no sentido biolgico bsico. Ns no tnhamos feies semelhantes. A similaridade na nossa cor era apenas por causa do que ramos; todos os vampiros 
tinham a mesma cor plida como gelo. A similaridade da cor dos nossos olhos era outra coisa - uma reflexo da nossa escolha mtua. E, mesmo assim, apesar de no 
haverem bases pra uma semelhana, eu havia imaginado que o meu rosto havia comeado a refletir o dele, at um certo ponto, nos ltimos estranhos setenta anos em 
que eu abracei a escolha dele e segui os seus passos. O meu rosto no havia mudado, mas para mim parecia que alguma da sabedoria dela havia marcado a minha expresso, 
que um pouco da compaixo dele podia ser traada nos





contornos da minha boca, e que as suas sugestes de pacincia estavam evidentes nas minhas sobrancelhas. Todas essa pequenas melhorias estavam escondidas no rosto 
do monstro. Em alguns instantes, no haveria mais nada que pudesse refletir os anos que eu havia passado com o meu criador, o meu mentor, o meu pai em todas as formas 
que se podia contar. Meus olhos brilhariam vermelhos como os do diabo; todas as semelhanas estariam perdidas pra sempre. Na minha cabea, os olhos bondosos de Carlisle 
no me julgavam. Eu sabia que ele me perdoaria por esse terrvel ato que eu iria cometer. Porque ele me amava. Porque ele pensava que eu era melhor do que eu era 
de verdade. E ele continuaria me amando, mesmo agora, quando eu provasse que ele estava errado. Bella Swan se sentou ao meu lado, seus movimentos eram rgidos e 
estranhos - com medo? -, e o cheiro do sangue dela criou uma inexorvel nuvem ao meu redor. Eu iria provar que meu pai estava errado sobre mim. A tristeza desse 
fato doa quase tanto quanto o fogo na minha garganta. Eu me afastei dela com repulsa - revoltado com o monstro implorando pra atac-la. Por que ela tinha que vir 
para c? Por que ela tinha que existir? Por que ela tinha que acabar com o pouco de paz que eu tinha nessa minha no-vida? Por que essa humana agravante tinha que 
ter nascido? Ela ia me arruinar. Eu desviei o meu rosto pra longe dela, enquanto uma sbita fria, um aborrecimento irracional passou por mim. Quem era essa criatura? 
Por que eu, por que agora? Por que eu tinha que perder tudo s porque ela escolheu aparecer nessa cidade improvvel? Por que ela tinha que vir pra c?! Eu no queria 
ser o monstro! Eu no queria matar essa sala cheia de crianas indefesas! Eu no queria perder tudo o que eu havia conseguido com uma vida inteira de sacrifcios 
e negaes! Eu no faria isso. Ela no ia me obrigar. O cheiro era o problema, o cheiro odiosamente apelativo do sangue dela. Se houvesse alguma forma de resistir... 
se apenas um sopro de ar fresco pudesse limpar a minha cabea. Bella Swan balanou os seus longos, grossos cabelos cor de mogno na minha direo. Ela era louca? 
Era como se ela estivesse encorajando o monstro! Cutucando-o. No havia nenhuma brisa amigvel pra afastar o cheiro de mim agora. Tudo estaria perdido em breve.





No, no havia nenhuma brisa amigvel. Mas eu no precisava respirar. Eu parei o fluxo de ar para os meus pulmes; o alvio foi instantneo, mas incompleto. Eu ainda 
tinha a memria do cheiro na minha cabea, o gosto no fundo da minha lngua. Eu no seria capaz de resistir por muito mais tempo. Mas talvez eu pudesse resistir 
por uma hora. Uma hora. S o tempo suficiente pra sair dessa sala cheia de vtimas, vtimas que talvez no precisassem ser vtimas. Se eu pudesse resistir durante 
uma curta hora. Ficar sem respirar era uma sensao desconfortvel. Meu corpo no precisava de oxignio, mas isso ia contra os meus instintos. Eu me valia desse 
sentido muito mais do que em qualquer outro quando estava estressado. Ele me guiava nas caas, era o primeiro a me avisar em casos de perigo. Eu no cruzava com 
alguma coisa to perigosa quanto eu com freqncia, mas a autopreservao era to forte na minha espcie quanto nos humanos. Desconfortvel, mas suportvel. Mais 
suportvel do que sentir o cheiro dela e no afundar os meus dentes naquela pele bonita, fina, transparente, at o quente, molhado, pulsante ? Uma hora! S uma hora. 
Eu no devo pensar no cheiro, no gosto. A garota silenciosa manteve o cabelo dela entre ns, se inclinando para a frente at que ele se espalhou no classificador 
dela. Eu no conseguia ver o seu rosto para tentar ler as emoes dela atravs de seus olhos claros, profundos. Era por isso que ela deixava as mechas entre ns? 
Para esconder aqueles olhos de mim? Por medo? Timidez? Para esconder seus segredos de mim? A minha antiga irritao por ser incapacitado pelos seus pensamentos sem 
som era fraca e plida em comparao  necessidade - e ao dio - que me possua agora. Eu odiava essa mulher-criana ao meu lado, a odiava com todas as foras que 
eu devotava ao meu antigo eu, meu amor pela minha famlia, meus sonhos de ser melhor do que eu era... Odi-la, odiar o que ela me fazia sentir - isso ajudou um pouco. 
Eu me agarrei a qualquer emoo que me distrasse do pensamento de qual seria o gosto dela... dio e irritao. Impacincia. Ser que essa hora no passaria nunca? 
E quando essa hora terminasse... Ento ela sairia dessa sala. E eu faria o qu? Eu podia me apresentar. Ol, meu nome  Edward Cullen. Posso te acompanhar at a 
sua prxima aula? Ela diria sim. Era a coisa educada a se fazer. Mesmo j sentindo medo de mim, como eu suspeitava que ela sentisse, ela iria me acompanhar convencionalmente 
e caminhar ao meu lado. Seria fcil o suficiente gui-la na direo errada. Havia um pedao da floresta que se esticava como um dedo e tocava o estacionamento pelos 
fundos. Eu podia dizer a ela que havia esquecido um livro no meu carro... Ser que algum notaria que eu fui a ltima pessoa com a qual ela foi vista? Estava chovendo, 
como sempre; dois casacos de chuva escuros se movendo na direo errada no chamariam tanta ateno, nem me denunciariam.





A no ser pelo fato de eu no ser o nico estudante que estava consciente dela hoje apesar de nenhum estar to devastadoramente consciente dela quanto eu. Mike Newton, 
em particular, estava consciente de cada movimento que ela fazia se mexendo na cadeira ela estava desconfortvel ao meu lado, assim como qualquer um estaria, assim 
como eu j esperava antes que o cheiro dela destrusse todos os traos de preocupao por caridade. Mike Newton repararia se ela deixasse a sala comigo. Se eu pudesse 
agentar uma hora, ser que eu poderia agentar duas? Eu vacilei com a dor da queimao. Era iria para uma casa vazia. O chefe de polcia Swan trabalhava o dia inteiro. 
Eu conhecia a casa dele, assim como eu conhecia todas as casinhas da cidade. A casa dele ficava acima da encosta da floresta, sem vizinhos prximos. Mesmo se ela 
tivesse tempo pra gritar, e ela no teria, no haveria ningum por perto pra ouvir. Essa era a forma mais responsvel de lidar com isso. Eu havia agentado sete 
dcadas sem sangue humano. Se eu segurasse a respirao, eu poderia agentar duas horas. E quando eu a encontrasse sozinha, no haveria chances de algum mais se 
machucar. E no h motivo pra apressar a experincia, o monstro em minha cabea concordou. Eu estava me enganando ao pensar que, salvando os dezenove humanos dessa 
sala com esforo e pacincia, eu seria menos monstro quando matasse essa garota inocente. Apesar de odi-la, eu sabia que o meu dio era injusto. Eu sabia que quem 
eu realmente odiava era eu mesmo. Eu odiaria a ns dois muito mais quando ela estivesse morta. Eu consegui passar a hora desse jeito - imaginando as melhores formas 
de mat-la. Eu tentei evitar pensar no ato de verdade. Isso seria demais pra mim; eu acabaria perdendo essa batalha e matando todo mundo que eu visse. Ento eu planejei 
a estratgia e nada mais. Isso me ajudou a passar a hora. Uma vez, quase no final, ela olhou pra mim pela fluida parede dos seus cabelos. Eu podia sentir o dio 
injustificado queimando em mim quando eu olhei nos olhos dela - eu vi a minha reflexo em seus olhos assustados. O sangue pintou suas bochechas antes que ela pudesse 
se esconder em seus cabelos de novo, e eu quase me desfiz. Mas o sinal tocou. Salva pelo gongo - que clich. Ns dois estvamos salvos. Ela, salva de sua morte. 
Eu, salvo por um curto perodo de tempo de ser a criatura de pesadelos que eu temia e no suportava. Eu no consegui caminhar to devagar quanto devia quando sa 
da sala. Se algum estivesse olhando pra mim, poderia ter suspeitado que havia alguma coisa anormal no jeito como eu me movia. Ningum estava prestando ateno em 
mim. Todos os pensamentos humanos ainda rondavam a garota que estava condenada a morrer em pouco mais de uma hora. Eu me escondi no meu carro. Eu no gostava de 
pensar em mim mesmo tendo que me esconder. Isso soava muito covarde. Mas esse era inquestionavelmente o caso agora.





Eu no estava suficientemente disciplinado pra ficar perto de humanos agora. Me concentrar tanto em no matar um deles havia acabado com todos os meus recursos para 
resistir a matar os outros. Que desperdcio isso seria. Se eu tinha que dar o brao a torcer para o monstro, eu podia pelo menos fazer o desafio valer a pena. Eu 
coloquei o CD de msica que geralmente me acalmava, mas ele fez pouco por mim agora. No, o que mais ajudou agora foi o ar frio, molhado, limpo que entrava com a 
chuva pelas minhas janelas abertas. Apesar de eu conseguir me lembrar do cheiro do sangue de Bella Swan com perfeita clareza, inalar o ar limpo era como lavar o 
interior do meu corpo contra as infeces. Eu estava so de novo. Eu podia pensar de novo. E eu podia lutar de novo. E eu podia lutar contra o que eu no queria 
ser. Eu no tinha que ir at a casa dela. Eu no queria mat-la. Obviamente, eu era uma criatura racional, uma criatura que pensava, e eu tinha uma escolha. Sempre 
havia uma escolha. No era isso o que parecia na sala de aula... mas agora eu estava longe dela. Talvez, se eu a evitasse muito, muito cuidadosamente, no houvesse 
motivos para a minha vida mudar. Eu tinha as coisas sob controle do jeito como elas eram agora. Por que eu deveria deixar algum agravante e delicioso arruinar isso? 
Eu no tinha que desapontar o meu pai. Eu no tinha que causar estresse  minha me, preocupao... dor. Sim, isso machucaria a minha me adotiva tambm. E Esme 
era to gentil, to delicada e suave. Causar dor a algum como Esme era verdadeiramente indesculpvel. Era irnico que eu tivesse tido vontade de proteger essa garota 
da ameaa desprezvel, sem dentes, dos pensamentos de Jessica Stanley. Eu era a ltima pessoa que iria querer servir de protetor de Isabella Swan. Ela jamais precisaria 
de proteo de alguma coisa tanto quanto ela precisava de mim. Onde estava Alice?, eu me perguntei de repente. Ela no havia me visto matar a garota Swan de alguma 
forma? Por que ela no apareceu para ajudar - para me parar ou para me ajudar a limpar as provas, o que quer que fosse? Ser que ela estava to preocupada em livrar 
Jasper de problemas que ela havia deixado passar essa possibilidade muito mais horrorosa? Ser que eu era mais forte do que eu pensava? Ser que eu realmente no 
teria feito nada com a garota? No. Eu sabia que isso no era verdade. Alice deve estar se concentrando bastante em Jasper. Eu procurei na direo em que eu sabia 
que ela estaria, no pequeno prdio que era usado para as aulas de ingls. No me levou muito tempo localizar sua "voz" familiar. E eu estava certo. Todos os seus 
pensamentos estavam voltados pra Jasper, vendo todas as suas pequenas escolhas a cada minuto. Eu desejei poder pedir seus conselhos, mas, ao mesmo tempo, eu estava 
feliz que ela no soubesse do que eu era capaz. Que ela no soubesse do massacre que eu havia planejado na hora anterior. Eu senti uma nova queimao pelo meu corpo 
- a da vergonha. Eu no queria que nenhum deles soubesse.





Se eu pudesse evitar Bella Swan, se eu pudesse conseguir no mat-la - mesmo enquanto eu pensava nisso, o monstro trincava e rangia os dentes, cheio de frustrao 
- ento ningum teria que saber. Se eu pudesse manter distncia do cheiro dela... No havia razo para que eu no tentasse, pelo menos. Fazer uma boa escolha. Tentar 
ser o que Carlisle pensava que eu era. A ltima hora de escola j estava quase acabada. Eu decidi comear a colocar o meu novo plano em ao imediatamente. Era melhor 
do que ficar sentado no estacionamento, onde ela poderia passar a qualquer minuto e arruinar minha tentativa. De novo, eu senti o dio injusto por essa garota. Eu 
odiava que ela tivesse esse poder inconsciente sobre mim. Que ela conseguisse me fazer ser algo que eu repugnava. Eu caminhei rapidamente - um pouco rapidamente 
demais, mas no havia testemunhas atravs do pequeno campus at a secretaria. No havia razo pra Bella Swan cruzar o meu caminho. Ela seria evitada como a praga 
que ela era. A secretaria estava vazia, com exceo da secretria, a nica que eu queria ver. Ela no reparou na minha entrada silenciosa. - Sra. Cope? A mulher 
com o cabelo desnaturalmente vermelho olhou pra cima e os olhos dela se arregalaram. Eu sempre os pegava fora de guarda, pequenos marcadores que eles no conseguiam 
entender, no importava quantos de ns eles j tivessem visto. - Oh. - Ela ofegou, um pouco corada. Ela alisou sua blusa. Boba, ela pensou consigo mesma. Ele quase 
 novo o suficiente pra ser meu filho. Novo demais pra eu pensar nele desse jeito... - Ol, Edward. O que eu posso fazer por voc? - Seus clios flutuaram por trs 
das lentes dos seus grossos culos. Desconfortvel. Mas eu sabia ser charmoso quando eu queria ser. Era fcil, j que eu era capaz de saber instantaneamente como 
qualquer tom ou gesto meu era recebido. Eu me inclinei para a frente, encontrando seu olhar como se estivesse olhando profundamente dentro dos seus olhos marrons 
rasos, pequenos. Os pensamentos dela j estavam em polvorosa. Isso iria ser simples. - Eu estava me perguntando se voc pode me ajudar com os meus horrios - eu 
disse com a minha voz suave que era reservada a no assustar humanos. Eu ouvi o ritmo do corao dela acelerar. -  claro, Edward. Como eu posso ajudar? - Jovem 
demais, jovem demais, ela repetiu para si mesma. Errada,  claro. Eu era mais velho que o av dela. Mas, de acordo com a minha carteira de motorista, ela estava 
certa. - Eu estava imaginando se eu poderia trocar a minha aula de Biologia para o nvel mais alto de Cincias. Fsica, talvez? - Algum problema com o Sr. Banner, 
Edward?





- Absolutamente no,  s que eu j estudei esse material... - Naquela escola acelerada que voc estudou no Alaska, certo? - Os lbios finos dela se torceram enquanto 
ela considerava isso. Eles todos j deveriam estar na faculdade. Eu j ouvi todos os professores reclamando. Notas perfeitas, nunca hesitavam antes de responder, 
nunca respondiam errado num teste - como se eles encontrassem uma forma de colar em todos os assuntos. O Sr. Varner preferiria admitir que tem algum colando do 
que dizer que existe algum mais inteligente que ele... Eu aposto que a me deles os instrui... - Na verdade, Edward, a aula de fsica j est muito cheia agora. 
O Sr. Banner odeia ter mais de vinte e cinco alunos na sala de aula - Eu no daria nenhum problema.  claro que no. No um Cullen perfeito. - Eu sei disso, Edward. 
Mas simplesmente no tem lugares suficientes... - Ento eu posso desistir da aula? Eu posso usar o perodo pra estudos independentes. - Desistir de Biologia? - A 
boca dela se abriu. Isso  loucura. Quo difcil pode ser ver um assunto que voc j viu? DEVE haver algum problema com o Sr. Banner. Eu me pergunto se devo falar 
sobre isso com Bob. - Voc no teria crditos suficientes pra se formar. - Eu posso acompanhar no ano que vem. - Talvez voc devesse falar com os seus pais sobre 
isso. A porta se abriu atrs de mim, mas quem quer que fosse no estava pensando em mim, ento eu ignorei a chegada e me concentrei na Sra. Cope. Eu me inclinei 
um pouco mais pra perto e abri meus olhos um pouco mais. Isso funcionaria melhor se eles estivessem dourados em vez de pretos. A negritude assustava as pessoas, 
tal como devia. - Por favor, Sra. Cope? - Eu fiz minha voz ficar o mais suave e convincente que eu pude - e isso podia ser consideravelmente convincente. - No h 
uma outra seo  qual eu possa me mudar? Ser que no existe nenhuma vaga em aberto em algum lugar? Biologia no sexto horrio pode ser a nica opo... Eu sorri 
pra ela, tomando cuidado pra no mostrar os meus dentes demais pra no assust-la, deixando a expresso se suavizar no meu rosto. O corao dela bateu mais rpido. 
Jovem demais, ela dizia para si mesma freneticamente. - Bem, talvez eu pudesse falar com Bob - quero dizer, o Sr. Banner. Eu posso ver se Um segundo foi o que levou 
para tudo mudar: a atmosfera na sala, a minha misso aqui, a razo pela qual eu me inclinava para a mulher de cabelos vermelhos... O que havia sido por um propsito, 
agora era por outro. Um segundo foi s o que demorou pra Samantha Wells abrir a porta e jogar uma assinatura que ela havia pego na cesto ao lado da porta e correr 
para fora de novo, com pressa de sair da escola. Um segundo foi tudo o que levou para uma rajada repentina de vento passar pela porta e vir me atingir. Um segundo 
foi o tempo que eu levei pra me dar conta de por que aquela primeira pessoa no havia me atrapalhado com os seus pensamentos.





Eu me virei, apesar de no precisar ter certeza. Eu me virei lentamente, lutando pra controlar os meus msculos que se rebelavam contra mim. Bella Swan ficou com 
as costas pressionadas na parede ao lado da porta, com um papel agarrado nas mos. Os olhos dela estava ainda maiores do que o normal quando ela percebeu o meu olhar 
feroz, desumano. O cheiro dela saturou cada pequena partcula de ar na sala pequena, quente. Minha garganta ficou em chamas. O monstro olhou pra mim pelo espelho 
dos olhos dela de novo, uma mscara do mal. Minha mo hesitou no ar em cima do balco. Eu no teria que olhar para bater com a cabea da Sra Cope na mesa dela com 
fora suficiente pra mat-la. Duas vidas, ao invs de vinte. Uma troca. O monstro esperou ansiosamente, faminto, que eu fizesse isso. Mas sempre havia uma escolha 
- tinha que haver. Eu parei o movimento dos meus pulmes e fixei o rosto de Carlisle na frente dos meus olhos. Eu me virei de volta pra olhar para a Sra. Cope e 
ouvi a surpresa interna dela com a mudana da minha expresso. Ela se afastou de mim, mas o medo dela no saiu em palavras coerentes. Usando todo o auto-controle 
que eu havia aprendido em minhas dcadas de auto-negao, eu fiz a minha voz ficar uniforme e suave. Havia ar o suficiente nos meus pulmes pra falar uma ultima 
vez, apressando as palavras. - Deixa pra l ento. Eu vejo que  impossvel. Muito obrigado por sua ajuda. Eu me virei e me lancei pela porta, tentando no sentir 
o calor do sangue quente do corpo da garota enquanto eu passei a apenas alguns centmetros dela. Eu no parei at estar no meu carro, me movendo rpido demais em 
todo o caminho at l. A maioria dos humanos j havia ido embora, ento no havia muitas testemunhas. Eu ouvi um garoto do segundo ano, D.J. Garrett, notar e depois 
deixar pra l... De onde foi que Cullen saiu? Foi como se ele tivesse aparecido com o vento... L vou eu com minha imaginao de novo. Minha me sempre diz... Quando 
eu escorreguei para dentro do meu Volvo, os outros j estavam l. Eu tentei controlar a minha respirao, mas eu estava asfixiando por ar fresco como se estivesse 
sufocando. - Edward? - Alice perguntou com uma voz alarmada. Eu s balancei a minha cabea pra ela.





- O que diabos aconteceu com voc? - Emmett quis saber, distrado, por um momento, do fato de Jasper no estar no clima de aceitar a sua revanche. Ao invs de responder, 
eu dei a r no carro. Eu tinha que sair daquele estacionamento antes que Bella me seguisse aqui tambm. Meu demnio pessoal me perseguindo... Eu virei o carro e 
acelerei. Eu j estava nos quarenta antes de chegar  estrada. Na estrada, eu fiz setenta antes de chegar  esquina. Sem olhar, eu sabia que Emmett, Rosalie e Jasper 
se viraram todos para olhar para Alice. Ela levantou os ombros. Ela no podia ver o que havia se passado, s o que estava por vir. Ela olhou pra mim agora. Ns dois 
estvamos processando o que ela viu em sua cabea agora, e ns dois estvamos surpresos. - Voc vai embora? - ela sussurrou. Os outros olharam pra mim agora. - Eu 
vou? - eu assoviei atravs dos meus dentes. Ela viu nessa hora, enquanto a minha deciso ia para outro caminho e outra escolha virara o meu futuro pra uma direo 
mais escura. - Oh. Bella Swan morta. Meus olhos brilhando, vermelhos com o sangue fresco. A procura que se seguiria. O tempo cuidadoso que nos levaria a esperar 
at que fosse seguro sair e comear tudo de novo... - Oh - ela disse de novo. A imagem ficou mais especfica. Eu vi o interior da casa do Chefe Swan pela primeira 
vez, vi Bella na pequena cozinha com os armrios amarelos, com as costas viradas pra mim enquanto eu a perseguia na escurido... deixava o cheiro dela me guiar at 
ela... - Pare! - eu rugi, incapaz de agentar mais. - Desculpa - ela cochichou com os olhos arregalados. O monstro gostou. E a viso na cabea dela mudou de novo. 
Uma avenida vazia  noite, as rvores ao lado dela cobertas de neve, brilhando com os quase duzentos quilmetros por hora. - Eu vou sentir sua falta - ela disse. 
- No importa quo curto seja o tempo que voc vai ficar fora. Emmett e Rosalie trocaram um olhar apreensivo. Ns j estvamos quase na curva da longa estrada que 
levava  nossa casa. - Nos deixe aqui - Alice sugeriu. - Voc deve dizer isso a Carlisle pessoalmente.





Eu balancei a cabea e o carro guinchou quando parou de repente. Emmett, Rosalie e Jasper saram silenciosamente; eles fariam Alice explicar tudo quando eu fosse 
embora. Alice tocou o meu ombro. - Voc vai fazer a coisa certa - ela murmurou. No era uma viso dessa vez, era uma ordem. - Ela  a nica famlia de Charlie Swan. 
Isso o mataria tambm. - Sim - eu disse, concordando apenas com a ltima parte. Ela saiu pra se juntar aos outros, as sobrancelhas dela estavam se juntando por causa 
da ansiedade. Eles se enfiaram nas matas, desaparecendo de vista antes que eu pudesse virar o carro. Eu acelerei de volta  cidade, e eu sabia que as vises na cabea 
de Alice estariam passando de negras a claras num piscar de olhos. Enquanto eu corria pra Forks com mais de noventa quilmetros por hora, eu no tinha certeza do 
que estava fazendo. Dizer adeus ao meu pai? Ou abraar o monstro que havia dentro de mim? A estrada passava voando por baixo dos meus pneus.

2. Livro Aberto
Eu inclinei as costas contra o banco fofo com neve, deixando o p seco se refazer em volta de meu peso. Minha pele esfriou para se igualar ao ar envolta de mim, 
e os pequenos pedaos de gelo pareciam como veludo embaixo da minha pele. O cu acima de mim estava limpo, brilhante com estrelas, ficando azul em algumas partes, 
e amarelo em outras. As estrelas apareceram majestosamente, em formas redondas contra o universo negro -uma maravilhosa vista. Requintadamente bonita. Ou melhor, 
deveria ter sido requintadamente. Teria sido, se eu pudesse v-las. Eu no estava ficando nada melhor, j haviam se passado seis dias, seis dias que eu estava escondido 
no vazio deserto Denali, mas eu no estava nem perto da liberdade desde o primeiro momento em que fui preso pelo seu perfume. Quando eu olhei para o o cu estrelado, 
era como se tivesse uma obstruo entre meus olhos e a beleza dele. A obstruo era um rosto, um rosto humano pouco notvel, mas eu no parecia poder ban-lo da 
minha mente. Eu ouvi os pensamentos aproximando-se antes de ouvir os passos que os acompanhavam. O som do movimento era apenas um desfalecido suspiro contra o p. 
Eu no estava surpreso que Tanya havia me seguido at aqui. Eu sabia que ela estava refletindo sobre esta conversa pelos ltimos dias, adiando at que ela estivesse 
exatamente certa do que ela queria dizer.





Ela apareceu h uns 54 metros, pulando at a ponta de uma rocha escura  vista, balanando-se nas solas dos ps A pele de Tanya estava cinza na luz das estrelas, 
os seus cabelos louros brilhavam palidamente, quase rosa com mechas avermelhadas. Seus olhos amarelados brilharam rapidamente quando ela olhou para mim, meio enterrada 
na neve, e seus lbios se esticaram lentamente formando um sorriso. Delicadamente. Se eu pudesse v-la. Eu suspirei. Ela agachou at a ponta da rocha, as pontas 
de seus dedos tocando a rocha, o corpo dela girou. Bola de neve, ela pensou. Ela se lanou no ar, sua forma tornou-se escura, uma sombra giratria na medida que 
ela girava entre mim e as estrelas. Ela se curvou at uma bola, assim que ela tocou a a pilha do banco de neve junto  mim. Um nevoal caiu em cima de mim. A estrelas 
ficaram pretas, e eu estava enterrado, coberto de cristais de gelo. Eu suspirei de novo, mas no me movi para me desenterrar. A escurido abaixo da neve no podia 
piorar e nem melhorar a viso. Eu ainda via o mesmo rosto. "Edward?" E depois a neve voava de novo, assim que Tanya me desenterrou rapidamente. Ela limpou o p do 
meu rosto imvel, no totalmente olhando em meus olhos. "Desculpa." Ela murmurou. "Foi uma piada." "Eu sei. Foi engraado." Sua boca deformou para baixo. "Irina 
e Kate falam que eu deveria te deixar em paz. Elas acham que eu te incomodo." "No mesmo," Eu assegurei  ela "Pelo contrrio, sou eu quem est sendo rude abominavelmente 
rude. Eu sinto muito." Voc est indo para casa, no est? Ela pensou. "Eu ainda.. no me decidi... totalmente." Mas voc no vai ficar aqui. Seu pensamento era 
melanclico agora, triste. "No. Isso no parece estar... ajudando." Ela fez uma careta. " minha culpa, no ?" "Claro que no," eu menti rapidamente. No seja 
cavalheiro.





Eu sorri. Eu fao voc se sentir desconfortvel, ela acusou. "No." Ela levantou uma sobrancelha, sua expresso estava to descrente que eu tive que rir. Um curto 
riso, seguido por outro suspiro. "Est bem," eu admiti. "Um pouco." Ela suspirou tambm e colocou o seu queixo sob suas mos. Seus pensamentos estavam mortificados. 
"Voc  mil vezes mais amvel do que as estrelas, Tanya.  claro que voc  bem consciente disso. No deixe a minha teimosia minar a sua confiana." eu ri com a 
impossibilidade disso. "Eu no estou acostumada com a rejeio," ela grunhiu, seu lbio inferior se ps para fora em um atraente beicinho. "Certamente no," eu concordei, 
tentando sem muito sucesso bloquear os seus pensamentos enquanto ela se aprofundava por dentre suas milhares de conquistas. Em sua maioria, Tanya preferia os homens 
humanos - eles eram muito mais populares para uma nica coisa, com a vantagem de serem suaves e quentes. E sempre sedentos, definitivamente. "Succubus," eu soltei, 
na esperana de interromper as imagens que surgiam em sua mente. Ela sorriu, mostrando seus dentes. "A original." Diferente de Carlisle, Tanya e suas irms descobriram 
suas conscincias lentamente. No final, foi o afeto pelos homens humanos que colocaram as irms contra o massacre. Agora os homens que elas amaram... viveram. "Quando 
voc apareceu aqui," Tanya disse lentamente. "Eu pensei que..." Eu sabia o que ela tinha pensado. E eu devia saber que ela ia se sentir assim. Mas eu no estava 
no meu melhor momento racional naquela hora.. "Voc pensou que eu havia mudado de idia." "Sim," Ela me olhou com cara feia. "Eu me sinto horrvel por brincar com 
as suas expectativas, Tanya. Eu no queria - Eu no estava pensando.  que eu sa... com um pouco de pressa." "Eu imagino que voc no vai me contar o porque...?" 
Eu me sentei e enrolei meus braos ao redor das minhas pernas, me curvando defensivamente. "Eu no quero falar sobre isso."





Tanya, Irina e Kate se adaptaram muito bem  vida que elas se comprometeram. Melhor, em algumas maneiras, at do que Carlisle. Apesar da proximidade insana que elas 
se permitiram a aqueles que deviam ser - e uma vez foram - suas presas, eles no cometeram erros. Eu estava muito envergonhado em admitir minha fraqueza para Tanya. 
"Problemas com mulheres?" Ela perguntou ignorando minha relutncia. Eu dei um sorriso obscuro "No do jeito que voc quer dizer" Ento ela ficou quieta. Eu escutei 
seus pensamentos enquanto ela os mudava, tentando decifrar o significado de minhas palavras. "Voc no est nem perto" - Eu a avisei. "Uma dica?" ela me perguntou. 
"Por favor, esquea isso, Tanya." Ela estava quieta de novo, especulando. Eu a ignorei tentando, em vo, admirar as estrelas. Ela desistiu depois de um momento de 
silncio e seus pensamentos tomaram outra direo. Se voc nos deixar, pra onde voc vai, Edward? De volta pro Carlisle? "Eu no acho que seja possvel" Eu suspirei. 
Pra onde eu iria? Eu no podia imaginar um lugar em todo o planeta que fosse me interessar. Porque no importa para onde eu fosse, eu estaria indo para lugar algum 
- eu estaria apenas fugindo. Eu odiava isso. Quando eu me tornei to covarde? Tanya colocou seus braos sobre os meus ombros. Eu enrijeci mas eu no tirei seu brao 
dali. Ela queria dizer que no havia nada como o apoio de um amigo. Praticamente. "Eu acho que voc vai voltar." - ela disse com sua voz pegando um pouco do seu 
sotaque russo - "No importa o que seja ou quem seja que est machucando voc. Voc vai enfrentar isso. Voc  esse tipo." Seus pensamentos estavam de acordo com 
as suas palavras. Eu tentei abraar a viso de mim que ela carregava em sua cabea. Aquele que enfrenta as coisas de cabea levantada. Eu nunca duvidei de minha 
coragem, minha habilidade de enfrentar situaes adversas. At aquela aula terrvel de biologia h pouco tempo atrs. Eu beijei sua bochecha, voltando rapidamente 
quando ela torceu seu rosto em direo ao meu. Seus lbios j enrugados. Ela sorriu da minha rapidez. "Obrigada, Tanya. Eu precisava ouvir isso."





Seus pensamentos tornaram-se petulantes "De nada, eu acho. Eu gostaria que voc fosse mais racional sobre as coisas, Edward." "Me desculpe, Tanya. Voc sabe que 
 boa demais para mim. Eu apenas... no achei o que eu estou procurando ainda." "Bom, se voc for embora antes de eu te ver de novo. Tchau,Edward." "Tchau, Tanya" 
- Enquanto eu falava as palavras, eu pude ver isso. Eu podia me ver saindo de l, de volta para o lugar onde eu gostaria de estar. - "Obrigada - de novo." Ela estava 
em p num movimento. E depois ela tinha sado, desaparecendo entre a neve. Ela no olhou para trs. Minha rejeio a deixou mais incomodada do que ela j tinha ficado 
antes, at em seus pensamentos. Ela no queria me ver antes de partir. Meus lbios se contorceram com desapontamento. Eu no gostava de machucar a Tanya, apesar 
de seus sentimentos no serem to profundos e dificilmente puros. De todos os modos no era algo que eu poderia corresponder. E eu continuava me sentido menos gentil. 
Eu coloquei meu queixo no meu joelho e olhei para as estrelas novamente mesmo estando de repente ansioso para voltar ao meu caminho. Eu sabia que Alice me veria 
voltando para casa e contaria aos outros. Isso os faria feliz - principalmente Carlisle e Esme. Mas eu admirei as estrelas mais uma vez e tentando ver passado na 
minha cabea. Entre eu e o as luzes brilhantes no cu um par de olhos castanhos confusos voltando para mim, me fazendo perguntar o que essa deciso significaria 
para ela.  claro, eu no poderia ter certeza que era isso que seus olhos curiosos procuravam. Nem na minha imaginao eu conseguia ouvir seus pensamentos. Os olhos 
de Bella Swan continuavam questionando e uma no obstruda viso das estrelas continuou a me invadir. Com um leve suspiro, eu desisti. Se eu corresse, eu estaria 
de volta ao carro do Carlisle em menos de uma hora. Numa pressa para ver minha famlia - e para voltar a ser aquele Edward que enfrenta as coisas - eu destru o 
iluminado de neves no deixando marcas de ps. "Tudo ficar bem" - Alice encorajou. Seus olhos estavam sem foco e o Jasper tinha uma mo sob seu cotovelo, a guiando 
enquanto entrvamos na cafeteria num grupo fechado. Rosalie e Emmett tamparam o caminho, Emmett ridculo como um guarda costas no meio do territrio inimigo. Rose 
parecia preocupada tambm porm bem mais irritada do que protetora. "Claro que ficar." - eu grunhi. O comportamento deles era burlesco. Se eu no tivesse certeza 
de que agentaria esse momento, eu teria ficado em casa. A repentina mudana para o nosso normal mesmo na ldica manh - havia nevado ontem  noite e Emmett e Jasper 
tirando vantagem da minha distrao para me bombardear com bolas de neve; quando eles se cansaram da minha falta de resposta eles se viraram um para o outro - esse 
excesso de vigilncia teria sido cmica se no fosse to irritante. "Ela no est aqui ainda, mas ela vir. Ela no desconfiar se ns sentarmos no lugar de sempre."





"Claro que ns vamos sentar no lugar de sempre! Pare com isso Alice. Voc est me dando nos nervos. Eu ficarei absolutamente bem." Ela piscou seus olhos uma vez 
enquanto o Jasper a ajudava a se sentar e seus olhos finalmente se focaram em minha face. "Hmm..." ela disse, parecia surpresa. "Acho que voc est certo" "Claro 
que eu estou!" eu murmurei. Eu odiava estar no foco da preocupao deles. Eu senti uma certa solidariedade por Jasper lembrando-me das inmeras vezes que ns o superprotegemos. 
Ele percebeu de relance meus sentimentos e sorriu. Irritante, no ? Eu consenti para ele. Foi apenas semana passada que esse grande e pardo aposento parecia mortalmente 
depressivo para mim? Pareceria quase como um sonho, um coma estar aqui? Hoje meus nervos estavam firmes - conexes de pianos, intensamente tocados a leves presses. 
Meus sentidos estavam hiper alertas, eu vistoriei cada som, cada suspiro, cada movimento do ar que tocaram minha pele, cada pensamento. Especialmente os pensamentos. 
S havia um sentindo que eu me recusei a usar. Olfato,  claro. Eu no respirei. Eu estava esperando escutar mais sobre os Cullen nos pensamentos do que realmente 
aconteceu. Todo o dia eu estive esperando, procurando por cada novo pensamento sobre Bella Swan ter confessado, tentando ver que direo a nova fofoca que seguiria. 
Mas no tinha nada. Ningum notou que havia 5 vampiros no refeitrio, exatamente como antes da nova garota entrar. Muitos humanos aqui ainda estavam pensando sobre 
aquela garota, os mesmos pensamentos da semana passada. Em vez de estar inalteravelmente entediado, eu estava fascinado. Ela no tinha falado nada para ningum sobre 
mim? No tinha nenhuma chance de que ela no tivesse percebido meu obscuro, assassino brilho. Eu a vi reagir a isso. bvio, eu assustei aquela tola. Eu estava convencido 
de que ela havia mencionado isso para algum, talvez at tivesse exagerado na histria um pouco para faz-la melhor. Atribuindo-me alguns traos ameaadores. E ento, 
ela tambm me ouvindo tentando cancelar nossas aulas compartilhadas de biologia. Ela deve ter imaginado, depois de ver a minha expresso, se ela tinha sido a causa. 
Uma garota normal teria perguntado por a, comparado a sua experincia com os outros, procurado por algum terreno em comum que pudesse explicar o meu comportamento 
e ento ela no se sentiria sozinha. Humanos esto constantemente desesperados por se sentirem normal, por se encaixarem. Para se misturar com os outros ao seu redor, 
como mais uma ovelha sem graa no rebanho. Essa necessidade era





particularmente forte durante os inseguros anos da adolescncia. Essa garota no devia ser uma exceo  regra. Mas ningum tinha dado ateno a ns sentados aqui, 
em nossa mesa normal. Bella devia estar excepcionalmente tmida, se ela tinha confidenciado com algum. Talvez ela tenha falado com o seu pai, talvez esse fosse 
seu melhor relacionamento... Apesar de isso soar improvvel, dado o fato de que ela havia passado to pouco tempo com ele durante sua vida. Ela devia ser mais prxima 
de sua me. Mesmo assim, eu devia passar pelo Chefe Swan alguma hora e ouvir o que ele estava pensando. "Algo novo?" Jasper perguntou. "Nada. Ela... no deve ter 
dito nada." Todos ergueram uma sobrancelha com as novidades. "Talvez voc no seja to assustador quanto voc acha que ." Emmett disse, rindo. "Eu aposto que eu 
a teria apavorado mais do que ISSO." Eu rolei meus olhos at ele. "Imaginando o porqu...?" ele se surpreendeu com a minha revelao sobre o silncio nico da garota. 
"Ns j passamos por isso. Eu no SEI." "Ela est vindo," Alice murmurou ento. Eu senti meu corpo ficar rgido. "Tente parece humano." "Humano, voc diz?" Emmet 
perguntou. Ele levantou seu punho direito, girando os dedos para revelar a bola de neve que tinha guardado em sua palma.  claro que ela no havia derretido ali. 
Ele a apertou em um grumoso bloco de gelo. Ele tinha os olhos em Jasper, mas eu vi a direo de seus pensamento. Alice tambm, claro. Quando ele abruptamente lanou 
o pedao de gelo nela, ela o jogou longe com um leve balanar de seus dedos. O gelo ricocheteou atravs do corredor da cafeteria; muito rpido para os olhos humanos, 
e se fragmentou com um agudo barulho na parede de tijolo. O tijolo quebrou tambm. As cabeas na esquina da cafeteria todas se viraram para olhar para a pilha de 
gelo no cho, e se viraram para procurar sua origem. No olharam para muitas mesas ao longe. Ningum olhou para ns. "Muito humano, Emmett," Rosalie disse de maneira 
fulminante. "Por que voc no soca a parede enquanto estiver perto?" "Seria mais impressionante se voc fizesse isso, baby." Eu tentei prestar ateno neles, mantendo 
um sorriso fixo no meu rosto como se eu estivesse fazendo parte da brincadeira. Eu no me permiti olhar em direo aonde ela estava em p. Mas isso foi tudo que 
eu escutei tambm.





Eu pude ouvir a impacincia de Jessica com a garota nova, que parecia estar distrada, tambm, permanecendo imvel na fila em movimento. Eu vi, nos pensamentos de 
Jessica, que as bochechas de Bella Swan ficaram mais uma vez rosas com o sangue. Eu respirei curta e rapidamente, pronto para parar de respirar se qualquer trao 
de seu odor tocasse o ar ao meu redor. Mike Newton estava com as duas garotas. Eu ouvia as duas vozes, mental e verbal, quando ele perguntou o que havia de errado 
com a garota Swan. Eu no gostava do modo com os seus pensamentos estavam envolvidos nela, um brilho de suas fantasias j construdas encobriram sua mente enquanto 
ele a observava ficar surpresa e olhar para cima como se ela tivesse esquecido que ele estivesse ali. "Nada," eu ouvi Bella dizer em uma voz baixa e clara. Parecia 
soar com um sino sobre todos os murmrios da cafeteria, mas eu sabia que isso era somente porque eu estava escutando de forma to intensa. "Eu vou tomar s um refrigerante 
hoje," ela continuou enquanto ela se movia para seguir com a fila. Eu no consegui evitar olhar de relance em sua direo. Ela estava olhando para o cho, o sangue 
lentamente se esvaindo de seu rosto. Eu olhei para longe rapidamente, para Emmet, que riu agora de um sorriso aflito em meu rosto. Voc parece doente, mano. Eu re-arranjei 
minhas feies para parecer mais casual e natural. Jessica estava imaginando sobre a falta de apetite da garota. "Voc no est com fome?" "Na verdade, eu me sinto 
um pouco doente." Sua voz soou mais baixa, mas ainda assim, perfeitamente clara. Por que isso me incomodava, uma preocupao protetora que repentinamente surgiu 
dos pensamentos do Newton? O que importava que houvesse um timbre possessivo neles? No era exatamente da minha conta se Mike Newton se sentia desnecessariamente 
ansioso por ela. Talvez esse fosse o modo que todos correspondiam  ela. Eu no queria, instintivamente, proteg-la, tambm? Antes que eu quisesse mat-la, isto 
... Mas aquela garota estava doente? Era difcil de julgar - ela parecia to delicada com aquela pele translcida... ento eu percebi que eu estava me preocupando, 
tambm, assim como aquele garoto estpido, e eu forcei a mim mesmo no pensar sobre a sade dela. Sem levar em considerao que eu no gostava de monitor-la pelos 
pensamentos de Mike. Troquei para Jessica, olhando cuidadosamente enquanto eles trs escolhiam uma mesa para sentar. Felizmente, eles sentaram-se com as companhias 
usuais de Jessica, uma das primeiras mesas do lugar. No na direo do vento, assim como Alice havia prometido. Alice me acotovelou. Ela vai olhar para c, aja como 
humano.





Eu trinquei meus dentes por detrs de meu sorriso. "Se acalme, Edward," Emmet disse. "Honestamente. Ento voc matou um humano. Isso  dificilmente o fim do mundo". 
"Voc deve saber." eu murmurei. Emmet riu. "Voc tem que aprender a fazer outras coisas. Como eu fao. Eternidade  muito tempo para ficar rolando na culpa." E ento, 
Alice lanou uma pequena mo cheia de gelo que ela havia ocultado na confiante cara de Emmet. Ele piscou, surpreso, e ento sorriu em antecipao. "Voc pediu por 
isso," ele disse, enquanto ele se inclinava sobre a mesa e sacudia seu cabelo coberto de gelo em sua direo. A neve, derretendo no cmodo quente, lanou-se de seu 
cabelo em um denso banho metade lquido, metade gelo. "Eca!" Rose reclamou, enquanto ela e Alice recuavam da inundao. Alice riu e todos ns a acompanhamos. Eu 
podia ver na mente de Alice como ela havia orquestrado esse momento perfeito e eu sabia que aquela garota - eu tinha que parar de pensar nela dessa maneira, como 
se ela fosse a nica garota do mundo - Bella devia estar nos olhando rindo e brincando, parecendo felizes e humanos e de forma to irreal como uma pintura de Norman 
Rockwell. Alice continuou rindo, e segurando a sua bandeja como um escudo. Aquela garota - Bella devia estar nos encarando. ... encarando os Cullens de novo, algum 
pensou, prendendo a minha ateno. Eu olhei automaticamente em direo ao chamado no intencional, percebendo enquanto meus olhos encontravam a sua origem, que eu 
havia reconhecido a voz - eu a havia ouvido muito hoje. Mas meus olhos passaram direto por Jessica e se focaram na observao penetrante da garota. O que ela estava 
pensando? A frustrao parecia aumentar enquanto o tempo passava, ao invs de diminuir. Eu tentei - de forma incerta no que eu estava fazendo j que eu nunca havia 
tentado isso antes - sondar com a minha mente o silncio ao redor dela. Minha audio extra vinha naturalmente para mim, sem pedir; eu nunca tive que for-la. Mas 
agora eu estava concentrado, tentando passar por qualquer escudo ao redor dela. Nada alm de silncio. O que ela tem? Jessica pensou, ecoando minha prpria frustrao. 
"Edward Cullen est te encarando," ela sussurrou no ouvido da garota Swan, com um sorriso falso. No houve nenhuma insinuao de sua irritao invejosa no seu tom. 
Jessica pareceu ser experiente no fingimento de amizade.





Eu escutei, muito claramente,  resposta da garota. "Ele no parece irritado, parece?" ela sussurrou de volta. Ento ela havia notado a minha reao selvagem semana 
passada.  claro que ela havia. A pergunta pareceu confundir Jessica. Eu vi a minha prpria face em seus pensamentos enquanto ela checava a minha expresso, mas 
eu no encontrei com seu olhar. Eu ainda estava concentrado na garota, tentando ouvir alguma coisa. O meu foco intencional no parecia estar ajudando em nada. "No," 
Jess disse a ela, e eu sabia que ela desejava poder dizer que sim - como isso a envenenou por dentro, meu olhar - apesar de ela no demonstrar de forma alguma em 
sua voz: "Ele devia estar?" "Eu no acho que ele goste de mim," a garota sussurrou de volta, deitando a sua cabea em seu brao como se ela estivesse subitamente 
cansada. Eu tentei entender seu movimento, mas eu s pude fazer suposies. Talvez ela estivesse cansada. "Os Cullens no gostam de ningum," Jess assegurou a ela: 
"Bem, eles nem se quer percebem algum o suficiente para gostar deles." Eles nunca notaram. O seu pensamento foi um rosnado de reclamao. "Mas ele ainda est te 
encarando." "Pare de olhar para ele," a garota disse ansiosamente, erguendo a sua cabea para ter certeza que a Jessica a obedeceu. Jessica sorriu, mas fez o que 
ela pediu. A garota no tirou os olhos de sua mesa pelo resto do tempo. Eu pensei - imaginei,  claro, eu no podia ter certeza - que isso foi intencional. Parecia 
que ela queria olhar para mim. O seu corpo se deslocaria ligeiramente na minha direo, o seu queixo comeava a virar, e ento ela se repreendia, respirava fundo 
e olhava fixamente para qualquer pessoa que estava falando. Eu ignorei a maior parte dos outros pensamentos ao redor da garota, como eles no eram, momentaneamente, 
sobre ela. Mike Newton estava planejando uma guerra de neve no estacionamento depois da escola, sem parecer perceber que a neve j tinha mudado para chuva. A agitao 
dos leves flocos contra o teto j tinha se tornado o padro comum de gotas de gua. Ele realmente no conseguia ouvir a mudana? Parecia alta para mim. Quando a 
hora do almoo terminou, eu continuei no meu lugar. Os humanos iam saindo, e eu me peguei tentando distinguir o som dos passos dela do som do resto, como se houvesse 
algo importante ou incomum neles. Que estupidez. Minha famlia tambm no se mexeu para ir embora. Eles esperaram para ver o que eu iria fazer. Eu iria para a classe, 
sentar ao lado da garota onde eu podia sentir a fragrncia absurdamente potente de seu sangue e sentir o calor de sua pulsao do ar na minha pele? Eu era forte 
o suficiente para isso? Ou j tinha tido o suficiente para um dia? - Eu... acho que est tudo bem. - Alice disse, hesitante. - Sua mente est segura. Eu acho que 
voc conseguira agentar por uma hora.





Mas Alice sabia muito bem a rapidez que uma mente podia mudar. - Por que arriscar, Edward? - Jasper perguntou. Embora ele no quisesse se sentir presunoso que eu 
fosse o fraco agora, eu podia escutar que ele se sentia, s um pouco. V para casa. V com calma. - Qual  o problema? - Emmett discordou. - Ou ele vai ou no vai 
mat-la. Melhor acabar com isso de uma vez, de um jeito ou do outro. - Eu no quero me mudar ainda. - Rosalie reclamou. - Eu no quero recomear. Estamos quase fora 
do colegial, Emmett. Finalmente. Eu estava igualmente despedaado com esta deciso. Eu queria, queria muito, encarar isso de cabea do que fugir para longe outra 
vez. Mas eu tambm no queria me arriscar muito, tambm. Havia sido um erro semana passada para Jasper ficar tanto tempo sem caar; isso era um erro sem propsito 
tambm? No queria desarraigar minha famlia. Nenhum deles me agradeceria por isso. Mas eu queria ir para a minha aula de biologia. Percebi que queria ver o rosto 
dela novamente. Foi isso o que decidiu por mim. Essa curiosidade. Estava irritado comigo mesmo por sentir isso. No tinha prometido que no iria deixar o silncio 
da mente da garota me deixar desnecessariamente interessado nela? E mesmo assim, aqui estava eu, ainda mais desnecessariamente interessado. Eu queria saber o que 
ela estava pensando. A mente dela era fechada mas seus olhos eram muito abertos. Talvez eu pudesse ver por eles. - No, Rose, eu acho que vai ficar tudo bem. - Alice 
disse. - Est... se firmando. Eu tenho noventa e trs por cento de certeza de que nada de ruim vai acontecer se ele for para a classe. - Ela me olhou curiosamente, 
se perguntando o que havia mudado em meus pensamentos que fez sua viso do futuro mais segura. Curiosidade seria o suficiente para manter Bella Swan viva? Emmett 
tinha razo - por que no acabar com isso, de um jeito ou de outro? Eu iria enfrentar a tentao de cabea. - Vo para suas classes. - Eu ordenei, me afastando da 
mesa. Eu me virei e andei para longe deles sem olhar para trs. Eu podia ouvir a preocupao de Alice, a censura de Jasper, a aprovao de Emmett e a irritao de 
Rosalie se arrastando s minhas costas. Eu respirei fundo mais uma vez na porta da sala de aula, e segurei o ar em meus pulmes enquanto entrava no espao pequeno 
e quente. No estava atrasado. O Sr. Banner ainda estava se arrumando para a experincia de laboratrio de hoje. A garota sentou na minha - na nossa mesa, seu rosto 
para baixo de novo, encarando o caderno em que desenhava. Eu examinei os rabiscos quando me aproximei, interessado at mesmo nessa criao banal da sua mente, mas 
eram coisas sem sentido. S fazendo ondas e mais ondas. Talvez ela no estivesse se concentrando no padro, mas pensando em outra coisa?





Eu puxei minha cadeira com um barulho desnecessrio, deixando raspar no cho de linleo; humanos sempre se sentiam mais confortveis quando algum barulho anunciava 
a aproximao de alguma outra pessoa. Eu sabia que ela tinha escutado o som; ela no olhou para cima, mas a sua mo errou uma onda no formato que ela estava fazendo, 
deixando-o desbalanceado. Por que ela no olhou para cima? Provavelmente ela estava assustada. Eu tinha que ter certeza de deix-la com uma impresso diferente desta 
vez. Faz-la pensar que havia imaginado coisas antes. - Ol. - eu disse na voz calma que usava quando queria deixar humanos mais confortveis, formando um sorriso 
educado com meus lbios que no mostraria nenhum dente. Ela olhou para cima ento, seus atentos olhos castanhos assustados - quase desconcertados - e cheios de perguntas 
silenciosas. Era a mesma expresso que tinha obstrudo minha viso pela ultima semana. Enquanto eu encarava aqueles olhos castanhos estranhamente intensos, eu percebi 
que o dio - o dio que eu tinha imaginado que esta menina merecia por simplesmente existir havia evaporado. Sem respirar agora, sem sentir seu cheiro, era difcil 
de acreditar que algum to vulnervel pudesse justificar dio. As bochechas dela comearam a corar e ela no disse nada. Eu mantive meus olhos nos dela, me concentrando 
s em suas profundezas questionadoras, e tentando ignorar a cor apetitosa. Eu tinha flego suficiente para falar mais um pouco sem inalar. - Meu nome  Edward Cullen. 
- eu disse, embora soubesse que ela sabia disso. Era o jeito educado de comear. - No tive a oportunidade de me apresentar na semana passada. Voc deve ser Bella 
Swan. Ela pareceu confusa - havia uma pequena ruga entre seus olhos novamente. Ela levou meio segundo a mais do que deveria para responder. - Como voc sabe meu 
nome? - ela perguntou, e sua voz tremeu um pouco. Eu devia t-la realmente assustado. Isso me fez sentir culpado; ela era to indefesa. Eu ri gentilmente - era um 
som que eu sabia que deixava humanos mais  vontade. Novamente, fui cuidadoso com meus dentes. - Ah, eu acho que todo mundo sabe seu nome. - Certamente ela devia 
ter percebido que ela tinha se tornado o centro das atenes nesse lugar montono. - A cidade toda estava esperando voc chegar. Ela fez uma careta como se essa 
informao fosse desagradvel. Eu achei que, sendo tmida como ela parecia ser, ateno iria parecer uma coisa ruim para ela. A maioria dos humanos sentia o oposto. 
Embora eles no quisessem se destacar em uma multido, ao mesmo tempo eles desejavam um holofote por suas uniformidades individuais. - No. - ela disse. - Quer dizer, 
por que me chamou de Bella?





- Prefere Isabella? - eu perguntei, perplexo pelo fato de que no podia ver para onde a sua pergunta estava levando. Eu no entendi. Com certeza, ela deixou sua 
preferncia clara muitas vezes naquele primeiro dia. Todos os humanos eram incompreensveis assim sem um contexto mental como guia? - No, gosto de Bella. - ela 
respondeu, inclinando a cabea levemente para um lado. Sua expresso - se eu estivesse lendo corretamente - estava dividida entre vergonha e confuso. - Mas eu acho 
que Charlie... quer dizer, meu pai, deve me chamar de Isabella nas minhas costas.  como todo mundo aqui parece me conhecer.- Sua pele ficou um tom de rosa mais 
escuro. - Ah. - eu disse indevidamente, e rapidamente desviei meus olhos de seu rosto. Eu tinha acabado de entender o que as perguntas dela queria dizer: eu tinha 
escorregado cometido um erro. Se eu no tivesse escutando as conversar dos outros naquele primeiro dia, ento eu teria chamado inicialmente pelo nome inteiro, como 
todos os outros. Ela tinha notado a diferena. Eu senti uma dor de desconforto, foi muito rpido para ela perceber meu erro. Bem astuta, especialmente para algum 
que deveria estar aterrorizada pela minha proximidade. Mais se tinha problemas maiores do que qualquer suspeita sobre mim ela estava trancando dentro de sua cabea. 
Eu estava sem ar. Se eu fosse falar com ela de novo, eu teria que respirar. Seria difcil evitar falar. Infelizmente para ela, compartilhar esta mesa a tornava minha 
parceira de laboratrio, e ns teramos que trabalhar juntos hoje. Seria estranho - e incompreensivelmente rude - eu ignor-la enquanto ns fazamos a experincia. 
Iria deixla mais suspeita, com mais medo... Eu me inclinei para o mais longe que eu podia dela sem mexer minha cadeira, virando minha cabea para o corredor. Firmei-me, 
travando meus msculos no lugar, e ento suguei um pulmo inteiro de ar rapidamente, respirando por minha boca. Ahh! Era genuinamente doloroso. Mesmo sem sentir 
o cheiro dela, ou podia sentir o gosto dela em minha lngua. Minha garganta de repente estava em chamas outra vez, a necessidade to forte como a daquele primeiro 
momento em que eu senti o cheiro dela. Juntei meus dentes e tentei me recompor. - Podem comear. - O Sr. Banner comandou. Pareceu que tomou cada pequena partcula 
do auto-controle que eu tinha acumulado em setenta anos de trabalho rduo para virar minha cabea para a garota, que estava olhando para a mesa, e sorrir. - Primeiro 
as damas, parceira? - eu ofereci. Ela olhou para minha expresso e seu rosto ficou vazio, os olhos arregalados. Havia algo de errado com a minha expresso? Ela estava 
assustada novamente? Ela no falou.





- Ou eu posso comear, se preferir. - eu disse calmamente. - No. - ela disse, e seu rosto passou de branco para vermelho outra vez. - Eu comeo. Eu encarei o equipamento 
na mesa, o microscpio arranhado, a caixa de slides, ao invs de ver o sangue correr por baixo da pele clara. Respirei de novo depressa, por meus dentes, e recuei 
quando o gosto fez minha garganta arder. - Prfase. - ela disse depois de um rpido exame. Ela comeou a remover o slide, embora ela mal o tinha visto. - Importa-se 
se eu olhar? - Instintivamente - estupidamente, como se eu fosse da espcie dela - eu estendi para parar a mo que removia o slide. Por um segundo, o calor de sua 
pele queimou a minha. Foi como uma corrente eltrica - certamente muito mais quente do que meros 37 graus. O tiro de calor passou pela minha mo e correu pelo meu 
brao. Ela puxou rapidamente a sua mo debaixo da minha. "Desculpe-me," eu murmurei por dentre meus dentes trincados. Precisando de algum lugar para olhar, eu segurei 
o microscpio e olhei brevemente pelo buraco. Ela estava certa. "Prfase," eu concordei. Eu ainda estava demasiadamente perturbado para olh-la. Respirando to calmamente 
quanto eu podia por dentre meus dentes cerrados e tentando ignorar a sede furiosa, eu tentava me concentrar naquela simples tarefa, escrevendo a palavra no espao 
adequado na lmina do laboratrio, e ento trocando o primeiro slide pelo prximo. O que ela estava pensando agora? Como ser que ela se sentiu, quando eu toquei 
a sua mo? Minha pele deve ter parecido gelo - repulsivo. No me admirava que estivesse to quieta. Eu dei uma olhada no slide. "Anfase." eu disse para mim mesmo 
enquanto eu escrevia na segunda linha. "Posso?" ela perguntou. Eu olhei para cima, para ela, surpreso ao ver que ela estava esperando, na expectativa, uma mo metade 
estendida em direo ao microscpio. Ela no parecia estar com medo. Ela realmente pensava que eu tinha errado na resposta? Eu no me segurei e sorri com o seu olhar 
esperanoso no rosto enquanto eu passava o microscpio para ela. Ela encarou no microscpio com uma vontade que logo desapareceu. Os cantos de sua boca rapidamente 
desceram. "Slide 3?" Ela perguntou, sem olhar pra cima do microscpio, mas com sua mo estendida. Eu coloquei o prximo slide na mo dela, sem deixar minha pele 
chegar perto da dela dessa vez. Sentar do lado dela era como sentar do lado de uma lmpada. Eu podia sentir conforme eu esquentava aos poucos com a temperatura mais 
alta.





Ela no olhou para o slide por muito tempo. "Interfase" ela disse de forma casual - talvez tentando com muita vontade - e empurrou o microscpio na minha direo. 
Ela no encostou no papel, mas esperou que eu escrevesse a resposta. Eu chequei - ela estava certa de novo. Ns terminamos dessa forma, falando uma palavra por vez 
nunca nos olhando nos olhos. Ns ramos os nicos que haviam acabado - os outros na aula estavam tendo mais dificuldade com o laboratrio. Mike Newton parecia estar 
tendo problemas se concentrando - ele estava tentando observar Bella e eu. "Queria que ele tivesse ficado onde ele foi" Mike pensou, me olhando com raiva. Hmm, interessante. 
Eu no tinha notado que o garoto tinha mantido algum sentimento negativo sobre mim. Isso era um novo acontecimento, to recente quanto  chegada da nova garota. 
Ainda mais interessante, eu pensei - para minha prpria surpresa - que o sentimento era mtuo. Eu olhei pra baixo para a garota de novo, perplexo pelo tamanho da 
devastao e violncia que, apesar de comum; sem ameaas aparente, ela estava causando em minha vida. No era como se eu no pudesse ver o que Mike estava pensando. 
Ela na verdade estava bonita...de uma forma diferente. Melhor do que estando bonita, seu rosto estava interessante. No to simtrico - seu queixo mais pontudo fora 
de sincronia com as mas do rosto largas; fortemente ruborizadas. - o claro e escuro contraste da sua pele e seu cabelo; e ento os olhos. Brilhando sobre silenciosos 
segredos. Olhos que de repente estavam perdidos nos meus. Eu a encarei de volta, tentando descobrir pelo menos um de seus segredos. "Voc est usando lentes?" ela 
perguntou de repente. Que pergunta estranha. "No" Eu quase sorri com a idia de tentar melhorar minha viso. "Ah" ela murmurou. "Eu achei que tinha algo diferente 
nos seus olhos." Eu me senti gelado de novo conforme eu notei que aparentemente eu no era o nico tentando descobrir segredos hoje.  claro que tinha algo diferente 
nos meus olhos desde a ltima vez que ela tinha olhado neles. Para me preparar para hoje, a tentao de hoje, eu passei o fim de semana inteiro caando, matando 
minha sede o mximo possvel, mais do que o necessrio. Eu me afoguei no sangue de animais, no que fizesse muita diferena na frente do absurdo sabor flutuando 
ao redor do ar perto dela. Quando eu olhei para ela por fim, meus olhos tinham estado pretos pela sede. Agora, meu corpo nadando em sangue, meu olhos estavam com 
uma cor dourada. Castanho-claro, mbar pelo meu excesso de alimento. Outro lapso. Se eu tivesse notado o que ela quis dizer com a pergunta, poderia somente ter dito 
que eram lentes. Eu sentei ao lado de humanos por quase dois anos nessa escola, ela foi a primeira a tentar me examinar perto o suficiente para notar a diferena 
de cor nos meus olhos. Os outros, enquanto admiravam a beleza da minha famlia, tinham a tendncia de olhar para baixo rapidamente quando ns olhvamos de volta. 
Eles sempre se protegiam, bloqueando





detalhes das nossas aparncias como uma tentativa forte e instintiva de nos entender. Ignorncia era uma ddiva para a mente humana. Por que tinha que ser essa garota 
que via tanto? Sr. Banner se aproximou da nossa mesa. Eu agradecido inalei o ar puro que ele trouxe consigo antes que pudesse misturar com o cheiro dela. "Ento, 
Edward," ele disse olhando nossas respostas, "voc no acha que Isabella deveria ter uma chance com o microscpio?" "Bella" Eu corrigi ele por puro reflexo. "Na 
verdade ela identificou trs de cinco." Os pensamentos de Mr.Banner eram cticos enquanto ele se virava para ela. "Voc j fez essa aula antes?" Eu assisti, envolvido, 
quando ela sorriu, parecendo um pouco envergonhada. "No com raiz de cebola." "Ovas de peixe?" ele perguntou. "Sim." Isso o surpreendeu. A aula de hoje foi algo 
que ele pegou de um curso mais avanado. Ele assentiu de maneira pensante. "Voc estava em um programa avanado em Phoenix?" "Sim." Ela era avanada, ento, inteligente 
para uma humana. Isso no me surpreendeu. "Bem," o Sr.Banner disse, franzindo o lbio. "Eu suponho que  bom que vocs dois sejam parceiros ento." Ele virou e foi 
embora murmurando "Para que os outros possam ter uma chance te aprender algo por eles mesmos.". Eu duvido que a garota possa ouvir isso. Ela voltou a desenhar crculos 
ao redor da sua pasta. Dois lapsos em meia hora. Uma demonstrao insatisfatria da minha parte. Apesar de que eu no tinha nenhuma idia do que a garota pensava 
de mim - quando ela tinha medo, quando ela suspeitava? Suspeitava? - eu sabia que precisaria me esforar mais daqui para frente para faz-la mudar sua opinio sobre 
mim. Alguma coisa para faz-la esquecer-se do nosso ameaador ltimo encontro. " ruim essa neve toda, no ?" Eu disse repetindo o assunto que vrios outros alunos 
j haviam discutido. Um tpico habitual e entediante. O tempo - sempre seguro. Ela olhou para mim, a dvida bvia em seu olhar - uma reao anormal para minhas palavras 
muito normais. Eu tentei direcionar a conversa de volta a um caminho mais comum. Ela era de um lugar muito mais claro, mais quente - sua pele parecia refletir isso 
de alguma maneira, apesar de





sua palidez - e o frio devia faz-la se sentir desconfortvel. Meu toque gelado com certeza tinha... "Voc no gosta do frio," eu adivinhei. "E do molhado," ela 
assentiu. "Forks deve ser um lugar difcil para voc viver." Talvez voc no devesse ter vindo para c, eu quis acrescentar. Talvez voc devesse voltar ao lugar 
de onde veio. Porm, eu no tinha certeza se era isso que eu queria. Eu sempre me lembraria do cheiro de seu sangue - existia ao menos alguma garantia de que eu 
no a seguiria? Alm disso, se ela fosse embora, sua mente sempre seria um mistrio. Um constante e insistente quebra-cabeas. "Voc no faz idia," ela disse em 
voz baixa e me senti carrancudo por um momento. Suas respostas nunca eram o que eu esperava que fossem. Isso me fez querer fazer mais perguntas. "Por que voc veio 
para c, ento?" eu reclamei, percebendo que meu tom de voz era muito acusatrio, no era casual o bastante para a conversa. A pergunta pareceu rude, intrometida. 
"... complicado." Ela piscou seus grandes olhos, no dando maiores informaes, e eu quase explodi de curiosidade - a curiosidade queimou to forte quanto  sede 
em minha garganta. Na realidade, estava ficando um pouco mais fcil respirar; a agonia estava ficando mais tolervel enquanto eu me familirializava. "Eu acho que 
posso agentar," eu insisti. Talvez a cortesia comum a fizesse continuar respondendo minhas perguntas tanto quanto eu era rude o suficiente para pergunt-las. Ela 
encarou silenciosamente suas mos. Isso me deixou impaciente; eu queria colocar minha mo embaixo de seu queixo e levantar sua cabea para que eu pudesse ler seus 
olhos. Mas fazer isso seria tolice de minha parte - perigoso - tocar sua pele novamente. Ela levantou os olhos subitamente. Era um alvio poder ver as emoes em 
seus olhos novamente. Ela falou apressadamente, correndo pelas palavras. "Minha me casou-se novamente." Ah, isso era humano suficiente, fcil de entender. A tristeza 
passou por seus olhos claros e ela enrugou de novo a testa. "No parece to complicado," eu disse. Minha voz soou gentil sem que eu me esforasse para isso. Sua 
tristeza me fez sentir estranhamente impotente, desejando que houvesse algo ao meu alcance para faz-la sentir-se melhor. Um estranho impulso. "Quando isso aconteceu?"





"Setembro passado." Ela expirou pesadamente - nada mais que um suspiro. Eu segurei minha respirao e sua respirao quente varreu meu rosto. "E voc no gosta dele," 
eu supus, pescando maiores informaes. "No, o Phil  legal," ela disse, corrigindo suposio. Havia a ponta de um sorriso agora nos cantos de seus lbios cheios. 
"Muito jovem, talvez, mas legal o suficiente." Isso no se encaixava com a cena que eu havia construdo em minha cabea. "Por que voc no fica com eles?" eu perguntei, 
minha voz um pouco curiosa demais. Parecia que eu estava sendo bisbilhoteiro. E eu estava sendo, eu admito. "Phil viaja muito. Ele joga bola." O pequeno sorriso 
cresceu; essa escolha de carreira a divertia. Eu sorri, tambm, sem escolher faz-lo. Eu no estava tentando faz-la sentir-se  vontade. Seu sorriso apenas me fez 
querer sorrir de volta - fazer parte do segredo. "Eu j ouvi falar dele?" eu passei o rosto dos jogadores de baseball em minha cabea, me perguntando qual deles 
era Phil... "Provavelmente no. Ele no joga bem." Outro sorriso. "S na menor liga. Ele se muda muito." Os rostos em minha mente desapareceram instantaneamente 
e eu fiz uma lista de possibilidades em menos de um segundo. Ao mesmo tempo, eu estava imaginando uma nova cena. "E sua me te mandou pra c pra poder viajar com 
ele," eu disse. Fazer suposies parecia funcionar mais com ela do que fazer perguntas. Funcionou de novo. Seu queixo ficou proeminente e sua expresso de repente 
ficou dura. "No, ela no me mandou pra c," ela disse, e sua voz tinha novo tom, duro e irritado. Minha suposio a havia deixado triste, embora eu no pudesse 
entender o por que. "Eu mandei a mim mesma." Eu no consegui entender seu motivo, ou a razo por detrs de sua tristeza. Eu estava completamente perdido. Ento eu 
desisti. Essa garota simplesmente no fazia sentido algum. Ela no era como os outros humanos. Talvez o silncio em seus pensamentos e o perfume em seu cheiro no 
fossem as nicas coisas incomuns nela. "Eu no entendo," eu admiti, odiando ceder. Ela suspirou, e olhou nos meus olhos por mais tempo do que a maioria dos humanos 
normais seriam capazes de suportar. "No incio ela ficou comigo, mas ela sentia a falta dele," ela explicou devagar, seu tom ficando mais desesperado a cada palavra. 
"Eu a fiz infeliz, ento eu decidi que estava na hora de passar um tempo de qualidade com Charlie."





A mnima ruga entre seus olhos se intensificou. "Mas agora voc est triste," eu murmurei. Eu no conseguia parar de falar minhas hipteses em voz alta, desejando 
aprender com suas reaes. Esta, porem, no parecia to diferente do normal. "E?" ela disse, como se esse no fosse um aspecto que merecesse ser considerado. Eu 
continuei olhando em seus olhos, sentindo que finalmente eu havia conseguido uma olhadela dentro de sua alma. Eu vi naquela nica palavra onde ela havia posicionado 
ela mesma em sua lista de prioridades. Diferente dos outros humanos, suas prprias necessidades estavam bem abaixo na lista. Ela era altrusta. Quando notei isso, 
o mistrio naquela pessoa se escondendo nessa mente silenciosa comeou a desaparecer. "Isso no parece justo," eu disse. Eu encolhi meus ombros, tentando parecer 
casual, tentando omitir a intensidade de minha curiosidade. Ela riu, mas no havia diverso no som. "Ningum nunca disse a voc? A vida no  justa." Eu queria rir 
com suas palavras embora eu, tambm, no tivesse me divertido. Eu sabia um pouco sobre a injustia da vida. "Eu acredito que tenha ouvido isso em algum lugar antes." 
Ela olhou de volta para mim, parecendo confusa de novo. Ela desviou os olhos e depois olhou de novo nos meus. "Ento, isso  tudo," ela me disse. Mas eu no estava 
preparado para finalizar esta conversa. O pequeno "V" entre seus olhos, um resto de seu pesar, me perturbava. Eu queria arranc-la com a ponta do meu dedo, mas obviamente 
eu no podia toc-la. Isso no era seguro de varias formas. "Voc faz um belo show," eu disse devagar, ainda considerando a prxima hiptese. "Mas eu seria capaz 
de apostar que voc est sofrendo mais do que deixa os outros verem." Ela fez uma cara, seus olhos apertados e sua boca se torcendo em um beicinho, e ela olhou de 
volta para a frente da sala. Ela no gostou quando eu supus corretamente. Ela no era o mrtir mediano - ela no queria uma platia para sua dor. "Eu estou errado?" 
Ela recuou um pouco, mas por outro lado fingindo no me ouvir. Isso me fez sorrir. "Eu pensei que no." "Por que isso te interessa?" ela quis saber, ainda olhando 
para longe. "Esta  uma pergunta muito boa," eu admiti, mais para mim mesmo do que para responder a ela.





Seu discernimento era melhor que o meu - ela estava bem no centro das coisas enquanto eu me debatia cegamente atravs das pistas. Os detalhes de sua vida muito humana 
no deviam interessar a mim. Era errado para mim me interessar pelo que ela pensava. Para proteger minha famlia das suspeitas, pensamentos humanos no eram significantes. 
Eu no costumava ser o menos intuitivo em um par. Eu confiei no meu extra "ouvir demais" - eu obviamente no era to perceptivo quanto eu achei que fosse. A garota 
suspirou e ficou carrancuda encarando a frente da sala. Algo em sua expresso frustrada era engraado. A situao em si, toda a conversa era engraada. Ningum nunca 
esteve to em perigo por mim quanto esta pequena garota - a qualquer momento eu poderia, distrado pela minha ridcula absoro em nossa conversa me descontrolar 
e atac-la antes que eu pudesse me segurar - e ela estava irritada porque eu no havia respondido sua pergunta. "Eu estou perturbando voc?" eu perguntei, rindo 
do absurdo daquilo tudo. Ela me deu uma olhadela rapidamente, e depois seus olhos pareceram cair em minha armadilha. "No exatamente" ela me disse. "Eu estou mais 
perturbada comigo mesma. Minha cara  to fcil de ser lida - minha me sempre diz que sou o livro aberto dela." Ela franziu as sobrancelhas de mau humor. Eu olhei 
para ela me divertindo. A razo de ela estar de mau humor era porque ela pensava que eu vi atravs dela muito facilmente. Que bizarro. Eu nunca havia me esforado 
tanto para compreender algum em toda a minha vida - ou existncia, quando vida no era a palavra adequada. Eu no tinha realmente uma vida. "Pelo contrrio," eu 
discordei, me sentindo estranhamente... cauteloso, como se houvesse algum perigo escondido que eu estava falhando em ver. Eu estava subitamente na corda bamba, a 
premonio me fazendo ansioso. "Eu acho voc muito difcil de ler." "Voc deve ser um leitor muito bom, ento," ela sups, fazendo sua prpria suposio, que estava 
novamente correta. "Normalmente," eu concordei. Eu sorri largamente para ela, deixando meus lbios retorcerem para expor os cintilantes e afiados dentes atrs deles. 
Foi algo estpido de fazer, mas fiz repentinamente, inesperadamente desesperado para expressar algum tipo de aviso para a menina. Seu corpo estava perto de mim como 
antes, inconscientemente deslocado no decorrer da nossa conversa. Todos os pequenos marcadores e cantos eram suficientemente assustadores para o resto da humanidade 
que no viam como trabalhar nela. Por que ela no se encolheu longe de mim com terror? Com certeza ela deve ter visto bastante do meu lado sombrio para perceber 
o perigo, ela parecia ser intuitiva. Eu no vi se minha advertncia teve o efeito desejado, Mr. Banner disse para a classe ter ateno apenas por aquele momento, 
e ela recuou para longe de mim ao mesmo tempo.





Ela parecia um pouco aliviada por causa da interrupo, ento talvez ela tenha compreendido inconscientemente. Eu esperava que sim. Eu reconheci o fascinio cada 
vez maior dentro de mim, mesmo estando cansado para cort-lo para fora. Eu no podia me dar ao luxo de achar Bella Swan interessante. Ou melhor, ela no poderia 
se dar ao luxo. Eu j estava ansioso por alguma outra chance de falar com ela... Eu queria saber mais sobre sua me, sua vida antes de chegar aqui, seu relacionamento 
com seu pai. Todos as coisas sem sentido que poderia acrescentar detalhes ao seu carter. Mas a cada segundo que eu gastei com ela foi um erro, um risco que ela 
no sabe que estava correndo. Distraidamente, ela jogou seu cabelo. Por um momento eu me permiti outra respirao. Uma onda particularmente concentrada de seu cheiro 
bateu em minha garganta. Era como o primeiro dia - como a destruio inicial. A dor que queimava e a sede me fez ficar tonto. Eu poderia agarrar a mesa de novo para 
manter meu corpo na cadeira. Agora eu tinha um pouco mais de controle. Eu no quebraria nada, no mnimo... O monstro rosnou dentro de mim, mas nada comparado com 
o prazer da minha dor. Ele estava tambm firmemente amarrado por aquele momento. Eu parei de respirar completamente, e me inclinei o mais longe possivel da garota 
o quanto eu pude. No, eu no podia me dar ao luxo de ach-la fascinante... A mais interessante coisa que encontrei nela, provavelmente a maior, era aquela que eu 
poderia mat-la. Eu j tinha cometido dois pequenos erros hoje. Eu poderia cometer um terceiro, que no seria nada pequeno? Um pouco antes do sinal tocar, eu abandonaria 
a sala de aula - provavelmente destruindo qualquer impresso de educao que eu havia construdo no decorrer da hora. De novo, eu ofeguei por limpeza, o ar de fora 
estava mido, como se fosse um perfume de cura. Eu me coloquei apressadamente ao mximo de distancia possvel entre a garota e eu. Emmet estava me esperando na porta 
da sala de Espanhol. Ele leu minha expresso louca por um momento. Como foi? Ele perguntou cautelosamente. "Ningum morreu," Eu resmunguei. Eu achei isso. Quando 
eu vi a Alice andando por aqui quando acabou, eu pensei... Ns andamos para a sala, eu vi sua memria por apenas alguns momentos antes, vendo pela porta aberta de 
sua ltima aula: Alice de rosto desligado andando em direo ao prdio de biologia. Eu senti que na sua lembrana ele sentia vontade de ir l e se juntar a ela, 
e quando ele decidiu ficar. Se Alice precisasse de sua ajuda, ela poderia pedir... Eu fechei meus olhos com horror e desgosto quando eu despenquei na minha cadeira. 
"Eu no pensei em realizar aquilo quando estava perto. Eu no pensei o que eu estaria fazendo... Eu no vi que aquilo poderia ser to ruim," Eu sussurei.





No foi, ele me re-assegurou. Ningum morreu, certo? "Certo," Eu disse entre os dentes. "No dessa vez." Talvez fique mais fcil. "Claro." Ou, talvez voc a mate. 
Ele deu de ombros. Voc no seria o primeiro a fazer besteira. Ningum te julgaria duramente. s vezes uma pessoa apenas cheira muito bem. Estou impressionado que 
voc tenha resistido tanto tempo. "No est ajudando, Emmett." Eu estava revoltado com a sua aceitao da idia de que eu mataria a garota, de que isso era de algum 
modo, inevitvel. Era culpa dela que ela cheirasse to bem? Eu sei quando aconteceu pra mim... Ele lembrou, trazendo  tona metade de um sculo, para uma rua suja, 
onde uma mulher de meia idade estava tirando seus lenis secos de um varal amarrado entre duas macieiras. O cheiro de mas era forte no ar - a colheita tinha acabado 
e as frutas rejeitadas estavam espalhadas pelo cho, os machucados nas suas cascas deixavam escapar as suas fragrncias como grossas nuvens. Um campo recm cortado 
de feno era um fundo de paisagem para o cheiro, a harmonia. Ele andou pela rua, tudo menos distrado para a mulher, para entregar um pagamento por Rosalie. O cu 
l encima estava prpura, laranja acima das rvores. Ele teria continuado vagando pelo caminho das carroas e l no teria nenhuma razo para lembrar daquela tarde, 
se no fosse por uma repentina brisa que soprou os lenis brancos como velas e levou o cheiro da mulher at o rosto de Emmett. "Ah," Eu suspirei calmamente. Como 
se a minha prpria sede no fosse o suficiente. Eu sei. Eu no durei nem metade de um segundo. Eu nem pensei em resistir. Sua memria se tornou muito explcita pra 
eu agentar. Eu fiquei em p, meus dentes se trincaram forte o suficiente para cortar ao. "Esta bien, Edward?" Seora Goff perguntou, assustada pelo meu brusco 
movimento. Eu podia ver o meu rosto na sua mente, e eu sabia que eu parecia longe de estar bem. "Me perdona," eu murmurei, enquanto eu me lanava para a porta. "Emmett 
- por favor, puedas tu ayuda a tu hermano?" ela perguntou, gesticulando sem soluo para mim enquanto eu me apressava pra sair da sala. "Claro," eu escutei ele falar. 
E logo ele j estava bem atrs de mim. Ele me seguiu at o lado mais longe do prdio, onde ele me alcanou e ps a sua mo no meu ombro. Eu empurrei a mo dele pra 
longe com uma fora desnecessria. Teria quebrado os ossos de uma mo humana, e os ossos do brao ligados a ela.





"Me desculpe, Edward." "Eu sei." Eu extra profundas arfadas de ar, tentando clarear a minha cabea e os meus pulmes. " to ruim quanto aquilo?" ele perguntou, 
tentando no pensar no cheiro e no sabor de sua memria enquanto ele perguntou, no tendo muito sucesso. "Pior, Emmett, pior." Ele ficou quieto por um instante. 
Talvez... "No, no seria melhor se eu acabasse logo com isso. Volte para a sala, Emmett. Eu quero ficar sozinho." Ele se virou sem falar nenhuma palavra ou pensamento 
e caminhou rapidamente. Ele diria para a professora de Espanhol que eu estava doente, ou matando aula, ou um vampiro perigosamente fora de controle. A desculpa dele 
realmente importava? Talvez eu no voltasse. Talvez eu tenha que partir. Eu voltei pro meu carro novamente, para esperar o final da aula. Para me esconder, novamente. 
Eu poderia ter usado o tempo para fazer decises ou tentar reforar minha explicao, mas, como um vcio, eu me vi buscando atravs dos murmrios de pensamentos 
que emanavam do prdio da escola. As vozes familiares se destacaram, mas eu no estava interessado em dar ouvidos as vises de Alice ou as reclamaes de Rosalie 
agora. Eu achei Jessica facilmente, mas a garota no estava com ela, ento continuei procurando. Os pensamentos de Mike Newton tomaram a minha ateno, e eu acabei 
achando-a, em um ginsio com ele. Ele estava triste, porque eu conversei com ela na aula de Biologia. Ele estava pensando sobre sua responsabilidade quando algo 
surgiu do nada... Eu nunca o vi conversando com ningum nada mais que uma palavra aqui ou ali. Claro que ele acabou achando Bella interessante. Eu no gosto do jeito 
que ele olha pra ela. Mas ela no parece estar muito interessada nele. O que ela disse? "Imagino o que ele tinha na segunda passada..." Algo assim. No parece que 
ela tenha se importado. Isso no precisava fazer parte de uma conversa... Ele falou consigo mesmo sobre seu pessimismo daquele jeito, confortado pela idia de que 
Bella no estava interessada em sua troca de palavras comigo. Isso me incomodou um pouco mais do que o aceitvel, ento eu parei de escut-lo. Eu coloquei um CD 
com msicas pesadas no meu som, e ento aumentei o som at que no dava pra ouvir mais vozes. Eu realmente tentei me concentrar na msica para me manter longe dos 
pensamentos de Mike Newton, para espiar a garota inocente... Eu trapaceei algumas vezes, enquanto chegava a hora. No espiando, eu tentava me convencer. Eu estava 
apenas me preparando. Eu queria saber quando exatamente iria sair do ginsio, quando ela estaria no estacionamento... Eu no queria peg-la de surpresa.





Enquanto os estudantes comearam a sair das portas do ginsio, eu saia do meu carro, no sabendo por que eu fiz isso. A chuva estava fraca - eu ignorei isso enquanto 
ela ia lentamente saturando o meu cabelo. Eu queria que ela me visse aqui? Eu esperava que ela viesse e falasse comigo? O que eu estava fazendo? Eu no me mexi, 
apesar de eu estar tentando me convencer a voltar para o carro, sabendo que o meu comportamento era repreensvel. Eu mantive meus braos sobre o meu peito e respirei 
bem devagar enquanto eu observava ela passar devagar por mim, seus lbios cados nas extremidades. Ela no olhou para mim. Algumas vezes ela lanou os olhos em direo 
s nuvens com uma careta, como se eles a ofendessem. Eu estava desapontado quando ela chegou no seu carro antes de passar por mim. Ela devia ter falado comigo? Eu 
devia ter falado com ela? Ela entrou em uma caminhonete vermelha desbotada da Chevy, um monstro robusto que  mais velho que o seu pai. Eu observei ela dar a partida 
na caminhonete - o motor velho roncou mais alto que qualquer veculo no estacionamento - e ento, ela botou suas mos em direo ao vento quente. O frio era desconfortvel 
para ela - no gostava nem um pouco disso. Ela passou seus dedos pelos cabelos emaranhados, esticando os ns atravs da corrente de ar quente, como se estivesse 
secando-o. Eu imaginei como a bolia daquele caminho deveria cheirar, e ento rapidamente me desfiz desse pensamento. Ela olhou ao redor enquanto se preparava para 
dar r, e finalmente olhou em minha direo. Ela olhou para mim por apenas meio segundo, e tudo o que consegui ler em seus olhos foi surpresa, antes dela virar os 
seus olhos pro outro lado e passar a marcha r. E ento freou repentinamente, e a traseira da caminhonete ficou a alguns centmetros de bater no carro de Erin Teague. 
Ela deu uma olhada no espelho retrovisor, sua boca aberta com o constrangimento. Quando o outro carro passou por ela, olhou todos os pontos cegos duas vezes e ento 
saiu da rea do estacionamento to cuidadosamente que isso me fez sorrir.  como se ela pensasse que sua caminhonete decrpita fosse perigosa. O pensamento de Bella 
Swan poder fazer mal a qualquer um, no importa que ela estava dirigindo, me fez rir quando passou por mim, olhando fixamente.

3. Fenmeno
Sinceramente, eu no estava sedento, mas eu decidi caar novamente naquela noite. Uma pequena quantidade para prevenir, eu sei que seria inadequado. Carlisle veio 
comigo; ns no ficvamos juntos sozinhos desde que eu retornei de Denali. Enquanto ns corramos pela floresta negra, eu o escutei pensando sobre aquele rpido 
adeus da semana passada. Em sua memria, eu vi a maneira que as minhas feies tinham se contrado em um feroz desespero. Eu senti a surpresa dele e a repentina 
preocupao. "Edward?"





"Eu tenho que ir Carlisle. Tenho que ir agora." "O que aconteceu?" "Nada. Ainda. Mas ir, se eu ficar." Ele alcanou o meu brao. Eu senti como doeu para ele quando 
eu recuei da sua mo. "Eu no entendo." "Voc j... j houve algum momento..." Eu me vi dando uma profunda respirao, vi a selvagem luz nos meus olhos atravs do 
filtro de preocupao dele. "Algum j cheirou pra voc melhor do que o resto das pessoas? Muito melhor?" "Oh." Quando eu soube que ele tinha entendido, meu rosto 
caiu com vergonha. Ele me alcanou para me tocar, ignorando quando eu recuei de novo, e deixou sua mo em meu ombro. "Faa o que voc deve para resistir, filho. 
Sentirei tua falta. Aqui, pegue o meu carro.  mais rpido." Ele estava se perguntando agora se ele tinha feito a coisa certa antes, me mandando para longe. Se perguntando 
se ele teria me machucado com a sua falta de confiana. "No," eu sussurrei enquanto eu corria. "Aquilo era o que eu precisava. Eu poderia to facilmente ter trado 
aquela confiana, se voc tivesse me falado pra ficar." "Desculpe se voc est sofrendo, Edward. Mas voc deve fazer o que pode para manter a criana Swan viva. 
Mesmo se isso signifique que voc tem que nos deixar novamente." "Eu sei, eu sei." "Por que voc voltou? Voc sabe o quo feliz eu fico por te ter aqui, mas se isso 
 muito difcil..." "Eu no gostei de me sentir um covarde," eu admiti. Ns desaceleramos - ns estvamos praticamente caminhando atravs da escurido agora. "Melhor 
do que botar ela em perigo. Ela partir em um ano ou dois." "Voc tem razo, eu sei disso." Ao contrrio, apesar, as palavras dele apenas me deixaram mais ansioso 
pra ficar. A garota partiria em um ano ou dois... Carlisle parou de correr e eu parei com ele; ele se virou para examinar a minha expresso. Mas voc no vai fugir, 
vai?





Eu deixei a minha cabea cair.  por orgulho, Edward? No h porque ter vergonha "No, no  o orgulho que me mantm aqui. No agora." Voc precisa ir neste momento? 
Eu suspirei brevemente. "No. Isso no  por mim, se fosse por mim, eu j teria ido." "Eu vou ficar com voc,  claro, se voc precisar.  s voc dizer.  s voc 
no se queixar ao resto. Eles no tero m vontade com isso." Ergui uma das sobrancelhas. Ele suspirou. "Sim, Rosalie poderia, mas ela no deveria. Seja como for, 
 muito melhor para ns, irmos agora, sem ter feito nenhum dano, do que irmos mais tarde, depois de que uma vida tenha sido encerrada," Todo humor havia chegado 
ao fim. Eu fiquei com medo de suas palavras. "Sim," Eu concordei. Minha voz soou rouca. Mas voc est partindo? Eu suspirei. "Eu deveria." "O que voc est fazendo 
aqui, Edward? No consigo ver..." "No sei como explicar," Mesmo para mim, ainda no fazia sentido. Ele mediu minha expresso por um longo tempo. No, eu no consigo 
ver. Mas eu vou respeitar sua privacidade, se voc prefere. "Muito obrigado.  generoso de sua parte, eu no dou privacidade a ningum." Com uma exceo. E eu estava 
fazendo o que eu podia para impedir isso, no estava? Todos ns temos nossas peculiaridades. Ele riu novamente. Vamos? Ele havia acabado de sentir o rastro de um 
pequeno rebanho de cervos. Era difcil reunir muito entusiasmo pelo que era, mesmo nas melhores circunstncias, um aroma que fazia menos que dar gua na boca. Agora, 
certamente, com a memria do sangue fresco da garota na minha mente, o aroma na verdade revirava o meu estmago. Eu suspirei. "Vamos," eu concordei, apesar de saber 
que forar mais sangue por minha garganta no ajudaria muito. Ns dois assumimos uma posio de caada e deixamos o rastro que nos guiasse e nos puxamos em silncio 
para frente.





Estava mais frio quando voltamos para casa. A neve derretida havia congelado novamente; era como se um fino lenol de vidro cobrisse tudo - cada ponta de pinheiro, 
cada folha das plantas, cada lmina de grama estava congelada. Enquanto Carlisle foi se vestir para seu primeiro turno no hospital, eu fiquei perto do rio, esperando 
o sol nascer. Eu me sentia quase inchado de tanto sangue que havia consumido, mas eu sabia que a falta de sede significaria pouco quando eu sentasse ao lado da garota 
de novo. Frio e esttico como a pedra em que me sentava, eu encarei a gua fria que corria ao lado da margem congelada, encarando aquela cena. Carlisle estava certo. 
Eu devia deixar Forks. Eles poderiam espalhar alguma histria para explicar a minha ausncia. Intercmbio na Europa. Visitando parentes distantes. Fuga adolescente. 
A histria no importava. Ningum ia questionar muito. Levaria apenas um ano ou dois para a garota desaparecer. Ela seguiria enfrente com a vida dela - ela teria 
que seguir enfrente com sua vida. Ela iria  faculdade de algum lugar, ficar mais velha, comear uma carreira, possivelmente at se casar com algum. Eu podia imaginar 
isso - Eu podia ver a garota toda vestida de branco andando em uma profunda paz, de braos dados com seu pai. Era sem igual a dor que aquela imagem me causou. Eu 
no podia entender aquilo. Eu estava com cimes, por que ela tinha um futuro que eu nunca teria? Aquilo no fazia sentido. Todos os humanos a minha volta tinham 
o mesmo potencial - uma vida - eu raramente tinha parado para envej-los. Eu devia deix-la para seu futuro. Parar de arriscar a vida dela. Essa era a coisa mais 
certa a se fazer. Carlisle sempre escolhia o jeito certo. Eu devia escut-lo agora. O sol aumentou atrs das nuvens, e a luz fraca brilhou de todo o vidro congelado 
Mais um dia, eu decidi. Eu podia v-la uma vez mais. Podia lidar com aquilo. Possivelmente eu mencionaria o meu desaparecimento pendente, trazendo a histria a tona. 
Aquilo seria difcil; Eu podia sentir isso em cada pesada relutncia que j estava me fazendo pensar em desculpas para dizer - para estender o prazo por dois dias, 
trs, quatro... Mas eu no estaria fazendo a coisa certa. Eu sabia que podia confiar no aviso de Carlisle. E eu tambm sabia que podia ser muito difcil tomar a 
deciso certa sozinho. Muito difcil. O quanto dessa relutncia vinha da minha obsessiva curiosidade, e quanto vinha do meu insatisfeito apetite? Eu entrei para 
trocar de roupa, para ir  escola. Alice estava esperando por mim, sentada no topo da borda do terceiro andar. Voc est indo embora de novo, ela me acusou. Suspirei 
e acenei com cabea Eu no consigo ver onde voc est indo desta vez.





"Eu no sei para onde estou indo ainda," eu sussurrei. Eu quero que voc fique. Eu balancei minha cabea. Talvez eu e Jazz possamos ir com voc? "Eles vo precisar 
mais de voc agora, se eu no estou aqui para olhar por eles. E pense em Esme. Eu levaria metade da famlia dela embora de uma vez?" Voc vai faz-la to triste. 
"Eu sei. Por isso voc tem que ficar." No  o mesmo sem voc aqui, voc sabe disso. "Sim. Mas eu tenho que fazer o que  certo." Existem vrios jeitos certos, e 
muitos errados, pense, no est l? Por um curto momento ela foi at uma de suas estranhas vises; eu assisti junto com ela como as imagens indistintas apareciam 
e giraram. Eu vi a mim mesmo dentro dessas vises com estranhas sombras que eu no conseguia compreender - nebulosas, imprecisas formas. E ento, de repente, minha 
pele estava brilhando na luz do sol de uma pequena e aberta clareira. Eu conhecia este lugar. Havia uma figura na clareira comigo, mas novamente, era indistinta, 
no ali o suficiente para reconhecer. As imagens tremeram e desapareceram quando um milho de pequenas escolhas rearranjaram o futuro novamente. "Eu no absorvi 
muito disso," eu disse quando a viso ficou escura. Eu tambm. Seu futuro est mudando e mudando tanto que eu no consigo acompanhar. Mas eu acho que... Ela parou, 
e vagueou por uma vasta coleo de outras vises recentes para mim. Eram todas iguais - borradas e vagas. "Eu acho que algo est mudando, na verdade," ela disse 
em voz alta. "Sua vida parece que alcanou uma encruzilhada." Eu ri, austero. "Voc tem noo de que soa como uma cigana charlatona em um parque de diverses agora, 
certo?" Ela mostrou sua pequena lngua. "Hoje est tudo bem, no ?" perguntei, minha voz abruptamente apreensiva. "No vejo voc matando ningum hoje," ela me garantiu. 
"Obrigado, Alice."





"V se trocar. No direi nada - deixarei que voc conte aos outros quando estiver pronto." Ela levantou-se e seguiu escada abaixo, seus ombros um pouco curvados. 
Sentirei sua falta. Muito. Sim, eu tambm sentiria a falta dela. Foi uma viagem quieta at o colgio. Jasper podia dizer que Alice estava brava com alguma coisa, 
mas ele sabia que se ela quisesse falar sobre isso j o teria feito. Emmett e Rosalie estavam distrados, tendo outro de seus momentos, olhando um nos olhos do outro 
com admirao- era um tanto nojento de se assistir pelo lado de fora. Ns todos sabamos o quo desesperadamente apaixonados eles estavam. Ou talvez eu apenas estivesse 
sendo amargo por ser o nico sozinho. Alguns dias eram piores que outros de se conviver com trs casais perfeitos e apaixonados. Esse era um desses dias. Talvez 
eles fossem mais felizes sem mim por perto, com meu temperamento ruim e hostil como o senhor de idade que eu deveria ser agora. Claro, a primeira coisa que fiz quando 
chegamos ao colgio foi procurar a garota. Apenas me preparando novamente. Certo. Era embaraoso como meu mundo de repente parecia ser vazio de tudo, menos ela - 
toda a minha existncia centrada ao redor dessa garota, ao invs de em mim mesmo. Era fcil de entender, na verdade; depois de oitenta anos da mesma coisa, todo 
dia, toda noite, qualquer mudana era motivo de interesse. Ela ainda no chegara, mas eu podia ouvir o barulho de trovo do motor de sua picape ao longe. Inclinei-me 
ao lado do carro para esperar. Alice esperou comigo, enquanto os outros foram direto para suas aulas. Estavam entediados com minha fixao - era incompreensvel 
para eles como qualquer humano pudesse despertar tanto interesse em mim por tanto tempo, no importava o quo delicioso o cheiro dela era. A garota aos poucos entrou 
em meu campo de viso, seus olhos na estrada e suas mos segurando com fora o volante. Ela parecia ansiosa com algo. Levei um segundo para entender o que o algo 
seria, para perceber que todo humano tinha a mesma expresso hoje. Ah, a estrada estava escorregadia por causa do gelo, e eles estavam todos dirigindo com cuidado. 
Eu podia ver que ela levava o risco a srio. Aquilo parecia alinhado com o pouco que eu j aprendera sobre sua personalidade. Adicionei aquilo  pequena lista: ela 
era uma pessoa sria, responsvel. Ela estacionou no muito longe de mim, mas ainda no notara minha presena ainda, encarando-a. Pensei no que ela faria quando 
percebesse? Coraria e iria embora? Aquele era meu primeiro palpite. Mas talvez ela me encarasse de volta. Talvez ela viesse falar comigo. Inspirei fundo, enchendo 
meus pulmes. Esperanoso, apenas por precauo.





Ela saiu da picape com cuidado, testando o cho escorregadio antes que ela pusesse todo seu peso nele. No olhou para cima, e isso me frustrou. Talvez eu devesse 
falar com ela... No, isso seria errado. Ao invs de virar em direo ao colgio, ela caminhou at a traseira da picape, segurandose no lado da picape de um jeito 
atrapalhado, no confiando em seus passos. Isso me fez sorrir, e eu senti os olhos de Alice em meu rosto. No ouvi seja l o que isso a fez pensar eu estava me divertindo 
muito observando a garota checar as correntes nos pneus. Ela realmente parecia que estava prestes a escorregar, da maneira que seus ps deslizavam no cho. Ningum 
mais parecia ter o mesmo problema - teria ela estacionado na pior parte do gelo? Ela parou por um momento, olhando para os pneus com uma expresso estranha no rosto. 
Era... ternura? Como se algo com relao aos pneus a deixasse... emocionada? Novamente, a curiosidade doeu como a sede. Era como se eu precisasse saber o que ela 
estava pensando - como se mais nada importasse. Eu iria falar com ela. Ela parecia que precisava de uma ajuda de qualquer modo, pelo menos at que ela estivesse 
fora da zona escorregadia de gelo. Claro, eu no poderia lhe oferecer ajuda, no ? Hesitei, dividido. Por mais contrria que ela parecia com relao  neve, dificilmente 
ela acharia agradvel o toque de minhas mos brancas e frias. Eu devia ter usado luvas "NO!" Alice ofegou alto. Instantaneamente, li seus pensamentos, imaginando 
primeiro que eu deveria ter feito uma escolha ruim e ela me viu fazendo algo imperdovel. Mas no era nada a ver comigo. Tyler Crowley escolhera fazer a curva do 
estacionamento rpido demais. Essa escolha o faria deslizar no gelo... A viso aconteceu a menos de meio segundo da realidade. A van de Tyler rodou na esquina enquanto 
eu assistia o final que deixou Alice sem flego. No, essa viso no tinha nada a ver comigo, mas ainda assim tinha tudo a ver comigo, porque a van de Tyler - os 
pneus agora tocando o gelo num ngulo pior, impossvel - ia rodar pelo estacionamento e bater na garota que se tornara o foco no intencional de meu mundo. Mesmo 
sem Alice prevendo, teria sido fcil adivinhar a trajetria do veculo, saindo do controle de Tyler. A garota, parada no lugar exatamente errado na traseira da picape, 
olhou para cima, confusa com o barulho dos pneus cantando no asfalto. Ela olhou diretamente nos meus olhos horrorizados, e virou-se para observar sua morte iminente. 
Ela, no! As palavras gritaram em minha mente, como se pertencessem a outra pessoa. Ainda preso aos pensamentos de Alice, percebi que a viso de repente se modificava, 
mas no tive tempo de ver o que aconteceria ento.





Atirei-me pelo estacionamento, jogando-me entre a van desgovernada e a garota petrificada. Movimentei-me to depressa que tudo parecia apenas um borro, menos o 
objeto em que eu estava focado. Ela no me viu - nenhum olho humano conseguiria acompanhar minha movimentao - ainda encarando a forma que estava prestes a prensla 
na estrutura metlica de sua picape. A peguei pela cintura, movendo com urgncia para ser to gentil quanto fosse possvel. No centsimo de segundo entre o tempo 
que levei para tir-la do caminho da morte e o tempo que levei para cair no cho com ela em meus braos, eu estava vividamente consciente da fragilidade de seu corpo. 
Quando ouvi sua cabea bater contra o gelo, senti como se eu tivesse virado gelo tambm. Mas eu no tinha nem mesmo um segundo inteiro para me certificar de sua 
condio. Escutei a van atrs de ns, girando barulhenta enquanto batia no corpo metlico da picape da garota. Estava mudando de curso, virando-se, vindo at ela 
novamente - como se ela fosse um m, puxando-a para ns. "Droga," sibilei. Eu j havia feito muito. Enquanto eu voava pelo ar para tir-la do caminho, eu estava 
consciente do erro que estava cometendo. Saber que era um erro no me impediu, mas eu no estava alheio ao risco que estava assumindo - assumindo, no apenas para 
mim, mas para toda minha famlia. Revelao. E isso certamente no ajudaria, mas no havia a menor chance de eu deixar a van obter sucesso em sua segunda tentativa 
de tirar a vida da garota. A deixei no cho e ergui minhas mos, segurando a van antes que ela pudesse tocar a garota. A fora do movimento me lanou de encontro 
ao carro parado ao lado da picape, e eu podia sentir sua forma afundar por meus ombros. A van tremeu contra o obstculo que eram meus braos, e ento girou, balanando 
instvel nos dois pneus mais afastados. Se eu movesse minhas mos, o pneu traseiro da van ia cair nas pernas dela. Ah, pelo amor de tudo que  sagrado, as catstrofes 
nunca teriam fim? Havia mais alguma coisa pra dar errado? Eu no podia ficar ali, segurando a van no ar, e esperando por resgate. Mas no podia jogar a van longe 
- havia o motorista a considerar, seus pensamentos incoerentes pelo pnico. Com um rugido interno, empurrei a van para que ela se afastasse de ns por um instante. 
Enquanto ela balanava novamente em minha direo, a segurei por debaixo de sua forma com minha mo direita enquanto enrolava meu brao esquerdo em volta da cintura 
da garota novamente e a arrastava de debaixo da van, puxando-a apertada a meu lado. Seu corpo se moveu mole enquanto eu a virava para que suas pernas estivessem 
livres estaria ela consciente? Quanto dano eu a teria infligido em minha desastrosa tentativa de resgate? Deixei a van cair, agora que no podia mais machuc-la. 
Ela bateu no pavimento, as janelas tremendo em unssono.





Eu sabia que estava no meio de uma crise. O quanto ela teria visto? Mais algum teria me visto materializar ao lado dela e ento segurado a van enquanto tentava 
tirar a garota de debaixo dela? Essas questes deveriam ser minha maior preocupao. Mas eu estava ansioso demais para realmente me importar com a ameaa de exposio 
o tanto que eu deveria. Muito tomado pelo pnico de que eu poderia t-la machucado em meu esforo de proteg-la. Muito assustado de t-la to prxima a mim, sabendo 
que assim eu sentiria seu cheiro se eu me permitisse respirar. Muito consciente do calor de seu corpo macio, pressionado ao meu - mesmo pelo obstculo duplo de nossas 
jaquetas, eu podia sentir o calor... O primeiro medo foi o maior. Quando os gritos das testemunhas se ergueu a nossa volta, me inclinei para examinar seu rosto, 
para ver se ela estava consciente - esperando ansiosamente para que ela no estivesse sangrando. Seus olhos estavam abertos, encarando em choque. "Bella?" Perguntei 
urgentemente. "Voc esta bem?" "Estou bem." Ela disse, suas palavras soaram automticas com tom atordoado. Alvio. Era to esquisito quanto doloroso, o banho que 
veio a mim com o som da sua voz. Eu inspirei um pouco entre meus dentes, e no me importei com a queimao que estava na minha garganta. Eu quase dei as boas-vindas. 
Ela se esforou para sentar-se, mas eu no estava pronto para solt-la. Se eu soltasse... seria mais seguro? Melhor, no mnimo, t-la enroscada em mim. "Cuidado," 
Eu a avisei. "Acho que voc bateu sua cabea com fora." No estava cheirando a sangue novo - uma piedade - mas isso no quer dizer nada sobre o dano interno. Eu 
estava inesperadamente ansioso para lev-la ao Carlisle e ao seu completo equipamento de radiologia. "Ai," ela disse, seu tom comicamente chocado quando ela percebeu 
que eu estava certo sobre sua cabea. "Foi isso que pensei". Aliviadamente foi engraado para mim, me fez ficar mais tonto. "Como foi que..." Sua voz falhou, e seus 
olhos tremeram. "Como foi que chegou aqui to rpido?" O alivio voltou azedo, o humor desapareceu. Ela percebeu demais. Agora pareceu que a garota estava em postura 
sria, a ansiedade pela minha famlia estava sria. "Eu estava bem ao seu lado, Bella." Eu sabia por experincia que se eu tivesse muita autoconfiana poderia mentir, 
de uma maneira que qualquer questionamento poderia parecer verdade. Ela esforou-se para se mover de novo, e nessa hora eu me permiti. Eu precisava respirar tanto 
que eu poderia fazer meu papel corretamente, eu precisava de espao do seu corpo





caloroso, delicioso e quente tanto que no poderia combinar com sua mensagem de desespero para mim. Eu deslizei para longe dela, o mais longe o possvel no pequeno 
espao entre os destroos do veculo. Ela me olhou e eu a olhei tambm. Para olhar para longe, seria um primeiro erro que apenas um mentiroso incompetente poderia 
fazer, e eu no era um mentiroso incompetente. Minha expresso estava suave, benigna... Seu rosto pareceu confuso. Isso era bom. A cena do acidente estava cercada 
agora. Tantos estudandes, crianas, colegas se empurrando feito manivelas para ver qualquer corpo que fosse visivel. Ali as falas eram inteligveis com os altos 
gritos dos pensamentos chocados. Eu escaniei os pensamentos uma vez para ter certeza que no havia ningum desconfiado ainda, e ento pude desligar e me concentrar 
apenas na garota. Ela estava distrada por causa da confuso. Ela deu uma olhada por perto, sua expresso continuou chocada e cansada para se manter em p. Eu coloquei 
minha mo levemente para empura-la. "Fique quieta por enquanto." Ela parecia bem, mas ela poderia mesmo mover seu pescoo? De novo, eu ansiei por Carlisle. Meus 
olhos como estudante terico de medicina no se igualavam com seus sculos de medicina prtica. "Mas est frio," Ela reclamou. Ela quase tinha sido esmagada at 
a morte duas vezes de formas distintas e se ferido uma vez mais, e era esse frio que a estava incomodando. Um pedao da memria deslizou em meus dentes, depois eu 
pude lembrar que a situao no foi engraada. Bella piscou, e seus olhos focaram no meu rosto. "Voc estava l." Aquilo soou srio para mim de novo. Ela deu uma 
olhada para trs, viu que no tinha nada para ver alm da Van amassada. "Voc estava perto do seu carro." - No estava no. - Vi voc. - ela insistiu; a voz dela 
era infantil quando era teimosa. Seu queixo sobressaiu. - Bella, eu estava parado do seu lado e tirei voc do caminho. Eu encarei fundo em seus olhos intensos, tentando 
convenc-la a aceitar minha verso - a nica racional disponvel. O queixo dela se endureceu. - No. Eu tentei ficar calmo, no entrar em pnico. Se eu pudesse a 
manter calada por alguns momentos, me dar uma chance de destruir a evidncia... e negar a histria dela alegando uma leso na cabea.





No deveria ser fcil manter essa garota silenciosa e reservada calada? Se ela confiasse em mim, s por alguns instantes... -Por favor, Bella. - eu disse, e minha 
voz estava muito intensa, porque de repente eu queria que ela confiasse em mim. Queria muito, e no s por causa do acidente. Que vontade estpida. Que sentido faria 
ela confiar em mim? - Por qu? - ela perguntou, ainda na defensiva. - Confie em mim. - eu pedi. - Promete que vai me explicar tudo depois? Deixou-me nervoso ter 
que mentir para ela de novo, quando eu queria tanto que eu merecesse a confiana dela. Ento, quando eu a respondi, retruquei. - Tudo bem. - Tudo bem. - ela revidou 
no mesmo tom. Enquanto a tentativa de resgate comeava ao nosso redor - adultos chegando, autoridades foram chamadas, sirenes  distncia - eu tentei ignorar a garota 
e colocar minhas prioridades em ordem. Busquei em cada mente no estacionamento, das testemunhas e das que chegaram depois, mas no consegui achar nada de perigoso. 
Muitos estavam surpresos de me ver ao lado de Bella, mas todos concluram - porque no havia mais nenhuma concluso a se tirar - que eles no tinham me notado parado 
ao lado da menina antes do acidente. Ela era a nica que no aceitava a explicao mais fcil, mas tambm seria considerada a fonte menos confivel. Ela estava aterrorizada, 
traumatizada, para no falar a pancada na cabea. Possivelmente em choque. Seria aceitvel para a histria dela estar confusa, certo? Ningum a daria ateno com 
tantos outros expectadores. Eu recuei quando ouvi os pensamentos de Rosalie, Jasper e Emmett, que chegavam agora na cena. Seria o inferno pagar por isto  noite... 
Eu queria resolver o problema da fissura que meus ombros tinham deixado no carro caramelo, mas a garota estava perto demais. Teria que esperar at que ela estivesse 
distrada. Era frustrante esperar - tantos olhos humanos em mim - enquanto os humanos lutavam com a van, tentando tir-la de ns. Eu podia ter ajudado, apressado 
o processo, mas j estava com problemas suficientes e a menina tinha olhos atentos. Finalmente, eles conseguiram afast-la longe o suficiente para que os paramdicos 
entrassem com as macas. Um rosto grisalho e familiar apareceu. - Oi, Edward. - Brett Warner disse. Ele tambm era um enfermeiro registrado, e eu o conhecia bastante 
bem do hospital. Foi um golpe de sorte - a nica sorte de hoje - foi ele quem chegou at ns primeiro. Em seus pensamentos, ele estava notando que eu parecia alerta 
e calmo. - Voc est bem, garoto?





- Perfeito, Brett. Nada me acertou. Mas receio que a Bella aqui talvez tenha uma concusso. Ela bateu a cabea forte quando a tirei da frente... Brett se virou para 
a menina, que me lanou um olhar trado. Ah, estava certo. Ela era o tipo de mrtir calado - preferia sofrer em silncio. Ela no contradisse minha histria imediatamente 
e isso me deixou melhor. O prximo paramdico insistiu que eu me deixasse ser tratado, mas no foi to difcil desencoraj-lo. Eu prometi que deixaria meu pai me 
examinar, e ele desistiu. Com a maioria dos humanos, s falar com confiana era necessrio. Com a maioria dos humanos, menos a menina,  claro. Ela se encaixava 
em algum padro? Quando eles colocaram o protetor de pescoo nela - e seu rosto ficou escarlate de vergonha - usei a distrao para arrumar silenciosamente o formato 
do amassado no carro caramelo com meu p. S meus irmos notaram o que eu estava fazendo e escutei a promessa mental de Emmett de arrumar o que eu deixasse para 
trs. Agradecido pela ajuda dele - e mais agradecido que Emmett, pelo menos, j tinha perdoado minha escolha perigosa - fiquei mais relaxado quando subi no banco 
da frente da ambulncia ao lado de Brett. O chefe de polcia chegou antes que eles colocassem Bella no fundo da ambulncia. Embora os pensamentos do pai de Bella 
estivessem alm das palavras, o pnico e a preocupao emanando da mente do homem como qualquer outro nos arredores. Ansiedade e culpa sem palavras, muito dos dois 
sentimentos, o lavou quando ele viu sua nica filha na maca. Lavaram dele e passaram para mim, ecoando e ficando mais forte. Quando Alice tinha me avisado que matar 
a filha de Charlie Sawn o mataria tambm, ela no estava exagerando. Minha cabea se curvou de culpa enquanto escutava sua voz em pnico. - Bella! - ele gritou. 
- Eu estou bem Char... pai. - ela suspirou. - No h nada de errado comigo. A garantia dela mal acalmou o terror dele. Ele se virou para o paramdico mais perto 
e pediu mais informao. No foi at eu o ouvir falando, formando frases perfeitamente coerentes tirando seu pnico que eu percebi que a ansiedade e preocupao 
dele no eram alm das palavras. Eu s... no podia ouvir as palavras exatas. Hmm. Charlie Swan no era to silencioso como a filha, mas eu podia ver de onde ela 
tinha herdado. Interessante. Nunca tinha passado muito tempo envolta do chefe de polcia da cidade. Sempre o considerei um homem de raciocnio lento - agora eu entendi 
que eu  que era lento. Os pensamentos dele eram parcialmente ocultos, no ausentes. Eu s podia escutar o carter deles, o tom...





Queria escutar com mais ateno, ver se eu podia achar nessa nova pequena pea a chave para os segredos da garota. Mas Bella foi trancada na parte trazeira ento, 
e a ambulncia estava seguindo seu caminho. Era difcil me desviar dessa possvel soluo para o mistrio que tinha me deixado obcecado. Mas eu tinha que pensar 
agora - olhar o que havia sido feito hoje de cada ngulo. Eu tinha que escutar, ter certeza de que no tinha colocado todos ns em tanto perigo que teramos que 
partir imediatamente. Tinha que me concentrar. No havia nada nos pensamentos dos paramdicos para me preocupar. At onde eles sabiam, no tinha nada de errado com 
a garota. E Bella estava mantendo a histria que eu tinha contado, at agora. A prioridade, quando chegamos ao hospital, era ver Carlisle. Eu corri pelas portas 
automticas, mas fui incapaz de abrir mo de assistir totalmente a Bella; continuei prestando ateno nela atravs dos pensamentos dos paramdicos. Foi fcil achar 
a mente familiar de meu pai. Ele estava um seu escritrio pequeno, sozinho - o segundo golpe de sorte desse dia azarado. - Carlisle. Ele escutou minha aproximao, 
e ficou alarmado assim que viu meu rosto. Ele ficou em p, plido como um fantasma. Ele se inclinou para frente da mesa de nogueira organizada. Edward, voc no... 
- No, no, no  isso. Ele respirou fundo. Claro que no. Desculpe que pensei isso. Seus olhos, claro, eu devia reconhecido... Ele notou meus olhos ainda eram dourados 
com alvio. - Mas ela est machucada, Carlisle, provavelmente no  grave, mas... - O que aconteceu? - Um acidente de carro estpido. Ela estava no lugar errado, 
na hora errada. Mas eu no podia fica parado l - deixar que fosse atropelada... Comece de novo, eu no entendo. Como voc se envolveu? - Uma van derrapou no gelo. 
- eu sussurrei. Olhei a parede atrs dele enquanto falava. Ao invs de ser coberta com diplomas, ele tinha s uma pintura  leo, uma de suas favoritas, um Hassam 
no descoberto. - Ela estava no caminho. Alice viu acontecendo, mas no havia tempo para fazer nada alm de correr pelo estacionamento e tir-la da frente. Ningum 
notou... exceto ela. Eu tive que parar a van tambm, mas de novo, ningum viu... a no ser ela. Eu... eu sinto muito, Carlsile. No queria nos colocar em perigo. 
Ele deu a volta na mesa e colocou a mo no meu ombro. Voc fez a coisa certa. E no deve ter sido fcil para voc. Estou orgulhoso, Edward. Eu o olhei nos olhos. 
- Ela sabe que tem algo... de errado comigo.





- Isso no importa. Se tivermos que ir embora, ns iremos. O que ela disse? Balancei a cabea, um pouco frustrado. - Nada, ainda. Ainda? - Ela concordou com a minha 
verso dos eventos... mas est esperando uma explicao. Ele franziu a testa, pensando. - Ela bateu a cabea - bom, eu fiz isso. - continuei rapidamente. - Eu a 
bati contra o cho com bastante fora. Ela parece bem, mas... no acho que ser difcil desacredit-la. Senti-me rude s de dizer as palavras. Carlisle ouviu o desgosto 
na minha voz. Talvez isso no seja necessrio. Vamos ver o que acontece, est bem? Parece que tenho uma paciente para ver. - Por favor. - eu disse. - Estou preocupado 
que a tenha machucado. A expresso de Carslile se aliviou. Ele passou o dedo pelo cabelo, s alguns tons mais claro que seus olhos dourados, e riu. Foi um dia interessante 
para voc, no foi? Em sua mente, eu podia ver a ironia, e era engraada - para ele, pelo menos. Uma inverso de papis. Durante aquele momento curto e impensado 
em que corri pelo estacionamento congelado, eu tinha passado de assassino para protetor. Eu ri com ele, lembrando de ter certeza de que Bella nunca precisaria de 
proteo de nada alm de mim mesmo. Minha risada tinha um tom irritado porque, apesar da van, isso ainda era verdade. Eu esperei no escritrio de Carlsile - uma 
das horas mais compridas que j vivi - escutando o hospital cheio de pensamentos. Tyler Crowley, o motorista da van, parecia estar mais machucado que Bella, e a 
ateno se voltou para ele enquanto ela esperava a sua vez de fazer o raio-X. Carlisle ficou nos fundos, confiando no diagnstico dos residentes de que a garota 
s estava levemente machucada. Isso me deixou ansioso, mas sabia que ele tinha razo. Uma espiada no rosto dele e ela imediatamente se lembraria de mim, do fato 
que havia algo de errado com a minha famlia, e talvez isso a fizesse falar algo. Ela certamente tinha um parceiro disposto o suficiente para conversar. Tyler estava 
consumido por culpa com o fato de quase t-la matado, e no conseguia parar de falar sobre isso. Eu podia ver a expresso dela atravs dos olhos dele, e estava claro 
que ela queria que ele parasse. Como ele no via isso? Houve um momento tenso para mim quando Tyler perguntou como ela tinha sado da frente. Eu esperei, sem respirar, 
como ela hesitou.





- Hmmm... - ele a escutou falar. Ento ela fez uma pausa to longa que Tyler se perguntou se sua pergunta a tinha confundido. Finalmente, ela continuou. - Edward 
me puxou de l. Eu suspirei. Ento minha respirao acelerou. Eu nunca a tinha ouvido falar meu nome antes. Gostei do som - mesmo s de escutar pelos pensamentos 
de Tyler. Queria escutar com meus prprios ouvidos... - Edward Cullen. - ela disse, quando Tyler no entendeu de quem ela tinha falado. Encontrei-me na porta, a 
mo na maaneta. O desejo de v-la estava ficando mais forte. Eu tive que me lembrar de ter cuidado. - Ele estava do meu lado. - Cullen? - Hm. Que estranho. - No 
o vi... - Podia ter jurado... - Caramba, acho que foi tudo to rpido. Ele est bem? - Acho que sim. Est em algum lugar por aqui, mas ningum o obrigou a usar uma 
maca. Eu vi o olhar pensativo no rosto dela, a suspeita ficando mais forte em seus olhos, mas essas pequenas mudanas de expresso foram perdidas em Tyler. Ela  
bonita, ele estava pensando, quase surpreso. Mesmo toda desarrumada. No faz meu tipo, mas... devia convid-la para sair. Compensar por hoje... Ento fui para o 
corredor, a meio caminho da sala de emergncia, sem pensar por um segundo no que estava fazendo. Por sorte, a enfermeira entrou na sala antes de mim - era a vez 
de Bella tirar o raio-X. Encostei-me  parede em um canto escuro e tentei me controlar enquanto ela era levada para longe. No importava que Tyler pensou que ela 
era bonita. Qualquer um notaria isso. No havia razo para eu me sentir... Como eu me sentia? Aborrecido? Ou enfurecido estava mais perto a verdade? Isso no fazia 
nenhum sentido. Eu fiquei onde eu estava o quanto eu pude, mas a impacincia me venceu e eu voltei pra sala de radiologia. Ela j tinha sido levada de volta ao pronto 
socorro, mas eu podia dar uma olhada em seus Raios-x enquanto a enfermeira no voltava. Eu me senti mais calmo quando vi. Sua cabea estava bem. Eu no a tinha machucado, 
no exatamente. Carlisle me apanhou l. Voc parece melhor, ele comentou. Eu apenas olhei pra frente. Ns no estvamos sozinhos, os corredores cheios de ordenados 
e visitantes. Ah, sim. Ele encravou seus raios-x a tbua iluminada, mas eu no precisava de uma segunda olhada. Eu vejo. Ela est absolutamente bem. Muito bem, Edward.





O som da aprovao de meu pai criou uma reao mista em mim. Eu estaria contente, exceto por saber que ele no aprovaria o que eu ia fazer agora. Ao menos, ele no 
aprovaria se soubesse de minhas reais motivaes... "Eu acho que vou conversar com ela - depois que ela ver voc," eu suspirei. "Aja naturalmente, como se nada tivesse 
acontecido. Esquea isso." Todas razes aceitveis. Carlisle acenou ausente, ainda olhando pros seus raios-x. "Boa idia. Hmm." Eu olhei pra ver o que o tinha interessado. 
Olhe todas as contuses cicatrizadas! Quantas vezes a me dela a derrubou? Carlisle sorriu pra si mesmo por sua brincadeira. "Eu estou comeando a pensar que essa 
garota tem apenas m sorte. Sempre no lugar errado na hora errada." Forks  certamente o lugar errado pra ela, com voc aqui. Eu me retirei. V em frente. Esquea 
essas coisas. Eu estarei com voc logo. Eu sa rapidamente, me sentindo culpado. Talvez eu fosse um mentiroso muito bom, se eu pudesse enganar Carlisle. Quando eu 
cheguei ao pronto socorro, Tyler estava resmungando sob sua respirao, ainda se desculpando. A garota estava tentando escapar do remorso dele tentando dormir. Os 
olhos dela estavam fechados, mas sua respirao no estava contnua, e uma vez ou outra seus dedos se torciam impacientemente. Eu encarei seu rosto por um longo 
tempo. Essa era a ltima vez que eu a veria. Isso disparou uma dor aguda em meu peito. Seria porque eu odiava deixar qualquer quebracabea sem soluo? Isso no 
parecia uma explicao suficiente. Finalmente, eu respirei fundo e fiquei a vista. Quando Tyler me viu, ele comeou a falar, mas eu coloquei um dedo em meus lbios. 
"Ela est dormindo?" Eu murmurei. Os olhos de Bella se abriram rapidamente e focou em meu rosto. Eles se arregalaram por um momento, e depois se estreitaram por 
raiva ou suspeita. Eu lembrei que eu tinha uma encenao pela frente, ento eu sorri pra ela como se nada incomum houvesse acontecido esta manh - apenas uma pancada 
na cabea e um pouco de imaginao livre. "Hey, Edward," Tyler disse. "Eu lamento muito -" Eu levantei uma mo pra parar suas desculpas. "Sem sangue, sem danos," 
eu disse humoradamente. Sem pensar, eu sorri muito largamente por minha brincadeira particular.





Era assustadoramente fcil ignorar Tyler, deitado no mais que 1.20m de mim, coberto de sangue fresco. Eu nunca tinha entendido como Carlisle era capaz de fazer 
aquilo - ignorar o sangue de seus pacientes pra cuidar deles. No seria a constante tentao muito distrada, muito perigosa...? Mas, agora... Eu podia ver como, 
se voc estivesse focado o suficiente em algo mais forte o suficiente, a tentao no seria nada demais. Apesar de fresco e exposto, o sangue de Tyler no tinha 
nada a ver com o de Bella. Eu mantive minha distncia dela, me sentando nos ps do colcho de Tyler. "Ento, qual o veredicto?" eu perguntei a ela. Ela fez bico. 
"No h nada de errado comigo, mas eles no vo me deixar ir. Como voc no est acorrentado a uma maca como o resto de ns?" Sua impacincia me fez sorrir novamente. 
Eu podia ouvir Carlisle no corredor agora. "Tudo depende dos seus contatos," eu disse suavemente. "Mas no se preocupe, eu vim libertar voc." Eu assisti sua reao 
cuidadosamente enquanto meu pai entrava na sala. Os olhos dela se arregalaram e sua boca realmente abriu em surpresa. Eu gemi internamente. Sim, ela certamente tinha 
notado a semelhana. "Ento, Srta. Swan, como voc est se sentindo?" Carlisle perguntou. Ele tinha uma maneira maravilhosamente calma que deixava a maioria dos 
pacientes bem em poucos momentos. Eu no poderia falar como isso afetou Bella. "Eu estou bem," ela disse quietamente. Carlisle fixou seus raios-x no painel de luz 
acima da cama. "Seu raio-X parece bom. Sua cabea est doendo? Edward disse que voc bateu com fora." Ela suspirou, e disse, "Eu estou bem," novamente, mas dessa 
vez a impacincia vazou em sua voz. Depois ela olhou de relance em minha direo. Carlisle se aproximou dela e correu seus dedos levemente por seu crnio at que 
ele encontrou o galo embaixo de sua cabea. Eu fui pego de surpresa pela onda de emoo que passou por mim. Eu tinha visto Carlisle trabalhar com humanos mil vezes. 
Anos atrs, eu tinha at o ajudado informalmente - embora apenas em situaes em que sangue no estava envolvido. Ento no era uma coisa nova pra mim, assisti-lo 
interagir com a garota como se ele fosse to humano quanto ela. Eu tinha invejado seu controle muitas vezes, mas no era o mesmo que essa emoo. Eu invejei mais 
que seu controle. Eu sofri pela diferena entre Carlisle e eu - que ele pudesse toc-la to gentilmente, sem receio, sabendo que nunca a machucaria... Ela estremeceu, 
e eu pulei do meu assento. Eu tive que me concentrar por um momento para manter minha postura relaxada.





"Sensvel ?" Carlisle perguntou. Seu queixo se levantou um pouco. "Na verdade no," ela disse. Outro pequeno pedao de sua personagem se encaixou: ela estava brava. 
Ela no gostava de mostrar fraqueza. Possivelmente a criatura mais vulnervel que eu j vi, e ela no quer parecer fraca. Uma gargalhada escorregou atravs de meus 
lbios. Ela me olhou novamente. "Bem," Carlisle disse. "Seu pai est na sala de espera - voc pode ir pra casa com ele agora. Mas volte se tiver vertigens ou qualquer 
problema com a sua viso." O pai dela estava aqui? Eu varri os pensamentos da sala de espera lotada, mas no conseguia distinguir sua voz mental do grupo antes que 
ela estivesse falando de novo, o rosto ansioso. - Posso voltar pra a escola? - Talvez devesse descansar hoje. - Carlisle sugeriu. Os olhos dela se voltaram para 
mim. - Ele vai para a escola? Agir normalmente... acalmar as coisas... esquecer a sensao quando ela me olha nos olhos... -Algum tem que espalhar a boa notcia 
de que sobrevivemos. - eu disse. - Na verdade - Carlisle corrigiu - a maior parte da escola parece estar na sala de espera. Eu pressenti a reao dela dessa vez 
- sua averso  ateno. Ela no me desapontou. - Ah, no - ela lamentou e colocou as mos no rosto. Eu gostei que finalmente adivinhei uma coisa certa. Estava comeando 
a entend-la... - Quer ficar aqui? - Carlisle perguntou. - No, no! - ela disse rapidamente, girando as pernas sob o colcho e escorregando para ficar em p. Ela 
tropeou, sem equilbrio, nos braos de Carlisle. Ele a pegou e a firmou. Novamente, a inveja me inundou. - Estou bem. - ela disse antes que ele pudesse comentar, 
um rosa claro em suas bochechas. Claro, aquilo no incomodaria Carlisle. Ele teve certeza que ela tinha recuperado o equilbrio e soltou as mos. - Tome um Tylenol 
para a dor. - ele instruiu.





- No est doendo tanto assim. Carlisle sorriu e assinou o pronturio dela. - Parece que vocs dois tiveram muita sorte. Ela virou levemente o rosto, para me encarar 
com olhos rgidos. - A sorte foi Edward por acaso estar parado ao meu lado. - Ah, bem, sim. - Carlisle concordou depressa, escutando a mesma coisa na voz dela que 
eu escutei. Ela no tinha pensado que suas suspeitas eram coisas da sua imaginao. Ainda no. Toda sua, Carlisle pensou. Cuide do jeito que achar melhor. - Muito 
obrigado. - eu sussurrei, rpido e baixo. Nenhum humano me ouviu. Os lbios de Carlisle se viraram um pouco para cima com o meu sarcasmo enquanto ele se virava para 
Tyler. - Mas acho que voc ter que ficar conosco por mais um tempinho. - ele disse quando comeou a examinar os cortes deixados pelo vidro quebrado. Bom, eu tinha 
feito o estrago, ento era justo que eu tivesse que lidar com ele. Bella andou deliberadamente na minha direo, sem parar at que estivesse a uma distncia desconfortvel. 
Lembrei como eu tinha desejado, antes de todo o estrago, que ela se aproximasse de mim... Isso j era zombar desse desejo. - Posso conversar com voc um minuto? 
- ela sibilou para mim. A sua respirao quente tocou meu rosto e eu tive que dar um passo para trs. A atrao dela no tinha diminudo nem um pouquinho. Toda vez 
que ela estava perto de mim, despertava os meus piores instintos, os mais urgentes. Veneno inundou minha boca e meu corpo ansiou para atacar - para pux-la para 
os meus braos e despedaar sua garganta nos meus dentes. Minha mente era mais forte que meu corpo, mas era por pouco. - Seu pai est esperando por voc. - eu a 
lembrei, com o queixo apertado. Ela olhou para Carlisle e Tyler. Tyler no estava prestando nem um pouco de ateno, mas Carlisle estava monitorando cada respirao 
que eu dava. Cuidado, Edward. - Gostaria de falar com voc a ss, se no se importa. - ela insistiu em uma voz baixa. Eu gostaria de dizer que me importava muito, 
mas sabia que teria que passar por isso uma hora. Melhor acabar com isso de uma vez. Estava cheio de tantas emoes em conflito quando eu saa do quarto, escutando-a 
tropear nos prprios ps atrs de mim, tentando me acompanhar. Tinha que atuar. Sabia que papel eu faria - eu j tinha escolhido o personagem. Seria o vilo. Mentiria, 
ridicularizaria e seria cruel.





Isso era contra todos os meus melhores impulsos - os impulsos humanos aos quais tinha me agarrado todos esses anos. Nunca quis merecer mais confiana do que nesse 
momento, quando tinha que destruir qualquer possibilidade que ela existisse. Foi pior saber que essa seria a ltima memria que ela teria de mim. Essa era a cena 
de despedida. Virei-me para ela. - O que voc quer? - perguntei friamente. Ela se contraiu um pouco com a minha hostilidade. Seus olhos ficaram confusos, na expresso 
que tinha me assombrado... - Voc me deve uma explicao. - ela disse em uma voz fraca; o rosto de marfim empalideceu. Foi muito difcil manter minha voz dura. - 
Eu salvei a sua vida... No lhe devo nada. Ela recuou - queimou como cido ver que minhas palavras a machucavam. - Voc prometeu. - ela sussurrou. - Bella, voc 
bateu a cabea, no sabe do que est falando. Ento ela se empertigou. - No h nada de errado com a minha cabea. Ela estava irritada agora, e isso deixou as coisas 
mais fceis para mim. Eu sustentei seu olhar, deixando meu rosto menos amigvel. - O que voc quer de mim, Bella? - Quero saber a verdade. Quero saber por que estou 
mentindo por voc. O que ela queria era justo - me frustrou ter que negar isto para ela. - O que voc acha que aconteceu? - eu quase rosnei para ela. Suas prximas 
palavras vieram em uma corrente. - S o que eu sei  que voc no estava em nenhum lugar perto de mim... O Tyler tambm no o viu, ento no venha me dizer que bati 
a cabea com fora... Aquela van ia atropelar ns dois... E no aconteceu, e suas mos pareceram amassar a lateral dela... E voc deixou um amassado no outro carro 
e no est nada machucado... E a van devia ter esmagado minhas pernas, mas voc a levantou... - De repente, ela trincou os dentes e seus olhos estavam brilhando 
com lgrimas no derramadas. Eu a encarei, minha expresso de escrnio, embora o que sentisse mesmo era medo; ela realmente tinha visto tudo. - Acha que eu levantei 
a van? - eu perguntei sarcasticamente. Ela respondeu com um aceno rpido.





Minha voz ficou ainda mais irnica. - Sabe que ningum vai acreditar nisso. Ela lutou para controlar a raiva. Quando me respondeu, ela falou cada palavra devagar. 
No vou contar a ningum. Ela estava dizendo a verdade - Eu podia ver isso nos olhos dela. Mesmo furiosos e trados, ela iria guardar meu segredo. Por qu? O choque 
disso arruinou a minha expresso cuidadosamente projetada durante meio segundo, e logo me recompus. "E por que isso importa?" Eu perguntei, trabalhando para manter 
minha voz severa. "Importa pra mim," ela disse intensa. "Eu no gosto de mentir - ento  melhor que tenha um bom motivo para fazer isso." Ela me pediu para confiar 
nela. Exatamente como eu queria que ela confiasse em mim. Mas esse lado da linha eu no podia atravessar. A minha voz ficou calosa. "Voc no pode s me agradecer 
e esquecer isso?" "Obrigada," ela disse, e logo ela fumigou silenciosamente, esperando. "Voc no vai esquecer isso, vai?" "No." "Nesse caso..." Eu no podia dizer 
ela a verdade se eu quisesse... E eu no podia querer. Eu deixaria ela fazer sua prpria histria sobre quem eu era, por que nada podia ser pior que a verdade - 
Eu estava vivendo um pesadelo, diretamente das pginas de uma histria de terror. "Espero que voc goste da decepo." Fizemos carranca um para o outro. Foi mpar 
quo amvel sua raiva foi. Como um furioso gatinho, macio e inofensivo, e tambm ignorante quanto a sua prpria invulnerabilidade. Ela ficou rosada e apertou seus 
dentes de novo. "Por que voc se deu o trabalho ento?" Sua pergunta no era a que eu estava esperando ou preparado para responder. Eu perdi as regras do jogo, as 
quais eu estava firmado. Eu senti a mscara escorregar da minha face, e eu disse a ela - nesse nico momento - a verdade. "Eu no sei."





Eu memorizei seu rosto uma ltima vez - ainda tinha alguns traos de raiva, o sangue ainda no tinha parado de deixar suas bochechas rosadas - e ento eu me virei 
e andei para longe dela.

4 - Vises
Eu voltei para a escola. Esta era a coisa certa a se fazer, a maneira mais discreta para se comportar. No final do dia, quase todos os outros alunos tinham voltado 
para as classes tambm. S Tyler e Bella e alguns outros - que provavelmente estavam usando o acidente como uma chance para matar aula - continuaram ausentes. No 
deveria ser to difcil fazer a coisa certa. Mas, durante toda a tarde, estava batendo os dentes contra o desejo que me deixara querendo matar aula tambm - ir procurar 
a garota de novo. Como um perseguidor. Um perseguidor obsessivo. Um vampiro perseguidor obsessivo. A escola hoje estava - de algum modo, impossivelmente ainda mais 
tediosa do que tinha sido h uma semana. Como coma. Era como se as cores tivessem sido drenadas dos tijolos, das rvores, do cu, dos rostos ao meu redor. Havia 
outra coisa certa que eu deveria estar fazendo... e no estava. Claro, tambm era uma coisa errada. Tudo dependia da perspectiva que voc olhava. Da perspectiva 
de um Cullen - no s um vampiro, mas um Cullen, algum que pertencia a uma famlia, uma coisa to rara em nosso mundo - a coisa certa a se fazer seria algo assim: 
- Estou surpreso de v-lo na classe, Edward. Eu ouvi que voc esteve envolvido naquele acidente horrvel hoje de manh. - Sim, eu estava, Sr. Banner, mas eu fui 
o sortudo. - Um sorriso amigvel. - Eu no me machuquei nem um pouco... gostaria de poder dizer o mesmo por Tyler e Bella. - Como eles esto? - Eu acho que Tyler 
est bem... s alguns arranhes superficiais do vidro do pra-brisas. Embora no tenho certeza quando a Bella. - Uma careta preocupada. - Ela talvez tenha uma concusso. 
Eu escutei que ela estava bastante incoerente por um tempo - at vendo coisas. Eu sei que os mdicos estavam preocupados... Era assim que deveria ter sido. Era assim 
que eu devia  minha famlia. - Estou surpreso em v-lo na classe, Edward. Eu ouvi que voc esteve envolvido naquele acidente horrvel hoje de manh. - No me machuquei. 
- Sem sorriso. O Sr. Banner mudou seu peso de um p para o outro, desconfortvel.





- Tem alguma idia de como Tyler Crowley e Bella Swan esto? Ouvi que tiveram alguns machucados... Dei de ombros. - No sei dizer. O Sr. Banner limpou a garganta. 
- Ah, certo... - ele disse, meu olhar frio deixando sua voz um pouco tensa. Ele andou rapidamente de volta para frente da sala e comeou a matria. Era a coisa errada 
a se fazer. A no ser que voc olhasse de uma perspectiva mais obscura. S que parecia to... to deselegante caluniar a garota pelas costas, especialmente quando 
ela estava provando ser mais confivel do que eu podia ter sonhado. Ela no havia dito nada para me trair, embora tivesse uma boa razo para o fazer. Eu iria tra-la 
quando ela no tinha feito nada a no ser guardar meu segredo? Eu tive uma conversa quase idntica com a Sra. Goff - s que em espanhol ao invs de ingls - e Emmett 
me olhou por um longo tempo. Eu espero que voc tenha uma boa explicao para o que aconteceu hoje. Rose est em p de guerra. Eu revirei meus olhos sem olhar para 
ele. Na verdade eu tinha criado uma explicao que parecia perfeita. Supondo que eu no tivesse feito nada para parar a van antes que ela esmagasse a menina... eu 
tremi com esse pensamento. Mas se ela tivesse sido atingida, se ela tivesse sido ferida e tivesse sangrado, o fludo vermelho derramado, desperdiado no asfalto, 
o cheiro de sangue fresco pulsando pelo ar... Eu tremi de novo, mas no s em terror. Parte de mim tremeu de desejo. No, eu no teria sido capaz de assist-la sangrando 
sem expor a ns todos em um jeito muito mais escandaloso e chocante. Parecia a desculpa perfeita... mas eu no a usaria. Era vergonhosa demais. E de qualquer maneira, 
eu no tinha pensando nela at bem depois do fato ter ocorrido. Tome cuidado com Jasper, Emmett continuou, alheio aos meus pensamentos. Ele no est to nervoso... 
mas ele est mais decidido. Eu vi o que ele quis dizer, e por um momento a sala girou ao meu redor. Meu dio era to devorador que uma nvoa vermelha encobriu minha 
viso. Eu pensei que fosse me fogar nela. CREDO, EDWARD! SE CONTROLE! Emmett gritou para mim em sua cabea. Sua mo desceu para o meu ombro, segurando-me em meu 
lugar antes que eu pudesse pular e ficar em p. Ele raramente usava sua fora completa - raramente havia necessidade, porque ele era to mais forte que qualquer 
outro vampiro que qualquer um de ns j tivesse encontrado - mas ele a usou agora. Ele agarrou meu brao, ao invs de me





empurrar para baixo. Se ele estivesse me empurrando, a cadeira embaixo de mim teria desmoronado. CALMA! Ele ordenou. Eu tentei me acalmar, mas era difcil. A fria 
queimava em minha cabea. Jasper no vai fazer nada at todos ns conversarmos. Eu s achei que voc devia saber a direo que ele est tomando. Eu me concentrei 
em relaxar, e senti a mo de Emmett afrouxar. Tente no chamar mais ateno. Voc j est com problemas o suficiente do jeito que est. Eu respirei fundo e Emmett 
me soltou. Eu procurei atravs da sala por rotina, mas nosso confronto tinha sido to curto e silencioso que s algumas pessoas sentadas atrs de Emmett tinham notado. 
Nenhuma delas sabia o que pensar disso, e elas esqueceram. Os Cullens eram aberraes - todos j sabiam disso. Droga, garoto, voc est horrvel, Emmett acrescentou, 
seu tom simptico. - Dane-se. - eu resmunguei entre dentes, e escutei sua risada baixa. Emmett no guardava rancor, e eu provavelmente deveria estar mais agradecido 
por sua natureza de fcil convvio. Mas eu podia ver que as intenes de Jasper faziam sentido para Emmett, que ele estava considerando qual seria o melhor caminho 
a se tomar. O dio ferveu, mau sob controle. Sim, Emmett era mais forte do que eu, mas ele ainda no havia me derrubado em uma luta. Ele dizia que era porque eu 
trapaceava, mas escutar pensamentos era to parte de mim quanto a fora era dele. Ns lutvamos de igual para igual. Uma luta? Era essa a direo que tudo tomava? 
Eu iria lutar contra a minha famlia por uma humana que eu mal conhecia? Eu pensei sobre isso por um minuto, pensei na sensao do frgil corpo da garota nos meus 
braos contra Jasper, Rose e Emmett - sobrenaturalmente fortes e rpidos, mquinas de matar por natureza... Sim, eu iria lutar por ela. Contra a minha famlia. Eu 
tremi. Mas no era justo deix-la desprotegida quando fui eu quem a colocou em perigo. Eu no conseguiria ganhar sozinho, entretanto, no contra os trs deles, e 
me perguntei quais seriam meus aliados. Carlisle, certamente. Ele no iria lutar contra ningum, mas ele seria contra os planos de Rose e Jasper. Talvez isso fosse 
tudo que eu precisasse. Eu iria ver...





Esme era incerta. Ela no ficaria contra mim tambm, e ela iria detestar discordar de Carlisle, mas ela iria ser a favor de qualquer plano que mantivesse sua famlia 
unida. Sua prioridade no seria o certo, e sim eu. Se Carlisle era a alma da famlia, Esme era o corao. Ele nos deu um lder que merecia ser acompanhado, ela transformou 
isso em um ato de amor. Todos ns nos amvamos - mesmo por baixo da fria que eu sentia por Jasper e Rose no momento, mesmo planejando lutar contra eles para salvar 
a garota, eu sabia que eu os amava. Alice... no fazia idia. Provavelmente dependeria do que ela visse chegando. Ela ficaria do lado do vencedor, imaginei. Ento 
eu teria que fazer isso sem ajuda. Sozinho eu no era preo para eles, mas eu no ia deixar a menina ser machucada por minha culpa. Isso talvez exigisse uma ao 
evasiva... Minha raiva diminuiu um pouco com o sbito humor negro. Eu podia imaginar como a menina reagiria se eu a raptasse.  claro, eu raramente adivinhava suas 
reaes - mas que outra reao ela poderia ter alm de terror? No tinha certeza como cuidar disso - rapt-la. No seria capaz de ficar perto dela por muito tempo. 
Talvez eu s a devolvesse  me. Mesmo isso seria repleto de perigo. Para ela. E tambm para mim, eu percebi de repente. Se eu a matasse por acidente... eu no tinha 
certeza de quanta dor isso iria me causar, mas eu sabia que seria intensa e em vrias formas. O tempo passou rapidamente enquanto eu meditava sobre todas as complicaes 
 minha frente: a discusso me esperando em casa, o conflito com a minha famlia, a distncia que eu seria forado a percorrer depois de tudo... Bom, eu no podia 
mais reclamar que a vida fora da escola era montona. A garota tinha mudado isso. Emmett e eu andamos silenciosamente para o carro quando o sinal tocou. Ele estava 
preocupado comigo, e preocupado com Rosalie. Ele sabia que lado teria que escolher em uma disputa, e isso o incomodava. Os outros estavam esperando por ns no carro, 
tambm silenciosos. ramos um grupo bem quieto. S eu conseguia escutar a gritaria. Idiota! Luntico! Imbecil! Estpido! Egosta, tolo irresponsvel! Rosalie mantinha 
uma linha constante de insultos a plenos pulmes. Ficou difcil ouvir os outros, mas eu a ignorei o melhor que eu pude. Emmett estava certo sobre Jasper. Ele estava 
seguro de seu plano. Alice estava transtornada, preocupada com Jasper, passando por imagens do futuro. No importa por qual direo Jasper chegasse  garota, Alice 
sempre me via l, o impedindo. Interessante... nem Rosalie ou Emmett estavam com ele nessas vises. Ento Jasper planejava trabalhar sozinho. Isso deixaria as coisas 
eqilibradas.





Jasper era o melhor lutador, certamente o mais experiente entre ns: minha nica vantagem consistia no fato de que eu podia escutar seus movimentos antes que ele 
os fizesse. Eu nunca havia lutado mais que de brincadeira com Emmett ou Jasper - s passatempo. Senti-me enjoado com o pensamento de realmente tentar machucar Jasper... 
No, no isso. S impedi-lo. Isso era tudo. Eu me concentrei em Alice, memorizando as diferentes formas de ataque de Jasper. Quando eu fiz isso, as vises dela mudaram, 
se afastando mais e mais da casa dos Swan. Eu o estava parando antes... Pare com isso Edward! No pode acontecer desse jeito. Eu no vou deixar. Eu no a respondi, 
s continuei olhando. Ela comeou a olhar mais para frente, para o campo nebuloso e incerto de possibilidades distantes. Tudo era sombrio e vago. No caminho inteiro 
para casa, a atmosfera silenciosa no cedeu. Eu estacionei na grande garagem perto da casa; a Mercedes de Carlisle estava ali, perto do Jeep enorme de Emmett, o 
M3 de Rosalie e meu Vanquish. Fiquei contente que Carlisle j estava em casa o silncio terminaria de forma explosiva, e eu queria que ele estivesse perto quando 
isso acontecesse. Fomos direto para a sala de jantar. Essa sala nunca era,  claro, usada para o propsito para o qual fora construda. Mas era mobiliada com uma 
longa mesa oval de mogno cercada por cadeiras - ramos cautelosos em ter os acessrios para fingir. Carlisle gostava de us-la como uma sala de conferncia. Em um 
grupo com tantas personalidades fortes e distintas, s vezes era necessrio discutir as coisas sentados, de um jeito calmo. Eu tinha um pressentimento de que sentar 
no iria ajudar em muita coisa hoje. Carlisle sentou em seu lugar habitual na ponta leste da mesa. Esme estava ao lado dele eles deram as mos em cima da mesa. Os 
olhos de Esme estavam em mim, as profundezas douradas deles cheias de preocupao. Fique. Foi seu nico pensamento. Eu queria poder sorrir para a mulher que era 
verdadeiramente uma me para mim, mas eu no tinha como assegur-la agora. Eu sentei do outro lado de Carlsile. Esme se virou ao redor dele para colocar sua mo 
livre no meu ombro. Ela no tinha idia do que estava para comear, s estava se preocupando comigo.





Carlisle tinha uma noo melhor do que estava chegando. Seus lbios estavam apertados com fora e sua testa estava enrugada. A expresso era muito velha para seu 
rosto jovem. Quando todos os outros estavam sentados, eu pude ver as linhas serem desenhadas. Rosalie sentou-se diretamente  frente de Carlisle, na outra ponta 
da grande mesa. Ela me encarou, nunca desviando o olhar. Emmett sentou ao lado dela, seu rosto e sua mente amargos. Jasper hesitou, ento foi ficar em p contra 
a parede atrs de Rosalie. Ele estava decidido, no importava o resultado dessa discusso. Meus dentes bateram. Alice foi a ltima chegar, e seus olhos estavam concentrados 
em alguma coisa muito longe - o futuro, ainda muito incerto para que ela fizesse uso dele. Sem parecer pensar ela sentou perto de Esme. Ela esfregou a testa como 
se tivesse dor de cabea. Jasper se contorceu preocupado e considerou se juntar a ela, mas manteve sua posio. Eu respirei fundo. Eu tinha comeado isso - devia 
falar primeiro. - Me perdoem. - Eu disse, olhando primeiro para Rosalie, depois para Jasper e ento Emmett. - Eu no tive a inteno de colocar nenhum de vocs em 
risco. Foi impensado,e eu assumo total responsabilidade pelo meu ato precipitado. Rosalie me encarou malignamente. - O que vocs quer dizer, `assume total responsabilidade'? 
Voc vai consertar? - No do jeito que voc quer dizer. - Eu disse, tentando manter minha voz calma e equilibrada. - Estou disposto a ir embora agora, se isso deixa 
as coisas melhores. - Se eu acreditar que a garota ficar segura, se eu acreditar que nenhum de vocs ir toc-la, eu emendei na minha cabea. - No. - Esme murmurou. 
- No, Edward. Eu dei um tapinha em sua mo. - So s alguns anos. - Esme est certa. - Emmett disse. - Voc no pode ir a lugar algum agora. Isso seria o oposto 
de til. Ns temos que saber o que as pessoas esto pensando agora mais do que nunca. - Alice pegar qualquer coisa grave. - eu discordei. Carlisle balanou a cabea. 
- Eu acho que Emmett tem razo, Edward. Vai ser mais fcil a garota falar se voc desaparecer. Ou todos ns vamos, ou ningum vai. - Ela no vai dizer nada. - eu 
insisti rapidamente. Rose estava processando uma exploso, e eu queria esse fato claro antes. - Voc no conhece a mente dela. - Carlisle me lembrou. - Disso eu 
tenho certeza. Alice, me d cobertura.





Alice me olhou cansativamente. - No consigo ver o que vai acontecer se ns ignorarmos isso. Ela olhou de relance para Rose e Jasper. No, ela no conseguia ver 
esse futuro - no quando Rosalie e Jasper estavam to decididos em no ignorar o acidente. A palma de Rosalie bateu na mesa com um barulho alto. - No podemos permitir 
que a humana tenha chance de dizer nada. Carlisle, voc deve ver isso. Mesmo se decidirmos todos desaparecer, no  seguro deixar histrias para trs. Ns vivemos 
de um jeito to diferente do resto do nosso tipo - voc sabe que existem aqueles que iriam adorar uma desculpa para fazer acusaes. Temos que ter mais cuidado que 
qualquer um! -J deixamos rumores para trs antes. - eu a lembrei. - S rumores e suspeitas, Edward. No testemunhas oculares e evidncias! - Evidncia! - eu zombei. 
Mas Jasper estava concordando, seus olhos duros. -Rose... - Carlisle comeou. - Me deixe terminar, Carlisle. No precisa ser nada que chame ateno. A menina bateu 
a cabea hoje. Ento talvez acontea de o machucado ser mais srio do que parecia. Rosalie deu de ombros. - Todo mortal vai dormir com a chance de nunca mais acordar. 
Os outros iriam esperar que ns cuidssemos ns mesmos disso. Tecnicamente, isso seria trabalho de Edward, mas isto est obviamente alm dele. Voc sabe que sou 
capaz de me controlar. Eu no iria deixar nenhuma evidncia para trs. - Sim, Rosalie, todos ns sabemos a assassina eficiente que voc . - eu rosnei. Ela sibilou 
para mim, furiosa. - Edward, por favor. - Carlisle disse. Ento se virou para Rosalie. - Rosalie, eu fui a favor em Rochester porque eu senti que voc devia ter 
justia. Os homens que voc matou haviam lhe prejudicado monstruosamente. Essa no  a mesma situao. A garota Swan  uma inocente. - No  nada pessoal, Carlisle. 
- Rosalie disse pelos dentes. -  para proteger a todos ns. Houve um breve silncio enquanto Carlisle pensava em sua resposta. Quando ele concordou, os olhos de 
Rosalie brilharam. Ela devia saber melhor. Mesmo se eu no fosse capaz de ler os pensamentos dele, eu podia ter previsto suas prximas palavras. Carlisle nunca cedia. 
- Eu sei que sua inteno  boa, Rosalie, mas... eu gostaria muito que nossa famlia fosse digna de ser protegida. Os ocasionais... acidentes ou lapsos de controle 
so uma parte lamentvel de quem ns somos. - Era bem caracterstico dele se incluir no plural, embora ele prprio nunca tivesse tido esse tipo de lapso. - Assassinar 
uma criana sem culpa a sangue frio  outra coisa completamente diferente. Eu acredito que o risco que ela apresenta, quer ela fale suas suspeitas ou no, no  
nada muito grave. Se abrirmos excees para nos proteger, estaremos arriscando algo muito mais importante. Ns arriscamos perder a essncia de quem somos.





Controlei minha expresso com cuidado. No faria bem algum sorrir agora. Ou aplaudir, como eu gostaria. Rosalie olhou com uma cara feia. -  s ser responsvel. 
-  ser insensvel. - Carlisle corrigiu gentilmente. - Toda vida  preciosa. Rosalie suspirou pesadamente e seu lbio inferior fez um bico. Emmett deu um tapinha 
em seu ombro. - Vai ficar tudo bem, Rosalie. - ele encorajou com uma voz baixa. - A pergunta - Carlisle continuou. -  se ns devemos nos mudar ou no? - No. - 
Rosalie lamentou. - Acabamos de nos fixar. No quero comear o segundo ano de colegial outra vez! - Voc vai poder manter sua idade atual, claro. - disse Carlisle. 
- E ter que mudar ainda mais cedo? - ela revidou. Carlisle deu de ombros. - Eu gosto daqui! Tem pouco sol, podemos ser quase normais. - Bom, no precisamos decidir 
agora. Podemos esperar e ver se isso se torna uma necessidade. Edward confia no silncio da menina Swan. Rosalie bufou. Mas eu no estava mais preocupado com Rosalie. 
Podia ver que ela concordaria com a deciso de Carlisle, no importa o quanto estivesse brava comigo. A conversa deles tinha se voltado para detalhes sem importncia. 
Jasper continuou determinado. Eu entendi o motivo. Antes dele e Alice se conhecerem, ele vivia em uma zona de combate, um cenrio de guerra impiedoso. Ele sabia 
as conseqncias de desprezar as regras - j havia visto os medonhos resultados com os prprios olhos. Dizia muita coisa o fato de ele no ter tentando acalmar Rosalie 
com seus talentos extras, ou que agora no tentava incentiv-la. Ele se mantinha neutro na discusso - acima dela. - Jasper. - eu disse. Ele encontrou meus olhos, 
seu rosto inexpressvel. - Ela no vai pagar pelo meu erro. No vou permitir. - Ela tira proveito, ento? Ela deveria ter morrido hoje, Edward. Eu s consertaria 
as coisas. Eu falei de novo, enfatizando cada palavra. - No vou permitir.





Ele ergueu as sobrancelhas. No estava esperando isso - ele no imaginava que eu fosse impedi-lo. Ele balanou a cabea uma vez. - No vou deixar Alice viver em 
perigo, mesmo que seja leve. Voc no sente por ningum o que eu sinto por ela, Edward, e voc no viveu o que eu vivi, tendo visto minhas memrias ou no. Voc 
no entende. - No estou discutindo isso, Jasper. Mas estou avisando que no vou deixar voc machucar Isabella Swan. Nos encaramos - sem raiva, e sim avaliando o 
oponente. Eu senti que ele verificava o ambiente ao meu redor, testando minha determinao. - Jazz... -Alice disse, nos interrompendo. Ele sustentou seu olhar mais 
um pouco, e ento olhou para ela. - No se incomode em dizer que voc pode cuidar de si mesma, Alice. Eu j sei disso. Eu ainda tenho que... - No  isso que eu 
vou falar. - Alice interrompeu. - Eu ia pedir um favor para voc. Eu vi o que estava na mente dela e minha boca se abriu com uma arfada audvel. Eu olhei para ela, 
chocado, s vagamente consciente de que todos tirando Alice e Jasper me observavam cuidadosamente. - Eu sei que voc me ama. Obrigada. Mas eu gostaria muito que 
voc no tentasse matar Bella. Primeiro de tudo, Edward est falando srio e no quero vocs dois brigando. Segundo, ela  minha amiga. Pelo menos vai ser. Estava 
ntido na mente dela: Alice, sorrindo, com seus braos gelados envolta dos braos quentes e frgeis da garota. E Bella estava sorrindo tambm, seu brao na cintura 
de Alice. A viso era slida como uma pedra; s o tempo era incerto. - Mas, Alice... - Jasper ofegou. No conseguia virar minha cabea para olhar sua expresso. 
No conseguia me desviar da imagem na cabea de Alice para olhar para ele. - Eu vou am-la algum dia, Jazz. Vou ficar muito chateada com voc se no deix-la viver. 
Eu ainda estava preso nos pensamentos de Alice. Eu vi o futuro brilhar enquanto a resoluo de Jasper diminua com o pedido inesperado dela. - Ah... - Ela suspirou 
- a deciso dele tinha criado um novo futuro. - V? Bella no vai dizer nada. No h com o que se preocupar. O modo como ela disse o nome da menina... como se elas 
j fossem confidentes... - Alice - eu engasguei. - O que... isso? - Eu disse que uma mudana estava vindo. Eu no sei, Edward. - Mas ela apertou o queixo e eu podia 
ver que havia mais. Ela estava tentando no pensar nisso; de repente estava se concentrando muito em Jasper, embora ele estivesse muito espantado para fazer algum 
progresso com sua deciso.





Ela fazia isso s vezes, quando queria esconder algo de mim. - O que , Alice? O que est escondendo? Ouvi Emmett resmungar. Ele sempre ficava frustrado quando Alice 
e eu tnhamos esses tipos de conversa. Ela sacudiu a cabea, tentando me manter fora. - sobre a garota? - eu ordenei. -  sobre Bella? Ela bateu os dentes se concentrando, 
mas quando eu falei o nome de Bella, ela escorregou. S durou meio segundo, mas foi o suficiente. - NO! - eu gritei. Eu escutei a cadeira bater no cho e percebi 
que estava em p. - Edward! - Carlisle ficou em p tambm, seu brao no meu ombro. Mal estava ciente dele. - Est consolidando. - Alice sussurrou. - Cada minuto 
que passa voc est mais decidido. S existem duas sadas para ela agora.  uma coisa ou outra, Edward. Eu podia ver o que ela via... mas no queria aceitar. - No. 
- eu disse de novo; no tinha volume na minha negao. Minhas pernas ficaram bambas e precisei me apoiar na mesa. - Algum por favor quer deixar o resto de ns saber 
do mistrio? - Emmett reclamou. - Eu tenho que ir embora. - eu sussurrei para Alice, ignorando-o. - Edward, ns j falamos sobre isso. - Emmett disse alto. - Essa 
 a melhor maneira de fazer a garota falar. Alm do mais, se voc for embora, ns no vamos ter certeza se ela vai falar alguma coisa ou no. Voc tem que ficar 
e lidar com isso. - No vejo voc indo a lugar algum, Edward. - Alice me disse. - No sei mais se voc consegue ir embora. - Pense, ela acrescentou silenciosamente. 
Pense sobre partir. Eu vi o que ela quis dizer. Sim, a idia de nunca mais ver a menina era... dolorosa. Mas tambm era uma necessidade. No conseguia aprovar nenhum 
dos futuros que aparentemente eu a tinha condenado. No tenho certeza absoluta quanto ao Jasper, Edward. Alice continuou. Se voc partir, ele pensa que ela  um 
perigo para ns. - Eu no vou ouvir isso. - eu a contradisse, ainda meio consciente da nossa platia. Jasper estava hesitante. Ele no faria algo que magoasse Alice. 
No neste momento. Voc arriscaria a vida dela, a deixaria desprotegida? -Por que est fazendo isso comigo? - eu gemi. Minha cabea caiu em minhas mos. Eu no era 
o protetor de Bella. No podia ser isso. O futuro dividido de Alice no era prova suficiente disso?





Eu a amo tambm. Ou eu vou. No  a mesma coisa, mas eu a quero por perto para isso. - A ama tambm? - eu sussurrei, incrdulo. Ela suspirou. Voc  to cego, Edward. 
No consegue ver a direo que est tomando? No consegue ver onde j est?  mais inevitvel do que o sol nascendo no leste. Veja o que eu vejo... Eu balancei minha 
cabea, horrorizado. - No. - eu tentei bloquear as vises que ela me revelada. - No tenho que seguir esse caminho. Eu vou embora. Eu vou mudar o futuro. - Voc 
pode tentar... - ela disse, a voz ctica. - Ah, por favor! - Emmett aumentou o tom de voz. - Preste ateno. - Rosalie sibilou para ele. - Alice o v se apaixonando 
por uma humana! Isso  tpico de Edward! - Ela tirou sarro. Eu mal a ouvi. - O qu? - Emmett disse, surpreso. Ento sua risada de rugido ecoou pelo cmodo. -  isso 
o que tem acontecido? - Ele riu de novo. - Parada dura, Edward. Eu senti a mo dele no meu ombro, e a afastei distrado. No conseguia prestar ateno nele. - Se 
apaixonando por uma humana? - Esme repetiu em uma voz impressionada. - Pela garota que ele salvou hoje? Se apaixonar por ela? - O que voc v, Alice? Exatamente. 
- Jasper pediu. Ela se virou para ele; Eu continuei a olhar seu rosto, entorpecido. - Tudo depende se ele  forte o bastante ou no. Ou ele ir mat-la com as prprias 
mos - ela girou para encontrar meu olhar outra vez - o que iria realmente me irritar, Edward, sem mencionar o que iria fazer com voc - ela olhou Jasper novamente 
- ou ela vai ser uma de ns algum dia. Algum engasgou; no vi quem foi. - Isso no vai acontecer! - eu estava gritando de novo. - Nenhum dos dois! Alice no pareceu 
ter me escutado. - Tudo depende. - ela repetiu. - Talvez ele seja s forte o suficiente para no mat-la - mas vai ser por pouco. Vai requerer uma quantidade incrvel 
de controle. - ela meditou. - Mais at o que Carlisle tem. Ele talvez seja forte s o suficiente... A nica coisa para qual ele no  forte o bastante  ficar longe 
dela. Essa  uma causa perdida. No conseguia achar minha voz. Ningum parecia ser capaz de achar sua. A sala ficou imvel. Eu encarei Alice, e todos me encararam. 
Podia ver minha prpria expresso de terror de cinco pontos de vista diferentes.





Depois de um longo momento, Carlisle suspirou. - Bom, isso... complica as coisas. - Eu que o diga. - Emmett concordou. A voz dele era mais uma risada. Era com Emmett 
mesmo, fazer piada na destruio da minha vida. - Mas acho que o plano continua o mesmo. - Carlisle disse, ponderado. - Vamos ficar e observar. Obviamente, ningum 
ir... machucar a menina. Eu enrijeci. - No. - Jasper disse calmamente. - Se Alice s v duas sadas... - No! - minha voz no era um grito ou um rosnado ou choro 
de desespero, mas uma combinao dos trs. - No! Eu tinha que ir embora, ficar longe do som dos pensamentos deles - da averso egosta de Rosalie, do humor de Emmett, 
da pacincia infinita de Carlisle... Pior: a confiana de Alice. A confiana de Jasper na confiana dela. Pior de tudo: a... alegria de Esme. Fui para fora da sala. 
Esme tocou meu brao quando eu passei, mas eu no reconheci o gesto. Estava correndo antes que estivesse fora da casa. Passei pelo rio em um pulo, e corri para a 
floresta. A chuva tinha voltado, caindo to pesada que eu me ensopei em poucos segundos. Gostei da gua espessa - criou uma parede entre eu e o resto do mundo. Me 
rodeou, me deixou isolado. Corri na direo leste, para longe das montanhas sem desviar da linha at que pude ver as luzes de Seattle do outro lado da baa. Parei 
antes que chegasse  fronteira da civilizao. Cercado pela chuva, sozinho, eu finalmente me obriguei a ver o que tinha feito - como tinha mutilado o futuro. Primeiro, 
a viso de Alice e da garota com seus braos ao redor uma da outra - a confiana e amizade eram to bvias que gritavam da imagem. Os olhos castanhos expressivos 
de Bella no estavam confusos nessa viso, e sim cheios de segredos - nesse momento, pareciam segredos felizes. Ela no se afastou do brao frio de Alice. O que 
isso significava? O quanto ela sabia? Nessa viso congelada do futuro, o que ela pensava de mim? Ento a outra imagem, to parecida, s que colorida com horror. 
Alice e Bella, seus braos ainda envolta uma da outra em sua amizade confivel. Mas agora no havia diferena entre esses braos - os dois eram braos, macios e 
de mrmore, duros como ao. Os olhos atentos de Bella no eram mais castanhos chocolate. Suas ris eram de um escarlate vvido, chocante. Os segredos neles eram 
insondveis - aceitao ou angstia? Era impossvel de dizer. O rosto dela era frio e imortal.





Eu tremi. Eu no conseguia evitar as perguntas similares, mas diferentes: O que isso significava - como isso aconteceu? E o que ela pensava de mim agora? Eu podia 
responder essa ltima. Se eu a forasse a fazer parte dessa meia vida vazia por causa da minha fraqueza e egosmo, com certeza ela me odiaria. Mas havia mais uma 
imagem horrorosa - pior do que qualquer outra que j tive. Meus prprios olhos, escarlate intensos com o sangue humano, os olhos de um monstro. O corpo quebrado 
de Bella em meus braos, branco plido, vazio, sem vida. Era to concreta, to clara. No podia suportar ver isso. No conseguia suportar. Tentei tirar da minha 
mente, tentei ver alguma outra coisa, qualquer coisa. Tentei ver a expresso no rosto com vida dela que tinha obstrudo minha viso no ltimo captulo de minha existncia. 
Tudo em vo. A viso negra de Alice encheu minha cabea, e eu me contorci internamente com a agonia que ela causou. Enquanto isso, o monstro em mim estava cheio 
de felicidade, eufrico com as chances de seu sucesso. Deixou-me enjoado. Isso no podia ser permitido. Tinha que ter um jeito de transformar o futuro. Eu no deixaria 
as vises de Alice me dizer o que fazer. Eu escolheria um caminho diferente. Sempre existia uma escolha. Tinha que existir.

5. Convites
Colegial. No era mais o purgatrio, agora era o inferno puro. Tormento e fogo... sim, eu tinha os dois. Eu estava fazendo a coisa certa agora. Todos os pingos nos 
i's e os traos nos t's. Ningum podia reclamar que eu estava evitando minhas responsabilidades agora. Para deixar Esme feliz e proteger os outros, eu fiquei em 
Forks. Retornei para meu horrio antigo. Cacei mais que o resto deles. Todo dia, eu ia para a escola e fingia ser humano. Todo dia, eu escutava cuidadosamente qualquer 
coisa nova sobre os Cullens - no tinha nada novo. A garota no tinha falado uma palavra de suas suspeitas. Ela s repetiu a histria de novo e de novo - que eu 
estava ao lado dela e a tinha tirado do caminho - at que os ouvintes ficaram entediados e pararam de pedir mais detalhes. No havia perigo. Minha ao precipitada 
no tinha machucado ningum. Ningum alm de mim. Estava determinado a mudar o futuro. No era a coisa mais fcil de se fazer, mas no tinha outra escolha com a 
qual eu podia viver. Eu tinha pensado que aquele primeiro dia tinha sido o mais difcil. No final dele, eu tinha certeza que esse era o caso. Mas estava errado.





Estava amargurado, sabendo que tinha machucado a menina. Tirei conforto do fato de que a dor dela no era nada mais do que uma picada - s uma pequena ferroada de 
rejeio comparada com a minha. Bella era humana, e ela sabia que eu era algo mais, algo errado, algo assustador. Ela provavelmente se sentiria mais aliviada do 
que magoada quando eu virasse meu rosto para longe dela e fingisse que ela no existe. - Oi, Edward,- ela me cumprimentou no meu primeiro dia de volta a classe de 
biologia. A voz dela estava agradvel, amigvel, 180 decibis desde a ultima vez que eu falei com ela. Por qu? O que a mudana queria dizer? Ela teria esquecido? 
Decidiu que ela imaginou todo o episodio? Ela poderia possivelmente ter me perdoado por no cumprir minha prpria promessa? As perguntas estavam queimando como a 
sede que me atacava toda vez que eu respirava. Apenas por um instante eu olhei nos olhos dela. S para ver se eu podia encontrar respostas l... No. Eu no podia 
me permitir nem mesmo isso. No se eu fosse mudar o futuro. Eu movi meu queixo devagar na direo dela sem olhar para longe da frente da sala. Eu acenei com a cabea 
uma vez, e ento eu virei meu rosto para frente... Ela no falou comigo de novo. Aquela tarde, assim que a escola terminou, meu papel tambm terminou, eu fui at 
Seattle como eu tinha feito um dia antes. Parecia que eu poderia agentar a dor apenas levemente melhor quando eu estava voando ao longo do cho, transformando tudo 
a minha volta em um borro verde. Essa corrida se tornou meu habito dirio. Eu a amava? Eu no acho que era isso. No ainda. A viso de Alice do futuro que eu tinha 
preso comigo, embora, eu pudesse ver quo fcil seria me apaixonar por Bella. Isso seria exatamente como cair: Sem esforo. No deixar de am-la seria o oposto da 
queda - como ser puxado de um penhasco, eu apoiei meu rosto sobre a mo, a tarefa foi cansativa, como se eu j no tivesse fora mortal. Mais de um ms se passou, 
e cada dia era mais difcil. Isso no fazia sentido para mim me manter perto dela, para que as coisas fossem mais fceis. Devia significar isso quando Alice disse 
que eu no desejaria, e no conseguiria ficar longe da menina. Ela tinha visto a escalada da dor. Mas eu podia lidar com a dor. Eu no iria destruir o futuro da 
Bella. Se eu fosse destinado ao amor dela, e ento ela no fosse evitar, esse era o mnimo que eu podia fazer? Evitar ela era o mximo que eu podia agentar; entretanto. 
Eu podia fingir ignor-la, e nunca estar em seu caminho. Eu podia fingir que ela no me interessava. Mas se essa era medida, eu apenas faria de conta, e no seria 
real. Eu ainda flutuava a cada respirao dela, cada palavra que ela dizia. Eu aglomerava meus tormentos em quatro categorias.





Os dois primeiros eram familiares. O seu aroma e o seu silncio. Ou, ao invs - assumir a responsabilidade por mim mesmo ao que ela pertencia - a minha sede era 
minha curiosidade. A sede era o meu primeiro tormento. Eu tornei um hbito, agora, simplesmente no respirar na aula de Biologia. Mas  claro, sempre h excees 
- quando eu tinha de responder a uma pergunta ou algo do tipo, e eu teria necessidade de falar usando meu flego. Cada vez que eu saboreasse o ar em torno da garota, 
que era o mesmo desde o primeiro dia - fogo e violncia brutal e a necessidade desesperada de me livrar. Era mesmo um pouco difcil de agarrar a razo ou reteno 
nesses momentos. E, como no primeiro dia, o monstro estava prestes a rugir, to perto da superfcie... A curiosidade era um dos meus constantes tormentos. Uma coisa 
que nunca saiu da minha cabea: O que ela est pensando agora? Ao ouvi-la calmamente suspirar. Quando ela passava um dos dedos sobre o cabelo. Quando ela jogava 
o livro com mais fora do que o normal. Quando ela chegava na aula tarde. Quando ela batia seu p, impaciente, sobre o cho. Cada movimento que eu pegava na minha 
viso perifrica era um irritante mistrio. Quando ela conversava com os outros alunos humanos, eu analisava todas as palavras e seu tom. Ser que ela dizia o que 
estava pensando, ou ela pensava no que iria dizer? Se isso soava para mim como se ela estivesse tentando dizer o que a sua audincia esperava, e isso me fez lembrar 
da minha famlia e de nossa vida diria da iluso - nos ramos melhores do que ela estava sendo. Ao menos eu estava errado sobre isso, apenas imaginando coisas. 
Por que ela iria ter um papel a desempenhar? Ela era um deles - uma jovem adolescente. Mike Newton era o mais surpreendente dos meus tormentos. Quem teria sonhado 
que um to comum e entediante mortal poderia ser to irritante? Para ser justo, eu deveria ter de sentir gratido pelo entediante garoto; mais do que os outros, 
ele fazia a garota falar. Eu aprendi muito sobre ela atravs dessas conversas - eu ainda montava a minha lista -, mas contrariamente, a assistncia de Mike com este 
projeto s me deixava mais irritado. Eu no queria que Mike fosse o nico a descobrir segredos. Eu queria fazer isso. Ele nunca percebeu as pequenas revelaes que 
ela fazia, seus pequenos discidos. Ele no sabia nada sobre ela. Ele criou uma Bella em sua cabea, que no existia - uma menina to comum como ele era. Ele no 
tinha observado a generosidade e bravura que a distingia dos outros humanos, ele no conhecia a anormal maturidade das suas falas. Ele no percebia que, quando 
ela falava de sua me, ele falava de sua me como se ela fosse uma criana e no o contrrio - amorosa, indulgente, um pouco divertida, e ferozmente protetora. Ele 
no percebia a pacincia em sua voz quando ela fingia interesse no caminho das conversas, e no adivinhava o que havia atrs de sua paciente bondade. Embora nas 
conversas com Mike, eu fosse capaz de adicionar a qualidade mais importante para a minha lista, e mais reveladora de todas elas, to simples como rara. Bella era 
boa. Todas as outras coisas somadas com tudo - agradvel, discreta, altrusta, amorosa e corajosa - ela era cada vez melhor atravs do tempo. No me tornavam mais 
gentil com o garoto, no entanto. A maneira como ele ficava possessivo quando via a Bella - como se ela fosse feita para ele - me provocou quase raiva com o seu rude 
fantasiar sobre ela. Ele estava se tornando mais confiante de si mesmo, tambm, quando o tempo passou, ele considerou isso ao v-la preferi-lo aos seus rivais -





Tyler Crowley, Erick Yorkie, e sempre, esporadicamente, eu mesmo. Ele se sentava rotineiramente ao seu lado na mesa, conversando com ela, encorajado por seus sorrisos. 
Apenas educados sorrisos, eu disse a mim mesmo. Eu freqentemente me pegava imaginando, entretido, rebatendo ele contra a parede da sala...  muito provvel que 
ele no fosse se ferir fatalmente... Mike muitas das vezes no pensava em mim como um rival. Aps o acidente, ele ficou preocupado que Bella e eu fossemos criar 
vnculos a partir da experincia partilhada, mas obviamente teve o resultado oposto. Naquela poca, ele ainda tinha ficado irritado que eu e Bella tnhamos deixado 
o seu grupo de atenes. Mas agora eu o ignorei perfeitamente como os outros, e ele progrediu complacente. O que ela estava pensando agora? Ser que ela gostava 
de ser o centro das atenes? E, finalmente o ltimo dos meus tormentos, o mais doloroso: A indiferena de Bella. Como eu havia ignorado ela, ela me ignorou tambm. 
Ela nunca tentou falar comigo novamente. Com tudo que eu sabia, ela nunca pensou em mim novamente. Isso poderia me levar a loucura- ou at mesmo mudar minha deciso 
para alterar o futuro - exceto que ela s vezes me encarava como ela havia feito antes. Eu no a via para mim, como se eu no pudesse me permitir olhar para ela, 
mas Alice sempre nos advertia quando ela estava prestes a me encarar; Os outros estavam sendo cuidadosos com o conhecimento problemtico da garota. Aliviava um pouco 
a dor quando ela me olhava de longe de vez em quando.  claro que ela poderia estar imaginando que tipo de louco que eu era. "Bella vai encarar Edward em um minuto. 
Parea normal." Alice disse uma tera-feira de Maro, e os outros tomaram cuidado para gesticular e se mexer como um humano; ficar totalmente parado era um hbito 
da nossa espcie. Eu prestei ateno para quantas vezes ela olhava na minha direo. Me agradava, apesar de no dever agradar, que a freqncia no diminua conforme 
o tempo passava. Eu no sabia o que aquilo significava, mas me fazia me sentir melhor. Alice suspirou. "Eu gostaria..." "Fique fora disso, Alice," Eu disse por baixo 
do flego. "No vai acontecer" Ela fez um bico. Alice estava ansiosa para formar sua amizade iminente com Bella. De uma forma estranha ela sentia falta da garota 
que ela nem conhecia. "Eu admito que voc  melhor do que eu pensei. Voc tem seu futuro todo determinado e sem sentido de novo. Espero que voc esteja feliz" Ela 
pensou. "Faz bastante sentido pra mim." Ela fez um som impaciente de forma delicada. Eu tentei a ignorar, estava muito impaciente para conversas. Eu no estava de 
bomhumor- mais tenso do que eu deixava qualquer um deles ver. S Jasper sabia como eu estava, sentindo o stress ao meu redor com sua habilidade nica de sentir e 
influenciar o





humor das pessoas ao redor. Ele no entendia as razes por trs dos humores e - como seu estava constantemente em um humor ruim- ele ignorava. Hoje seria um dia 
difcil. Mais difcil que o dia anterior, esse era o padro. Mike Newton, o garoto odivel com quem eu no podia me permitir virar rival, ia chamar Bella para um 
encontro. O baile que as garotas escolhiam o par estava chegando, e ele esperava muito que Bella o chamasse. E que ela no havia feito nada que abalava a confiana 
dele. Agora ele estava desconfortavelmente preso - eu gostava do desconforto dele mais do que eu devia porque Jessica Stanley tinha acabado de o chamar. Ele no 
queria dizer "sim", esperando que Bella o escolhesse (e provar que ele era o vitorioso entre seus rivais), mas ele no queria dizer "no" e acabar perdendo o baile. 
Jessica, magoada pela sua hesitao e imaginando a razo por trs disso, estava tendo pensamentos raivosos contra Bella. Eu entendi o instinto melhor agora, mas 
s me fez mais frustrado quando eu no podia agir. E pensar que tinha chegado a esse ponto! Eu estava totalmente fixado nos dramas da escola que um dia eu havia 
simplesmente ignorado. Mike estava trabalhando na sua coragem conforme ele andava com Bella at a aula de biologia. Eu ouvi sua luta interna enquanto eu esperava 
eles chegarem. O garoto era fraco. Ele tinha esperado por essa festa de propsito, com medo de fazer seu afeto reconhecido antes dela ter mostrado uma preferncia 
por ele. Ele no queria ficar vulnervel para uma possvel rejeio, preferindo que ela desse aquele passo antes. Covarde. Ele sentou do nosso lado de novo, confortvel 
com a familiaridade, e eu imaginei o som que seu corpo faria se batesse contra a parede oposta com fora suficiente para quebrar a maioria dos seus ossos. - Ento 
- ele disse pra garota, seus olhos no cho. - Jessica me chamou para o baile de primavera. - Isso  timo. - Bella respondeu imediatamente e com entusiasmo. Era 
difcil no sorrir conforme Mike se dava conta de seu tom. Ele estava esperando por consternao. - Voc vai se divertir muito com a Jessica. Ele refletiu sobre 
a resposta certa. - Bem... - ele hesitou, e quase desistiu. Ento voltou ao trilho. - Eu falei pra ela que ira pensar sobre isso. "Por que voc faria isso?" ela 
perguntou. O tom dela era mais de desaprovao, mas ainda tinha uma pontada de alvio tambm. O que aquilo significava? Uma fria inesperada fez com que minhas mos 
se curvassem nos meus punhos com fora. Mike no ouviu o alvio. O rosto dele vermelho - com a raiva que eu estava parecia um convite - e ele olhou para o cho de 
novo enquanto falava. "Eu estava pensando....talvez voc estivesse pensando em me chamar."





Bella hesitou. Naquele momento de hesitao, eu vi o futuro mais claramente do que Alice. Ela talvez possa dizer sim para a pergunta implcita de Mike, talvez no, 
mas ainda assim, algum dia ela diria sim para algum. Ela era adorvel, intrigante e outros homens notavam isso. Se ela fosse se prender a algum nesse grupo insalubre, 
ou esperasse para estar livre de Forks, o dia que ela diria sim chegaria. Eu vi a vida dela como tinha visto no dia anterior - faculdade, carreira...amor, casamento. 
Eu vi ela de braos dados com seu pai, vestida de branco, seu rosto corado de felicidade conforme ela se movia com a marcha nupcial de Mendelssohn. A dor era mais 
forte do que jamais tinha sido. Um humano teria que estar  beira da morte para sentir essa dor- um humano no sobreviveria a isso. E no s a dor mas o dio. A 
raiva tambm doa de uma forma fsica. Mesmo que esse garoto insignificante no seja para quem Bella diga sim; Eu queria esmagar o crnio dele na minha mo, para 
deixar ele representar quem ela escolher. Eu no entendia essa emoo - era uma mistura de dor e raiva e desejo e desespero. Eu nunca havia me sentido assim antes; 
no podia definir isso. "Mike, acho que voc devia dizer sim," Bella disse de forma gentil. As esperanas de Mike desapareceram. Em outras circunstncias eu teria 
gostado mas eu estava preso no choque aps a dor - e o remorso que a dor e a raiva tinham me dado. Alice estava certa. Eu no era forte o suficiente. Agora, Alice 
estaria vendo o futuro contorcido e revirando, ficando confuso de novo. Isso a agradaria? "Voc j chamou algum?" Mike perguntou sbrio. Ele deu uma olhada para 
mim, suspeitando pela primeira vez em um bom tempo. Eu notei que nunca tinha disfarado meu interesse bem, minha cabea estava inclinada na direo de Bella. A raiva 
descontrolada nos pensamentos dele - raiva por qualquer um que ela preferisse de repente deu um nome ao meu sentimento. Eu estava com cimes. "No" Ela disse achando 
um pouco de graa. "Eu no vou mesmo." Por trs de todo o remorso e raiva, eu senti alvio nas palavras dela. De repente eu estava considerando os meus rivais. "Por 
que no?" Mike perguntou de uma forma quase mal-educada. Me ofendia que ele falasse assim com ela. Eu me segurei. "Eu vou para Seattle nesse sbado." Ela respondeu.





A curiosidade no era mais to viciante quanto antes - agora que eu estava mais concentrado em descobrir as respostas e tudo mais. Eu saberia os porqus e quando 
dessa revelao. O tom de Mike continuou grosso. "Voc no pode ir outro dia?" "Desculpa, no." Bella foi mais brusca agora. "Ento voc no deveria fazer Jess esperar 
mais -  falta de educao." A preocupao dela com os sentimentos de Jessica diminuiu as chamas do meu cime. Essa viagem para Seattle me parecia suspeita como 
uma desculpa para dizer no - ela recusou puramente por lealdade a amiga? Ela realmente queria poder dizer sim? Ou os dois palpites estavam errados? Ela estava interessada 
em outra pessoa? "..., voc tem razo." Mike murmurou, com a moral to baixa que eu quase senti pena dele. Quase. Ele parou de olhar para ela, cortando minha viso 
do rosto dela na sua mente. Eu no podia tolerar isso. Eu virei para ler a expresso dela por mim mesmo, pela primeira vez em mais de um ms. Foi um alvio poder 
me autorizar a fazer isso, como respirar depois de muito tempo embaixo d'gua era para humanos. Os olhos delas estavam fechados e suas mos de cada lado do seu rosto. 
Seus ombros curvados pra frente de forma defensiva. Ela balanava a cabea suavemente, como se ela estivesse tentando parar de pensar em alguma coisa. Frustrante. 
Fascinante. A voz do Sr.Banner a tirou da sua reflexo e seus olhos abriram devagar. Ela olhou para mim imediatamente, talvez sentindo que eu a olhava. Ela me olhou 
nos olhos com a mesma expresso perplexa que tinha me perseguido. Eu no senti remorso ou culpa ou raiva naquele segundo. Eu sabia que eles reapareceriam, logo mas 
por hora era at um pouco excitante. Como se eu tivesse ganhado e no perdido. Ela no parou de me olhar mesmo eu encarando-a com uma intensidade imprpria, tentando 
sem sucesso ler seus pensamentos por seus olhos castanhos. Eles estavam cheios de perguntas ao invs de respostas. Eu podia ver a reflexo dos meus prprios olhos, 
vi eles pretos com sede. J haviam passado quase duas semanas desde a ltima vez que eu cacei; isso no era o modo mais seguro de sucumbir a minha vontade. Mas a 
escurido no pareceu assustar ela. Ela no olhou em outra direo e uma leve cor vermelha comeou a aparecer na sua face. O que ela estava pensando agora? Eu quase 
perguntei em voz alta, mas quase ao mesmo momento Sr.Banner chamou meu nome. Eu ouvi a resposta certa na sua mente e olhei rapidamente na sua direo. Eu respirei 
rapidamente. "Ciclo de Krebs."





A sede coou minha garganta - fazendo meus msculos mais tensos e enchendo minha boca com veneno. - eu fechei os olhos, tentando me concentrar apesar do desejo pelo 
sangue dela que pulsava dentro de mim. O monstro estava mais forte do que antes. O monstro estava reaparecendo. Ele se juntou a esse futuro que dava a ele uma chance 
de 50% que ele desejava de maneira cruel. O terceiro futuro incerto eu havia tentando construir por fora de vontade apenas tinha sido destrudo - pelo cimes, acima 
de tudo. - e por isso o monstro estava cada vez mais perto de ter seu desejo. O remorso e a culpa me queimaram assim como a sede e se eu tivesse como produzir lgrimas 
elas estariam se formando agora. O que foi que eu fiz? Sabendo que a batalha estava perdida, no parecia ter mais uma razo para resistir o que eu queria; eu virei 
para encarar Bella novamente. Ela havia se escondido no prprio cabelo, mas eu podia ver que seu rosto estava totalmente vermelho agora. O monstro gostou daquilo. 
Ela no me olhou novamente, mas mexeu de forma nervosa em uma mecha de cabelo. Seus dedos delicados, seu pulso delicado - eles eram to frgeis, parecendo que s 
minha respirao podia os romper. No, no, no. Eu no podia fazer isso. Ela era muito frgil, boa demais, preciosa demais para merecer esse destino. Eu no podia 
permitir que minha vida colidisse com a dela, destruir a vida dela. Mas eu no podia ficar longe dela tambm. Alice estava certa sobre isso. O monstro dentro de 
mim se manifestou, frustrado conforme eu pensava. Minha breve hora passou muito rpido. O sinal tocou e ela comeou a arrumar as coisas sem olhar para mim. Isso 
me decepcionou mas eu no podia esperar nada menos. O jeito que eu tinha a tratado desde o acidente foi inaceitvel. "Bella?" eu disse, sem conseguir me segurar. 
Minha fora de vontade despedaada. Ela hesitou antes de olhar pra mim; quando ela virou sua expresso estava defensiva e desconfiada. Eu relembrei a mim mesmo que 
ela tinha o direito de desconfiar de mim. Ela devia. Ela esperou que eu continuasse mas eu s olhei para ela lendo sua expresso. Eu respirava forte em intervalos 
regulares, lutando contra minha sede. "O que?" Ela finalmente perguntou. "Voc est falando comigo novamente?" Havia um pingo de ressentimento em sua voz, como sua 
raiva aparecendo. Isso me fez sorrir.





Eu no tinha certeza de como responder a pergunta dela.Eu devia falar com ela de novo? No. No se eu pudesse evitar. Eu tentaria. "No, na verdade no." Eu falei 
para ela. Ela fechou os olhos, o que me frustrou. Eu me permiti o mximo para tentar acessar os seus sentimentos. Ela respirou fundo sem abrir os olhos. Seu maxilar 
estava rgido. Com olhos fechados, ela falou. Certamente no era o jeito normal de conversar. Porque ela fazia isso? "Ento o que voc quer, Edward?" O som do meu 
nome nos lbios dela fez algo estranho ao meu corpo. Se meu corao batesse, estaria acelerado. Mas como responder para ela? Com a verdade, eu decidi. Seria o mais 
sincero que eu podia ser com ela a partir de agora. Eu no queria merecer sua desconfiana, mesmo omitir a verdade era impossvel. "Me desculpe." Eu falei. Era a 
melhor verdade que ela poderia saber. Infelizmente o nico jeito seguro de me desculpar era de maneira trivial. "Eu estou sendo muito mal educado, eu sei. Mas  
melhor assim, acredite." Seria melhor se eu pudesse continuar sendo mal educado. Ser que eu conseguiria? Os olhos dela abriram, sua expresso ainda cautelosa. "No 
sei o que voc quer dizer." Eu tentei o mximo que podia por um aviso entrelinhas para ela. "... melhor para ns no sermos amigos." Certamente ela podia sentir 
a verdade. Ela era esperta. "Confie em mim." Os olhos dela se estreitaram e eu lembrei que eu havia dito as palavras para ela antes logo antes de quebrar a promessa. 
Eu me encolhi quando ela travou o queixo - ela claramente lembrava tambm. "... uma pena voc no ter descoberto isso antes." Ela disse brava. "Voc poderia ter 
evitado todo esse arrependimento." Eu a encarei em choque. O que ela sabia dos meus arrependimentos? "Arrependimento? Arrependimento pelo que?" Eu exigi. "Por no 
ter deixado aquela van idiota me esmagar!" ela respondeu bruscamente. Eu congelei, entorpecido. Como ela podia pensar isso? Salvar sua vida tinha sido a nica coisa 
certa que eu fiz desde que a conheci. A nica coisa de que no me envergonhava. A nica coisa que me deixava feliz em existir. Estive lutando para mant-la viva 
desde o primeiro momento em que senti





seu cheiro. Como ela podia estar pensando isso de mim? Como se atrevia questionar meu nico ato de bondade em toda essa baguna? - Acha que me arrependo de ter salvado 
voc? - Eu sei que se arrepende. A avaliao dela das minhas intenes me deixou fervendo de raiva. - Voc no sabe de nada. Como sua mente funcionava de um jeito 
confuso e incompreensvel! Ela no devia pensar do mesmo modo que os outros humanos. Essa devia ser a explicao por trs de seu silncio mental. Ela era completamente 
diferente. Ela virou o rosto, batendo os dentes. Suas bochechas estavam vermelhas, com raiva de novo. Ela juntou os livros em uma pilha, os colocou nos braos e 
marchou na direo da porta sem encontrar meu olhar. Mesmo irritado como eu estava, era impossvel no achar seu dio divertido. Ela andou desajeitada, sem olhar 
para onde ia, e seu p bateu no batente da porta. Ela tropeou, e todas as coisas caram no cho. Ao invs de se curvar para peg-las, ficou parada, rgida, sem 
ao menos olhar para baixo, como se no tivesse certeza de que os livros merecessem ser recuperados. Consegui no dar risada. Ningum estava aqui para me ver; eu 
fui rapidamente para o seu lado e juntei os livros antes que ela olhasse para baixo. Ela se inclinou, me viu, e parou. Entreguei os livros para ela, tomando cuidado 
para que minha pele gelada no tocasse a dela. - Obrigada. - ela disse numa voz fria, severa. Seu tom trouxe minha irritao  tona. - No h de qu. - respondi 
no mesmo tom frio. Ela se endireitou e foi para sua prxima aula. Eu fiquei olhando at que no pudesse mais ver sua figura nervosa. A aula de espanhol passou em 
um borro. A Sra. Goff no questionou minha distrao - ela sabia que meu espanhol era superior ao dela, e me deu liberdade - me deixando livre para pensar. Ento, 
eu no podia ignorar a garota. Isso era bvio. Mas isso significava que eu no tinha outra sada a no ser destru-la? Este no podia ser o nico futuro disponvel. 
Tinha que ter alguma outra escolha, algum equilbrio. Tentei pensar em um jeito... No prestei muita ateno em Emmett at que a aula terminou. Ele estava curioso 
Emmett no era muito intuitivo sobre os sentimentos dos outros, mas ele podia ver uma





bvia mudana em mim. Perguntou-se o que teria acontecido para tirar o insistente olhar de dio do meu rosto. Ele lutou para definir a mudana, e finalmente decidiu 
que eu parecia esperanoso. Esperanoso? Era assim que eu parecia por fora? Refleti com a idia de esperana enquanto andvamos para o Volvo, me perguntando sobre 
o que exatamente eu devia ter esperana. Mas no tive que refletir por muito tempo. Sensvel aos pensamentos dos outros sobre a garota como eu era, o som do nome 
de Bella nas cabeas dos meus... dos meus rivais, tive que admitir, chamou minha ateno. Eric e Tyler, tendo escutado - com muita satisfao do fracasso de Mike, 
estavam se preparando para agir. Eric j estava pronto, encostado na picape dela, de modo que ela no conseguisse evit-lo. A aula de Tyler estava atrasada por causa 
de um trabalho, e ele estava desesperado para peg-la antes que ela escapasse. Isso eu tinha que ver. - Espere pelos outros aqui, est bem? - murmurei para Emmett. 
Ele me olhou, suspeito, mas ento deu de ombros e acenou. O garoto ficou louco, ele pensou, divertido com meu pedido esquisito. Eu vi a Bella saindo do ginsio, 
e esperei ela passar de um lugar onde ela no me veria. Quando ela se aproximou da emboscada de Eric, eu fui para mais perto, andando num ritmo que me faria passar 
no momento certo. Eu observei o corpo dela ficar tenso quando viu o garoto a esperando. Ela parou por um momento, ento relaxou e continuou andando. - Oi, Eric. 
- eu a escutei falar num tom amigvel. Fiquei inesperadamente ansioso. E se esse menino magro e com problemas de pele fosse de algum modo atraente para ela? Eric 
engoliu alto, seu pomo-de-ado tremendo. - Oi, Bella. Ela parecia inconsciente do nervosismo dele. - E a? - ela perguntou, destrancando a picape sem olhar para 
a expresso assustada que ele tinha. -... s estava pensando... se voc gostaria de ir ao baile de primavera comigo. - a voz dele tremeu. - Pensei que as meninas 
 quem deviam convidar. - ela disse, parecendo frustrada. - Bom, e . - ele concordou infeliz.





Esse pobre menino no me irritou tanto quanto Mike Newton, mas eu no conseguia achar dentro de mim qualquer simpatia por sua angstia at que Bella lhe respondeu 
com uma voz gentil. - Obrigada por me convidar, mas vou a Seattle nesse dia. Ele j tinha ouvido isso; mesmo assim, ficou desapontado. -Ah - ele murmurou. - Bom, 
quem sabe na prxima? - Claro. - ela concordou. Ento mordeu o lbio, como se tivesse se arrependido de dar uma brecha a ele. Gostei disso. Eric se afastou da picape 
e foi embora, indo na direo errada para seu carro, querendo s escapar dali. Passei por ela nesse momento, e escutei seu suspiro de alvio. Dei risada. Ela se 
virou ao som, mas eu olhei para frente, tentando evitar que meus lbios se contorcessem em divertimento. Tyler estava atrs de mim, quase correndo na pressa de falar 
com ela antes que ela pudesse ir para casa. Ele estava mais destemido e confiante que os outros dois; s tinha esperado tanto tempo para abordar Bella porque respeitava 
que Mike a tinha visto primeiro. Queria que ele conseguisse falar com ela por dois motivos. Se - eu estava comeando a suspeitar - toda essa ateno fosse irritante 
para Bella, eu queria aproveitar e assistir sua reao. Mas, se no - se o convite de Tyler fosse o que ela estava esperando - ento eu queria saber disso tambm. 
Medi Tyler Crowley como um rival, sabendo que isso era errado de se fazer. Ele parecia tediosamente comum e pouco notvel para mim, mas o que eu sabia das preferncias 
de Bella? Talvez ela gostasse de garotos comuns... Estremeci com esse pensamento. Eu jamais conseguiria ser um garoto comum. Que tolice era me colocar como rival 
de seus afetos. Como ela poderia se importar com algum que era, sob qualquer ngulo, um monstro? Ela era boa demais para um monstro. Eu devia deix-la escapar, 
mas minha curiosidade indesculpvel evitou que fizesse a coisa certa. De novo. Coloquei meu Volvo na pista estreita, bloqueando a sada dela. Emmett e os outros 
estavam vindo, mas ele tinha descrito meu comportamento estranho para eles, ento estavam andando lentamente, me observando, tentando entender o que eu estava fazendo. 
Eu olhei a garota pelo retrovisor. Ela olhou meu carro com raiva, encontrando meu olhar, como se quisesse estar dirigindo um tanque do que uma picape Chevy enferrujada. 
Tyler correu para o seu carro e entrou na fila atrs dela, agradecendo meu comportamento inexplicvel. Ele acenou para ela, para chamar sua ateno, mas ela no 
notou. Ele





esperou um momento, ento saiu do carro, vagando para a janela do carona dela. Bateu no vidro. Ela pulou, ento olhou para ele confusa. Depois de um segundo, abriu 
as janelas manualmente, parecendo ter alguns problemas com elas. - Desculpe, Tyler. - ela disse numa voz irritada. - Estou presa atrs do Cullen. Ela falou meu sobrenome 
com uma voz dura - ainda estava brava comigo. - Ah, eu sei - Tyler disse, no se importando com o humor dela. - Eu s queria perguntar uma coisa enquanto estamos 
atolados aqui. O sorriso dele era convencido. Fiquei aliviado com o jeito que ela empalideceu com a tentativa bvia dele. - Vai me convidar para o baile de primavera? 
- ele perguntou, nenhum pensamento de derrota em sua mente. - Eu no estarei na cidade, Tyler. - ela lhe disse, a irritao ainda bem presente em sua voz. -, o 
Mike me contou. - Ento por qu... - ela comeou a perguntar. Ele deu de ombros. - Eu esperava que voc s estivesse se livrando deles do jeito mais fcil. Os olhos 
dela queimaram, ento ficaram frios. - Desculpe, Tyler. - ela disse, sem parecer sentir nada. - Eu estarei mesmo fora da cidade. Ele aceitou essa desculpa, sua autoconfiana 
intocada. - Tudo bem. Ainda temos o baile dos estudantes. Ele se empertigou e foi para o seu carro. Estava certo em ter esperado por isso. A expresso horrorizada 
no rosto dela era impagvel. Disse-me o que eu no devia estar to desesperado para saber - que ela no sentia nada por nenhum desses garotos humanos que queriam 
convid-la. E tambm, a expresso dela era possivelmente a coisa mais engraada que eu j tinha visto. Minha famlia chegou ento, confusa pelo fato de que eu estava, 
para variar, me tremendo com o riso em vez de fazendo uma careta assassina a qualquer coisa  vista. O que  to engraado? Emmett quis saber.





Eu s balancei minha cabea enquanto me revirei com uma nova onda de riso quando Bella acelerou seu motor nervosa. Ela parecia querer o tanque outra vez. - Vamos 
embora! - Rosalie sibilou impaciente. - Pra de ser idiota. Se puder. As palavras dela no me irritaram - estava muito distrado. Mas fiz o que ela pediu. Ningum 
falou comigo no caminho para casa. Continuei a rir uma vez ou outra, pensando no rosto de Bella. Quando eu virei para a estrada - acelerando agora que no havia 
testemunhas - Alice arruinou meu humor. - Ento eu posso falar com a Bella agora? - ela perguntou inesperadamente, sem considerar as palavras primeiro, no me dando 
aviso. - No. - eu revidei. - Isso no  justo. Por que estou esperando? - Eu ainda no decidi nada, Alice. - Que seja, Edward. Na cabea dela, os dois destinos 
de Bella estavam claros novamente. - Qual o sentido em conhec-la? - eu murmurei, de repente rabugento. - Se eu vou matla? Alice hesitou por um segundo. - Voc 
tem razo. - ela admitiu. Virei a ultima curva a 150 km/h ento parei a trs centmetros da parede da garagem. - Aproveite sua corrida. - Rosalie disse presunosa 
quando eu me atirei para fora do carro. Mas eu no fui correr hoje. Em vez disso, fui caar. Os outros iriam caar amanh, mas eu no podia estar com sede agora. 
Exagerei, bebendo mais do que o necessrio, me fartando de novo - um pequeno grupo de cervos e um urso negro que tive a sorte de cruzar to cedo no ano. Estava to 
cheio que era desconfortvel. Por que isso no podia ser o suficiente? Por que o cheiro dela tinha que ser to mais forte que todas as outras coisas? Eu tinha caado 
para me preparar para o prximo dia, mas, quando eu no conseguia mais fazer isso e o sol ainda estava a horas de nascer, soube que o prximo dia no chegaria rpido 
o bastante. A enorme tenso me varreu outra vez quando eu percebi que ia encontrar a garota. Eu lutei comigo todo o caminho de volta a Forks, mas meu lado menos 
nobre ganhou a discusso, e eu segui adiante com meu plano indefensvel. O monstro estava inquieto, mas bem alimentado. Eu sabia que manteria uma distncia segura 
dela. S queria saber como ela estava. S queria ver seu rosto.





Passava da meia-noite e a casa de Bella estava escura e silenciosa. A picape dela estacionada no meio-fio e a radiopatrulha de seu pai na entrada de carros. No 
havia pensamentos conscientes em lugar algum na vizinhana. Olhei a casa por um momento, da escurido da floresta me a cercava do lado leste. A porta da frente provavelmente 
estava trancada - no que isso fosse um problema, exceto que eu no queria deixar a porta quebrada como evidncia para trs. Decidi tentar a janela de cima primeiro. 
No existiam muitas pessoas que se importavam em instalar uma fechadura ali. Cruzei o jardim aberto e escalei a parede da casa em meio segundo. Pendurado por uma 
mo na calha que ficava em cima da janela, olhei pelo vidro, e minha respirao parou. Era o quarto dela. Eu a conseguia ver, as cobertas no cho e os lenis enrolados 
por suas pernas. Enquanto eu olhava, ela se virou inquieta e colocou um brao por cima da cabea. Ela no dormia profundamente, pelo menos no  noite. Ela sentiu 
o perigo prximo? Fiquei com nojo de mim mesmo quando a vi mexer de novo. O quanto eu era melhor que qualquer outro bisbilhoteiro? Eu no era melhor. Era muito, 
muito pior. Relaxei as pontas dos meus dedos, para me deixar cair. Mas primeiro me permiti um longo olhar para o rosto dela. No estava tranqilo. A pequena ruga 
estava entre suas sobrancelhas, os cantos de seus lbios para baixo. Seus lbios tremeram, e ento se abriram. - Est bem, me. - ela resmungou. Bella falava dormindo. 
A curiosidade me invadiu, mais forte que o nojo que tinha por mim mesmo. O encanto que aqueles pensamentos falados, desprotegidos e inconscientes, era incrivelmente 
tentador. Eu tentei abrir a janela, e no estava fechada, embora tenha travado por ter ficado tanto tempo sem ser aberta. Eu a empurrei lentamente para o lado, encolhendo 
a cada pequeno gemido que a moldura de metal fazia. Teria que achar algum leo para a prxima vez... Prxima vez? Eu balancei a cabea, com nojo de novo. Passei 
silenciosamente pela janela meio aberta. O quarto dela era pequeno - desorganizado, mas no sujo. Havia livros empilhados no cho perto da sua cama, suas lombadas 
viradas para o outro lado, e CDs espalhados perto de seu disc-man barato - o que estava por cima era s uma caixa vazia. Papis cercavam um computador que parecia 
mais pertencer a um museu dedicado a tecnologias obsoletas. Sapatos estavam no cho de madeira. Eu queria muito ler os ttulos de seus livros e CDs, mas tinha prometido 
que iria manter a distncia; em vez disso, fui sentar na velha cadeira de balano no outro canto do quarto. Alguma vez eu tinha realmente pensado que ela era comum? 
Pensei naquele primeiro dia, e meu nojo pelos garotos que ficaram to rapidamente intrigados por ela. Mas quando eu me lembrei do rosto dela nos pensamentos deles, 
no conseguia entender por que no a tinha achado linda imediatamente. Parecia uma coisa bvia.





Nesse momento - com seu cabelo escuro embaraado e selvagem envolta de seu rosto plido, usando uma camiseta puda cheia de buracos e uma cala surrada - ela me 
deixou sem flego. Ou teria, pensei ironicamente, se eu estivesse respirando. Ela no falou. Talvez seu sonho tenha terminado. Eu encarei seu rosto e tentei pensar 
em algum modo de deixar o futuro suportvel. Machuc-la no era suportvel. Isso significava que minha nica escolha era tentar ir embora novamente? Os outros no 
podiam discutir comigo agora. Minha ausncia no iria colocar ningum em perigo. No teria nenhuma suspeita, nada para levar os pensamentos de ningum de volta ao 
acidente. Eu vacilei como tinha feito esta tarde, e nada pareceu possvel. No podia esperar ser rival dos meninos humanos, quer esses garotos especficos a atrassem 
ou no. Eu era um monstro. Como ela podia me ver de qualquer outro jeito? Se ela soubesse a verdade sobre mim, iria assust-la e repuls-la. Como a vtima em um 
filme de terror, ela iria correr, gritando de horror. Lembrei-me do primeiro dia dela na aula de biologia... e soube que essa seria exatamente a reao certa para 
ela ter. Era besteira imaginar que se fosse eu quem tivesse a convidado para esse baile bobo, ela teria cancelado seus planos feitos em cima da hora e concordado 
em ir comigo. No era a mim que ela estava destinada a dizer sim. Era para alguma outra pessoa, humana e quente. E eu nem podia - algum dia, quando ela dissesse 
sim - me deixar calo e mat-lo, porque ela o merecia, quem quer que fosse que tivesse escolhido. Eu devia a ela fazer a coisa certa agora; no podia mais fingir 
que estava s em perigo de amar essa garota. E mesmo assim, no importava realmente se eu fosse embora, porque Bella jamais me veria do jeito que eu queria que ela 
visse. Ela nunca me veria como algum que merecesse ser amado. Nunca. Um corao morto, gelado, podia ser despedaado? Parecia que o meu podia. - Edward. - Bella 
disse. Eu congelei, encarando seus olhos fechados. Ela tinha acordado, me visto aqui? Ela parecia adormecida, mas sua voz tinha sido to clara... Ela suspirou calmamente, 
ento se moveu inquieta outra vez, rolando de lado - ainda dormindo e sonhando.





- Edward. - ela murmurou suavemente. Ela estava sonhando comigo. Um corao morto, gelado, podia bater de novo? Parecia que o meu podia. - Fique. - ela suspirou. 
- No v. Por favor... no v. Ela estava sonhando comigo, e nem era um pesadelo. Ela queria que eu ficasse com ela, l em seu sonho. Eu lutei para achar palavras 
para nomear os sentimentos que me invadiram, mas no existiam palavras fortes o suficiente para descrev-los. Por um longo momento, me afoguei neles. Quando eu emergi, 
no era o mesmo homem que havia sido. Minha vida era a meia-noite, sem mudanas, sem fim. Deveria, por necessidade, sempre ser a meia-noite para mim. Ento como 
era possvel que o sol estivesse nascendo agora, bem na metade da meia-noite? No momento em que me tornei um vampiro, trocando minha alma e mortalidade por imortalidade 
na dor abrasadora da transformao, eu tinha realmente congelado. Meu corpo tinha se transformado em algo mais para pedra do que para carne, permanente e sem mudanas. 
Eu mesmo, tambm, tinha congelado como era - minha personalidade, meus gostos e desgostos, meus humores e meus desejos; todos fixados de um jeito. Era a mesma coisa 
para o resto dele. Todos ns estvamos congelados. Pedras vivas. Quando uma mudana chegava para um de ns, era uma coisa rara e inaltervel. Tinha visto acontecer 
com Carlisle, e uma dcada depois, com Rosalie. O amor os tinha mudado de um jeito irremedivel, um jeito que nunca mais mudava. Mais de oitenta anos haviam se passado 
desde que Carlisle achara Esme, e ele ainda a olhava com os olhos incrdulos de primeiro amor. Seria sempre assim para eles. Seria sempre assim para mim tambm. 
Eu sempre amaria essa frgil garota humana, pelo resto da minha existncia sem limites. Olhei para seu rosto inconsciente, sentindo esse amor por ela se acomodar 
em cada clula do meu corpo de pedra. Ela dormia com mais calma agora, um sorriso fraco em seus lbios. Sem deixar de observ-la, comecei a planejar. Eu a amava, 
ento eu tentaria ser forte o suficiente para deix-la. Eu sabia que no era forte assim agora. Teria que trabalhar nisso. Mas talvez eu fosse forte o suficiente 
para moldar o futuro de outro jeito. Alice tinha visto s dois futuros para Bella, e agora eu entendia os dois. Am-la no evitaria que eu a matasse, se eu cometesse 
erros.





Mas eu no conseguia sentir o monstro agora, no conseguia ach-lo em nenhum lugar dentro de mim. Talvez o amor o tivesse silenciado para sempre. Se eu a matasse 
agora, no seria intencional, s um horrvel acidente. Eu teria que ser extraordinariamente cuidadoso. Jamais, jamais seria capaz de baixar a guarda. Teria que controlar 
cada respirao. Teria sempre que manter uma distncia segura. No cometeria erros. Eu finalmente entendi o segundo futuro. Tinha estado aterrorizado por essa viso 
- o que poderia acontecer que resultaria em Bella se tornar uma prisioneira nessa meia-vida imortal? Agora - devastado por desejar a garota - eu podia entender como 
eu, num egosmo indesculpvel, pediria a meu pai esse favor. Pediria a ele que tirasse a vida e a alma dela para que eu pudesse ficar com ela para sempre. Ela merecia 
coisa melhor. Mas eu vi mais um futuro, uma linha estreita pela qual eu talvez pudesse caminhar, se pudesse manter meu equilbrio. Conseguiria fazer? Ficar com ela 
e deix-la humana? Deliberadamente, inspirei fundo e depois outra vez, deixando que seu cheiro passasse por mim como fogo. O quarto estava cheio de seu perfume; 
a fragrncia dela saa de cada superfcie. Minha cabea girou, mas lutei contra a tontura. Teria que acostumar com isso, se eu fosse tentar ter qualquer tipo de 
relacionamento com ela. Respirei novamente, deixando o ar me queimar. A observei dormindo at que o sol nascesse atrs das nuvens no leste, planejando e respirando. 
Fui para casa quando os outros tinham ido embora para a escola. Troquei de roupa rapidamente, evitando os olhos cheios de perguntas de Esme. Ela viu a luz febril 
em meu rosto, e sentiu preocupao e alvio. Minha melancolia sem fim a magoava, e ela estava feliz que parecia ter acabado. Eu corri para a escola, chegando poucos 
segundos depois que meus irmos. Eles no viraram, embora Alice deva ter desconfiado que eu estava parado aqui nas grossas rvores que cercavam o asfalto. Eu esperei 
at que ningum estivesse olhando, e ento andei casualmente por entre as rvores at o estacionamento cheio de carros. Eu ouvi a picape de Bella rugindo na esquina, 
e parei atrs de um Suburban onde podia observ-la sem ser visto. Ela dirigiu at o estacionamento, olhando meu Volvo por um longo momento antes de parar em uma 
das vagas mais distantes, uma careta em seu rosto. Era estranho lembrar que ela provavelmente ainda estava brava comigo, e por um bom motivo.





Eu queria rir para mim mesmo - ou me chutar. Todo o meu esquema e planejamento eram totalmente inteis se ela no se importasse comigo, no eram? O sonho dela pode 
ter sido sobre alguma outra coisa aleatria. Eu era mesmo um tolo arrogante. Bom, era muito melhor para ela se no se importasse comigo. Isso no me impediria de 
persegui-la, mas eu a avisaria de minha perseguio. Devia isso a ela. Andei silenciosamente, pensando qual seria a melhor forma de me aproximar dela. Ela deixou 
fcil. A chave da picape escorregou por seus dedos quando ela saiu, e caiu em uma poa funda. Ela se inclinou, mas eu cheguei antes, a pegando antes que ela tivesse 
que colocar os dedos na gua fria. Encostei-me na picape quando ela me encarou e ento se endireitou. - Como  que voc fez isso? - ela perguntou. Sim, ainda estava 
brava. Oferecia a chave para ela. - Fiz o qu? Ela esticou a mo, e eu a deixei cair em sua palma. Respirei fundo, absorvendo seu cheiro. - Aparecer do nada desse 
jeito. - ela esclareceu. - Bella, no  culpa minha se voc  excepcionalmente distrada. - As palavras eram sarcsticas, quase uma piada. Tinha alguma coisa que 
ela no visse? Ela ouviu como a minha voz disse o nome dela com carinho? Ela me encarou, no gostando muito do meu humor. Os batimentos dela aceleraram - de raiva? 
De medo? Depois de um momento, ela olhou para baixo. - Por que o engarrafamento de ontem? - ela perguntou sem encontrar meus olhos. Pensei que voc devia fingir 
que eu no existo e no me matar de irritao. Ainda estava bastante brava. Ia tomar algum esforo para deixar as coisas certas com ela. E me lembrei da minha resoluo 
de ser honesto com ela... - Aquilo foi pelo Tyler e no por mim. Tive que dar uma chance a ele. - E ento eu ri. No podia evitar, pensando na expresso dela de 
ontem. - Voc... - ela engasgou, ento parou, parecendo estar furiosa demais para terminar. Ali estava - a mesma expresso. Abafei outra risada. Ela j estava nervosa 
o suficiente. - E no estou fingindo que voc no existe. - terminei. Estava certo em manter as coisas casuais, em provoc-la. Ela no entenderia se eu a deixasse 
ver como me sentia de verdade. Iria assust-la. Tinha que manter meus sentimentos sob controle, manter as coisas leves...





- Ento est tentando mesmo me matar de irritao? J que a van do Tyler no fez o servio? Um rpido lampejo de raiva passou por mim. Como ela podia honestamente 
acreditar nisso? Era irracional da minha parte ficar to ofendido - ela no sabia da transformao que tinha acontecido  noite passada. Mas a raiva era a mesma. 
- Bella, voc  completamente absurda. - eu revidei. O rosto dela corou, e ela virou as costas para mim. Comeou a ir embora. Remorso. No havia sentido em minha 
raiva. - Espere. - eu pedi. Ela no parou, ento eu a segui. - Desculpe, foi grosseria minha. No estou dizendo que no  verdade. - era absurdo imaginar que eu 
a queria machucada em qualquer jeito. - mas de qualquer forma, foi uma grosseria dizer aquilo. - Por que no me deixa em paz? Acredite, eu quis dizer. Eu tentei. 
Ah, outra coisa, estou miseravelmente apaixonado por voc. Mantenha a coisa leve. - Quero perguntar uma coisa, mas voc est me evitando. - Um outro curso de ao 
tinha me ocorrido e eu dei risada. - Voc tem distrbio de personalidade mltipla? - ela perguntou. Parecia que sim. Meu humor instvel, tantas emoes novas passando 
por mim. - L vem voc de novo. - eu assinalei. Ela suspirou. - Tudo bem, ento. O que quer me perguntar? - Eu estava me perguntando se, no sbado que vem... - observei 
o choque passar por seus olhos e sufoquei outra risada. - Sabe, no dia do baile de primavera... Ela finalmente me interrompeu, voltando seus olhos para mim. - Est 
tentando ser engraadinho? Sim. - Quer, por favor, me deixar terminar? Ela esperou em silncio, os dentes mordendo o lbio macio inferior.





Essa viso me distraiu por um momento. Reaes estranhas, desconhecidas agitaram fundo no meu interior humano. Tentei me livrar delas para que pudesse fazer meu 
papel. - Eu a ouvi dizer que vai a Seattle nesse dia e estava pensando se voc queria uma carona. - ofereci. Percebi que, melhor que perguntar a ela sobre seus planos, 
eu poderia partilhlos. Ela me olhou inexpressivamente. - Como ? - Quer uma carona para Seattle? - Sozinho no carro com ela - minha garganta queimou com o pensamento. 
Respirei fundo. Se acostume. - Com quem? - ela perguntou, seus olhos arregalados e confusos de novo. - Comigo,  claro. - eu disse lentamente. - Por qu? Era realmente 
um choque que eu queria a companhia dela? Ela deve ter chegado a pior concluso possvel com meu comportamento passado. - Bom, eu pretendia ir a Seattle nas prximas 
semanas e, para ser sincero, no tenho certeza se sua picape vai agentar. - Era mais seguro provoc-la do que me permitir ser srio. - Minha picape funciona muito 
bem, obrigada por sua preocupao. - ela disse na mesma voz surpresa. E comeou a andar outra vez. Continuei a seguindo. Ela no havia dito no, ento pressionei 
essa vantagem. Ela diria no? O que eu faria se ela dissesse? - Mas sua picape pode chegar l com um tanque de gasolina? - No vejo como isso pode ser da sua conta. 
- ela reclamou. Ainda no era um no. E o corao dela estava batendo mais rpido de novo, a respirao vindo mais rpida. - O desperdcio de recursos no-renovveis 
 da conta de todos. "Honestamente, Edward, eu no consigo te acompanhar. Eu pensei que voc no queria ser meu amigo." Uma forte emoo me atravessou quando ela 
disse meu nome. Como manter isso suave e tambm ser honesto ao mesmo tempo? Bem, era mais importante ser honesto. Especialmente nesta questo. "Eu disse que seria 
melhor se no fossemos amigos, no que eu no queria ser." "Oh, obrigada, isso esclarece tudo," ela disse sarcasticamente.





Ela pausou, sob o teto da cafeteria, e encontrou meu olhar novamente. As batidas de seu corao estavam vacilantes. Ela estava com medo? Eu escolhi minhas palavras 
cuidadosamente. No, eu no poderia deix-la, mas talvez ela fosse esperta o suficiente para me deixar, antes que fosse muito tarde. "Seria mais... prudente pra 
voc no ser minha amiga." Fitando a profundeza de chocolate derretido dos seus olhos, eu perdi minha segurana na luz. "Mas eu estou cansado de tentar ficar longe 
de voc, Bella." As palavras queimaram com muito fervor. Sua respirao parou e, quando voltou a respirar, aquilo me preocupou. Quanto eu a tinha assustado? Bem, 
eu descobriria isso. "Voc vai a Seattle comigo?" eu perguntei a queima roupa. Ela acenou, seu corao batendo mais alto. Sim. Ela tinha dito sim pra mim. E depois 
minha conscincia me sufocou. O que isso custaria a ela? "Voc realmente devia ficar longe de mim," eu a alertei. Ela me ouviria? Ela escaparia do futuro no qual 
eu a estava lanando? Eu no poderia fazer nada para salv-la de mim? Mantenha-se suave, eu me adverti. "Te vejo na aula." Eu tive que me concentrar para me impedir 
de correr enquanto eu fugia.

6. Tipo sangneo
Eu a segui durante o dia todo atravs dos olhos das outras pessoas, abertamente consciente da minha prpria vizinhana. No os olhos de Mike Newton, por que eu no 
conseguia mais agentar suas ofensivas fantasias, e no pelos olhos de Jessica Stanley, por que seu ressentimento por Bella me deixava perigosamente nervoso. ngela 
Weber era uma boa escolha, quando os olhos dela estavam disponveis; ela era gentil - sua cabea era um lugar fcil de estar. E algumas vezes os professores providenciavam 
a melhor vista. Eu estava surpreso, assistindo ela tropear pelo dia - tropeando na beira da calada, deixando os livros cair, e muitas vezes caindo junto; nos 
prprios ps - atravs dos pensamentos das pessoas que ouvi achando que Bella era desastrada. Eu considerei aquilo. Era verdade que ela muitas vezes teve a preocupao 
de ficar em p, direito. Eu me lembrava dela tropeando at a mesa no primeiro dia, deslizando pelo gelo antes do acidente, caindo embaixo do batente da porta ontem... 
Era impar, eles estavam certos. Ela era desastrada. Eu no sabia por que aquilo era to engraado para mim, mas eu estava rindo em voz alta enquanto andava da aula 
de Histria Americana para o Ingls e muitas pessoas me lanaram olhares cuidadosos. Como eu no tinha percebido isso antes? Possivelmente por





que havia algo bem gracioso em sua calma, no jeito que ela mantinha a cabea, o arco do seu pescoo... No havia nada de gracioso nela agora. Mr. Varner assistia 
ela prender a ponta de sua bota no carpete e literalmente cair na sua cadeira. Eu ri de novo. O tempo se movia incrivelmente lento enquanto eu esperava para v-la 
com meus prprios olhos. Finalmente o sinal tocou. Eu corri at a cafeteria para assegurar meu lugar. Eu era o primeiro a chegar l. Escolhi uma mesa que normalmente 
estava vazia, e eu estava seguro de permanecer no caminho que tinha me levado a sentar ali. Quando minha famlia entrou e me viu sentado sozinho em meu novo lugar 
eles no estavam surpresos. Alice devia ter avisado a eles. Rosalie passou por mim sem me olhar. Idiota. Rosalie e eu nunca tivemos um relacionamento fcil - eu 
a ofendi na primeira vez que ela me ouviu falar, e foi ladeira abaixo desde ento - mas parecia que elas estava mais temperamental nesses ltimos dias. Eu suspirei. 
Para Rosalie tudo era sobre ela mesmo. Jasper me deu um sorriso torto e continuou a andar. Boa sorte, ele pensou duvidosamente. Emmett rolou os olhos e balanou 
a cabea. Perdeu a cabea, pobre garoto. Alice estava radiante, seus dentes brilhando mais do que deviam. Posso falar com Bella agora? "Fique fora disso," Eu disse 
atravs da minha respirao. Seu rosto ficou triste, e ento brilhou de novo. Tudo bem. Seja teimoso.  s uma questo de tempo. Ela suspirou de novo. No se esquea 
da aula de laboratrio de biologia de hoje, ela me lembrou. Eu acenei com a cabea. No, eu no me esqueci disso. Enquanto eu esperava Bella chegar, eu a segui atravs 
dos olhos do calouro que andava atrs de Jessica, no caminho para a cafeteria. Jessica estava tagarelando sobre o prximo baile, mas Bella no disse nada em resposta. 
No que Jessica tivesse dado muita chance a ela de responder.





No momento em que Bella passou pela porta, seus olhos fitaram momentaneamente a mesa onde meus irmos se sentavam. Ela observou por um momento, e ento sua testa 
se enrugou e seu olhar baixou at o cho. Ela no havia me notado. Ela parecia to... triste. Eu senti uma urgncia enorme em levantar e ir at ela, para confort-la 
de alguma forma, eu s no sabia o que ela acharia reconfortante. Eu no tinha idia do motivo que a fizera parecer daquela forma. Jessica continuava a matraquear 
sobre o baile. Ser que Bella estava triste que iria perder isto? Aquilo no parecia muito provavell... Mas poderia ser remediado, se ela quisesse. Ela comprou uma 
bebida para o seu almoo e nada mais. Aquilo estava certo? Ser que ela no precisava de mais nutrientes do que apenas aquilo? Eu nunca prestei muita ateno  dieta 
de um humano antes. Humanos eram to exacerbadamente frgeis! Havia milhes de coisas com que deviam se preocupar... "Edward Cullen est encarando voc novamente," 
eu ouvi Jessica dizer. "Por que ser que ele est sentado sozinho hoje?" Eu estava agradecido a Jessica - apesar de ela estar ainda mais ressentida agora - porque 
Bella levantou a cabea e seus olhos procuraram at que encontrassem os meus. No havia trao de tristeza em sua face, agora. Eu me permiti acreditar que ela estava 
triste por imaginar que eu havia ido embora mais cedo, e a esperana desse pensamento me fez sorrir. Eu a chamei com meu dedo para que ela se juntasse a mim. Ela 
pareceu to surpresa com aquilo que eu quis provoc-la novamente. Ento eu pisquei e ela ficou boquiaberta. "Ele est chamando voc?" Jessica perguntou com desprezo. 
"Talvez ele precise de ajuda com o dever de biologia," ela disse em uma voz baixa e cheia de incerteza. "Um,  melhor eu ver o que ele quer." Este foi um outro sim. 
Ela tropeou duas vezes no caminho para a minha mesa, apesar de no haver nada no seu rumo alm de um piso perfeitamente plano. Srio, como eu deixei de notar isto 
antes? Eu estava prestando mais ateno aos seus pensamentos silenciosos, creio eu... O que mais eu teria perdido? Seja honesto, seja claro eu repeti para mim mesmo. 
Ela parou atrs da cadeira que estava a minha frente, hesitante. Eu respirei fundo, dessa vez pelo meu nariz e no pela boca. Sinta a queimao, eu pensei objetivamente. 
"Por que voc no se senta comigo hoje?" Eu perguntei a ela.





Sem tirar os olhos de mim por um instante, ela puxou a cadeira e sentou-se. Ela parecia nervosa, mas sua aceitao fsica era um outro sim. Eu esperei que ela falasse. 
Levou um momento, mas finalmente ela falou, "Isto  diferente." "Bem..." Eu hesitei "Eu decidi, de uma vez que eu vou para o inferno, posso muito bem fazer o servio 
completo O que me fez dizer aquilo? Eu suponho que pelo menos tenha sido honesto. E talvez ela tivesse ouvido o aviso sutil que minhas palavras continham. Talvez 
ela entendesse que ela deveria se levantar e sair dali o mais rpido que pudesse... Ela no se levantou. Ela me encarava, esperando, como se eu no tivesse terminado 
minha frase. "Sabe, no tenho a mnima idia do que voc quis dizer, " ela disse quando percebeu que eu no continuaria. Aquilo foi um alvio, eu sorri. "Eu sei." 
Era difcil ignorar os pensamentos que vinham detrs de suas costas, gritando para mim E eu queria mudar de assunto, tambm. "Eu acho que seus amigos esto zangados 
comigo por eu ter te roubado deles." Isso pareceu no a preocupar. "Eles sobrevivero." "Eu posso no devolver voc, ento." Eu no fazia idia se eu estava tentando 
ser honesto agora ou apenas tentando provoc-la de novo. Estar perto dela tornava difcil dar sentido aos meus prprios pensamentos. Bella engoliu seco. Eu ri da 
expresso dela. "Voc parece preocupada," Aquilo realmente no deveria ser divertido, ela deveria estar preocupada. "No." Ela era uma pssima mentirosa; no a ajudou 
em nada que sua voz falhasse. "Surpresa, na verdade... o que voc quer afinal?" "Eu te disse, me cansei de tentar ficar longe de voc. Ento estou desistindo." Eu 
segurei meu sorriso com um pouco de esforo. Isso no estava funcionando nem um pouco tentando ser honesto e casual ao mesmo tempo. "Desistindo?" ela repetiu perplexa. 
"Sim - desistindo de tentar ser bonzinho." E aparentemente desistindo de tentar ser casual. "Eu simplesmente vou fazer o que eu quiser, agora, e deixar que acontea 
o que tiver de acontecer." ( no livro "Crepsculo" esta traduzido assim: ...e deixar os dados rolarem. Mas a trad. de vcs ficou melhorJ )





Aquilo foi honesto o bastante. Deixe que ela veja meu egosmo. Deixe que isto a alerte, tambm. "No estou entendendo nada de novo." / " Voc esta me confundindo 
de novo " Eu era egosta o bastante para estar feliz que este fosse o caso. "Eu sempre falo muito quando estou conversando com voc - este  um dos problemas." Um 
problema bem insignificante, comparado a todos os outros. "No se preocupe," ela reafirmou. "Eu no entendo nada mesmo..." timo, ento ela no iria fugir. "Eu estava 
contando com isso." "Ento, falando sem rodeios, somos amigos agora?" Eu ponderei por um instante. "Amigos..." eu repeti. No gostei do som daquilo. No era o bastante. 
"Ou no," ela sussurrou, parecendo embaraada. Ser que ela pensava que eu no gostava dela o bastante? Eu sorri. "Bem, podemos tentar, eu acho. Mas eu vou alertar 
que eu no sou um bom amigo para voc." Eu esperei pela resposta ansiosamente - esperando que finalmente ela ouvisse e entendesse, e imaginando que eu pudesse morrer 
se ela o fizesse. Que melodramtico. Eu estava me tornando humano demais perto dela. Seu corao batia rpido. "Voc diz muito isso." "Sim, porque voc no est 
me dando ouvidos." Eu disse, muito intensamente outra vez. "Eu ainda espero que voc acredite nisso. Se for esperta, voc vai me evitar." Ah, mas ser que eu permitiria 
que ela fizesse isso, se tentasse? Seus olhos se estreitaram. "Eu acho que voc deixou clara a sua opinio, a respeito do meu intelecto." Eu no estava certo sobre 
o que ela quis dizer, mas eu sorri me desculpando, imaginando que eu a tivesse ofendido acidentalmente. "Ento," ela disse devagar. "Enquanto eu estiver sendo... 
boba, vamos tentar ser amigos?" " isso o que parece." Ela olhou para baixo, examinando a garrafa de limonada que tinha em mos. A velha curiosidade me atormentava. 
"O que voc est pensando?" Eu perguntei - pelo menos era um alvio dizer estas palavras em voz alta finalmente





Seu olhar encontrou o meu, e sua respirao acelerou enquanto suas bochechas coraram, eu inspirei, sentindo o saboreando o ar. "Eu estou tentando imaginar o que 
voc ." Segurei o sorriso em meu rosto, travando minha feio naquela forma, enquanto o pnico percorria todo o meu corpo.  claro que ela estava pensando naquilo. 
Ela no era estpida. Eu no podia esperar que ela fosse deixar de notar algo to evidente. "Voc est tendo alguma sorte nisso?" Perguntei da forma mais sutl que 
pude. "No muita." Ela admitiu. Eu ri suavemente com a resposnta, sentindo um sbito alivio. "Quais so suas teorias?" Elas no poderiam ser piores que a verdade, 
qualquer que fossem. Suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas, e ela no disse nada. Eu podia sentir no ar o calor do seu rubor. Tentei usar meu tom persuasivo 
nela. Isso era algo que funcionava muito bem em humanos normais. "No vai me dizer?" Sorri, encorajando-a. Ela balanou a cabea negativamente. " muito embaraoso." 
Ugh. No saber era pior do que qualquer outra coisa. Por que as especulaes dela a deixariam embaraada? No pude suportar a curiosidade. " muito frustrante, sabe." 
Minha reclamao disparou algo nela. Seus olhos brilharam e as palavras fluram mais rapidamente que o normal. "No. Eu no posso imaginar poque isso pode ser minimamente 
frustrante - apenas porque algum se recusa a lhe dizer o que est pensando, mesmo se durante todo o tempo estivesse fazendo apenas pequenas observes enigmticas 
com a nica inteno de lhe deixar acordado a noite tentando imaginar o que  que elas podem significar... agora, por que isso seria frustrante?" Eu franzi as sobrancelhas 
para ela, irritado por aceitar que ela estava certa. Eu no estava sendo justo. Ela continuou. "Ou melhor, dizer tambm que esta pessoa fez um monte de coisas bizarras, 
desde salvar sua vida sob circunstncias impossveis em um dia at te tratar como um estranho no dia seguinte, e jamais te explicar nem uma coisa nem outra, mesmo 
depois de prometer faz-lo. Isso tambm no seria frustrante." Foi o mais longo discurso que eu a ouvi fazer, e isso acrescentou mais uma qualidade na minha lista.





"Voc  meio temperamental, no?" "Eu no gosto de dois pesos e duas-medidas." Sua irritao era completamente justificavel,  claro. Eu encarei Bella, imaginando 
como eu poderia possivelmente fazer qualquer coisa certa por ela, at que o silncio gritante na cabea de Mike Newton me distraiu. Ele estava to irado que me fez 
rir. "O que ?" ela exigiu. "O seu namorado parece estar pensando que eu estou sendo rude com voc - ele est se questionando se deve ou no vir aqui apartar a nossa 
briga." Eu gostaria de v-lo tentar. Eu ri novamente. "Eu no sei do que voc est falando", ela disse de forma fria "Mas de qualquer forma, eu tenho certeza que 
voc est enganado." Eu gostei muito do modo como ela o rejeitou com sua sentena desdenhosa. "Eu no estou. Eu j te disse, a maioria das pessoas  fcil de ler." 
"Exceto eu,  claro." "Sim. Exceto voc." Ela tinha que ser a exceo  tudo? No seria mais justo considerando tudo mais com que eu tinha que lidar no momento - 
se eu pudesse ler ALGUMA COISA em sua cabea? Era pedir muito? "Eu me pergunto o porqu disso." Ela olhou ao longe. Ela abriu sua limonada e tomou um curto e rpido 
gole, seus olhos na mesa. "Voc no est com fome?" eu perguntei. "No," ela olhava a mesa vazia entre ns. "Voc?" "No, eu no estou com fome." eu disse. Eu definitivamente 
no estava. Ela encarava a mesa com seus lbios cerrados. Eu esperei. "Voc pode me fazer um favor?", ela perguntou, subitamente encontrando meus olhos novamente. 
O que ela poderia querer de mim? Ela perguntaria sobre a verdade a qual eu no era permitido dizer  ela - a verdade que eu queria que ela nunca, nunca soubesse? 
"Depende do que voc quer". "No  muito", ela prometeu. Eu esperei, curioso de novo.





"Eu s estava imaginando..." ela disse lentamente, olhando para a garrafa de limonada, traando a boca da garrafa com o seu dedo mnimo "se voc poderia me avisar 
com antecedncia na prxima vez que voc resolver me ignorar para o meu prprio bem. S pra eu me preparar." Ela queria um aviso? Ento ter sido ignorada por mim 
deve ter sido alguma coisa ruim... eu sorri. "Parece justo." eu concordei. "Obrigada." ela disse, olhando para cima. Sua face estava to aliviada que eu quis rir 
do meu prprio alvio. "Ento posso ter uma resposta em retorno?" eu perguntei, esperanosamente. "Uma" - Ela concedeu "Me diga uma das suas teorias." Ela corou 
"Essa no." "Voc no qualificou, voc s prometeu uma resposta", eu argumentei. "Voc tambm j quebrou suas promessas.", ela argumentou de volta. Ela estava certa. 
"S uma teoria - eu no vou rir." "Vai sim". Ela parecia estar bem certa disso, apesar de eu no conseguir imaginar nada que pudesse ser engraado quanto a isso. 
Tentei usar a persuaso outra vez. Olhei fundo nos olhos dela - uma coisa fcil de se fazer, com olhos to intensos - e sussurrei. - "Por favor?" Ela piscou, o rosto 
ficando vazio. Bem, essa no era exatamente a reao que eu queria. - ... o qu? - ela perguntou. Parecia tonta. O que havia de errado com ela? - Por favor, me 
conte s uma teoriazinha. - eu pedi com minha voz macia e noassustadora, segurando seus olhos nos meus. Para minha surpresa e satisfao, finalmente funcionou. 
-Hmmm, bom, foi picado por uma aranha radioativa? Histria em quadrinhos? No era  toa que ela achou que eu iria rir. - Isso no  muito criativo. - eu a reprovei, 
tentando escondeu meu alvio.





- Desculpe ,  s o que eu tenho. - ela disse, ofendida. Isso me deixou ainda mais aliviado. Consegui provoc-la de novo. - Nem chegou perto. - Nada de aranhas? 
- Nada. - E nada de radioatividade? - Nada. - Droga. - ela suspirou. - A kriptonita tambm no me incomoda. - eu respondi depressa - antes que ela pudesse perguntar 
sobre mordidas - e ento tive que rir, porque ela achava que eu era um superheri. - No devia rir, lembra? Apertei os lbios. - Um dia eu vou descobrir. - ela prometeu. 
E quando ela o fizesse, iria fugir. - Gostaria que no tentasse. - eu disse, todos os sinais da provocao ausentes. - Por que... Devia honestidade a ela. Tentei 
sorrir, deixar minhas palavras menos ameaadoras. - "E se eu no for um super-heri? E se eu for o vilo?" Seus olhos se arregalaram ligeiramente e os lbios se 
separaram um pouco. - Ah. - ela disse. E ento, depois de um segundo. - Entendi. Ela finalmente tinha me ouvido. - Entendeu? - eu perguntei, tentando esconder minha 
agonia. - Voc  perigoso? - ela adivinhou. A sua respirao aumentou e o corao acelerou. No conseguia respond-la. Esse era meu ltimo momento com ela? Ela iria 
fugir agora? Eu seria capaz de dizer que a amava antes que ela partisse? Ou isso a assustaria ainda mais? - Mas no mau. - ela sussurrou, balanando a cabea, sem 
medo nos olhos intensos. No, no acredito que voc seja mau. - Est errada. - eu disse baixo.





 claro que eu era mau. Eu no estava feliz agora, que ela pensava melhor de mim do que eu merecia? Se eu fosse uma boa pessoa, eu teria ficado longe dela. Eu estiquei 
minha mo pela mesa, pegando a tampa da garrafa de limonada dela como uma desculpa. Ela no recuou da minha mo prxima. Ela realmente no tinha medo de mim. Ainda 
no. Eu girei a tampa rapidamente, prestando ateno ao invs de olhar para ela. Meus pensamentos estavam confusos. Corra, Bella, corra. No conseguia falar as palavras 
em voz alta. Ela ficou de p. - Vamos chegar atrasados. - ela disse, bem quando eu comecei a me preocupar que de algum modo ela tinha escutado meu aviso silencioso. 
- Eu no vou  aula hoje. - E por que no? Porque eu no quero matar voc. - " saudvel matar aula de vez em quando." Para ser exato, era saudvel para os humanos 
quando os vampiros matavam aula nos dias em que sangue humano seria derramado. O Sr. Banner ia fazer tipagem sangunea hoje. Alice j tinha matado sua aula pela 
manh. Bom, eu vou. - ela disse. Isso no me surpreendeu. Ela era responsvel - sempre fazia a coisa certa. Ela era o meu oposto. - A gente se v depois, ento. 
- eu disse, tentando parecer casual novamente, olhando a tampa que rodava. E, por falar nisso, eu adoro voc... de jeitos perigosos, assustadores. Ela hesitou, e 
eu esperei por um momento que ela fosse ficar comigo. Mas o sinal tocou e ela se apressou. Esperei at que ela tivesse desaparecido, e ento guardei a tampa no meu 
bolso - uma lembrana dessa conversa importante - e andei pela chuva para o meu carro. Coloquei o CD que mais me acalmava - o mesmo que tinha colocado naquele primeiro 
dia mas no estava escutando as notas de Debussy por muito tempo. Outras notas estavam passando rpidas por minha cabea, o fragmento de uma melodia que me agradava 
e me intrigava. Abaixei o rdio e escutei a msica em minha cabea, tocando o fragmento at que se desenvolveu para uma harmonia completa. Instintivamente, meus 
dedos se moveram no ar sobre teclas imaginrias. A nova composio estava realmente surgindo quando minha ateno foi desviada por uma onda de angstia mental. Eu 
procurei na direo da aflio. Ela vai desmaiar? O que eu fao? Mike estava em pnico.





A noventa metros, Mike Newton estava abaixando o corpo mole de Bella na calada. Ela escorregou sem reao no concreto molhado, os olhos fechados, a pele plida 
como a de um cadver. Eu quase arranquei a porta do carro. - Bella? - gritei. No houve mudana em seu rosto sem vida quando eu gritei seu nome. Meu corpo todo ficou 
mais frio que gelo. Estava ciente da surpresa irritada de Mike enquanto varria furiosamente seus pensamentos. Ele s estava pensando em seu dio por mim, ento eu 
no sabia o que havia de errado com Bella. Se ele tivesse feito algo para machuc-la eu iria aniquil-lo. - Qual  o problema... Ela se machucou? - eu ordenei, tentando 
concentrar seus pensamentos. Era enlouquecedor ter que andar na velocidade humana. Eu no devia ter chamado ateno para a minha aproximao. Ento eu pude escutar 
o corao dela batendo e cada respirao que dava. Enquanto eu observava, ela apertou os olhos fechados. Isso aliviou um pouco do meu pnico. Eu vi um lampejo de 
memrias na cabea de Mike, rpidas imagens da classe de biologia. A cabea de Bella na mesa, sua pele ficando verde. Gotas de vermelho contra cartes brancos... 
Tipagem sanguinea. Eu parei onde eu estava, segurando a minha respirao. O cheiro dela era uma coisa, o seu sangue escorrendo era outra totalmente diferente. "Eu 
acho que ela est passando mal." Mike disse, ansioso e ressentido ao mesmo tempo. "Eu no sei o que aconteceu, ela nem furou o dedo." O alvio passou por mim, e 
eu respirei novamente, sentindo o ar. Ah, eu pude sentir o cheiro da pequena ferida de Mike Newton. Uma vez, isso teria sido extremamente apelativo para mim. Eu 
me ajoelhei perto dela enquanto Mike se remexia ao meu lado, furioso com a minha interveno. "Bella. Voc consegue me ouvir?" "No", ela gemeu. "V embora". Eu 
ri. Ela estava bem. "Eu estava levando ela para a enfermaria", Mike disse "Mas ela no conseguiu ir adiante". "Eu vou levar ela. Voc pode voltar para a sala de 
aula." eu disse, indiferente. Os dentes de Mike trincaram. "No. Sou eu quem deve fazer isso".





Eu no ia ficar parado ali argumentando com aquele infeliz. Exitado e apavorado, meio-agradecido e meio-aflito pela situao desagradvel que fez o toque dela uma 
necessidade, suavemente levantei Bella da calada e mantive-a nos meus braos, tocando s a sua roupa, mantendo tanta distncia entre os nossos corpos enquanto possvel. 
Eu andava com passos largos para a frente no mesmo movimento, em uma pressa para mant-la a salvo - mais longe de mim, em outras palavras. Seus olhos se abriram, 
atnitos. "Me ponha no cho!" ela ordenou em uma voz fraca - embaraada de novo, eu adivinhei pela sua expresso. Ela no gostava de demonstrar fraquezas. Eu mal 
ouvia Mike gritando seus protestos atrs de ns. "Voc parece horrvel" eu disse a ela, sorrindo com alvio de que no houvesse nada de errado com ela alm de uma 
cabea leve e um estmago fraco. "Me coloque de volta na calada", ela disse. Seus lbios estavam brancos. "Ento voc passa mal quando v sangue?" isso podia ser 
mais irnico? Ela fechou seus olhos e pressionou seus lbios juntos. "E nem  o seu prprio sangue" eu acrescentei, meu sorriso aumentando. Ns estvamos na frente 
da secretaria. A porta estava levemente aberta, e eu a chutei para sair de nosso caminho. A senhorita Cope pulou, assustada. "Meu Deus," ela engasgou enquanto examinava 
a garota plida nos meus braos. "Ela passou mal na aula de Biologia", eu expliquei, antes que a sua imaginao comeasse a ir para muito longe. A Srta. Cope se 
apressou em abrir a porta da enfermaria. Os olhos de Bella estavam abertos novamente, observando-a. Ouvi o assombro interno da enfermeira idosa enquanto eu deitava 
a garota cuidadosamente em uma cama gasta. To logo Bella estivesse fora de meus braos, eu coloquei a distncia da sala entre ns. Meu corpo estava muito excitado, 
muito ansioso, meus msculos tensos e o veneno fluindo. Ela era muito quente e perfumada. "Ela s est um pouco enjoada", eu assegurei  Senhora Hammond. "Eles esto 
fazendo tipagem sanguinea na aula de Biologia.". Ela balanou a cabea, compreendendo. "Sempre tem um." Eu abafei uma risada. Confie em Bella para ser aquele um. 
"Fique um pouco deitada, meu bem" Sra. Hammond disse. "Vai passar logo". "Eu sei" Bella disse.





"Isso acontece muito?" a enfermeira perguntou. "As vezes" Bella admitiu. Eu tentei disfarar minha risada em uma tossida. Isso trouxe a ateno da enfermeira para 
mim. "Voc pode voltar para a sala agora" ela disse. Eu a olhei diretamente nos olhos e menti confiantemente "Eu devo ficar com ela." Hmm. Eu imagino... oh, bem. 
Sra. Hammond balanou a cabea. Isso funcionou perfeitamente com ela. Por que com Bella tinha que ser to difcil? "Eu vou pegar um pouco de gelo pra voc colocar 
na sua testa, querida" a enfermeira disse, ligeiramente pouco confortvel por olhar em meus olhos - do modo que um humano devia ser - e deixou a sala. "Voc estava 
certo", Bella lamentou, fechando seus olhos. O que ela queria dizer? Eu fui direto para a pior concluso: ela tinha aceitado os meus avisos. "Eu geralmente tenho" 
eu disse tentando parecer divertido. "Mas sobre o que em particular desta vez?" "Faltar  aula  saudvel." ela suspirou. Ah, alvio de novo. Ela ficou em silncio 
ento. Ela s respirava lentamente para dentro e para fora. Seus lbios estavam comeando a ficar rosados. Sua boca estava ligeiramente fora do equilbrio, seu lbio 
inferior estava um pouco mais cheio do que o superior. Olhar para a sua boca me fazia me sentir estranho. Me fazia querer me mover para mais perto dela, o que no 
era uma boa idia. "Voc me assustou por um minuto l fora," eu disse - para reiniciar a conversa - ento eu podia ouvir a sua voz novamente. "Eu pensei que Mike 
estava arrastando o seu cadver pra enterr-lo no bosque". "Ha ha". ela disse. "Honestamente - eu j vi cadveres com uma cor melhor." Isso era realmente verdade. 
"Eu j estava preocupado em ter que vingar o seu assassinato". E eu teria mesmo. "Pobre Mike." ela suspirou "Eu aposto que ele est bravo". "Ele absolutamente me 
detesta." eu disse a ela, animado com a idia. "Voc no tem como saber disso".





"Eu vi o rosto dele - eu posso dizer." Provavelmente seria verdade se ao ler a face dele eu conseguisse obter tais informaes para fazer essa deduo em particular. 
Toda essa prtica com a Bella estava afiando a minha habilidade em ler expresses humanas. "Como voc me viu? Eu pensei que voc estivesse escondido" seu rosto parecia 
melhor - o verde desbotado tinha desaparecido de sua pele translcida. "Eu estava no meu carro ouvindo um CD". Sua expresso se contorceu, como se a minha resposta 
comum a tivesse surpreendido de alguma forma. Ela abriu seus olhos novamente quando a Sra. Hammond retornou com uma compressa fria. "Aqui, querida" - a enfermeira 
disse enquanto colocava a compressa na testa de Bella. "Voc parece melhor". "Eu acho que estou bem" Bella disse e sentou-se colocando a compressa longe.  claro. 
Ela no gostava que cuidassem dela. As mos enrugadas da Sra. Hammond estavam indo em direo  garota, como se quisessem fazer com que ela deitasse novamente, mas 
ento a Srta. Cope abriu a porta e se inclinou para dentro da enfermaria. Com a sua entrada, veio um o cheiro de sangue fresco, como uma pequena exploso. Invisvel 
na secretaria por detrs dela, Mike Newton ainda estava bastante zangado, desejando que o garoto pesado que ele carregava agora fosse a garota que estava ali dentro 
comigo. "Tem outro aqui", Srta. Cope disse. Bella rapidamente pulou da cama, ansiosa por deixar de ser o centro das atenes. "Aqui" ela disse, estendendo a compressa 
de volta para a Sra. Hammond "Eu no preciso mais disso." Mike grunhiu enquanto ele empurrava um pouco Lee Stevens pela porta. O sangue ainda gotejava da mo que 
Lee segurava em seu rosto, pingando pelo seu pulso. "Oh no", essa era a minha deixa para sair - e Bella, tambm, aparentemente. "Bella, v para a secretaria". Ela 
me olhou com olhos confusos. "Confie em mim - v." Ela se virou e alcanou a porta antes que ela se fechasse, se apressando em direo  secretaria. Eu a segui a 
alguns centmetros dela. Seu cabelo em movimento roou minha mo... Ela se virou para me olhar, ainda com olhos arregalados.





"Voc realmente me ouviu", isso era novidade. Seu pequeno nariz se enrugou. "Eu senti o cheiro de sangue" Eu a encarei com surpresa. "As pessoas no podem cheirar 
sangue", "Bem, eu consigo -  isso que me deixa doente. Tem cheiro de ferrugem e...sal." Meu rosto estava congelado, ainda a encarando. Ela era realmente humana? 
Ela parecia humana. Ela era suave como um humano. Ela cheirava como um humano - bem, melhor na verdade. Ela agia como um humano... mais ou menos. Mas ela no pensava 
como um, ou respondia como um. Quais eram as outras opes, ento? "O que ?", ela perguntou. "No  nada". Mike Newton nos interrompeu ento, entrando na secretaria 
com ressentidos, violentos pensamentos. "Voc parece melhor." ele disse a ela, rudemente. Minha mo tremeu, querendo ensinar a ele algumas maneiras, eu teria que 
me monitorar, ou eu acabaria matando aquele garoto insolente. "Mantenha a sua mo no bolso", ela disse. Por um segundo selvagem, eu pensei que ela estava falando 
comigo. "No est mais sangrando", ele respondeu tristemente "Voc vai voltar pra aula?" "Voc t brincando? Eu iria voltar pra c na certa." Isso era muito bom. 
Eu tinha pensado que eu ia ter de perder esta hora inteira com ela, e agora eu tinha tempo extra em vez disso. Eu me senti ganancioso, um avarento procurando cada 
minuto. ", eu acho..." Mike murmurou. "Ento, voc vai esse fim de semana? Para a praia?" Ah, eles tinham planos. A raiva passou por mim. Era uma viagem em grupo, 
entretanto. Eu tinha visto isso na cabea de outros estudantes. No eram s eles dois. Eu ainda estava furioso. Eu me inclinei praticamente sem movimentos contra 
o balco, tentando me controlar. "Claro, eu disse que ia." ela prometeu a ele. Ento ela disse sim a ele, tambm. A inveja queimava, mais dolorosa do que a sede. 
No, era uma sada em grupo, eu tentei me convencer. Ela somente ia passar o dia com os amigos. Nada de mais.





"Vamos nos encontrar na loja do meu pai, as dez." E o Cullen NO EST convidado. "Eu estarei l", ela disse. "Eu te vejo na aula de educao fsica, ento." "A gente 
se v" Ele se virou para a sua classe, seus pensamentos estavam cheios de raiva. O que ela v naquela aberrao? Claro, ele  rico, eu acho. As garotas acham que 
ele  lindo, mas eu no acho. Muito... muito perfeito. Eu aposto que o pai dele experimenta todas as cirurgias plsticas neles.  por isso que eles so to brancos 
e bonitos. No  natural.  um tipo de... aparncia-assustadora. Algumas vezes, quando ele me encarava, eu poderia jurar que ele est pensando em me matar... aberrao... 
Mike no estava completamente errado em suas percepes. "Educao fsica", Bella repetiu silenciosamente. Um gemido. Eu olhei para ela, e vi que ela estava triste 
com alguma coisa novamente. Eu no tinha certeza por que, mas estava claro de que ela no queria ir para a prxima aula com o Mike, e eu estava de acordo com esse 
plano. Eu fui para o seu lado e me aproximei da sua face, sentindo o calor de sua pele irradiando diretamente para os meus lbios. Eu no me atrevi respirar. "Eu 
posso cuidar disso", eu murmurei. "V se sentar e fique plida" Ela fez o que eu pedi, sentando em uma das cadeiras vazias e inclinando a sua cabea para trs, contra 
a parede, enquanto, atrs de mim, a Srta. Cope saiu da enfermaria e retornou  sua mesa. Com os olhos fechados, Bella parecia que estava passando mal novamente. 
Sua cor ainda no tinha voltado completamente. Eu me virei para a secretria. Com esperanas de que Bella estivesse prestando ateno nisso, eu pensei sardonicamente. 
Esse  o modo como uma humana deveria responder. "Sra Cope?" eu perguntei, usando a minha voz persuasiva de novo. Seus clios se agitaram, e o seu corao passou 
a bater mais rpido. Muito jovem, se controle! "Sim?" Isso foi interessante. Quando o pulso de Shelly Cope acelerou, foi porque ela me achou fisicamente atraente, 
no porque ela estava assustada. Eu estava acostumado a isso quanto s fmeas humanas... ainda eu no tinha considerado isso como explicao para a acelerao do 
corao da Bella. Eu particularmente tinha gostado disso. Eu sorri e a respirao da Sra. Cope acelerou. "A prxima aula de Bella  de Educao Fsica, e eu no 
acho que ela se sente bem o suficiente. Na verdade, eu acho que eu devia levar ela pra casa agora.A senhora acha que pode liber-la dessa aula?" eu encarei profundamente 
seus olhos, me deliciando com a destruio que eu causava em seus processos mentais. Seria possvel que Bella...?





Sra Cope teve que engolir em alto som antes que pudesse responder. "Voc tambm precisa ser liberado, Edward?" "No, eu tenho aula com a Sra Goff, ela no vai se 
incomodar." Eu no estava prestando muita ateno nela agora. Eu estava explorando essa nova possibilidade. Hmm. Eu gostava de acreditar que Bella me achava atraente 
como os outros humanos achavam, mas desde quando que Bella tinha as mesmas reaes que os outros humanos? Eu no podia manter as minhas esperanas elevadas. "Ok, 
ento est tudo acertado. Melhoras, Bella." Bella acenou com a cabea fracamente - exagerando um pouco. "Voc consegue caminhar, ou prefere que eu te carregue de 
novo?" eu perguntei, me divertindo com o teatro precrio dela. Eu sabia que ela iria querer andar - ela no queria parecer fraca. "Eu vou caminhando". ela disse. 
Certo de novo. Eu estava melhorando nisso. Ela se ps em p, hesitante por um momento como se ela estivesse checando o seu equilbrio. Eu segurei a porta para ela, 
e ns caminhamos para a chuva. Eu olhava para ela erguendo o seu rosto para a chuva fraca, seus olhos fechados, um leve sorriso em seus lbios. O que ela estava 
pensando? Alguma coisa nessa cena parecia errado, e eu rapidamente percebi por que essa ao pareceu to estranha para mim. Garotas humanas normais no levantariam 
o seu rosto para a garoa dessa maneira, garotas humanas normais normalmente usam maquiagem, mesmo aqui nesse lugar mido. Bella nunca usava maquiagem, nem deveria. 
As indstrias de cosmticos lucram bilhes de dlares por ano de mulheres que tentam conseguir uma pele como a dela. "Obrigada", ela disse, sorrindo para mim agora 
"Quase vale a pena ficar doente pra perder Educao fsica." Eu comecei a atravessar o campus, imaginando por quanto tempo eu devia prolongar meu tempo com ela. 
" s pedir", eu disse. "Ento voc vai? Sbado, eu quero dizer." ela parecia esperanosa. Ah, a sua esperana era tranqilizante. Ela me queria com ela, no Mike 
Newton. E eu queria dizer sim. Mas havia muitas coisas para considerar. Em primeiro lugar, o sol estaria brilhando nesse sbado... "Onde vocs todos esto indo, 
exatamente?" eu tentei manter a minha voz indiferente, como se eu no me importasse muito. Mike tinha dito praia, entretanto. No tinha muitas chances de escapar 
da luz do sol l. "Vamos  La Push, para Primeira Praia." ( nome do local na verdade )





Droga. Bem, era impossvel ento. De qualquer forma, Emmett ficaria irritado se eu cancelasse nossos planos. Lancei os olhos abaixo para ela, sorrindo tortamente. 
"Eu no acho que eu tenha sido convidado". Ela suspirou, resignada. "Eu acabei de te convidar". "Eu e voc no vamos mais abusar tanto do pobre Mike esse fim de 
semana. Ns no queremos que ele arrebente". Imaginei eu mesmo fazendo com o que o pobre Mike arrebentasse e desfrutei dessa cena mental intensamente. "Mike boboca", 
ela disse, com desprezo novamente. Meu sorriso aumentou. E ento ela comeou a andar para longe de mim. Sem pensar sobre o que eu estava fazendo, eu me estiquei 
e a peguei pela parte de trs de seu casaco de chuva. Ela deu um solavanco ao parar. "Onde  que voc pensa que vai?" eu estava quase bravo por ela estar me deixando. 
Eu no tinha passado tempo suficiente com ela. Ela no podia ir embora, no ainda. "Eu vou pra casa" ela disse, desconcertada quanto ao porque isso tinha me irritado. 
"Voc no me ouviu prometer que te levaria pra casa em segurana? Voc acha que eu vou te deixar dirigir nessas condies?" eu sabia que ela no ia gostar disso 
- a minha implicao de fraqueza da sua parte. Mas eu precisava praticar para a viagem  Seattle, de qualquer forma. Ver se eu agentaria t-la prxima em um espao 
fechado. Essa era uma viagem muito mais curta. "Que condies?" ela perguntou "E a minha caminhonete?" "Eu vou pedir pra Alice lev-la depois da escola" eu a puxei 
de volta para o meu carro cuidadosamente, embora eu soubesse agora que andar pra frente era desafiador o suficiente para ela. "Me solta!" ela disse, se contorcendo 
de lado, quase tropeando. Eu ergui uma mo para segur-la, mas ela se ajeitou antes que isso fosse necessrio. Eu no devia ficar procurando desculpas para toc-la. 
Aquilo fez com que eu comeasse a pensar sobre a reao da Sra. Cope quando a mim, mas eu guardei isso para pensar depois. Tinha muito a ser considerado mais para 
frente. Eu a deixei ao lado do carro, e ela cambaleou at a porta. Eu teria que ser ainda mais cuidadoso, levando em conta o seu equilbrio precrio... "Voc  muito 
mando!" "Est aberta." Eu entrei pelo meu lado do carro e dei a partida. Ela manteve o seu corpo rgido, ainda do lado de fora, apesar da chuva ter ficado mais 
forte e eu sabia que ela no gostava de frio e





umidade. A gua estava encharcando seu grosso cabelo, escurecendo-o at prximo do preto. "Eu sou perfeitamente capaz de dirigir at em casa!"  claro que ela era 
- eu somente no era capaz de deix-la ir. Eu abaixei o vidro do lado do carona e me inclinei em sua direo. "Entre no carro, Bella". Seus olhos se estreitaram 
e eu achei que ela estava se decidindo se devia ou no sair correndo. "Eu vou pegar voc de novo" eu prometi, desfrutando do desapontamento em seu rosto quando ela 
percebeu que eu estava falando srio. Seu queixo se enrijeceu no ar, ela abriu a sua porta e entrou. Seu cabelo pingou no couro do banco e suas botas rangeram uma 
contra a outra. "Isso foi completamente desnecessrio" ela disse friamente. Eu achei que ela parecia embaraada por debaixo da humilhao. Eu aumentei o aquecedor, 
portanto ela no se sentiria desconfortvel, e coloquei a msica em um bom nvel de fundo. Eu dirigi em direo  sada, observando-a pelos cantos dos olhos. O seu 
lbio inferior se sobressaia fazendo beicinho. Eu encarei isso, examinando como que fazia me sentir... pensando na reao da secretria de novo... De repente, ela 
olhou para o rdio e sorriu, seus olhos arregalados. "Clair de Lune?" ela perguntou. Uma f dos clssicos? "Voc conhece Debussy?" "No muito", ela disse "Minha 
me toca muita musica clssica em casa. Eu s conheo as minhas favoritas." " uma das minhas favoritas tambm", Eu olhei para a chuva, considerando isso. Eu realmente 
tinha algo em comum com a garota. Eu tinha comeado a pensar que ns ramos opostos em todos os sentidos. Ela parecia mais relaxada agora, olhando para a chuva como 
eu, com olhos vagos. Eu aproveitei a sua distrao momentnea para testar a minha respirao. Eu inalei cuidadosamente pelo meu nariz. Potente. Eu apertei a direo 
com fora. A chuva a fazia cheirar melhor. Eu no pensava que isso fosse possvel. Estupidamente, eu estava subitamente imaginando como devia ser o seu sabor. Eu 
tentei engolir contra a queimao em minha garganta, pensar em alguma coisa diferente. "Como  a sua me?" eu perguntei como distrao.





Bella sorriu. "Ela se parece muito comigo, mas ela  mais bonita." Eu duvidava disso. "Eu tenho muito de Charlie em mim." ela continuou. "Ela  mais divertida que 
eu, e mais corajosa." Eu duvidava disso, tambm. "Ela  irresponsvel e um pouco excntrica e uma cozinheira muito imprevisvel. Ela  minha melhor amiga." Sua voz 
se tornou melanclica, sua testa se enrugou. De novo, ela mais parecia como um pai do que um filho. Eu parei na frente de sua casa, imaginando tarde demais se eu 
devia saber onde ela morava. No, isso no era suspeito em uma cidade pequena, com seu pai sendo uma figura pblica... "Quantos anos voc tem, Bella?" ela devia 
ser mais velha que as outras pessoas. Talvez ela tenha comeado mais tarde a escola, ou tenha reprovado... isso no era agradvel, de qualquer forma. "Eu tenho dezessete" 
ela respondeu. "Voc no parece ter dezessete" Ela riu. "O que foi?" "Minha me sempre diz que eu nasci com trinta e cinco anos de idade e que fico mais velha a 
cada ano que passa." Ela riu de novo e suspirou "Bem, algum tem que ser o adulto". Isso esclarecia as coisas para mim. Eu podia ver agora... como a irresponsabilidade 
da me ajudava a explicar a maturidade de Bella. Ela teve que crescer mais cedo, para se tornar a responsvel. Era por isso que ela no gostava de ser cuidada - 
ela sentia que era o seu trabalho. "Voc tambm no parece um jovenzinho", ela disse, me puxando de meus devaneios. Eu fiz uma careta. Para cada coisa que eu percebia 
sobre ela, ela percebia muito mais em resposta. Eu mudei de assunto. "Ento porque sua me se casou com Phil?" Ela hesitou por um minuto antes de responder. "Minha 
me...ela  muito jovem para a idade dela. Acho que Phil a faz se sentir ainda mais jovem. De qualquer forma, ela  louca por ele." ela agitou a sua cabea indulgentemente. 
"Voc aprova?" eu imaginei. "Isso importa?" ela respondeu "Eu quero que ela seja feliz...e  ele que ela quer."





A falta de egosmo de seus comentrios deviam ter me chocado, exceto que isso encaixava perfeitamente com tudo que eu havia aprendido de sua personalidade. "Isso 
 muito generoso... eu imagino..." "O qu?" "Se ela estenderia a mesma cortesia pra voc, voc acha? No importa qual seja a sua escolha?" Essa foi uma pergunta 
tola, e eu no consegui manter o tom casual em minha voz enquanto eu perguntava isso. Como era estpido se quer considerar algum me aprovando para a sua filha. 
Como era estpido se quer imaginar Bella me escolhendo. "E-eu acho que sim" ela gaguejou, reagindo de alguma forma ao meu olhar fixo. Medo... ou atrao? "Mas de 
qualquer forma ela  uma me, apesar de tudo.  um pouco diferente" ela finalizou. Eu sorri ironicamente. "Nada muito assustador ento." Ela sorriu para mim. "O 
que voc quer dizer com assustador? Vrios piercings no corpo e tatuagens gigantescas?" " uma definio, eu acho". Uma nem um pouco ameaadora definio, na minha 
cabea. "Qual  a sua definio?" Ela sempre fazia as perguntas erradas. Ou exatamente as perguntas certas, talvez. As que eu no queria responder, pelo menos. "Voc 
acha que eu poderia ser assustador?" eu perguntei a ela, tentando sorrir um pouco. Ela pensou sobre isso antes de responder para mim em um tom srio. "Hmm... eu 
acho que voc poderia ser, se voc quisesse." Eu estava srio, tambm. "Voc est com medo de mim agora?" Ela respondeu de uma s vez, sem pensar agora. "No." Eu 
sorri mais facilmente. Eu no achava que ela estava dizendo a verdade completamente, mas tambm no estava mentindo por completo. Ela no estava com medo o suficiente 
para querer ir embora, ao menos. Eu imaginava como que ela se sentiria se eu dissesse a ela que ela estava tendo essa discusso com um vampiro. Eu contra meus msculos 
involuntariamente ao imaginar a sua reao. "Ento, agora voc vai me falar sobre a sua famlia? Deve ser uma histria bem mais interessante do que a minha." Mais 
assustadora, sem dvida. "O que voc quer saber?" eu perguntei cautelosamente.





"Os Cullens te adotaram?" "Sim." Ela hesitou, ento falou em uma voz baixa. "O que aconteceu com os seus pais?" Isso no era to difcil; eu no estava tendo que 
mentir para ela. "Eles morreram h muitos anos atrs." "Eu lamento", ela murmurou, claramente preocupada sobre ter me machucado. Ela estava preocupada comigo. "Na 
verdade eu no lembro deles muito claramente." Eu assegurei a ela "Carlisle e Esme so meus pais h muito tempo agora." "E voc os ama", ela deduziu. Eu sorri. "Sim. 
Eu no poderia imaginar duas pessoas melhores". "Voc tem muita sorte." "Eu sei que tenho." Naquela circunstncia, quanto aos meus pais, minha sorte no podia ser 
negada. "E seu irmo e sua irm?" Se eu deixasse que ela me pressionasse por muitos mais detalhes, eu teria que mentir. Eu lancei um olhar ao relgio, desanimado 
por meu tempo com ela estar no final. "Meu irmo e minha irm, e Jasper e Rosalie por falar neles, vo ficar bem bravos se tiverem que ficar na chuva esperando por 
mim". "Oh, desculpe, eu acho que voc tem que ir". Ela no se mexeu. Ela no queria que o nosso tempo terminasse, tambm. Eu gostava muito, muito disso. "E provavelmente 
voc quer o seu carro aqui antes que Charlie chegue em casa, assim voc no ter que contar pra ele sobre o acidente na aula de Biologia." Eu sorri com a memria 
dela embaraada em meus braos. "Eu tenho certeza que ele j sabe. No existem segredos em Forks". Ela disse o nome da cidade com um desgosto distinto. Eu ri com 
as suas palavras. No existem segredos, de fato. "Se divirta na praia." eu lancei um olhar para a chuva torrencial, sabendo que ela no ia durar muito, e desejando 
mais forte que o normal que isso acontecesse. "timo clima pra um banho de sol." Bem, ao menos no sbado. Ela ia gostar disso. "Eu no vou ver voc amanh?" A preocupao 
em seu tom de voz me deixou feliz.





"No. Emmett e eu vamos comear o fim de semana mais cedo." Eu estava louco comigo mesmo agora por ter feito planos. Eu podia quebr-los... mas no havia nada mais 
importante do que caar nesse ponto, e minha famlia j estava ficando preocupada o suficiente com o meu comportamento sem eu revelar o quo obsessivo eu estava 
ficando. "O que vocs vo fazer?" ela perguntou, no parecendo feliz com a minha revelao. Bom. "Ns vamos fazer uma caminhada nas Goat Rocks ( no traduzam nomes 
prprios J ), ao sul do Monte Rainier." Emmett estava ansioso pela temporada de ursos. "Hum, bem, divirta-se", ela disse de forma aptica. Sua falta de entusiasmo 
me fez feliz novamente. Ao olhar para ela, eu comecei a me sentir quase agoniado pelo pensamento de dizer um adeus temporrio. Ela era to delicada e vulnervel. 
Parecia imprudente deix-la fora da minha vista, onde qualquer coisa podia acontecer com ela. E ainda, as piores coisas que poderiam acontecer com ela resultariam 
em estar ao meu lado. "Ser que voc poderia fazer uma coisa por mim esse fim de semana?" eu perguntei seriamente. Ela balanou sua cabea, seus olhos arregalados 
e desnorteados com a minha intensidade. Mantenha isso leve. "No se ofenda, mas voc parece ser uma dessas pessoas que atraem acidentes como um im. Ento... tente 
no cair no oceano ou ser atropelada, est bem?" Eu sorri pesarosamente para ela, esperando que ela pudesse ver a tristeza em meus olhos. Como eu desejava que ela 
no estivesse to melhor longe de mim, no importasse o que acontecesse com ela. Corra, Bella, corra. Eu amo voc demais, para o seu prprio bem ou para o meu. Ela 
ficou ofendida pela minha importunao. Ela olhou para mim. "Eu vou ver o que posso fazer", ela soltou em um estalo, pulando para fora do carro na hora e batendo 
a porta com tanta fora quanto ela podia atrs dela. Como um gatinho bravo que acredita ser um tigre. Eu apertei a mo ao redor da chave que eu tinha pego do bolso 
da jaqueta dela, e sorri enquanto eu dirigia para longe.

7. Melodia
Eu tive que esperar quando consegui voltar  escola. O ltimo perodo ainda no havia acabado. Isso foi bom, porque eu tinha coisas que precisava pensar sozinho.





O seu aroma ficou no carro. Eu deixei a janela aberta, deixando-o me atacar, tentando me acostumar com a intensa sensao de queimao na minha garganta. Atrao. 
Foi uma coisa problemtica de contemplar. Tantos aspectos, tantos significados e nveis. No  a mesma coisa que amor, mas muito prximo inexplicavelmente. Eu no 
tinha nenhuma idia se Bella se sentia atrada por mim. (Ser que o seu silncio mental se tornaria mais e mais frustrante at eu ficar louco? Ou teria algum limite 
ao qual eu eventualmente chegaria?) Eu tentei comparar as suas respostas fsicas a outras, como as da secretria e Jessica Stanley, mas as comparaes foram inconclusivas. 
Os mesmos sinais - alteraes de freqncia cardaca e padro respiratrio - podia facilmente ser medo ou choque ou ansiedade assim como interesse. Parecia improvvel 
que a Bella tivesse os mesmos tipos de pensamentos que Jessica Stanley costumava ter. E alm do mais, Bella sabia que tinha alguma coisa de errado comigo, mesmo 
no sabendo exatamente o que era. Ela tinha tocado a minha pele gelada, e ento tinha puxado a sua mo rapidamente do frio. E ainda... enquanto eu me lembrava daquelas 
fantasias que costumavam me causar repulsa, mas me lembrava delas com Bella no lugar de Jessica... Eu estava respirando mais rpido, o fogo subindo e descendo pela 
minha garganta. E se fosse Bella imaginando meus braos ao redor de seu corpo frgil? Sentindo-me puxla mais perto contra o meu peito e ento levando a minha mo 
ao seu queixo? Passando a mo por seu cabelo at afast-lo de sua face corada? Traando a forma de seus lbios cheios com a ponta de meus dedos? Inclinando meu rosto 
para mais perto do dela, onde eu pudesse sentir a sua respirao na minha boca? Me movendo para mais perto... Mas ento eu retrocedi do sonho, sabendo, como eu bem 
sabia quando Jessica imaginava aquelas coisas, o que aconteceria se eu chegasse mais perto dela. Atrao era um dilema impossvel, porque eu j estava atrado demais 
por Bella da pior maneira. Eu queria que Bella estivesse atrada por mim, como uma mulher por um homem? Essa era a pergunta errada. A pergunta certa era se eu DEVIA 
querer que Bella se sentisse atrada por mim dessa maneira, e a resposta era no. Porque eu no era um homem humano, e isso no seria justo para ela. Com cada fibra 
do meu ser, eu desejava ser um homem normal, para ento poder t-la em meus braos sem arriscar a sua vida. Ento eu seria livre para realizar minhas prprias fantasias, 
fantasias que no acabavam com sangue em minhas mos, o seu sangue incandescente em meus olhos. A minha busca por ela era indesculpvel. Que tipo de relacionamento 
eu poderia oferecer a ela, quando eu no podia me arriscar a toc-la? Eu encostei minha cabea entre minhas mos.





Isso tudo era ainda mais confuso porque eu nunca havia me sentido to humano em toda a minha vida - nem se quer quando eu ERA humano, at onde eu podia me lembrar. 
Quando eu era humano, meus pensamentos estavam voltados em me tornar um glorioso soldado. A Grande Guerra havia se intensificado durante a maior parte de minha adolescncia, 
faltavam apenas nove meses para o meu aniversrio de 18 anos quando a gripe espanhola me atingiu... Eu apenas tinha vagas impresses dos anos humanos, memrias obscuras 
que se apagavam a cada dcada que se passava. Eu me lembrava mais claramente de minha me, e sentia uma dor antiga quando eu pensava em seu rosto. Eu me lembrava 
vagamente o quanto ela havia odiado o futuro que eu havia escolhido seguir, rezando toda noite quando dizia as graas no jantar para que aquela guerra "horrenda" 
terminasse... Eu no tinha nenhuma memria de outro tipo de anseio. Por de trs do amor de minha me, no havia outro amor que me fizesse desejar ficar... Isso era 
inteiramente novo para mim. Eu no tinha nada como referncia, nenhum tipo de comparao para fazer. O amor que eu sentia por Bella veio de forma pura, mas agora 
as guas estavam turvas. Eu queria muito ser capaz de toc-la. Ela se sentia da mesma maneira? Isso no importava muito, eu tentei me convencer. Eu encarei minhas 
mos brancas, odiando a sua dureza, a sua frieza, sua fora sobrehumana... Eu pulei quando a porta do passageiro abriu. Ha. Te peguei de surpresa. Isso  novidade. 
O pensamento de Emmett enquanto ele escorregava para o banco. "Eu vou apostar que a Sra. Goff pensa que voc est usando drogas, voc tem estado muito distrado 
ultimamente. Onde voc estava hoje?" "Eu estava... fazendo boas aes." Huh? Eu ri. "Cuidando dos doentes, esse tipo de coisa." Isso o confundiu mais ainda, mas 
ento ele inalou e sentiu a essncia no carro. "Oh. A garota de novo?" Eu sorri. Isso est ficando estranho. "No me diga." eu murmurei. Ele inalou novamente. "Hmmm, 
ela tem um cheiro bem agradvel, no tem?" Um rosnado rompeu por meus lbios antes que as suas palavras se quer fossem registradas, uma resposta automtica. "Calma, 
garoto, eu s estou dizendo."





Os outros chegaram ento. Rosalie notou a essncia imediatamente e olhou para mim, ainda no superando a sua irritao. Eu imaginava qual era o problema dela, mas 
tudo que eu podia ouvir eram insultos. Eu no gostei da reao de Jasper, tambm. Como Emmet, ele percebeu o encanto de Bella. No que aquele odor tivesse para eles, 
um milsimo da fora que ele tinha para mim. Eu ainda me aborrecia que o sangue dela fosse doce para eles. Jasper tinha um baixo controle... Alice pulou para ao 
meu lado do carro e estendeu a sua mo esperando as chaves da caminhonete de Bella. "Eu somente vi que eu ia", ela disse - de modo obscuro, como era o seu hbito. 
"Voc vai ter que me explicar os porqus." "Isso no significa-" "Eu sei, eu sei. Eu vou esperar. Isso no vai demorar." Eu suspirei e entreguei as chaves a ela. 
Eu a segui at a casa de Bella. A chuva estava caindo como um milho de pequenos martelos, to alto que talvez os ouvidos de Bella no conseguissem ouvir o trovo 
do motor da sua caminhonete. Eu olhei para a janela, mas ela no veio olhar. Talvez ela no estivesse l. No havia nenhum pensamento para ser ouvido. Me deixava 
triste no poder ouvir nada para poder chec-la - para ter certeza de que ela estava feliz, ou segura, pelo menos. Alice entrou atrs no carro e ns voltamos para 
casa. As estradas estavam vazias, e ento s levou alguns minutos. Ns entramos em casa, ento ns fomos parar nossos vrios passatempos. Emmett e Jasper estavam 
no meio de um elaborado jogo de xadrez, utilizando oito tabuleiros interligados - espalhado ao longo da parede de vidro da parte de trs - e eles tinham suas prprias 
e complicadas regras. Eles no me deixavam jogar; somente Alice jogava alguma coisa comigo. Alice foi ao seu computador que ficava prximo deles e eu pude ouvir 
o seu monitor sendo ligado. Alice estava trabalhando em um design fashion para o guarda-roupa de Rosalie, mas Rosalie no a acompanhou hoje, ficando atrs dela dando 
palpites enquanto as mos de Alice desenhavam sobre as telas sensveis ao toque (Carlisle e eu tivemos que adaptar um pouco o sistema, para que a tela respondesse 
quela temperatura). Ao invs disso, Rosalie se esticou no sof e comeou a passar por todos os canais durante um segundo, nunca pausando. Eu podia a ouvir tentando 
decidir se ela ia no at a garagem para ajustar a sua BMW novamente. Esme estava l em cima, cantarolando enquanto obervava um novo conjunto de plantas de construo.





Alice inclinou a sua cabea para a parede um minuto e comeou a movimentar os lbios com os prximos movimentos de Emmet - Emmet estava sentado no cho de costas 
para ela - para Jasper, que manteve sua expresso bem calma e eliminou o cavaleiro preferido de Emmett. E eu, pela primeira vez em tanto tempo que me sentia envergonhado, 
fui me sentar ao extraordinrio piano de cauda localizado prximo da entrada. Eu corri minhas mos pelas escadas, testando as notas. A afinao ainda estava perfeita. 
L em cima, Esme parou o que ela estava fazendo e pendeu sua cabea para o lado. Eu comecei a primeira linha da melodia que tinha se sugerido para mim no carro hoje, 
satisfeito por soar melhor do que eu imaginava. Edward est tocando novamente, Esme pensou com alegria, um sorriso apareceu em seu rosto. Ela se levantou de sua 
mesa, e se moveu rapidamente para o incio da escadaria. Eu acrescentei uma linha harmnica, deixando a melodia central fluir. Esme suspirou com contentamento, sentando 
no topo das escadas, e inclinando sua cabea contra o corrimo. Uma nova msica. Fazia tanto tempo. Que melodia encantadora. Eu deixei a melodia seguir em uma nova 
direo, seguindo a linha de base. Edward est compondo novamente? Rosalie pensou, e seus dentes trincaram com um ressentimento feroz. Nesse momento, ela escorregou 
e eu pude ler tudo o que ela estava escondendo. Eu vi porqu ela estava to enraivecida comigo. Por que matar Isabella Swan no a incomodaria de qualquer forma. 
Com Rosalie, tudo era sobre vaidade. A msica parou abruptamente, e eu ri antes que eu pudesse me segurar, um grunhido agudo de divertimento que foi interrompido 
rapidamente quando tapei a boca com a mo Rosalie me fulminou, seus olhos brilhando com uma fria aflita. Emmett e Jasper se voltaram para mim, tambm, e eu ouvi 
a confuso de Esme. Esme desceu em um lampejo, parando e lanando olhares para Rosalie e eu. "No pare, Edward," Esme me encorajou aps um momento tenso. Eu comecei 
a tocar novamente, virando as minhas costas para Rosalie enquanto eu tentava de forma rdua controlar o sorriso que se abria em meu rosto. Ela se colocou em p e 
andou a passos largos para fora da sala, mais raivosa do que embaraada. Mas certamente um pouco embaraada. Se voc disser qualquer coisa eu vou te caar como um 
cachorro. Eu sufoquei outra risada.





"O que h de errado, Rose?" Emmett chamou atrs dela. Rosalie no se voltou. Ela continuou, se dirigindo duramente para a garagem e se contorceu debaixo de seu carro 
como se ela pudesse se enterrar ali. "O que aconteceu?" Emmett me perguntou. "Eu no tenho a mnima idia," eu menti. Emmett rosnou, frustrado. "Continue tocando," 
Esme ansiou. Minhas mos haviam pausado novamente. Eu fiz o que ela pediu, ento ela veio ficar em p atrs de mim, colocando suas mos sobre meus ombros. A msica 
estava ganhando forma, mas incompleta. Eu brinquei um pouco com as teclas, mas isso no parecia certo de alguma forma. " encantador. Tem um nome?" Esme perguntou. 
"Ainda no" "Tem uma histria?" ela perguntou, um sorriso em sua voz. Isso dava a ela um prazer to grande, e eu me senti to culpado por ter negligenciado minha 
msica por tanto tempo. Isso foi to egosta. "... uma cano de ninar, eu acho." Eu peguei a nota ento. Isso se guiava mais fcil para o prximo movimento, dando 
uma histria para isso. "Uma cano de ninar," ela repetiu para ela mesma. Havia uma histria para essa melodia, e uma vez que eu a vi, as partes se encaixavam sem 
esforo algum. A histria era sobre uma garota adormecida em uma cama estreita, cabelo negro e grosso embaraado como algas marinhas no travesseiro... Alice deixou 
Jasper com suas prprias artimanhas e veio se sentar perto de mim no banco. Em sua prpria vibrao, uma voz harmoniosa como o vento, ela traou uma segunda voz 
sem letra dois oitavos abaixo da melodia. "Eu gostei," eu murmurei "Mas que tal isso?" Eu adicionei a sua linha  harmonia - minhas mos estavam voando atravs das 
teclas agora para juntar todas as partes - modificando um pouco, tomando uma nova direo... Ela entendeu o sentido, e cantou ao longo da msica. "Sim. Perfeito," 
eu disse. Esme apertou meu ombro. Mas eu podia ver o final agora, com a voz de Alice se erguendo sob o tom e levando para uma direo diferente. Eu podia ver como 
a msica devia terminar, porque a garota adormecida estava perfeita do jeito que ela estava; qualquer mudana seria errada, uma





tristeza. A msica flutuou em direo a essa realizao, mais devagar e mais baixa agora. A voz de Alice diminuiu tambm e se tornou solene, um tom que pertencia 
aos arcos de uma antiga catedral ilumidada por velas. Esme bagunou o meu cabelo. Vai ficar bem, Edward. Isso vai se resolver para o melhor... voc merece a felicidade, 
meu filho. O destino te deve isso. "Obrigado," eu suspirei, desejando que eu pudesse acreditar nisso. O amor nem sempre vem em pacotes convenientes. Eu ri uma vez 
sem humor. Voc, melhor do que qualquer um nesse planeta,  o mais bem equipado pra lidar com um dilema desse tipo. Voc  o melhor, o mais brilhante de todos ns. 
Eu concordei. Toda me diz o mesmo pra seu filho. Esme ainda estava toda feliz que meu corao foi tocado depois de todo esse tempo, sem importar o potencial para 
a tragdia. Ela pensou que eu ficaria sozinho pra sempre. Ela vai ter que retribuir seu amor, ela pensou de repente, me pegando de surpresa com a direo de seus 
pensamentos. Se ela  uma garota esperta. Ela sorriu. Mas no consigo imaginar ningum to devagar para no ver o quo envolvido voc est. "Pare com isso, Mame, 
voc est me deixando sem graa," eu brinquei. Suas palavras, mesmo improvveis, me animaram. Alice riu e fez um acstico de `Corao e Alma'. Eu concordei e completei 
a melodia com ela. E a, galanteei ela com uma performance de "Chopsticks". Ela riu, e ento concordou. "Ento eu gostaria que voc me contasse porque voc estava 
rindo da Rose," Alice disse. "Mas posso ver que voc no vai." "No." Ela deu um peteleco na minha orelha. "Seja boazinha, Alice," Esme repreendeu. "Edward est 
sendo um cavaleiro." "Mas eu quero saber." Eu ri do tom implorativo que ela usou. Ento eu disse, "Aqui, Esme," e comecei a tocar sua musica favorita, um tributo 
sem nome ao amor que eu assisti entre ela e Carlisle por tanto tempo. "Obrigado, querido." Ela apertou meu ombro de novo. Eu no tinha que me concentrar para tocar 
a pea familiar. Ao invs disso, eu pensei em Rosalie, ainda rangendo os dentes de mortificao, figurativamente, na garagem, e ri pra mim mesmo.





Tendo descoberto s recentemente o potencial de cimes por mim mesmo, eu senti um pouco de pena. Era algo infeliz de se sentir. Claro, o cime dela era milhares 
de vezes mais ftil que o meu. Assim como uma raposa no cenrio da manjedoura. Me perguntei como a vida e personalidade de Rosalie teria sido diferente se ela no 
tivesse sido sempre a mais bonita. Ela teria sido mais feliz, se beleza no fosse sempre seu ponto forte? Menos egocntrica? Mais compassiva? Bom, eu supus que era 
intil me perguntar, porque o passado se foi, e ela sempre foi a mais bonita. Mesmo quando humana, ela sempre viveu sob a luz do holofote de sua prpria doura. 
No que ela ligasse. O oposto ela amava admirao mais que tudo no mundo. Isso no mudou com a perda de sua mortalidade. No era surpreendente ento, dada essa necessidade, 
que ela tenha ficado ofendida quando eu no, desde o principio, idolatrei sua beleza do jeito que ela esperava que todos os machos idolatrassem. No que ela me quisesse, 
de qualquer modo - longe disso. Mas a irritou que eu no a queria, apesar disso. Ela estava acostumada com que a quisessem. Era diferente com Jasper e Carlisle - 
os dois j estavam apaixonados. Eu era completamente livre, e ainda assim continuei firme. Eu pensei que o antigo ressentimento tivesse sido enterrado. Que ela tivesse 
superado isso. E ela tinha... at o dia que eu finalmente encontrei algum cuja beleza me tocou de um jeito que a dela no fez. Rosalie tinha se apoiado na crena 
que se eu no achei a beleza dela digna de idolatria, ento certamente no existia beleza na terra que me alcanaria. Ela estava furiosa desde o momento que salvei 
a vida da Bella, adivinhando, com sua intuio feminina, o fato de que eu estava tudo, menos fora de controle. Rosalie estava mortalmente ofendida por eu ter achado 
uma insignificante garota humana mais bonita que ela. Eu segurei a vontade de rir de novo. Isso me incomodou um pouco, o jeito que ela via Bella. Rosalie, na verdade, 
achou que a garota fosse sem graa. Como ela podia acreditar nisso? Parecia incompreensvel pra mim. Um produto da inveja, sem dvida. "Oh!" Alice falou abruptamente. 
"Jasper, adivinhe?" Eu vi o que ela tinha visto e minhas mos congelaram. "O que, Alice?" Jasper perguntou. "Peter e Charlotte vo nos visitar semana que vem! Eles 
estaro na vizinhana, isso no  legal?" "O que h de errado, Edward?" Esme perguntou, sentindo a tenso dos meus ombros. "Peter e Charlotte esto vindo pra Forks?" 
eu sibilei para Alice.





Ela revirou os olhos pra mim. "Se acalme, Edward, no  a primeira visita deles." Meus dentes trincaram. Era a primeira visita desde que Bella chegou, e seu sangue 
doce no era apelativo s pra mim. Alice fungou quando viu minha expresso. "Eles nunca caam aqui. Voc sabe disso." Mas o quase irmo de Jasper e a pequena mulher 
que ele amava no eram como ns; eles ainda caavam do jeito antigo. Eles no mereciam confiana em volta da Bella. "Quando?", eu perguntei. Ela pressionou os lbios 
infeliz, mas me contou o que eu precisava saber. Segunda de manh. Ningum vai ferir a Bella. "No," eu concordei, e ento me afastei dela. "Pronto, Emmett?" "Pensei 
que amos partir de manh?" "Vamos voltar por volta da meia-noite de segunda. A escolha  sua sobre a hora da partida." "T, tudo bem. Deixe eu me despedir de Rose 
primeiro." "Claro." Pelo humor de Rosalie, seria uma despedida curta. Voc realmente enlouqueceu, Edward, ele pensou enquanto se encaminhava para a porta dos fundos. 
"Suponho que sim." "Toque a msica nova pra mim, mas uma vez," Esme pediu. "Se voc quiser," concordei, mesmo que estivesse hesitando um pouco em seguir a msica 
at seu fim inevitvel - o fim que continuava me pinicando em jeitos desconfortveis. Pensei por um momento, e ento puxei a tampa do meu bolso e coloquei no suporte 
de partitura vazio. Isso ajudou um pouco - minha pequena memria do sim dela. Eu grunhi pra mim mesmo e comecei a tocar. Esme e Alice se entreolharam, mas nenhuma 
das duas perguntou. "Ningum nunca te disse pra no brincar com a comida?" eu chamei Emmett. "Oh, ei, Edward!" Ele gritou de volta, sorrindo e acenando para mim. 
O urso ficou com vantagem, aproveitando-se de sua distrao, avanando com as suas garras pesadas sobre o peito de Emmett. A garra era to afiada que rasgou sua 
camisa em tiras, fazendo um barulho estranho quando tocaram a sua pele. O urso urrou por culpa da intensidade do barulho.





Ah, inferno. Rose que me deu essa camisa! Emmett rugiu de volta para o animal enraivecido. Eu suspirei e sentei em uma rocha conveniente. Isso provavelmente levaria 
algum tempo. Mas Emmet j estava quase acabando. Ele deixou o urso tentar arrancar a sua cabea com outro golpe de garras, rindo quando este no deu certo e empurrando 
o urso cambaleante para o mesmo lugar de antes. O urso rosnou e Emmett rosnou de volta em meio a uma risada. Ento, ele se lanou para cima do animal, que estava 
uma cabea mais alto do que ele apoiado nas pernas traseiras, seus corpos caindo no cho, um sobre o outro, levando um pinheiro adulto com eles. Os rosnados do urso 
calaram-se com um engasgo. Alguns minutos depois Emmett dirigiu-se para o lugar onde eu estava sentado o esperando. Sua camisa estava destruda - rasgada e ensangentada 
- pegajosa por culpa da seiva, e coberta de pelos. Seu cabelo curto e escuro no estava melhor. Ele tinha um sorriso largo no rosto. "Esse era um dos fortes. Eu 
quase consegui sentir quando ele me arranhou". "Voc  igual criana, Emmett". Ele olhou a minha camisa branca lisa e limpa. "Ento, voc no conseguiu derrubar 
o leo da montanha?". "Claro que consegui. Eu apenas no cao como um selvagem". Emmett soltou uma gargalhada estrondosa. "Eu desejava que ele fosse forte, a teria 
mais diverso". "Ningum diz que voc tem que lutar pela sua comida". ", mas com quem mais eu iria lutar, hein? Voc e a Alice trapaceiam, Rosalie nunca quer desarrumar 
o cabelo e Esme fica brava se eu e Jasper lutamos pra valer". "A vida  difcil, no ?" Emmett sorriu para mim, movendo-se em uma posio para desafiar e atacar. 
"Vamos, Edward. Apenas desligue isso por um minuto e vamos lutar justamente". "No d pra desligar". Eu o lembrei. "Fico pensando, o que aquela garota humana faz 
para te deixar de fora?" Emmett meditou. "Talvez ela possa me dar umas dicas". O meu bom humor vacilou. "Fique longe dela!" Eu rosnei entre meus dentes. "Sensvel. 
Sensvel". Eu suspirei. Emmett veio e sentou-se ao meu lado na rocha.





"Desculpe. Eu sei que voc est passando por uma coisa difcil. E eu estou tentando no ser muito um insensvel idiota, mas, sempre foi o meu status natural..". 
Ele esperou eu rir da sua piada, e ento sua expresso mudou. To srio o tempo todo. O que est te atormentando agora? "Estou pensando nela. Bom, estou preocupado, 
na realidade". "Com o que voc tem de se preocupar? Voc est aqui". Ele riu sonoramente. Eu ignorei a brincadeira novamente, mas respondi a pergunta. "Voc nunca 
pensou em quanto eles so frgeis? Quantas coisas ruins podem acontecer a um mortal?". "No realmente. Mas eu acho que sei o que voc quer dizer. Eu no era muito 
preo para um urso da ltima vez, no ?" "Ursos," eu murmurei, adicionando um novo medo para a minha lista. "Aquilo deve ter sido apenas sorte dela, no acha? Um 
urso perdido na cidade.  claro que ele iria direto para Bella." Emmet riu. "Voc parece um maluco, sabe disso?" "Apenas imagine por um minuto que Rosalie fosse 
humana, Emmett. E que ela pudesse dar de cara com um urso... ou ser atingida por um carro... ou por um raio... ou cair das escadas.. ou ficar doente - pegar uma 
doena grave!" As palavras saiam de mim como uma tormenta. Era um alvio colocar tudo pra fora. Eu estava ficando sufocado. "Incndios e terremotos e tornados! Ugh! 
Quando foi a ltima vez que voc assistiu ao noticirio? Voc j viu o tipo de coisas que acontecem com eles? Arrombamentos e homicdios..." Meus dentes se cerraram 
juntos, e eu estava to furioso com a idia de outro humano a machucar que eu mal podia respirar. "Whoa, whoa! Espere a, garoto. Ela vive em Forks, lembra? Ento 
ela vai pegar uma chuva" Ele disse encolhendo os ombros. "Eu realmente acho que ela tem um srio problema de m sorte, Emmet. Veja as evidncias. De todos os lugares 
no mundo que ela poderia ir, ela acaba numa cidade onde os vampiros so parte significativa da populao." "Sim, mas ns somos vegetarianos. Ento isso no seria 
boa sorte ao invs de m?" "Com o cheiro que ela exala? Definitivamente m. E ainda pior, pelo cheiro que ela exala para mim," Eu olhei para as minhas mos, odiando-as 
novamente. "Exceto pelo fato de que voc tem mais auto-controle do que qualquer um alm de Carslile. Boa sorte de novo." "A van?" "Aquilo foi apenas um acidente." 
"Voc deveria ter visto a van indo de encontro a ela, Emmmet, por repetidas vezes. Eu juro,  como se ela tivesse algum tipo de atrao magntica."





"Mas voc estava l. Isso foi boa sorte." "Foi? No seria essa a pior sorte que um humano pode ter - um vampiro se apaixonar por ela?" Emmet considerou em silncio 
por alguns momentos. Ele imaginou a garota em sua mente, e achou a imagem pouco interessante. Honestamente eu no consigo enxergar o que voc v nela. "Bem, eu tambm 
no vejo nenhum brilho em Rosalie," eu disse rudemente. "Honestamente, ela parece ser muito trabalho para apenas mais um rostinho bonito." Emmet riu. "Eu no acho 
que voc me diria ..." ( Emmet quer saber o que Edward escutou de Rosalie na sala antes dela sair bufando) "Eu no sei qual o problema dela Emmet," Eu menti, com 
um sbito e largo sorriso. Eu vi sua inteno em tempo de me proteger. Ele tentou me empurrar do penhasco, e houve um som alto de rachadura quando uma fissura se 
abriu na rocha entre ns. "Trapaceiro," ele murmurou. Eu esperei que ele tentasse outra vez, mas seus pensamentos tomaram outra direo. Ele estava imaginando o 
rosto de Bella novamente, mas imaginando-o mais plido, e com os olhos em vermelho brilhante... "No," Eu disse com a voz sufocada. "Isso resolve suas preocupaes 
em relao a imortalidade, no ?" E tambm voc no iria querer mat-la. No  este o melhor jeito?" "Para mim, ou para ela?" "Para voc," ele respondeu rapidamente. 
Sua entonao enfatizando a certeza. Eu gargalhei jocosamente. "Resposta errada." "Eu no me importo muito," ele me lembrou. "Rosalie se importou." Ele suspirou. 
Ns dois sabiamos que Rosalie faria qualquer coisa, desistiria de qualquer coisa para se tornar humana novamente. At mesmo de Emmet. ", Rose se importou," ele 
aquiesceu calmamente. "Eu no posso... eu no devo... Eu no irei arruinar a vida de Bella. Voc no sentiria o mesmo se fosse com Rosalie?" Emmet ponderou por um 
momento. "Ela  todo o meu mundo. Eu no vejo mais sentido no resto do mundo sem ela."





Mas voc no vai transform-la? Ela no vai viver para sempre Edward. "Eu sei disso," vociferei. E, como voc mesmo disse, ela  um tanto frgil. "Confie em mim 
- disso eu sei, tambm." Emmet no era uma pessoa de muito tato, e discusses delicadas no eram o seu forte. Ele se esforava agora, tentando no ser ofensivo. 
Voc pode sequer toc-la? Digo, se voc a ama... voc no gostaria de... bem, toc-la...? Emmet e Rosalie compartilhavam um intenso amor fsico. Ele teve muita dificuldade 
para entender como alguem poderia amar sem ter aquilo tambm. Eu suspirei. "Eu nem posso pensar nisso, Emmet." Wow, ento quais suas opes? "Eu no sei," disse 
sussurrando. "Eu estou tentando imaginar um jeito de... de deix-la. Eu simplesmente no consigo perceber uma maneira de ficar longe dela..." Com um profundo senso 
de satisfao, eu subitamente realizei que para mim, o certo seria ficar - pelo menos por agora, com Peter e Charlotte a caminho. Ela estava mais segura comigo aqui, 
temporariamente, do que estaria se eu me afastasse. Por hora, eu poderia ser o seu improvvel protetor. A idia me deixou ansioso; Eu estava impaciente para voltar 
e ento cumprir este papel por tanto tempo quanto fosse possvel. Emmet notou a mudana em minha expresso. No que voc est pensando? "Agora mesmo, " eu admiti 
timidamente, "Eu estou morrendo de vontade de voltar para Forks e ver como ela est. Eu no sei se aguento at domingo a noite." "Uh-uh! Voc no vai voltar antes 
para casa. Deixe Rosalie se acalmar um pouco. Por favor! Pelo meu bem." "Tentarei ficar," eu disse sem muita certeza. Emmet deu um tapinha no celular em meu bolso. 
"Alice ligaria se houvesse qualquer fundamento para o seu ataque de pnico. Ela  to esquisita sobre essa garota quanto voc." Eu sorri com esta colocao. "timo. 
Mas no ficarei aps o domingo." "No h sentido em apressar sua volta - vai fazer sol, e Alice disse que estamos livres da escola at quarta-feira." Eu balancei 
minha cabea rigidamente. "Peter e Charlotte sabem como se comportar."





"Eu realmente no me importo, Emmett. Com a sorte de Bella, ela vai acabar perambulando at a floresta exatamente na hora errada e -" eu recuei. "Peter no  conhecido 
pelo seu auto-controle. Voltarei no domingo." Emmet suspirou. Exatamente como um maluco. Bella estava dormindo tranqilamente quando eu escalei at a janela do seu 
quarto na manh de segunda-feira. Eu lembrei do leo dessa vez e a janela agora se movia silenciosamente para fora do meu caminho. Eu poderia dizer pela forma como 
o seu cabelo repousava suavemente no travesseiro que ela tivera uma noite menos agitada do que da ltima vez que eu estivera aqui. Ela tinha as mos juntas sob suas 
bochechas como uma criancinha, e sua boca estava ligeiramente aberta. Eu podia ouvir sua respirao ir e vir vagarosamente entre seus lbios. Era um alvio tremendo 
estar aqui e poder v-la novamente. Eu percebi que no estaria calmo at que isso acontecesse. Nada parecia certo quando eu estava longe dela. No que tudo estivesse 
certo quando eu estava com ela, mesmo assim. Eu suspirei, deixando a sede ardente incendiar minha garganta. Eu estive longe disto por muito tempo. O tempo longe 
da dor e da tentao fez tudo isso mais difcil agora. Era ruim o bastante para que eu temesse me ajoelhar ao lado de sua cama prximo o bastante para ler os ttulos 
de seus livros. Eu queria saber as histrias que ela tinha em sua mente, mas eu temia mais que minha sede, temia que se eu me deixasse aproximar tanto dela, eu iria 
querer ainda mais... Seus lbios pareciam muito suaves e quentes. Eu imaginei toc-los com a ponta dos meus dedos. Bem levemente... Este era exatamente o tipo de 
erro que eu deveria evitar cometer. Meus olhos percorriam sua face seguidas vezes, examinando qualquer mudana. Mortais mudavam todo o tempo - Eu me entristecia 
com a idia de poder perder qualquer detalhe. Eu achei que ela parecia... cansada. Como se ela no tivesse dormido o bastante neste fim de semana. Teria ela sado? 
Eu ri silenciosa e foradamente com o quanto essa idia me chateou. E da se ela tivesse sado? Eu no era o dono dela. Ela no era minha. No, ela no era minha 
- e eu estava triste novamente. Uma de suas mos contraiu-se e eu notei que havia ranhuras superficiais e no cicatrizadas na base de sua palma. Ela tinha se ferido? 
Mesmo bviamente no sendo um ferimento grave, isto ainda me perturbava. Eu considerei o local e decidi que ela devia ter tropeado e cado. Parecia uma explicao 
razovel, considerando-se tudo. Era confortante pensar que eu no teria que quebrar a cabea para solucionar estes pequenos mistrios para sempre. Ns eramos amigos 
agora - ou, pelo menos, tentvamos ser amigos. Eu poderia perguntar a ela sobre o seu fim de semana - sobre a praia, e qualquer atividade noturna que a fizesse parecer 
to fatigada. Eu poderia perguntar sobre





o que acontecera com suas mos. E eu poderia rir um bocado quando ela confirmasse minha teoria sobre o assunto. Eu sorri gentilmente enquanto eu pensava se ela tinha 
ou no mergulhado no oceano. Eu me preocupava em saber se ela havia se divertido no passeio. Eu imaginava se ela tinha pensado em mim, em algum momento. Se ela havia 
sentido minha falta, mesmo que fosse uma mnima frao de toda a falta que senti dela. Eu tentei imagin-la na praia, ao sol. A imagem era incompleta, porque eu 
mesmo jamais estivera em uma praia. Eu conhecia a praia apenas por fotos... Me senti um pouco desconfortvel quando pensei no porqu nunca tinha estado na praia 
localizada s a alguns minutos de casa. Bella tinha passado o dia em La Push - um lugar proibido, por conta do tratado, para ns irmos. Um lugar onde alguns homens 
antigos ainda se lembravam das histrias sobre os Cullens, se lembravam e acreditavam nelas. Um lugar onde nosso segredo era conhecido... Sacudi a cabea. No tinha 
nada com o que me preocupar l. Os Quileutes eram ligados ao acordo tambm. Mesmo se Bella tivesse passado por um dos ancios, eles no podiam revelar nada. E por 
qual motivo o assunto apareceria? Por que Bella escolheria falar de sua curiosidade l? No - os Quileutes eram talvez a nica coisa com qual eu no devia me preocupar. 
Fiquei bravo quando o sol comeou a nascer. Me lembrou que eu no conseguiria saciar minha curiosidade por dias. Por que tinha escolhido brilhar agora? Com um suspiro, 
pulei pela janela dela antes que algum pudesse me ver aqui. Tinha a inteno de ficar na floresta perto da sua casa e v-la sair para a escola, mas quando cheguei 
s rvores, fiquei surpreso em sentir seu cheiro na trilha. Eu o segui rapidamente, curiosamente, ficando mais e mais preocupado enquanto levava para mais fundo 
na escurido. O que a Bella esteve fazendo aqui? A trilha parou abruptamente, no meio de nada em particular. Ela tinha sado s alguns passos da trilha, at as samambaias, 
onde se encostou em um tronco de rvore. Talvez tenha sentando aqui... Eu sentei no mesmo lugar que ela, e procurei ao redor. Tudo o que ela teria sido capaz de 
ver eram folhas e verde. Provavelmente tinha chovido - o cheiro dela estava quase sumindo, nunca tendo realmente penetrado na rvore. Por que Bella teria vindo aqui 
sentar sozinha - e ela estava sozinha, sem dvida disso - no meio dessa floresta molhada e lamacenta? No fazia sentido, e como todos aqueles outros pontos de curiosidade, 
eu no podia perguntar em uma conversa casual. Ento Bella, eu estava seguindo seu cheiro pela floresta quando deixei o seu quarto, onde estive observando voc dormir... 
Sim, isso iria quebrar o gelo. Eu nunca saberia o que ela esteve fazendo e pensando aqui, e isso fez meus dentes se baterem de frustrao. Pior, isso era muito parecido 
com o cenrio que eu imaginei para





Emmett - Bella andando sozinha na floresta, onde o cheiro dela podia chamar qualquer um que tivesse os sentidos para segu-lo... Eu gemi. Ela no tinha s m sorte 
- ela a chamava. Bom, para isso ela tinha um protetor. Eu iria cuidar dela, evitar que ela se machucasse, pelo mximo que eu pudesse justificar. De repente me encontrei 
desejando que Peter e Charlotte ficassem por mais tempo.

8. Fantasma
Eu no vi os convidados de Jasper muitas vezes durante os dois dias ensolarados em que eles estiveram em Forks. Eu s retornei para que Esme no ficasse preocupada. 
De outra maneira, minha existncia parecia mais um espectro do que um vampiro. Eu encontrei, invisvel nas sombras, o lugar em que eu poderia seguir o objeto do 
meu amor e obsesso - onde eu poderia v-la e ouvi-la nas mentes dos humanos sortudos que podiam caminhar atravs da luz do sol ao lado dela, algumas vezes acidentalmente 
passando a palma da mo dela nas deles. Ela nunca reagiu a tanto contato; as mos deles eram to quentes quanto as mos dela. A esforada ausncia da escola nunca 
havia sido um martrio como este antes. Mas o sol parecia faz-la feliz, ento eu no podia desgostar tanto disso. Qualquer coisa que a agradava estava em minhas 
boas graas. Manh de segunda-feira, eu escutei uma conversa que teve o potencial para destruir minha confiana e fazer o tempo passado longe dela uma tortura. Eu 
tinha que sentir um pequeno respeito por Mike Newton; ele no havia simplesmente desistido e se afastado para curar suas feridas. Ele tinha mais coragem do que eu 
havia lhe creditado. Ele estava indo tentar novamente. Bella foi para a escola bem cedo e, vendo a inteno de aproveitar o sol enquanto ele durava, sentou em uma 
das raramente usadas bancadas de piquenique enquanto esperava o primeiro sinal tocar. Seu cabelo capturou o sol de inesperadas formas, dando-lhe um brilho avermelhado 
que eu no havia previsto. Mike encontrou-a l, desenhando novamente, e se entusiasmou com sua sorte. Era agonizante apenas ser capaz de assistir, impotente, protegido 
do brilho do sol pelas sombras da floresta. Ela o cumprimentou com entusiasmo suficiente para torn-lo eufrico/encantado, e a mim o contrrio. Viu, ela gosta de 
mim. Ela no sorriria assim se ela no gostasse. Eu aposto que ela quer ir ao baile comigo. Imagino o que seria to importante em Seattle... Ele percebeu a mudana 
no cabelo dela. "Eu nunca percebi antes - seu cabelo fica vermelho aqui". Eu acidentalmente arranquei a jovem rvore que minha mo estava descansando quando ele 
acariciou uma mecha do cabelo dela com os dedos.





"Apenas no sol", ela disse. Para minha profunda satisfao, ela deslizou para longe dele suavemente quando ele tocou a mecha atrs da orelha dela. Mike precisou 
de um minuto para reconstruir sua coragem, gastando mais tempo com outra pequena conversa. Ela lembrou-lhe da redao que todos estavam devendo para quarta-feira. 
Pelo perceptvel orgulho em sua face, a dela j estava pronta. Ele havia esquecido completamente, e isso diminuiria drasticamente suas horas livres. Droga - redao 
estpida. Finalmente ele entendeu o recado - meus dentes estavam to trincados que eles poderiam pulverizar granito - e mesmo assim, ele no conseguia fazer a pergunta 
definitiva. "Eu queria te perguntar se voc deseja sair comigo." "Oh", ela disse. Houve um rpido silncio. Oh? O que ser que isso significa? Ela vai dizer sim? 
Espera - eu acho que no perguntei realmente. "Bem, ns podamos sair para jantar ou algo... e eu poderia trabalhar nisso mais tarde." Idiota - essa tambm no foi 
uma pergunta. "Mike..." A agonia e fria do meu cime eram to poderosas quanto haviam sido semana passada. Eu quebrei outra rvore, tentando me segurar aqui. Eu 
queria tanto correr atravs do campus, muito rpido para os olhos humanos, e agarr-la - para roub-la do garoto que eu odiava tanto agora que eu poderia mat-lo 
e gostar disso. Ela diria sim para ele? "Eu no acho que seria a melhor idia". Eu respirei novamente. Meu corpo rgido relaxou. Seattle era apenas uma desculpa, 
afinal. Eu no deveria ter perguntado. No que eu estava pensando? Aposto que  por causa daquele estranho, Cullen... "Por que?" ele perguntou agressivamente. "Eu 
acho..." ela hesitou. "E se voc alguma vez repetir o que vou dizer agora eu irei alegremente espanc-lo at a morte" Eu ri alto do som de uma ameaa de morte saindo 
atravs dos seus lbios. "Mas eu acho que machucaria os sentimentos de Jessica."





"Jessica?" O qu? Mas... Oh. Okay. Eu acho... Ento... Huh. Seus pensamentos no eram mais coerentes. "Srio, Mike, voc  cego?" Eu ecoei seu sentimento. Ela no 
deveria esperar que todos fossem to perceptivos quanto ela, mas realmente este exemplo estava alm do bvio. Com toda a dificuldade que Mike esteve enfrentando 
para convidar Bella para sair, ele no imaginava que no seria to difcil para Jessica? Devia ser o egosmo que o fez ficar cego para os outros. E Bella era to 
altrusta, ela viu tudo. Jessica. Huh. Wow. Huh. "Oh", ele conseguiu dizer. Bella usou sua confuso para escapar. "Est na hora da aula, e eu no posso chegar atrasada 
de novo". Mike enxergou um ponto de vista no muito confivel a partir de ento. Ele percebeu, enquanto a idia sobre Jessica girava e girava ao redor da sua cabea, 
que ele gostava da idia de ela ter achado ele atraente. Esse era o segundo lugar, no to bom como se fosse Bella que se sentisse assim. Ela  atraente, pelo menos, 
eu acho. Corpo bonito.  melhor um pssaro na mo... Ele foi desativado ento, com as novas fantasias que eram to vulgares como aquelas com Bella, mas agora elas 
apenas irritavam e enfureciam. To pouco ele merecia qualquer garota; elas eram quase permutveis para ele. Eu permaneci livre de sua cabea depois disso. Quando 
ela estava fora de vista, eu me enrolei contra um tronco de uma enorme rvore e dancei de mente em mente, mantendo ela em vista, sempre agradecido quando Angela 
Weber estava disponvel para olh-la. Eu queria que existisse um jeito de agradecer a garota Weber por simplesmente ser uma boa pessoa. Me fez sentir melhor pensar 
que Bella tinha uma amiga que valia a pena. Eu assisti o rosto de Bella de todo e qualquer ngulo que me davam, e eu pude ver que ela estava triste de novo. Isso 
me surpreendeu - eu pensei que o sol fosse suficiente para mant-la sorrindo. No almoo, eu a vi espiar de tempos em tempos para a mesa vazia dos Cullen, e isso 
me entusiasmou. Isso me deu esperana. Talvez ela sinta minha falta, tambm. Ela tinha planos de sair com as outras garotas - eu automaticamente planejei minha prpria 
vigilncia - mas estes planos foram adiados quando Mike convidou Jessica para o encontro planejado para Bella. Ento eu fui direto para a casa dela, checando rapidamente 
a floresta para ter certeza de que ningum perigoso estava perto. Eu sabia que Jasper havia alertado seu irmo de outrora para evitar a cidade - citando minha insanidade 
como explicao e aviso - mas eu no queria correr nenhum risco. Peter e Charlote no tinham intenes de causar mal-estar com minha famlia, mas as intenes so 
coisas que mudam... Certo, eu estava exagerando. Eu sabia disso.





Como se ela soubesse que eu estava olhando, como se ela estivesse com pena da agonia que eu sentia quando no podia v-la, Bella saiu para o jardim depois de uma 
longa hora dentro de casa. Ela tinha um livro na mo e uma coberta embaixo do brao. Silenciosamente, eu subi nos troncos mais altos da rvore para conseguir uma 
boa viso do jardim. Ela estendeu a coberta na grama mida, e ento deitou de barriga para baixo e comeou a folhear as pginas do livro velho, como se tentasse 
encontrar o lugar certo. Eu li por cima do seu ombro. Ah - mais clssicos. Ela era uma f de Austen. Ela leu rpido, cruzando e descruzando os calcanhares no ar. 
Eu estava assistindo os raios de sol e o vento brincando com seu cabelo quando seu corpo subitamente se contraiu, e sua mo congelou na pgina. Tudo que consegui 
ver foi que ela estava no captulo trs, quando ela grosseiramente segurou uma quantidade grossa de folhas e as passou. Eu vi de relance um ttulo, Mansfield Park. 
Ela estava comeando uma nova histria - o livro era uma compilao de romances. Eu me perguntei por que ela mudaria de romance to abruptamente. Apenas alguns segundos 
depois, ela fechou o livro, irritada. Com a expresso zangada, ela empurrou o livro ao seu lado e se virou para deitar de frente. Ela respirou profundamente, como 
se quisesse se acalmar, arregaou as mangas e fechou os olhos. Eu me lembrava da histria, mas no consegui pensar em nada ofensivo nela que a pudesse ter chateado. 
Outro mistrio. Eu suspirei. Ela deitou muito rgida, movendo apenas uma vez para puxar o cabelo do rosto. Ele se esparramou acima de sua cabea. E ento ela ficou 
imvel de novo. Sua respirao desacelerou. Depois de alguns longos minutos, seus lbios comearam a mexer. Murmurando enquanto dormia. Impossvel resistir. Eu escutei 
o mais longe que pude, captando vozes nas casas prximas. Duas colheres de sopa de trigo... um copo de leite... Vamos l! Joga na cesta! Ah, vai l! Vermelho, ou 
azul... ou talvez eu devesse vestir algo mais casual... No havia ningum prximo. Eu saltei para o cho, aterrissando silenciosamente na ponta do p. Isso era muito 
errado, muito arriscado. Quo superficial eu havia sido ao julgar Emmett por seus modos impulsivos e Jasper por sua falta de disciplina - e agora estava conscientemente 
desprezando todas as regras com um abandono que fazia os lapsos deles parecem insignificantes. Eu costumava ser o responsvel. Eu suspirei, mas rastejei para o sol, 
descuidado.





Eu evitei olhar para mim mesmo na luz do sol. Era ruim o suficiente que a minha pele era uma pedra e desumana na sombra; no queria olhar para Bella e eu lado a 
lado na luz do sol. A diferena entre ns j era insupervel, dolorosa o suficiente sem mais essa imagem na minha cabea. Mas no conseguia ignorar as fascas de 
arco-ris que eram refletidas para a pele dela quando eu ficava perto. Meu queixo se fechou com a viso. Eu conseguiria ser mais aberrao do que j era? Imaginei 
o terror dela se abrisse os olhos agora... Eu comecei a recuar, mas ela resmungou de novo, me segurando ali. - Mmm... mmm. Nada inteligvel. Bem, eu iria esperar 
um pouco. Cuidadosamente peguei seu livro, esticando meu brao e prendendo a respirao enquanto estava perto, por precauo. Comecei a respirar novamente quando 
estava a poucos metros de distncia, testando como o sol e a janela aberta afetavam seu cheiro. O calor parecia adocicar a fragrncia. Minha garganta queimou de 
desejo, o fogo pertinente e feroz outra vez, porque tinha ficado longe dela por muito tempo. Passei um momento controlando isso, e ento - me forando a respirar 
pelo nariz - deixei que seu livro se abrisse em minhas mos. Ela tinha comeado pelo primeiro... Eu virei as pginas rapidamente at o terceiro captulo de Razo 
e Sensibilidade, procurando por algo potencialmente ofensivo na histria excessivamente delicada de Austen. Quando meus olhos pararam automaticamente no meu nome 
- a personagem Edward Ferrars sendo apresentado pela primeira vez - Bella falou de novo. - Mmm. Edward. - ela suspirou. Desta vez no tive medo que ela tivesse acordado. 
A voz dela era baixa, s um murmrio melanclico. No os gritos de medo que teriam sido se ela me visse agora. Alegria entrou em conflito com auto-desprezo. Pelo 
menos ela ainda estava sonhando comigo. - Edmund. Ahh. Muito... parecido... Edmund? Ah! Ela no estava sonhando comigo, percebi com raiva. O auto-desprezo voltou 
com fora. Ela estava sonhando com personagens fictcios. L se foi meu convencimento. Guardei o livro, e fui para o abrigo das sombras - onde pertencia. A tarde 
passou enquanto eu observava, me sentindo intil de novo, enquanto o sol lentamente ia descendo no cu e as sombras se espalharam pelo jardim at ela. Eu queria 
empurr-las para longe, mas a escurido era inevitvel; as sombras a tomaram. Quando a luz tinha ido embora, a pele dela era muito plida - quase fantasmagrica. 
O cabelo dela estava escuro de novo, quase preto contra seu rosto.





Era uma coisa assustadora de se ver - como testemunhar as vises de Alice virarem realidade. O batimento forte e constante de Bella era a nica garantia, o som que 
manteve esse momento longe de parecer um pesadelo. Fiquei aliviado quando o pai dela voltou para casa. Eu podia ouvir pouco da mente dele quando dirigia na direo 
da casa. Alguma vaga irritao... no passado, alguma coisa do trabalho. Expectativa misturada com fome presumi que estivesse ansioso para o jantar. Mas seus pensamentos 
eram to silenciosos e contidos que no pude ter certeza se estava certo; s peguei a essncia deles. Me perguntei como a me dela soava - que combinao gentica 
a tinha feito to nica. Bella comeou a acordar, se contorcendo para sentar-se quando os pneus do carro de seu pai cantaram contra o asfalto da estrada. Ela comeou 
a olhar ao seu redor, parecendo confusa com a inesperada escurido. Por um breve momento, seus olhos encontraram as sombras onde eu estava escondido, mas eles passaram 
rapidamente. "Charlie?" ela perguntou em uma voz baixa, ainda observando as rvores que circundavam o pequeno jardim. A porta do carro bateu com fora, e ela olhou 
em direo ao som. Ela se colocou em p rapidamente e juntou as suas coisas dando mais uma olhada em direo s rvores. Eu me movi para uma rvore prxima  janela 
de trs perto da pequena cozinha, e ouvi a noite deles. Era interessante comparar as palavras de Charlie aos seus pensamentos ocultos. O seu amor e interesse pela 
sua nica filha eram quase esmagadores, e ainda assim suas palavras sempre curtas e casuais. Na maior parte do tempo, eles sentavam em um silncio amigvel. Eu a 
ouvi discutir seus planos para a noite seguinte em Port Angeles, e eu redefinia meus prprios planos enquanto eu escutava. Jasper no tinha avisado Peter e Charlotte 
para ficarem longe de Port Angeles. Apesar de eu saber que eles tinham se alimentado recentemente e no tinham nenhuma inteno de caar em nenhum lugar na vizinhana 
de nossa casa, eu gostaria de observ-la, s por precauo. Afinal de contas, havia muitos outros da minha espcie l fora. E tambm, todos os perigos humanos que 
eu nunca havia considerado antes. Eu ouvi a sua preocupao sobre deixar o seu pai preparar o prprio jantar, e sorri ao ver a minha teoria se provar - sim, ela 
cuidava dele. Ento eu parti, sabendo que eu poderia retornar quando ela estivesse dormindo. Eu no poderia invadir a sua privacidade, espreitando desse jeito. Eu 
estava aqui para a sua proteo, no para olh-la com malcia de um modo que Mike Newton faria sem dvida, se ele fosse gil o suficiente como eu para permanecer 
na copa das rvores como eu fazia. Eu no a trataria to rudemente. Minha casa estava vazia quando eu retornei, o quando estava timo para mim. Eu no sentia falta 
da confuso ou pensamentos depreciativos, questionando a minha sanidade. Emmett deixou um recado preso  coluna do corrimo. Futebol no campo Rainier - vamos! Por 
favor?





Eu achei uma caneta e rabisquei a palavra me desculpe mais abaixo do seu apelo. Os times estavam mais equilibrados sem mim, de qualquer forma. Eu sa para a mais 
curta das viagens de caa, me contentando com a menor e mais gentil das criaturas que no tinha um gosto to bom quanto os caadores, e ento vesti roupas limpas 
antes de correr de volta para Forks. Bella no dormiu bem essa noite. Ela se agitava em seus cobertores, seu rosto algumas vezes preocupado, algumas vezes triste. 
Eu imaginava que era algum pesadelo assombrando-a e ento eu percebi que apesar de tudo eu no queria saber na verdade. Quando ela falou, a maior parte do murmrio 
depreciava Forks em uma voz abatida. Somente uma vez, quando ela suspirou as palavras "Volte" e a sua mo se esticou - um apelo mudo - eu tive a chance de ter esperanas 
que ela estivesse sonhando comigo. No dia de escola seguinte, o LTIMO dia em que o sol me manteria prisioneiro, foi bem parecido com o dia anterior. Bella parecia 
ainda mais melanclica que o dia anterior, e eu imaginei se ela tinha desistido dos seus planos - ela no parecia de bom humor. Mas, sendo Bella, ela provavelmente 
colocaria o divertimento dos amigos acima do seu prprio. Ela estava usando uma blusa azul hoje, e a cor realava sua pele perfeitamente, deixandoa cor de creme. 
A escola terminou e Jessica concordou em buscar as outras meninas - Angela ia tambm, e fiquei feliz por isso. Fui para casa pegar meu carro. Quando eu vi que Peter 
e Charlotte estavam l, decidi dar uma hora de vantagem para as garotas. Nunca seria capaz de segu-las, dirigindo no limite de velocidade - um pensamento horrvel. 
Entrei pela cozinha, acenando vagamente s saudaes de Emmett e Esme quando passei por todos na sala e fui direto para o piano. Argh, ele voltou. Rosalie, claro. 
Ah, Edward. Odeio v-lo sofrendo tanto. A alegria de Esme estava comeando a ser danificada pela preocupao. Ela deveria se preocupar. Esta histria de amor que 
ela havia visualizado para mim estava a cada hora mais evidentemente rumando para a tragdia. Se divirta em Port Angeles esta noite, pensou Alice alegremente. Deixe-me 
saber quando eu tiver a permisso de falar com Bella. Voc  pattico. No acredito que perdeu o jogo de ontem s para ver algum dormir. Emmett resmungou. Jasper 
no prestou ateno em mim, nem mesmo quando a msica que toquei ficou um pouco mais tempestuosa do que eu pretendia. Era uma msica antiga, com um tema familiar: 
impacincia. Jasper estava se despedindo de seus amigos, que me olhavam curiosamente.





Que criatura estranha, Charlotte, que tinha cabelo loiro claro e era do mesmo tamanho de Alice pensou. E ele foi to normal e agradvel da outra vez que nos vimos. 
Os pensamentos de Peter estavam em sincronia com os dela, como era normalmente o caso. Devem ser os animais. A falta de sangue humano os deixa loucos uma hora ou 
outra, ele estava concluindo. O cabelo dele era claro e quase to longo quanto o dela. Eles eram muito parecidos - exceto por tamanho, ele sendo quase to alto quanto 
Emmett - em aparncia e pensamento. Um par que combinava, sempre tinha pensado. Todos menos Esme pararam de pensar em mim por um minuto, e toquei notas mais baixas 
para que no chamasse ateno. No prestei ateno a eles por um longo tempo, deixando a msica me distrair do desconforto. Era difcil tirar a garota da minha mente. 
S voltei minha ateno  conversa deles quando as despedidas ficaram mais finais. - Se voc vir Maria de novo - Jasper estava dizendo, um pouco cauteloso. - diga 
a ela que lhe desejo bem. Maria era a vampira que tinha criado Jasper e Peter - Jasper na segunda metade no sculo XIX, Peter mais recentemente, por volta de 1940. 
Ela tinha procurado por Jasper uma vez, quando estvamos em Calgary. Tinha sido uma visita agitada - tivemos que nos mudar imediatamente. Jasper tinha pedido com 
educao que ela mantivesse distncia no futuro. - No imagino que isso v acontecer logo. - Peter disse com uma risada - Maria era inegavelmente perigosa e no 
havia muito amor entre ela e Peter. Peter tinha, afinal, sido fundamental para a desero de Jasper. Jasper sempre havia sido o favorito de Maria; ela considerava 
um mero detalhe que uma vez tinha planejado mat-lo. - Mas, se acontecer, certamente eu direi. Eles deram um aperto de mos ento, se preparando para partir. Eu 
deixei a msica que estava tocando cessar em um fim pouco satisfatrio, levantei rapidamente. - Chalotte, Peter. - eu disse, acenando. " bom te ver novamente, Edward," 
Charlotte disse de forma duvidosa. Peter somente acenou com a cabea. Louco, Emmett protestou atrs de mim. Idiota, Rosalie pensou ao mesmo tempo. Pobre garoto, 
Esme. E Alice, em um tom repreensivo. Eles vo direto para o Leste, para Seattle. Nenhum lugar perto de Port Angeles. Ela me mostrou a prova em suas vises. Eu fingi 
que eu no vi aquilo. Minhas desculpas j eram superficiais o suficiente. Uma vez em meu carro, eu me senti mais relaxado; o robusto roncar do motor que Rosalie 
envenenou era animador para mim - ano passado, quando ela estava em um humor





melhor - era tranqilizador. Era um alvio estar em movimento, sabendo que eu estava ficando mais prximo de Bella a cada quilmetro que passava voando por debaixo 
dos meus pneus.

9. Port Angeles
Estava muito claro pra eu dirigir pelo centro quando eu cheguei  Port Angeles; o sol ainda estava muito elevado, e apesar de que os meus vidros eram fums, no 
havia nenhum motivo para tomar riscos desnecessrios. Mais riscos desnecessrios, eu diria. Eu estava certo de que eu acharia os pensamentos de Jessica longe - os 
pensamentos de Jessica eram mais altos que os de Angela, mas quando eu achasse o primeiro (pensamento), eu conseguiria ouvir o segundo. Ento, quando as sombras 
se encompridavam, eu poderia chegar mais perto. Por hora, eu sa da estrada e fui para uma gramada garagem que ficava fora da cidade que parecia no ser utilizada. 
Eu sabia o lugar para procurar - apenas havia s um lugar para a compra de vestidos em Port Angeles. No muito antes, eu achei Jessica, se olhando na frente de um 
espelho de trs lados, e eu conseguia ver Bella em sua viso perifrica, aprovando o longo vestido preto que ela usava. Bella ainda parece zangada. Ha ha. Angela 
estava certa - Tyler estava se achando. Apesar de que eu no acredito que ela est to chateada sobre isso. Pelo menos ela sabe que ela tem um acompanhante reserva 
para o baile. E se Mike no tiver se divertindo no baile, e ele no me convide para sair de novo? E se ele convidar a Bella para o baile? Ser que ela teria convidado 
o Mike para o baile se eu no tivesse dito nada? Ser que ele acha que ela  mais bonita que eu? "Eu acho que eu gosto mais do azul. Ele reala os seus olhos." Jessica 
sorriu para Bella com falso entusiasmo, enquanto a olhava com suspeita. Ser que ela acha isso mesmo? Ou ela quer que eu parea como uma vaca no Sbado? Eu j estava 
cansado de ficar ouvindo Jessica. Eu procurei por Angela - ah, mas Angela estava no processo de provar os vestidos, e eu sa rapidamente da sua cabea para d-la 
mais privacidade. Bem, no havia muitos problemas que Bella poderia se meter numa loja de departamentos. Eu as deixaria comprando e depois as alcanaria quando tivessem 
acabado. No faltaria muito para anoitecer, as nuvens estavam comeando a voltar, sendo levadas para o oeste. Eu somente poderia pegar reflexos delas atravs das 
grandes rvores, mas eu podia ver como elas apressavam o pr-do-sol. Eu as recebi, desejando-as mais do que eu jamais havia antes desejado por suas sombras. Amanh 
eu poderia me sentar ao lado de Bella na escola de novo, exigindo sua ateno no almoo novamente. Eu poderia perguntar pra ela todas as coisas que eu havia guardado... 
Ento, ela estava furiosa com a presuno de Tyler. Eu vi aquilo na mente dele - que ele havia falado srio quando falou sobre o baile, que ele estava confirmando. 
Eu lembrei da expresso dela daquela outra tarde - a escandalizada descrena - e eu ri. Me perguntei o que ela diria pra ele sobre isso. Eu no gostaria de perder 
a reao dela.





O tempo passou devagar enquanto eu esperava pelas sombras se alongarem. Eu checava com freqncia a Jessica; a sua voz mental era a mais fcil de ser achar, mas 
eu no gostava de me demorar l dentro por muito tempo. Eu vi o lugar que elas estavam planejando para comer. Estaria escuro na hora do jantar... talvez eu coincidentemente 
escolheria o mesmo restaurante. Peguei o celular do meu bolso, pensando em convidar Alice para comer fora... Ela adoraria isso, mas ela tambm iria querer falar 
com Bella. Eu no tinha certeza se eu estava pronto para envolver mais a Bella em meu mundo. Um vampiro no era problema suficiente? E chequei a mente de Jessica 
de novo. Ela estava pensando sobre suas jias, perguntando a opinio de Angela. "Talvez eu deva devolver o colar. Eu tenho um em casa que deveria servir, e eu gastei 
mais do que eu deveria..." Minha me vai enlouquecer. No que eu estava pensando? "Eu no me importo em voltar para a loja. Mas, voc no acha que a Bella vai estar 
procurando por ns? O que era isso? Bella no estava com elas? Eu fitei os olhos de Jessica primeiro, e depois troquei para Angela. Elas estavam na calada em frente 
de umas lojas, j mudando de direo. Bella no estava em nenhum lugar em vista. Oh, quem se importa com a Bella? Jess pensou, impacientemente, antes de responder 
a pergunta de Angela. "Ela est bem. Ns chegaremos no restaurante a tempo, mesmo se ns voltarmos (para a loja). De qualquer forma, eu acho que ela queria estar 
sozinha." Eu peguei um breve vislumbre da livraria que Jessica achava que a Bella teria ido. "Vamos nos apressar, ento," Angela disse. Espero que Bella no ache 
que ns a abandonamos. Antes, no carro, ela foi to boa comigo... Ela  mesmo uma pessoa muito gentil. Mas ela parecia meio triste o dia inteiro. Pergunto-me se 
era por causa do Edward Cullen? Aposto que era por isso que ela estava perguntando sobre a famlia dele... Eu deveria ter prestado mais ateno. O que eu teria perdido 
l? Bella estava andando sozinha, e ela tinha perguntado por mim antes? Angela estava prestando ateno  Jessica agora - Jessica estava tagarelando sobre aquele 
idiota do Mike - e eu no podia arrancar mais nada dela. Eu julguei as sombras. O sol estaria atrs das nuvens logo o suficiente. Se eu ficasse no lado oeste da 
estrada, onde os prdios estariam escurecendo a rua da luz fraca... Eu comecei a me sentir impaciente enquanto eu dirigia pelo pouco engarrafamento pro centro da 
cidade. Isso no era algo em que eu havia considerado - Bella andando sozinha e eu no tinha a mnima idia de como ach-la. Eu deveria ter considerado isso. Bella 
estava sempre fazendo a coisa errada. Eu conhecia bem Port Angeles; eu dirigi diretamente para a livraria da mente de Jessica, esperando que a minha busca fosse 
curta, mas duvidando que fosse fcil. Quando que Bella facilitava as coisas? Sem dvida, a pequena loja estava vazia, exceto por uma mulher vestida de maneira antiquada 
atrs do balco. Esse no parecia com o tipo de lugar que Bella estaria interessada - muito new age para uma pessoa prtica. Eu me pergunto se ela ao menos se incomodou 
a entrar?





Havia um lugar com sombra que eu poderia estacionar... Fazia um caminho escuro para a loja. Eu realmente no deveria. Andando por a nas horas do dia no era seguro. 
E se um carro que passasse refletisse a luz do sol para a sombra justamente na hora errada? Mas eu no sabia outro jeito de procurar pela Bella! Eu estacionei e 
sa, me mantendo no canto mais fundo da sombra. Caminhei rapidamente para a loja, percebendo o fraco rastro do cheiro da Bella no ar. Ela esteve aqui, na calada, 
mas no havia nenhuma pista de sua fragrncia dentro da loja. "Bem vindo! Poderia te ajudar - " a vendedora comeou a dizer, mas eu j estava do lado de fora da 
porta. Eu seguiria o cheiro da Bella at aonde a sombra permitiria, parando quando eu chegasse na beira da luz do sol. Quo impotente que isso me fez sentir - cercado 
pela linha entre a escurido e a luz que se estendia at a calada na frente minha frente. To limitado. Eu s podia adivinhar que ela continuou pela rua, indo para 
o sul. No havia muito seguindo aquela direo. Ela estava perdida? Bom, essa possibilidade parecia exatamente como o carter dela. Eu voltei para o carro e dirigi 
devagar pelas ruas, procurando por ela. Eu sa para alguns outros caminhos com sombras, mas eu s senti o seu cheiro mais uma vez, e o rumo disso me confundiu. Onde 
ela estava tentando ir? Dirigi de volta e adiante entre a loja e o restaurante algumas vezes, esperando ver ela em seu caminho. Jessica e Angela j estavam l, tentando 
decidir se pediam (a janta), ou se esperavam pela Bella. Jessica j estava pensando em pedir imediatamente. Eu comecei a passar rapidamente pela mente de estranhos, 
olhando atravs de seus olhos. Com certeza algum deve ter visto ela em algum lugar. Mais tempo que ela ficava perdida, mais eu ficava impaciente. Eu no tinha considerado 
antes quo difcil que era pra ach-la, como agora, ela estava fora de minha vista e fora de seus caminhos normais. Eu no gostava disso. As nuvens estavam se acumulando 
no horizonte, e, em alguns poucos minutos, eu estaria livre para localiz-la a p. Ento no me levaria muito tempo. Era somente o sol que me fazia to paralisado 
agora. Apenas mais alguns minutos, e ento a vantagem seria minha novamente e o mundo humano que seria impotente. Outra mente, e mais outra. Tantos pensamentos banais. 
...acho que o beb tem outra infeco no ouvido... Era 18:40 ou 18:04...? Atrasado de novo. Eu devia contar pra ele... Aqui ela vem! Aha!





Ali, finalmente, estava o rosto dela. Finalmente, algum tinha reparado nela! Aquele alvio s durou por uma frao de segundo, e ento eu li mais os pensamentos 
do homem que estava olhando para o rosto dela fixamente nas sombras. A mente dele era a de um estranho para mim, e mesmo assim, completamente familiar. Eu j havia 
caado exatamente tal mente. "NO!" Eu rugi, e um n apertou a minha garganta. Meu p afundou no acelerador, mas pra onde eu estava indo? Eu sabia mais ou menos 
o rumo dos seus pensamentos, mas isso no era especfico o suficiente. Alguma coisa, deveria haver alguma coisa - uma placa de rua, a frente de uma loja, alguma 
coisa na sua vista que entregaria a sua localizao. Mas Bella estava bem na escurido, e os olhos dele estavam focados somente na expresso apavorada dela saboreando 
o medo l. O rosto dela estava nublado na mente dele pela memria de outros rostos. Bella no era a sua primeira vtima. O som dos meus rosnados tremeu a estrutura 
do carro, mas no me distraram. No havia janelas na parede atrs dela. Algum lugar industrial, longe da regio de compras que era mais povoada. Meu carro derrapou 
na esquina, desviando de um outro veculo, indo na direo que eu esperava ser o caminho certo. Enquanto o outro carro buzinava, o som j estava bem atrs de mim. 
Olha como ela ta tremendo! O homem riu em expectativa. O medo era a atrao para ele a parte que ele adorava. "Fique longe de mim." A voz dela era baixa e firme, 
no como um grito. "No seja assim, docinho." Ele viu ela hesitar quando uma rude risada veio de uma outra direo. Ele estava irritado com o barulho - Cale a boca, 
Jeff! Ele pensou - mas gostou do modo como ela se encolheu de medo. Excitava ele. Ele comeou a imaginar a suplicao, o modo como ela imploraria... Eu no tinha 
percebido que havia outros com ele at que eu ouvi aquela alta risada. Eu procurei nele, desesperado por alguma coisa que eu pudesse usar. Ele estava dando o primeiro 
passo na direo dela, movimentando suas mos. As mentes perto dele no eram o lixo que ele era. Eles estavam um pouco embriagados, nenhum deles percebendo quo 
longe o homem que eles chamava de Lonnie planejava seguir com isso. Eles estavam seguindo Lonnie cegamente. Ele tinha prometido pra eles um pouco de divertimento... 
Um deles olhou para a rua, nervoso - ele no queria ser pego assediando a garota - e me deu o que eu precisava. Eu reconheci a rua que ele encarou. Eu passei por 
um sinal vermelho, correndo atravs de um espao amplo apenas o suficiente entre dois carros no engarrafamento. Buzinas fazendo barulho atrs de mim.





Meu celular vibrou no meu bolso. Eu ignorei. Lonnie se movia devagar para a garota, atraindo o suspense - o momento do terror que excitava ele. Ele esperou pelo 
grito dela, se preparando para sabore-lo. Mas Bella trancou sua mandbula, e se abraou. Ele estava surpreso - ele esperava que ela tentasse fugir. Surpreso e levemente 
desapontado. Ele gostava de perseguir a sua presa, a adrenalina da caada. Corajosa, essa. Talvez melhor, eu acho... mais luta nela. Eu estava a um quarteiro de 
distncia. O monstro poderia escutar o rugido do meu motor agora, mas ele no deu ateno, bem atento em sua vtima. Eu veria como ele se divertia na caada quando 
ele seria a presa. Eu veria o que ele pensava do meu estilo de caar. Em outra parte da minha cabea, eu j estava escolhendo os tipos de torturas que eu havia presenciado 
nos meus tempos de vigilante, procurando pela tortura mais dolorosa. Ele sofreria por isso. Ele iria se contorcer em agonia. Os outros iriam meramente morrer por 
suas participaes nisso, mas o monstro chamado Lonnie imploraria pela morte bem antes de eu ceder pra ele esse presente. Ele estava atravessando a rua, na direo 
dela. Eu virei a esquina, rapidamente, meus faris clareando a cena e paralisando eles no lugar. Eu poderia ter atropelado o lder, que saiu do caminho, mas essa 
era uma morte muito fcil para ele. Eu deixei o carro deslizar, virando pra que ficasse de frente pro caminho que eu cheguei e a porta do carro ficasse perto de 
Bella. Eu abri a porta, e ela j estava correndo para o carro. "Entre," Eu resmunguei. Que diabos? Sabia que isso era uma pssima idia! Ela no est sozinha. Eu 
deveria correr? Acho que vou vomitar... Bella saltou para a porta aberta sem hesitar, puxando e fechando a porta atrs dela. E ento ela me olhou com uma expresso 
de verdadeira confiana que eu nunca havia visto num rosto humano, e todos os meus violentos planos desmoronaram. Levou-me muito menos de um segundo para eu ver 
que eu no poderia deix-la no carro para lidar com os quatro homens na rua. O que eu diria  ela, para no olhar? Ha! Quando que ela faz sempre o que eu peo? Quando 
que ela sempre faz a coisa segura?





Eu iria arrast-los para longe, pra fora da viso dela, e deix-la sozinha aqui? Eram poucas as chances que outro humano perigoso estaria rondando as ruas de Port 
Angeles esta noite, as chances eram poucas como essa era at o primeiro! Como um im, ela atrai todas as coisas perigosas para ela mesma. Eu no poderia deix-la 
fora de vista. Seria como parte do mesmo movimento para ela quando eu acelerei, tirando ela dos seus perseguidores to rapidamente que eles ficaram boquiabertos 
atrs do meu carro com expresses incompreensveis. Ela no perceberia meu instante de hesitao. Ela presumiria que o plano era escapar desde o comeo. Eu nem conseguiria 
bater nele com o meu carro. Aquilo iria assustar ela. Eu queria a morte dele to brutalmente que a necessidade por isso chiou nos meus ouvidos e nublou a minha viso 
e era um sabor na minha lngua. Meus msculos estavam amontoados com a urgncia, o desejo, a necessidade por isso. Eu tinha que mat-lo. Eu iria descasc-lo aos 
poucos lentamente, pedao por pedao, pele do msculo, msculo de osso... Exceto que a garota - a nica garota no mundo - estava agarrada no seu banco com as duas 
mos, me encarando, seus olhos ainda muito abertos e totalmente confiando em mim. A vingana teria que esperar. "Bote o seu cinto," Eu mandei. Minha voz foi spera 
por causa do dio e da sede de sangue. No a comum sede de sangue. Eu no me sujaria ao ponto de pegar qualquer parte daquele homem pra dentro de mim. Ela botou 
o cinto de segurana no lugar, se sobressaltando levemente com o som feito. Aquele pequeno som fez ela se sobressaltar, mesmo que ela no tenha demonstrado medo 
quando eu rasguei pela cidade, ignorando todos os sinais de trnsito. Eu poderia sentir seus olhos em mim. Ela parecia estranhamente relaxada. No faz sentido - 
no com o que ela acabou de passar. "Voc est bem?" ela perguntou, sua voz spera por causa do estresse e do medo. Ela queria saber se eu estava bem? Eu pensei 
por uma frao de segundo na pergunta dela. No muito para que ela notasse a minha hesitao. Eu estava bem? "No," eu percebi, e o meu tom ferveu com a raiva. Eu 
a levei pelo mesmo caminho que eu passei esta tarde, ocupado na mais pobre vigilncia que j existiu. Estava escuro agora, embaixo das rvores. Eu estava to furioso 
que o meu corpo paralisou no lugar, totalmente imvel. Minhas mos frias que estavam fechadas desejavam esmagar o agressor dela, pulverizar ele em pedaos to mutilados 
que o seu corpo nunca poderia ser identificado... Mas isso exigiria deix-la aqui sozinha, desprotegida na noite escura. "Bella?" Eu perguntei entre os dentes. "Sim?" 
Ela respondeu roucamente. Ela limpou a garganta.





"Voc est bem?" Aquilo era mesmo a coisa mais importante, a primeira prioridade. Castigo era secundrio. Eu sabia disso, mas o meu corpo estava to cheio de raiva 
que era difcil pensar. "Sim." A voz dela ainda estava grossa - com medo, sem dvida. E ento eu no poderia deix-la. Mesmo que ela no esteja em risco constante 
por alguma razo irritante - alguma piada que o universo estava pregando em mim - mesmo se eu tivesse certeza que ela estaria perfeitamente segura em minha ausncia, 
eu no poderia deix-la sozinha no escuro. Ela deve estar to assustada. E mesmo assim eu no tinha condies de consol-la - mesmo se eu soubesse exatamente como 
seria consol-la, que eu no sabia. Com certeza ela conseguia sentir a brutalidade radiando em mim, com certeza seria aquele o motivo bvio. Eu iria assust-la ainda 
mais se eu no acalmasse o desejo de massacre fervendo dentro de mim. Eu precisava pensar em alguma outra coisa. "Me distraia, por favor," eu implorei. "Desculpe-me, 
o que?" Eu mal tinha controle suficiente para tentar explicar do que eu precisava. "Apenas fale sobre algo sem importncia at eu me acalmar," eu instru, minha 
mandbula ainda trancada. S o fato de que ela precisava de mim me segurava dentro do carro. Eu podia ouvir os pensamentos do homem, seu desapontamento e sua raiva... 
Eu sabia onde ach-lo... Fechei os meus olhos, desejando que eu no pudesse v-lo de qualquer forma... "Um..." ela hesitou - tentando achar um sentido para o meu 
pedido, eu imaginei. "Eu irei atropelar Tyler Crowley amanh na frente da escola?" Ela disse isso como se fosse uma pergunta. Sim - era isso que eu precisava.  
claro que Bella apareceria com algo inesperado. Como antes, a ameaa de violncia vindo de seus lbios era hilria - to cmica que era estridente. Se eu no estivesse 
queimando com o desejo de matar, eu teria rido. "Por qu?" eu gritei, para for-la a falar novamente. "Ele est contando para todo mundo que me levar para o baile," 
ela disse, sua voz cheia com o seu escndalo de gata selvagem. "Ou ele est louco ou ele ainda est tentando se desculpar por quase ter me matado na ltima... bem, 
voc lembra disso," ela completou com indiferena, "e ele acha que o baile  de alguma maneira o melhor jeito de corrigir isso. Ento eu pensei que se eu pusesse 
em perigo a sua vida, ento ns estaremos quites, e ele no vai poder tentar corrigir. Eu no preciso de inimigos e talvez Lauren desistisse se ele me deixasse em 
paz. Apesar que eu teria que destruir totalmente o seu Sentra," ela continuou, pensativa agora. "Se ele no tiver um veculo ele no pode levar ningum pro baile..."





Era animador ver que s vezes ela entende as coisas erradas. A persistncia de Tyler no tem nada haver com o acidente. Ela no parece entender a atrao que ela 
causa garotos humanos da escola. Ela no via a atrao que eu tinha por ela tambm? Ah, estava funcionando. O processo confuso da mente dela sempre foi chamativo. 
Eu estava comeando a ganhar controle de mim mesmo, a ver alguma coisa alm da vingana e da tortura... "Eu soube disso," eu disse pra ela. Ela tinha parado de falar, 
e eu precisava que ela continuasse. "Voc soube?" ela perguntou duvidosamente. E ento a sua voz estava mais zangada do que antes. "Se ele ficar paralisado do pescoo 
pra baixo, ele no pode ir pro baile tambm." Eu desejei que houvesse alguma maneira que eu pudesse pergunt-la para continuar com as ameaas de morte e dano corporal 
sem parecer loucura. Ela no poderia ter escolhido uma maneira melhor para me acalmar. E suas palavras - apenas sarcasmo no seu caso, exagero - eram um lembrete 
do que eu mais precisava neste momento. Eu suspirei, e abri meus olhos. "Melhor?" Ela perguntou timidamente. "No realmente." No, eu estava mais calmo, mas no 
melhor. Porque eu acabei de perceber que eu no poderia matar o monstro chamado Lonnie, e eu ainda queria isso quase mais do que outra coisa no mundo. Quase. A nica 
coisa neste instante que eu queria mais do que um grande justificvel assassinato, era esta garota. E, apesar de que eu no poderia t-la, apenas o sonho de t-la, 
se fez impossvel para eu ir numa divertida matana essa noite - no importa o quanto defensvel tal coisa poderia ser. Bella merecia mais do que um assassino. Eu 
passei sete dcadas tentando ser alguma coisa alm daquilo - qualquer coisa alm de um assassino. Aqueles anos de esforo nunca poderiam me fazer digno da garota 
sentada ao meu lado. E mesmo assim, eu senti que se eu voltasse para aquela vida - a vida de um assassino - por apenas uma noite, eu certamente poria ela fora de 
meu alcance para sempre. Mesmo se eu no tomasse o sangue deles - mesmo se eu no tivesse a evidncia brilhando vermelho em meus olhos - ela no sentiria a diferena? 
Eu estava tentando ser bom o suficiente pra ela. Era um objetivo impossvel. Eu continuaria tentando. "O que h de errado?" Ela sussurrou. Seu hlito encheu o meu 
nariz, e eu fui lembrado porque eu no merecia ela. Depois de tudo isso, mesmo com o muito que eu amava ela... ela ainda me dava gua na boca. Eu daria pra ela tanto 
honestidade quanto eu podia. Eu devo isso a ela.





"s vezes eu tenho um problema com o meu temperamento, Bella". Eu encarei a escura noite l fora, desejando que ela escutasse o horror interno de minhas palavras 
e tambm que ela no escutasse. Principalmente que ela no escutasse. Corra, Bella, corra. Fique, Bella, fique. "Mas no seria ajuda alguma pra mim se eu me virasse 
e caasse esses..." Apenas pensando nisso, quase me tirou de dentro do meu carro. Eu respirei fundo, deixando o cheiro dela queimar a minha garganta. "Pelo menos, 
 o que eu estou tentando convencer a mim mesmo." "Oh." Ela no disse mais nada. Quanto que ela tinha ouvido das minhas palavras? Eu olhei pra ela pelo canto do 
olho, mas o seu rosto estava ilegvel. Branco com o choque, talvez. Bem, ela no estava gritando. Ainda no. Estava silencioso por um momento. Eu lutei comigo mesmo, 
tentando ser o que deveria ser. O que eu no poderia ser. "Jessica e Angela devem estar preocupadas," ela disse calmamente. Sua voz estava bem calma, e eu no estava 
certo como poderia ser aquilo. Ela estava em choque? Talvez os eventos de hoje a noite ainda no tinham entrado em sua cabea. "Era pra eu ter me encontrado com 
elas." Ela queria ficar longe de mim? Ou ela s estava preocupada com a preocupao das suas amigas? Eu no respondi a ela, mas eu liguei o carro e levei-a de volta. 
Com o passo que eu chegava mais perto da cidade, mais difcil ficava me segurar no meu objetivo. Eu estava to perto dele... Se fosse possvel - se eu nunca pudesse 
ter ou merecer essa garota - ento onde estava o sentido de deixar esse homem no punido? Com certeza que eu poderia me permitir tanto... No. Eu no estava desistindo. 
No ainda. Eu a queria muito para me render agora. Ns estvamos no restaurante aonde era pra ela ter se encontrado com as suas amigas, antes mesmo de eu ter comeado 
a racionalizar sobre os meus pensamentos. Jessica e Angela estavam acabando de comer, e ambas agora realmente se preocupavam com a Bella. Elas estavam indo procurar 
por ela, saindo para a rua escura. No era uma boa noite para elas sarem por a vagando. "Como voc soube onde...?" A pergunta inacabada de Bella me interrompeu, 
e eu percebi que eu tinha cometido outro deslize. Eu estava muito distrado lembrando-me de perguntla onde ela deveria ter encontrado suas amigas. Mas, ao invs 
de acabar a investigao e chegando ao ponto, Bella apenas balanou a cabea e deu um meio sorriso. O que aquilo significava? Bem, eu no tinha tempo de decifrar 
sua estranha aceitao de minha estranha inteligncia. Eu abri a minha porta.





"O que voc est fazendo?" Ela perguntou, parecendo assustada. No deixando voc sair da minha vista. No me permitindo de ficar sozinho essa noite. Nessa ordem. 
"Estou te levando para jantar." Bem, isso deveria ser interessante. Parecia completamente mais como uma outra noite quando eu imaginei trazer Alice e pretendendo 
escolher o mesmo restaurante que Bella e as suas amigas como se fosse acidente. E agora, aqui estava eu, praticamente num encontro com a garota. Somente no contava, 
porque eu no estava dando a ela uma chance de dizer no. Ela j tinha metade da sua porta aberta antes que eu desse a volta pelo carro - geralmente no era to 
frustrante ter que se mover numa discreta velocidade - ao invs de esperar que eu abra pra ela. Isso era porque ela no estava costumada a ser tratada como uma dama, 
ou porque ela no pensava em mim como sendo um cavalheiro? Eu esperei por ela, ficando mais inquieto enquanto as suas amigas continuavam indo para uma esquina escura. 
"V parar Jessica e Angela antes que eu tenha que localiz-las tambm," eu pedi rapidamente. "Eu no acho que poderia me reter se eu me encontrasse com os teus outros 
amigos de novo." No, eu no seria forte o suficiente para aquilo. Ela estremeceu, e ento rapidamente se recomps. Ela deu meio passo atrs delas, chamando, "Jess, 
Angela!" em voz alta. Elas se viraram, e ela acenou com a mo para chamar a ateno delas. Bella! Oh, ela est a salvo! Angela pensou em alvio. Muito tarde? Jessica 
resmungou para si mesma, mas ela, tambm, estava grata que Bella no estava perdida ou ferida. Isso me fez gostar dela um pouco mais do que antes. Elas voltaram, 
e ento pararam, chocadas, quando me viram do lado dela. Uh-uh! Jess pensou, impressionada. Sem chance! Edward Cullen? Ela foi sozinha pra se encontrar com ele? 
Mas porque ela perguntaria sobre eles estarem fora da cidade se ela sabia que ele estava aqui... Eu vi um curto momento da expresso torturada de Bella quando ela 
perguntou a Angela se a minha famlia ficava s vezes ausente da escola. No, ela no poderia saber, Angela decidiu. Os pensamentos de Jessica iam da surpresa  suspeita. 
Bella est me escondendo algo. "Onde voc esteve?" Ela exigiu, encarando Bella, mas me espiando pelo canto dos olhos. "Eu me perdi. E ento eu encontrei o Edward," 
Bella disse, agitando uma mo pra mim. Seu tom estava muito normal. Como se fosse verdade tudo o que aconteceu. Ela deve estar em choque. Era a nica explicao 
para sua tranqilidade. "Estaria tudo bem se eu me juntasse a vocs?" Eu perguntei - para ser educado; eu sabia que elas j tinham comido.





Puta merda, ele  quente! Jessica pensou, sua cabea repentinamente e levemente incoerente. Angela no estava muito mais controlada. Queria que ns no tivssemos 
comido. Wow. Apenas. Wow. Agora porque eu no conseguia provocar isso na Bella? "Er... claro," Jessica concordou. Angela franziu as sobrancelhas. "Um, na verdade, 
Bella, ns j comemos enquanto estvamos esperando," ela admitiu. "Desculpa." O que? Cala a boca! Jess reclamou pra si mesma. Bella deu de ombros, casualmente. To 
calma. Definitivamente em choque. "Tudo bem no estou com fome." "Eu acho que voc deve comer algo," eu discordei. Ela precisava de acar na corrente sangunea 
- apesar de cheirar doce o suficiente como era, eu pensei ironicamente. O pavor iria vir momentaneamente, e um estmago vazio no ajudaria. Ela desmaiava facilmente, 
que eu saiba por experincia prpria. Essas garotas no estariam em perigo algum se fossem direto para casa. Perigo no perseguia cada passo seus. E eu preferiria 
estar sozinho com a Bella - tanto tempo quanto ela quiser ficar sozinha comigo. "Voc se importa se eu levar a Bella para casa essa noite?" Eu disse para Jessica 
antes que Bella pudesse reagir. "Assim voc no vai precisar esperar por ela enquanto ela come." "Uh, sem problema, eu acho..." Jessica encarou seriamente Bella, 
olhando por algum sinal de que isso era o que ela queria. Eu quero ficar... mas provavelmente ela quer ele pra si mesma. Quem no iria? Jess pensou. No mesmo instante, 
ela viu Bella piscar. Bella piscou? "Okay," Angela disse rapidamente, na pressa de ficar fora do caminho se isso era o que Bella queria. E parecia que ela queria 
isso. "Te vejo amanh, Bella... Edward." Ela se esforou para dizer o meu nome num tom casual. Ento ela agarrou a mo de Jessica e comeou a rebocar ela pra longe. 
Eu teria que achar alguma maneira pra agradecer Angela por isso. O carro de Jessica estava por perto em um crculo de luz clara feita por uma lmpada de rua. Bella 
olhou para elas cuidadosamente, uma pequena ruga de preocupao entre seus olhos, at que elas estavam no carro, ento ela deve estar bem ciente do perigo que ela





passou. Jessica abanou enquanto ela dirigia, e Bella acenou de volta. Assim que o carro desapareceu ela tomou um rumo. Eu caminhei ao lado dela at a recepo, onde 
a recepcionista esperava. Bella ainda parecia inteiramente calma. Eu queria tocar a mo dela, sua testa, para ver a sua temperatura. Mas a minha mo fria iria assust-la, 
assim como aconteceu antes. Oh, minha nossa, a muito alta voz mental da maitre irrompeu na minha conscincia. Minha nossa, oh minha nossa. Parecia a minha noite 
de estar na cabea das pessoas. Ou eu s estava percebendo isso mais porque eu queria tanto que a Bella me visse desse modo? Ns sempre fomos atraentes para a nossa 
presa. Eu nunca pensei muito sobre isso antes. Geralmente - ao menos, com pessoas como Shelly Cope e Jessica Stanley, sempre houve uma constante repetio ao um 
entorpecido terror - o medo vinha de forma rpida depois da atrao inicial... "Uma mesa para dois?" Eu disse, quando a maitre no falava. "Oh, er, sim. Bem vindos 
ao La Bella Italia." Mmm! Que voz! "Porque no me acompanham?" Seus pensamentos eram preocupados - cuidadosos. Talvez ela seja prima dele. Ela no pode ser irm 
dele, eles no se parecem em nada. Mas famlia, certamente. Ele no pode estar com ela. Os olhos humanos eram nublados; no viam nada claramente. Como podia essa 
mulher de mente fraca achar os meus encantos fsicos - uma armadilha para a presa - to atraentes, e mesmo assim no ser capaz de ver a leve perfeio da garota 
ao meu lado? Bem, sem necessidade para ajud-la, s pra garantir, a maitre nos encaminhou para uma mesa tamanho famlia no meio da parte mais cheia do restaurante. 
Ser que eu posso dar pra ele o meu nmero enquanto ela ta l...? Ela pensou. Eu tirei uma nota do meu bolso de trs. As pessoas eram constantemente cooperativas 
quando se tratava de dinheiro. Bella j estava se sentando sem oposio no assento onde a maitre tinha lhe indicado. Eu balancei a cabea para ela, e ela hesitou, 
inclinando sua cabea pro lado com curiosidade. Sim, ela seria muito curiosa essa noite. Um lugar cheio no era muito ideal para este tipo de conversa. "Talvez algo 
mais particular?" Eu pedi a maitre, dando a ela o dinheiro. Os olhos dela se abriram, surpresos, e ento se estreitaram enquanto sua mo se enrolou na gorjeta. "Claro." 
Ela espiou na nota enquanto ela nos encaminhava para uma separada. Cinqenta dlares por uma mesa melhor? Rico, tambm. Isso faz sentido - eu aposto que a jaqueta 
dele custou mais do que o meu salrio inteiro. Droga. Por que ele quer privacidade com ela?





Ela nos ofereceu uma mesa num calmo canto do restaurante onde ningum seria capaz de nos ver - ver as reaes da Bella para o que eu diria pra ela. Eu no tinha 
nenhuma idia do que ela iria querer saber de mim essa noite. Ou o que eu daria pra ela. At onde que ela adivinhou? Que explicao que ela contou pra si mesma sobre 
os acontecimentos de hoje  noite? "Que tal isso?" a maitre perguntou. "Perfeito," eu disse a ela e, me sentindo levemente irritado por sua m atitude para com Bella, 
eu sorri abertamente pra ela, no revelando meus dentes. Deixe ela me ver nitidamente. Whoa. "Um... seu garom vir num instante." Ele no pode ser real. Eu devo 
estar dormindo. Talvez ela ir desaparecer... talvez eu escreva o meu nmero no prato dele com ketchup... Ela saiu, caminhando levemente pelo lado. Estranho. Ela 
ainda no estava assustada. Eu de repente me lembrei de Emmett me provocando na cafeteria, vrias semanas atrs. Aposto que eu poderia ter assustado ela melhor do 
que voc. Eu estava perdendo a prtica? "Voc no devia fazer isso com as pessoas," Bella interrompeu meus pensamentos com um tom de desaprovao. "No  muito justo." 
Eu fitei a expresso de crtica dela. O que ela quis dizer? Eu no tinha assustado a maitre nenhum um pouco, apesar das minhas intenes. "Fazer o que?" "Deslumbrar 
as pessoas desse jeito - ela deve estar hiperventilando na cozinha nesse exato momento." Hmm, Bella estava quase certa. A maitre estava pouco coerente no momento, 
descrevendo seu clculo incorreto sobre mim para sua amiga de copa. "Ah, qual ?" Bella repreendeu-me quando no respondi prontamente. "Voc tem que saber o efeito 
que voc causa nas pessoas." "Eu deslumbro as pessoas?" Esta era uma maneira interessante de descrever a situao precisa para esta noite. Eu imaginei porque a diferena... 
"Voc no notou?" ela perguntou, ainda crtica. "Voc acha que todos entendem facilmente?" "Eu deslumbro voc?" Verbalizei minha curiosidade impulsivamente, e ento 
as palavras j haviam sido ditas, e era tarde demais para me arrepender.





Mas antes que eu tivesse tempo de me arrepender profundamente por ter pronunciado essas palavras, ela respondeu, "Frequentemente." E suas bochechas tomaram uma tonalidade 
de rosa plido. Eu a deslumbrava. Meu corao silencioso inflou-se com uma esperana mais intensa do que jamais me lembro de ter sentido antes. "Ol," algum disse, 
a garonete, apresentando-se. Seus pensamentos eram muito audveis e mais explcitos do que o da maitre, mas eu a ignorei. Eu fitei a face de Bella ao invs de ouvir, 
assistindo ao sangue se espalhar por sob a sua pele, notando no como aquilo fazia minha garganta arder, mas como aquilo abrilhantava seu rosto, como aquilo espantava 
a palidez de sua pele... A garonete estava esperando algo de mim. Ah, ela perguntou o que beberiamos. Eu continuei a olhar para Bella, e a garonete virou-se a 
contragosto para olh-la tambm. "Quero uma coca-cola?" disse Bella, como se pedisse aprovao. "Duas cocas," eu completei. Sede - sede normal de humanos- era um 
sinal de choque. Eu me certificaria de que ela tivesse o acar extra da soda no seu sistema. Mas ela parecia saudvel. Mais que saudvel. Ela parecia radiante. 
"O que foi?" ela perguntou - imaginando porque eu a fitava, pensei. Eu mal havia notado que a garonete havia sado. "Como se sente?" perguntei. Ela piscou, surpresa 
pela pergunta. "Estou tima." "Voc no se sente doente, resfriada, aturdida?" Ela estava ainda mais confusa agora. "Eu deveria?" "Bem, na verdade estou esperando 
que voc entre em choque." Eu esbocei um sorriso, esperando pela sua negativa. Ela no iria querer ser cuidada por outra pessoa. Levou um minuto para que ela me 
respondesse. Seus olhos estavam ligeiramente sem foco. Por vezes ela parecia assim, quando eu sorria para ela. Estaria ela... deslumbrada? Eu amaria acreditar nisso. 
"Eu no acho que isso v acontecer. Eu sempre fui muito boa em reprimir coisas desagradveis," ela respondeu, um tanto esbaforida. Ser ento que ela tinha muita 
experincia com coisas desagradveis? Seria sua vida sempre assim to arriscada? "O mesmo de sempre," eu disse a ela. "Eu me sinto melhor quando voc tem algum acar 
e nutrientes dentro de voc."





"A garonete retornou com os refrigerantes e um cesto de po. Ela deixou tudo na minha frente e perguntou pelo meu pedido, tentando me olhar nos olhos, durante o 
processo. Eu indiquei que ela deveria atender a Bella, e ento voltei a ignor-la. Ela tinha uma mente vulgar. "Um..." Bella deu uma rpida olhada no menu. "Eu vou 
querer o ravioli de cogumelos." A garonete voltou-se rapidamente para mim. "E voc?" "Nada para mim." Bella fez uma expresso de desprezo. Hmm. Ela deve ter notado 
que eu nunca ingeria alimentos. Ela notava tudo. E eu sempre me esquecia de ser cuidadoso quando estava com ela. Esperei at que estivessemos sozinhos novamente. 
"Beba," eu insisti. Eu fiquei surpreso quando ela obedeceu imediatamente sem nenhuma objeo. Ela bebeu at que a garrafa estivesse totalmente vazia, ento eu empurrei 
a segunda coca para ela, cerzindo as sobrancelhas um pouco. Sede ou choque? Ela bebeu um pouco mais, e ento sentiu um calafrio. "Est com frio?" " s a coca," 
ela disse, mas estremeceu novamente, seus lbios tremendo como se seus dente estivessem prestes a tiritar de frio. A linda blusa que ela usava parecia muito fina 
para proteg-la adequadamente; ela a envolvia como uma segunda pele, quase to frgil como a primeira. Ela era to frgil, to mortal. "Voc no tem uma jaqueta?" 
"Sim," ela olhou ao redor de si mesma, meio perplexa. "Oh - eu a deixei no carro de Jessica." Eu tirei minha jaqueta, desejando que este gesto no fosse estragado 
pela minha temperatura corporal. Seria bom se eu fosse capaz de oferecer a ela um casaco aquecido. Ela me encarou, suas bochechas corando novamente. O que ela estaria 
pensando agora? Eu passei a jaqueta para ela por cima da mesa, e ela a vestiu de uma vez, e ento tremeu novamente. Sim, seria timo ser quente. "Obrigada," ela 
disse. Ela respirou fundo e ento puxou as mangas longas para liberar suas mos. Ela respirou fundo novamente. Estaria a noite finalmente atuando? Sua cor ainda 
estava boa, sua pele estava num tom de rosa plido em contraste com o azul escuro da sua camisa.





"Esse tom de azul fica adorvel com o seu tom de pele," eu a elogiei. Apenas sendo honesto. Ela corou, enaltecendo o efeito. Ela parecia bem, mas no havia sentido 
em me arriscar. Eu empurrei o cestinho de pes na direo dela. "Realmente," ela objetou, imaginando meus motivos. "Eu no vou entrar em choque." "Voc deveria - 
uma pessoa normal entraria. Voc nem ao menos parece abalada." Eu a fitei, desaprovando, imaginando porque ela no poderia ser normal assim e ento me perguntei 
se eu realmente queria que ela o fosse. "Eu me sinto muito segura com voc," ela disse, seus olhos, novamente, cheios de confiana. Confiana que eu no merecia. 
Seus instintos estavam todos errados - invertidos. Este deveria ser o problema. Ela no reconhecia o perigo da forma como um ser humano era capaz. Ela tinha uma 
reao oposta. Ao invs de correr, ela hesitava, se atirava ao que deveria assust-la... Como eu poderia proteg-la de mim mesmo quando nenhum de ns dois queria 
isso? "Isso  mais complicado do que eu planejei," eu murmurei. Eu pude ver minhas palavras rodando em sua cabea, e eu imaginei o que ela teria feito com elas. 
Ela apanhou uma baguete e comeu a comer sem prestar muita ateno. Ela mascou por um momento, e ento inclinou sua cabea para um lado, pensativa. "Geralmente voc 
est de melhor humor quando seus olhos esto claros," ela disse em um tom casual. Sua observao, dita de forma to direta, me deixou atordoado. "O que?" "Voc  
sempre mais irritadio quando seus olhos esto negros." - eu esperava algo assim. "Eu tenho uma teoria sobre isso," ela adicionou calmamente. Ento ela veio com 
sua prpria explicao.  claro que ela tinha uma. Eu senti um pavor profundo quando imaginei o quo perto da verdade ela chegara. "Mais teorias?" "Mm-hm." Ela mastigava 
uma outra mordida, totalmente relaxada. Como se ela no fosse discutir as caractersticas de um monstro com o prprio monstro. "Espero que voc seja mais criativa 
dessa vez..." Eu menti quando ela no continuou. O que eu realmente esperava era que ela estivesse errada - a quilometros longe da verdade. "Ou voc ainda est plagiando 
histrias em quadrinhos?" "Bem, no, eu no me inspirei numa revista em quadrinhos," ela disse, um pouco embaraada. "Mas eu tambm no imaginei tudo sozinha."





"E...?" eu perguntei entredentes.  claro que ela no iria falar to calmamente se estivesse prestes a gritar. Quando ela hesitou, mordendo seus lbios, a garonete 
reapareceu com a comida de Bella. Eu dei um pouco de ateno  servente enquanto ela arrumava o prato na frente de Bella e ento perguntava se eu desejava algo. 
Eu declinei, mas pedi outra coca. A garonete no havia notado os copos vazios. Ela os pegou e levou-os. "Voc estava dizendo...?" Eu soprei a deixa anciosamente 
to logo quanto ficamos a ss novamente. "Eu vou te contar quando estivermos no carro," ela disse com uma voz baixa. Ah, isso seria ruim. Ela no estava querendo 
falar seus palpites na frente de outras pessoas. "Se..." ela irrompeu repentinamente. "H condies?" Eu estava to tenso que quase rosnei as palavras. "Eu tenho 
algumas perguntas,  claro." " claro," eu consenti, com um tom de voz seco. Suas perguntas provavelmente seriam o bastante para que eu soubesse em que direo seus 
pensamentos estavam seguindo. Mas como eu as responderia? Com mentiras responsveis? Ou eu a assombraria com a verdade? Ou no diria nada, incapaz de decidir? Ns 
continuamos sentados em silncio enquanto a garonete reabastecia seu estoque de soda. "Bem, v em frente," eu disse, com minhas mandibulas travadas, quando ela 
se foi. "Por que voc est em Port Angeles?" Esta era uma pergunta fcil demais - para ela. A pergunta no me indicaria nada, enquanto minha resposta, se verdadeira, 
indicaria muito, muito mesmo. Deixe que ela revele algo primeiro. "Prxima," eu disse. "Mas esta foi a mais fcil!" "Prxima," eu repeti. Ela estava frustrada pela 
minha rejeio. Ela tirou seus olhos de mim e olhou para baixo, para a sua comida. Vagarosamente, pensativa, ela deu uma mordida e mastigou com vontade. Fez tudo 
descer com mais coca e ento finalmente olhou para mim. Seus olhos estavam estreitos, cheios de suspeita.





"Certo, ento," ela disse. "Vamos dizer que, hipotticamente,  claro, que... algum... pudesse saber o que as pessoas esto pensando, ler mentes, voc entendeu 
- com apenas algumas poucas excees." Poderia ser pior. Isto explicava aquele sorrisinho no carro. Ela era rpida - ningum mais jamais havia adivinhado este meu 
poder. Exceto por Carslile, quando isto era bem mais bvio, no comeo, quando eu respondia a todos os seus pensamentos como se ele tivesse falando comigo. Ele havia 
entendido o meu poder antes de mim... Esta pergunta no era to ruim. Apesar de estar claro que ela sabia haver algo de errado comigo, no era to ruim quanto poderia 
ser. Leitura de mentes no era, afinal, uma faceta do cnone vamprico. Eu continuei com a sua hiptese. "Apenas uma exceo," eu a corrigi. "Hipoteticamente" Ela 
se esforou para no sorrir - minha vaga honestidade a havia agradado. "Tudo bem, com uma nica exceo, ento. Como isso funciona? Quais as limitaes? Como seria... 
se algum... encontrasse outra pessoa exatamente numa hora de grande necessidade? Como ele poderia saber que ela estaria com problemas?" "Hipoteticamente?" "Claro." 
Seus lbios se retorceram, e seus olhos castanhos estavam ansiosos. "Bem," eu hesitei. "Se... esse algum..." "Vamos cham-lo de Joe," ela sugeriu. Eu tive que sorrir 
diante do entusiasmo dela. Ela achava mesmo que a verdade seria uma coisa boa? Se meus segredos fossem coisas agradveis, por que eu a manteria afastada deles? "Joe, 
ento," eu concordei. "Se Joe estivesse prestando ateno, o tempo no teria que ser to exato." Eu balancei minha cabea e reprimi um calafrio quando me lembrei 
o quo perto eu estive de chegar muito tarde hoje. "Voc  a nica pessoa que pode se encrencar em uma cidade to pequena. Voc deve ter devastado a estatstica 
de crimes deles, por dcadas, voc sabe." Seus lbios murcharam um pouco e ento ela disse: "Ns estamos falando de um caso hipottico." Eu ri diante da irritao 
dela. Seus lbios, sua pele... eles pareciam to suaves... Eu queria toc-los. Eu queria empurrar sua sobrancelha franzida para cima com a ponta dos meus dedos. 
Impossvel. Minha pele seria um repelente para o seu calor. "Sim, ns estvamos..." Eu disse, retornando ao nosso assunto antes de eu ter entrado em depresso. "Devemos 
chamar voc de Jane?"





Ela olhou por sobre a mesa, diretamente para mim, com toda a irritao e mal humor dissipados dos seus olhos arregalados. "Como voc sabia?" ela perguntou, sua voz 
baixa e intensa. Eu deveria dizer a verdade a ela? E, se dissesse, qual parte da verdade? Eu queria dizer a ela. Eu queria merecer a confiana que eu ainda enxergava 
em sua feio. "Voc pode confiar em mim, sabe," ela sussurrou, e levou a mo para frente como se fosse tocar em minhas mos onde elas estavam em cima da mesa vazia 
em minha frente. Eu as tirei de alcance - odiando a idia da reao dela  minha pele fria e ptrea - e ela deixou as mos pousarem na mesa. Eu sabia que podia confiar 
nela com relao a guardar meus segredos; ela era inteiramente confivel, at o fim. Mas eu no podia confiar que ela no ficaria horrorizada com eles. Ela deveria 
ficar horrorizada. A verdade era horrvel. "Eu no sei mais se tenho escolha," murmurei. Lembrei-me de uma vez t-la provocado ao cham-la de `excessivamente distrada.' 
A ofendi, se eu julguei certo suas expresses. Bem, essa havia sido uma injustia, pelo menos. "Eu estava errado - voc  mais atenta do que eu havia dado crdito." 
E, apesar dela talvez no ter notado, eu j havia lhe dado muito crdito. Ela no perdia nada. "Pensei que voc estava sempre certo," ela disse, sorrindo enquanto 
me provocava. "Eu costumava estar." Eu costumava saber o que fazia. Costumava ter sempre certeza de meu caminho. Agora tudo era caos e tumulto. Mesmo assim, no 
trocaria nada. Eu no queria a vida que fazia sentido. No se o caos significava que eu podia ter Bella. "Eu estava errado sobre voc em outro ponto tambm," continuei, 
aparando as arestas em outro ponto. "Voc no  um m para acidentes - essa no  uma classificao muito ampla. Voc  um im para problemas. Se houver algo perigoso 
num raio de dez milhas, invariavelmente vai achar voc." Por que ela? O que ela havia feito para merecer tudo isso? O rosto de Bella estava srio novamente. "E voc 
se coloca nessa categoria?" Honestidade era mais importante em relao a essa questo do que qualquer outra. "Definitivamente". Seus olhos se estreitaram levemente 
- no com suspeita, mas estranhamente preocupada. Ela levou a mo pela mesa novamente, devagar e deliberadamente. Tirei minhas mos alguns centmetros mais longe 
das dela, mas ela ignorou o movimento, determinada a me tocar. Prendi a respirao - no por causa de seu cheiro agora, mas por causa da sbita e irresistvel tenso. 
Medo. Minha pele a deixaria enojada. Ela correria para longe. Ela roou a ponta dos dedos levemente pelas costas de minhas mos. O calor seu toque gentil e desejoso 
no era igual a nada que eu j havia sentido antes. Era quase puro





prazer. Teria sido, se no fosse pelo meu medo. Observei seu rosto quando ela sentiu o frio ptreo de minha pele, ainda incapaz de respirar. Um meio sorriso apareceu 
nos cantos de seus lbios. "Obrigada," ela disse, me encarando intensamente. "J so duas vezes agora." Seus dedos macios ficaram em minha mo como se achassem confortvel 
estar l. Respondi o mais casual possvel. "No vamos tentar uma terceira vez, de acordo?" Ela fez uma careta, mas concordou. Tirei minhas mos das suas. Por melhor 
que seu toque fosse, eu no esperaria at que a mgica de sua tolerncia passasse e se transformasse em repulsa. Escondi minhas mos embaixo da mesa. Li seus olhos; 
apesar de sua mente estar silenciosa, eu podia perceber tanto confiana quando surpresa nela. Percebi naquele momento que eu queria responder as perguntas dela. 
No por que eu devia isso a ela. No porque eu queria que ela confiasse em mim. Eu queria que ela me conhecesse. "EU a segui at Port Angeles," disse a ela, as palavras 
saindo muito rpido para que eu as censurasse. Eu sabia do perigo da verdade, do risco que eu corria. At aquele momento, sua calma fora do normal poderia se transformar 
em histeria. Contrariamente, saber isso apenas fez com que eu falasse mais rpido. "Nunca tentei manter uma pessoa especfica viva antes e  muito mais trabalhoso 
do que eu acreditava. Mas provavelmente  apenas porque  voc. Pessoas normais parecem conseguir passar o dia sem muitas catstrofes." Observei-a, esperando. Ela 
sorriu. Seus lbios se curvaram nas pontas, e seus olhos cor de chocolate se aqueceram. Eu havia acabado de admitir que a havia seguido, e ela estava sorrindo. "J 
parou para pensar que talvez fosse minha hora daquela primeira vez, com a van, e voc est interferindo no destino?" ela perguntou. "Aquela no foi a primeira vez," 
eu disse, encarando a toalha de mesa avermelhada, meus ombros curvados de vergonha. Minhas barreiras haviam cado, a verdade saa de qualquer jeito. "Sua hora foi 
na primeira vez que te conheci." Era verdade, e aquilo me deixava nervoso. Eu estava posicionado na vida dela como a lmina de uma guilhotina. Era como se ela estivesse 
marcada para morrer por um destino cruel e injusto, e - j que eu parecia ser uma ferramenta involuntria - esse mesmo destino parecia ainda tentar execut-la. Imaginei 
o destino personificado - uma velha cinzenta e invejosa, uma harpia vingativa. Eu queria que algo, algum, fosse responsvel por isso - para que eu tivesse algo 
concreto contra o que lutar. Algo, alguma coisa para destruir, para que ela pudesse ficar a salvo.





Bella estava muito quieta; sua respirao acelerada. Olhei para ela, sabendo que finalmente eu veria o medo que estava esperando. Eu no havia acabado de admitir 
o quo perto eu havia estado de mat-la? Mais prximo do que a van que ficou a meros centmetros de esmag-la. Mesmo assim, seu rosto parecia calmo, seus olhos ainda 
apertados com preocupao. "Voc se lembra?" Ela tinha que se lembrar daquilo. "Sim," ela disse, com a voz calma e grave. Seus olhos profundos conscientes. Ela sabia. 
Ela sabia que eu pensara em mat-la daquela vez. Onde estavam os gritos? "E ainda assim voc est aqui," eu disse, apontando a inerente contradio. "Sim, eu estou 
aqui... por voc." Sua expresso se alterou agora curiosa, como se ela sutilmente houvesse mudado o assunto. "Porque de alguma forma voc sabia como me encontrar 
hoje...?" Mesmo sem chances, forcei mais uma vez a barreira que protegia seus pensamentos, desesperado para entender. No fazia sentido nem tinha lgica para mim. 
Como ela podia se importar com o resto com aquela verdade sobre a mesa? Ela esperou, apenas curiosa. Sua pele era plida, o que era natural para ela, mas ainda me 
preocupava. Seu jantar permanecia intocado em sua frente. Se eu continuasse a lhe contar muito, ela iria precisar de proteo quando o choque passasse. Resolvi meus 
termos. "Voc come, eu falo." Ela pensou sobre aquilo por meio segundo e comeu um pouco com uma velocidade que parecia destoar de sua calma. Ela estava mais ansiosa 
pela minha resposta do que seus olhos demonstravam. " mais difcil do que deveria ser - manter voc  vista," eu lhe disse. "Geralmente eu posso encontrar algum 
facilmente, uma vez que j tenha ouvido suas mentes antes." Observei seu rosto com cuidado quando disse isso. Adivinhar era uma coisa, obter a confirmao era outra. 
Ela estava sem ao, seus olhos arregalados. Senti meus dentes rangerem enquanto esperava que ela entrasse em pnico. Mas ela apenas piscou uma vez, engoliu fazendo 
barulho, e rapidamente mordeu mais um pedao. Ela queria que eu continuasse. "Eu estava me concentrando em Jessica," continuei, observando cada palavra que saa. 
"No cuidadosamente - como eu disse, s voc poderia encontrar problemas em Port Angeles -" no resisti ao comentrio. Ser que ela sabia que outras vidas humanas 
no eram to marcadas por experincias de quase morte, ou ela achava que era normal? Ela era a coisa mais fora do normal que eu j havia encontrado. "Primeiramente, 
no notei quando voc saiu sozinha. Ento, quando percebi que voc no estava mais com ela, sa





procurando voc na livraria que vi na mente dela. Eu sabia que voc no havia entrado, e que havia ido para o sul... e eu sabia que voc teria que voltar logo. Ento 
eu estava apenas esperando por voc, procurando aleatoriamente pelos pensamentos das pessoas nas ruas - para ver se algum havia notado voc para que eu soubesse 
onde voc estava. Eu no tinha motivos para me preocupar... mas eu estava estranhamente ansioso..." Minha respirao ficou mais rpida quando me lembrei da sensao 
de pnico. O cheiro dela alcanou minha garganta e eu estava contente. Era uma dor que significava que ela estava viva. Enquanto eu queimasse, ela estava a salvo. 
"Comecei a dirigir em crculos, ainda... ouvindo." Eu esperava que a palavra fizesse sentido para ela. Isso provavelmente era confuso. "O sol estava finalmente se 
pondo, e eu estava prestes a sair e te procurar a p. E ento " Enquanto a memria me voltava - perfeitamente clara e to vvida como se eu estivesse naquele momento 
novamente - senti a mesma fria assassina correndo por meu corpo, presa em gelo. Eu o queria morto. Eu precisava dele morto. Meu maxilar endureceu enquanto me concentrava 
em me segurar na mesa. Bella ainda precisava de mim. Era isso que importava. "Ento o que?" ela murmurou, seus olhos escuros arregalados. "Eu ouvi o que eles estavam 
pensando," disse entre-dentes, incapaz de fazer as palavras sarem sem parecer um rosnado. "Eu vi seu rosto na mente dele." Eu mal podia resistir  vontade de matar. 
Eu ainda sabia precisamente onde encontr-lo. Seus pensamentos ruins passeavam pela noite, como se me chamassem... Cobri meu rosto, sabendo que minha expresso era 
a de um monstro, um caador, um assassino. Fixei a imagem dela por trs de meus olhos para me controlar, concentrandome apenas em seu rosto. A delicada moldura ssea, 
a fina camada de sua pele plida como seda esticada em vidro, incrivelmente macia, fina e fcil de estilhaar. Ela era vulnervel demais para esse mundo. Ela precisava 
de um protetor. E, como um desvio do destino, eu era a coisa mais prxima que estava disponvel. Tentei explicar minha reao violenta para que ela pudesse entender. 
"Foi muito... difcil - voc no imagina o quo difcil - para mim apenas te tirar de l e deix-los... vivos" eu suspirei. "Eu poderia ter deixado voc ir com Jessica 
e Angela, mas estava com medo de que se voc me deixasse sozinho, eu iria atrs deles." Pela segunda vez esta noite, eu confessei a inteno de assassinato. Pelo 
menos esse era passvel de defesa. Ela estava quieta enquanto eu tentava me controlar. Escutei as batidas de seu corao. O ritmo era irregular, mas se acalmou conforme 
o tempo ia passando e agora estava estvel novamente. Sua respirao tambm estava devagar e estvel. Eu estava muito prximo do limite. Eu precisava lev-la para 
casa antes... Eu o mataria, ento? Eu me tornaria um monstro novamente quando ela confiava em mim? Haveria alguma forma de me deter?





Ela havia prometido me contar sua mais nova teoria quando estivssemos sozinhos. Eu queria ouvir? Estava ansioso por isso, mas ser que a recompensa por minha curiosidade 
seria pior do que no saber? De qualquer modo, ela j teria verdades o suficiente por aquela noite. Olhei para ela novamente, e seu rosto estava mais plido do que 
antes, mas composto. "Est pronta para ir para casa?" perguntei. "Estou pronta para ir," ela disse, escolhendo as palavras com cuidado, como se um simples `sim' 
no expressasse exatamente o que ela queria dizer. Frustrante. A garonete retornou. Ela havia escutado a ltima frase de Bella enquanto caminhava para o outro lado 
da mesa, pensando no que mais ela poderia oferecer. Eu queria fingir que no estava ouvindo algumas das ofertas que ela tinha em mente. "Como estamos?" ela me perguntou. 
"Estamos prontos para pedir a conta, obrigado," eu disse, meus olhos em Bella. A respirao da garonete deu um pico e ela estava momentaneamente - usando a frase 
de Bella - deslumbrada com a minha voz. Num breve momento de percepo, escutando como minha voz soava na mente dessa humana inconseqente, eu percebi por que eu 
parecia atrair tanta ateno naquela noite ao contrrio do medo de sempre. Era por causa de Bella. Tentando tanto ser seguro para ela, para ser menos assustador, 
para seu humano, eu havia perdido meus limites. Os outros humanos viam beleza agora, com meu horror inato to cuidadosamente sob controle. Olhei para a garonete, 
esperando que ela se recuperasse. Era um pouco engraado, agora que eu sabia o motivo. "Claro," ela gaguejou. "Aqui est." Ela me estendeu a pasta com a conta, pensando 
no carto que ela havia deixado embaixo do recibo. Um carto com seu nome e telefone. Sim, era realmente engraado. Eu j tinha o dinheiro pronto. Devolvi imediatamente 
a pasta, para que ela no perdesse tempo esperando um telefonema que nunca aconteceria. "Sem troco," eu disse, esperando que o tamanho da gorjeta compensasse seu 
desapontamento. Levantei-me e Bella logo me seguiu. Eu queria lhe oferecer minha mo, mas pensei que talvez estivesse desafiando minha sorte um pouco demais por 
uma noite. Agradeci a





garonete, meus olhos nunca deixando o rosto de Bella. Bella parecia estar achando algo engraado, tambm. Samos de l, eu caminhando o mais perto quanto me era 
possvel. Perto o suficiente para que o calor do corpo dela fosse como um toque fsico contra o lado esquerdo do meu corpo. Enquanto eu segurava a porta para ela, 
ela suspirou de leve, e me perguntei o que a teria deixado triste. Encarei seu olhar, prestes a perguntar, quando ela de repente encarou o cho, parecendo envergonhada. 
Isso me deixou ainda mais curioso, ainda que relutante em perguntar. O silncio entre ns continuou enquanto eu abria a porta do carro para ela e entrava no carro. 
Liguei o aquecedor - o tempo mais quente havia de repente terminado; o frio do carro deveria ser desconfortvel para ela. Ela se encolheu em minha jaqueta, um pequeno 
sorriso em seus lbios. Esperei, adiando a conversa at que as luzes do painel apagassem. Isso me fez sentir ainda mais sozinho com ela. Seria aquilo a coisa certa 
a se fazer? Agora que eu estava concentrado apenas nela, o carro parecia menor. Seu aroma danava dentro com a corrente de ar do aquecedor, se intensificando e aumentando. 
Cresceu em sua fora, como se fosse uma entidade prpria dentro do carro. Uma presena que demandava ser notada. E havia sido; eu queimei. A sensao era aceitvel, 
no entanto. Parecia estranhamente apropriada para mim. Me havia sido dado tanto aquela noite - mais do que eu esperava. E aqui estava ela, ainda a meu lado por vontade 
prpria. Eu devia algo em retorno. Um sacrifcio, uma oferta em forma de queimao. Agora, se eu pudesse manter as coisas daquele jeito; apenas queimao, e mais 
nada. Mas o veneno encheu minha boca, e meus msculos ficaram tensos em antecipao, como se eu estivesse caando... Eu precisava manter tais pensamentos longe de 
minha mente. E eu sabia o que me distrairia. "Agora," eu disse a ela, temendo sua resposta e me distraindo da sensao de queimado. " sua vez."

10. Teoria
"Posso fazer s mais uma?" ela suplicou ao invs de responder ao meu pedido. Eu estava nervoso, ansioso pelo pior. E ainda, como era tentador prolongar esse momento. 
Ter Bella comigo, de boa vontade, s por mais alguns segundos. Eu suspirei com o dilema, ento disse, "Uma." "Bem...," ela hesitou por um momento, como se estivesse 
decidindo qual pergunta ia fazer. "Voc disse que sabia que eu no tinha entrado na livraria, e que eu tinha ido para o sul. Eu s estava me perguntando como voc 
sabia disso."





Eu olhei para alm do pra-brisa. Esta era outra questo que no revelava nada sobre ela, e muito sobre mim. "Eu pensei que no estvamos mais sendo evasivos." ela 
disse, seu tom crtico e desapontado. Que irnico. Ela estava sendo cruelmente evasiva sem se quer tentar. Bem, ela me pediu para ser direto. E essa conversa no 
estava indo para nenhum lugar bom de qualquer forma. "Tudo bem, ento." eu disse "Eu segui o seu cheiro." Eu queria ver o seu rosto, mas eu estava com medo do que 
eu ia ver. Ao invs disso, eu escutei a sua respirao acelerando e depois se estabilizando. Ela falou novamente aps um momento, e a sua voz estava mais serena 
do que eu esperava. "E voc tambm no respondeu uma das minhas perguntas", ela disse. Eu olhei para baixo, em sua direo, com uma careta. Ela estava procrastinando, 
tambm. "Qual delas?" "Como funciona - essa coisa de ler mentes?" ela perguntou, reiterando a pergunta do restaurante. "Voc pode ler a mente de todo mundo, em qualquer 
lugar? Como voc faz isso? O resto da sua famlia pode...?" ela deixou sua voz morrer, corando novamente. "Isso  mais que uma", eu disse. Ela somente me olhou, 
esperando pelas suas respostas. E por que no contar a ela? Ela j adivinhava a maior parte disso, e esse assunto era mais fcil do que aquele que se aproximava. 
"No, sou s eu. E eu no consigo ouvir qualquer um, em qualquer lugar. Eu tenho que estar pelo menos um pouco perto. Quanto mais familiar  a... voz de algum, 
de mais longe eu posso ouv-la. Mas ainda assim, no mais longe que alguns quilmetros." Eu tentei pensar em uma maneira de descrever isso de uma forma que soasse 
compreensvel. Uma analogia a qual ela podia relacionar. " como estar num corredor enorme e cheio de gente, todos falando ao mesmo tempo.  s um rudo - um zumbido 
de vozes no fundo. At que eu me concentro em uma das vozes, e a o que ela est pensando se torna claro. Na maioria das vezes eu desligo todas - se no eu posso 
me distrair demais. E ento fica mais fcil parecer normal-" eu fiz uma careta "-Isso quando eu no estou respondendo acidentalmente ao pensamento das pessoas e 
no  suas vozes". "Porque ser que voc no pode me ouvir?", ela se admirou. "Eu no sei", eu admiti. "A nica suposio  que talvez a sua mente no trabalhe da 
forma como a deles trabalha. Como se os seus pensamentos estivessem na freqncia AM quando eu s posso ouvir Fm". Eu percebi que ela poderia no gostar dessa analogia. 
A antecipao da sua reao me fez sorrir. Ela no me desapontou.





"Minha mente no trabalha direito?" ela perguntou, sua voz se ergueu com desgosto. "Eu sou uma aberrao?" Ah, a ironia de novo. "Eu ouo vozes na minha cabea e 
voc preocupada que voc a aberrao". Eu ri. Ela entendeu todas as coisas pequenas, e ainda assim ela ignorava as grandes. Sempre os instintos errados... Bella 
estava mordendo o seu lbio, e as rugas por entre seus olhos estavam profundas. "No se preocupe" eu assegurei a ela " apenas uma teoria..." e havia uma teoria 
mais importante para ser discutida. Eu estava ansioso para chegar nela. Cada segundo que se passava parecia mais e mais como um tempo roubado. "O que nos leva de 
volta a voc" eu disse, dividido em dois, ambos ansiosos e relutantes. Ela suspirou, ainda mordendo seu lbio - eu estava preocupado que ela se machucasse. Ela me 
olhou nos olhos, seu rosto confuso. "Ns no deixamos de ser evasivos?" eu perguntei calmamente. Ela olhou para baixo, se debatendo com algum dilema interno. De 
repente, ela endureceu e seus olhos se arregalaram. O medo passou por seus olhos pela primeira vez. "Minha nossa!" ela gaguejou. Eu entrei em pnico. O que ela tinha 
visto? Como que eu tinha a apavorado? Ento ela gritou. "Diminua!". "Qual  o problema?" eu no entendi da onde que o seu terror estava vindo. "Voc est indo  
quase duzentos por hora!" ela gritou para mim. Ela olhou para fora da janela e se recolheu s rvores negras passando rapidamente por ns. Essa coisinha pequena, 
s um pouco de velocidade, fez ela gritar em pavor? Eu revirei meus olhos. "Relaxe, Bella". "Voc est tentando nos matar?", ela perguntou, sua voz alta e firme. 
"Ns no vamos bater". Eu prometi a ela. Ela deu uma inspirada ansiosa, e ento ela disse em um tom levemente moderado. "Porque voc est com tanta pressa?" "Eu 
sempre dirijo assim." Eu olhei para seus olhos me encarando, divertido com a sua expresso chocada. "Mantenha os olhos na estrada!" ela gritou.





"Eu nunca sofri um acidente, Bella - eu nunca sequer levei uma multa." Eu sorri e ento eu toquei a minha testa. Isso fez com que parecesse mais cmico - a falta 
de lgica de ser capaz em fazer piadas com ela sobre algo to secreto e estranho. "Detector de radar embutido". "Muito engraado", ela disse de forma sarcstica, 
sua voz mais amedrontada do que com raiva. "Charlei  um policial, lembra? Eu fui criada para obedecer todas as leis de trnsito. Alm do mais, se voc bater o Volvo 
e transform-lo numa sanfona, provavelmente voc vai se levantar e sair dele". "Provavelmente" eu repeti, e ento eu ri sem humor. Sim, ns iramos pagar um preo 
um pouco diferente em um acidente de carro. Ela estava certa em estar com medo, a respeito do meu modo de dirigir... "Mas voc no". Com um suspiro, eu deixei o 
carro diminuir de velocidade. "Feliz?" Ela olhava o velocmetro "Quase". Isso ainda estava muito rpido para ela? "Eu odeio dirigir devagar", eu murmurei, mas deixei 
o ponteiro cair mais um pouco. "Isso  devagar?" ela perguntou. "Chega de comentrios sobre como eu dirijo" eu disse impacientemente. Quantas vezes at agora ela 
desviou da minha pergunta? Trs vezes? Quatro? As suas especulaes eram to horrveis? Eu tinha que saber - imediatamente. "Eu ainda estou esperando pela sua ltima 
teoria". Ela mordeu o seu lbio de novo, e sua expresso se tornou preocupada, quase com dor. Eu dominei a minha impacincia e suavizei a minha voz. Eu no queria 
que ela ficasse estressada. "Eu no vou rir" eu prometi, desejando que esse fosse o nico obstculo que a estivesse hesitando em falar. "Eu estou com mais medo que 
voc fique com raiva de mim" ela suspirou. Eu forcei a minha voz para continuar " assim to ruim?" "Em grande parte, sim." Ela olhou para baixo, se recusando a 
olhar em meus olhos. Os segundos passavam. "V em frente" eu encorajei. Sua voz era baixa "Eu no sei como comear". "Por que voc no comea pelo comeo?" eu a 
lembrei de suas palavras antes do jantar. "Voc disse que no foi voc quem criou essa teoria". "No" ela concordou, e ento estava em silncio de novo.





Eu pensei em vrias coisas que podiam t-la inspirado. "Onde voc a encontrou - num livro? Um filme?" Eu devia ter dado uma olhada em sua coleo quando ela estava 
fora da casa. Eu no tinha nem idia se Bram Stoker ou Anne Rice estavam naquela pilha de livros usados... "No" ela disse de novo "Foi Sbado, na praia". Por essa 
eu no esperava. A bisbilhotice local sobre ns nunca tinha dado em nada to bizarro - ou to preciso. Tinha algum novo rumor que eu tinha perdido? Bella desviou 
o olhar de suas mos e viu a surpresa em meu rosto. "Eu dei de cara com um amigo antigo da famlia - Jacob Black" ela continuou "O pai dele e Charlie so amigos 
desde que eu era beb." Jacob Black - o nome no me era familiar, e mesmo assim me lembrava de alguma coisa... algum tempo, h um tempo atrs... eu encarei o pra-brisa, 
procurando atravs das memrias tentando achar alguma conexo. "O pai dele  um dos ancies Quileute" ela disse. Jacob Black. Ephraim Black. Um descendente, sem 
dvida. Isso era to mal quanto eu podia imaginar. Ela sabia da verdade. Minha mente estava voando pelas ramificaes enquanto o carro passava ao redor das curvas 
escuras da estrada, meu corpo rgido, com angstia - se movimentando apenas o necessrio e automticas aes para dirigir o carro. Mas... se ela tinha descoberto 
a verdade no sbado... ento ela sabia disso a noite toda... e ainda assim... "Ns fomos dar uma volta" ela continuou. "- Ele estava me contando umas histrias antigas 
- tentando me assustar, eu acho. Ele me contou uma..." Ela parou, mas no havia necessidade para ela ficar apreensiva agora; eu sabia o que ela ia dizer. O nico 
mistrio que sobrava era por que ela estava sentada comigo agora. "V em frente", eu disse. "Sobre vampiros" ela respirou, as palavras saram mais baixas do que 
um suspiro. De alguma forma, isso era ainda pior do que saber que ela sabia, a ouvir dizer a palavra em alto e bom som. Eu recuei com o som disso, e ento eu me 
controlei novamente. "E voc imediatamente pensou em mim?" eu perguntei. "No. Ele... mencionou sua famlia".





Quo irnico seria que o prprio progenitor de Ephraim ter violado o trato que ele prprio fez um juramento para mant-lo. Um neto, ou bisneto que seja. Quantos 
anos tinham se passado? Dezessete? Eu devia ter percebido que no era aquele velho que acreditava nas lendas que seria o perigo.  claro, a nova gerao - os quais 
deviam ter sido alertados, mas devem ter pensado que as supersties dos mais velhos eram ridculas -  claro que a que estaria o perigo da exposio. Eu supus 
que isso significava que agora eu era livre para matar a pequena, indefesa tribo do litoral, a qual eu estava to disposto. "Ele s achava que era uma superstio 
boba." Bella disse de repente, sua voz aguou com uma nova ansiedade. "Ele no esperava que eu pensasse nada dela." Pelo canto dos olhos, eu vi as suas mos se contorcerem 
inquietamente. "Foi minha culpa" ela disse aps uma breve pausa, ento ela inclinou a sua cabea como se estivesse envergonhada "Eu forcei ele a me dizer." "Por 
que?" No era difcil manter o nvel de minha voz agora. O pior j tinha passado. Enquanto ela falava dos detalhes da revelao, ns no tnhamos que nos mover para 
as conseqncias disso. "Lauren disse uma coisa sobre voc - ela estava tentando me provocar." Ela fez uma pequena careta com a memria. Eu fiquei levemente distrado, 
imaginando como que Bella poderia ter sido provocada por algum falando sobre mim. "E um garoto mais velho da tribo disse que vocs no iam at l, s que pra mim 
pareceu que ele quis dizer outra coisa. Ento eu fiquei sozinha com Jacob e tirei a verdade dele". A sua cabea caia cada vez mais  medida que ela admitia isso, 
e a sua expresso parecia... culpada. Eu olhei para longe dela e ri alto. Ela se sentia culpada? O que ela poderia ter feito para merecer qualquer tipo de censura? 
"Como foi que voc forou ele a contar?" eu perguntei. "Eu tentei flertar com ele - e funcionou melhor do que eu imaginava" ela explicou e sua voz se tornou incrdula 
com a memria desse sucesso. Eu conseguia imaginar - considerando a atrao que ela parecia exercer sobre os machos, totalmente inconsciente disso - o quanto irresistvel 
ela conseguia ser quando ela tentava ser atraente. Eu estava subitamente cheio de pena pelo garoto inocente no qual ela jogou tamanho poder. "Eu queria ter visto 
isso" eu disse, e ento eu ri de novo com humor negro. Eu gostaria de ter ouvido a reao do garoto, testemunhado a devastao para mim mesmo. "E voc me acusando 
de deslumbrar as pessoas - pobre Jacob Black." Eu no estava to zangado com a fonte de minha exposio quanto eu achava que ia ficar. Ele no sabia. E como que 
eu podia esperar que algum negasse a essa garota o que quer





que ela quisesse? No, eu somente sentia simpatia pelo dano que ela teria causado a esse pedao de mente. Eu senti-a corar, aquecendo o ar entre ns. Eu a encarei, 
mas ela estava olhando para fora da janela. Ela no falou novamente. "O que voc fez depois?" Eu perguntei. Hora de voltar para a histria de terror. "Pesquisei 
um pouco na internet." Sempre prtica. "E isso a convenceu?" "No" Ela disse. "Nada se encaixa. A maioria era meio boba. E ento..." Ela parou de falar novamente, 
e eu ouvi seus dentes rangerem. "O qu?" Eu exigi. O que ela tinha encontrado? O que tinha feito o sentimento de pesadelo para ela? Houve uma breve pausa, e em seguida, 
ela sussurrou, "Conclu que no importava." Ela congelou meus pensamentos por quase um segundo, e depois tudo estava claro. Porque ela preferia despachar seus amigos 
para longe esta noite do que escapar com eles. Por que ela havia entrado no meu carro comigo novamente, ao invs de sair correndo, chamando a polcia. Suas reaes 
sempre estavam erradas - sempre completamente erradas... Ela puxava o perigo para si prpria. Ela convidava-o. "No importava?" Eu disse entre dentes, me enchendo 
de raiva. Como eu era capaz de proteger algum to... to... to determinada a ser desprotegida? "No," ela disse com uma voz to calma que era inexplicvel. Ela 
era impossvel. "Voc no liga que eu seja um monstro? Que eu no seja humano?" "No." Eu percebi que ela estava estvel. Eu supostamente deveria providenciar que 
ela tivesse o maior cuidado possvel... Carlisle teria as conexes para encontrar o seu mdico mais hbil, o mais talentoso terapeuta. Talvez algo pudesse ser feito 
para corrigir o que estivesse de errado com ela, o que quer que fosse que a fazia contente de sentar ao lado de um vampiro que fazia seu corao bater calmamente 
e constantemente. Eu vigiaria o local naturalmente, e visitaria com a freqncia que me fosse permitida... "Voc est com raiva," ela suspirou, "Eu no devia ter 
dito nada." Como se ela escondesse essas perturbantes tendncias que podiam contribuir com ns dois.





"No. Queria mesmo saber o que voc estava pensando... mesmo que o que voc pensa seja loucura." "Ento estou errada de novo?" perguntou ela, agora um pouco beligerante. 
"No  a isso que estou me referindo" meus dentes se trincaram novamente "No importa!" Eu repeti em um tom destruidor. Ela ofegou, "Eu estou certa?" "Isso importa?" 
Ela tomou uma respirao profunda. Esperei furioso a sua resposta. "Na verdade, no..." Ela parou, recompondo sua voz de novo. "Mas estou curiosa." No mesmo. Ela 
realmente no se importava. Ela no tinha cuidado. Ela sabia que eu era desumano, um monstro, e isso realmente no importava para ela. Independente das minhas preocupaes 
sobre sua sanidade, eu comecei a sentir um pouco de esperana. Eu tentei acabar com isso. "Est curiosa com o qu?" Eu perguntei. No havia segredos, apenas detalhes. 
"Quantos anos voc tem?" Ela perguntou. Minha resposta foi automtica e impregnada. "Dezessete." "E h quanto tempo tem 17 anos?" Eu tentei no sorrir para padronizar 
o tom. "H algum tempo," eu admiti. "Tudo bem," ela disse satisfeita. Sorrindo para mim. Eu voltei a encarar, cada vez mais preocupado com sua sade mental. Ela 
deu um sorriso mais largo. Eu franzi a testa. "No ria," ela alertou "Mas como pode sair durante o dia?" Eu ri apesar de sua pergunta. Sua investigao no tinha 
nada incomum, pelo menos parecia. "Mito," eu disse a ela. "Queimado pelo sol?" "Mito." "Dormir em caixes?" "Mito." Dormir j no era parte da minha vida h muito 
tempo - at que nas ltimas noites, eu assisti Bella dormindo... "No posso dormir." Eu murmurei respondendo a sua pergunta mais difcil.





"Nunca?" "Nunca," eu sussurrei. Eu encarei seus olhos, sob a espessa franja de clios, e senti saudades de dormir. No foi pelo inconsciente, como tinha antes, para 
no fugir do tdio, mas porque eu queria sonhar. Talvez se eu pudesse ficar inconsciente, se eu pudesse sonhar, eu pudesse viver por algumas horas em um mundo que 
ela vivia, junto com ela. Ela sonhava comigo. Eu queria sonhar com ela. Ela olhou para mim, sua expresso era mais que maravilhosa. Eu tinha a aparncia distante. 
Eu no podia sonhar com ela. Ela no deveria poder sonhar comigo. "Ainda no me fez a pergunta mais importante," Eu disse, meus olhos estavam mais frios e rudes 
do que antes. Ela teve de forar para compreender. Em algum momento, ela teria de perceber o que agora eu estava fazendo. Ela devia ser obrigada a ver que isso era 
tudo o que importava - mais que qualquer outra considerao. Consideraes como o fato que eu amava ela. "Qual?" Ela perguntou, surpresa e no entendendo. Isso s 
fez minha voz ficar rude. "No est preocupada com a minha dieta?" "Ah, isso." Ela falou em um tom calmo que eu no pude interpretar. ", isso. Quer saber se eu 
bebo sangue?" Ela encolheu com medo por minha pergunta. Finalmente. Ela entendeu. "Bom, o Jacob disse alguma coisa sobre isso." Ela disse. "O que o Jacob disse?" 
"Disse que vocs no... caam pessoas. Disse que sua famlia no devia ser perigosa porque vocs s caavam animais." "Ele disse que no ramos perigosos?" Eu disse 
ceticamente. "No exatamente," ela deixou claro. "Ele disse que vocs no deviam ser perigosos. Mas os quileutes ainda no querem vocs na terra deles, por segurana." 
Eu olhei para a estrada. Meus pensamentos perdidos fizeram meus dentes rangerem. Minha garganta doeu com um familiar desejo queimante. "E a?" Ela perguntou, como 
se ela se confirmar um relatrio meteorolgico. "Ele tem razo sobre no caar pessoas?" "Os quileute tem boa memria,"





Ela balanou a cabea consigo mesma, pensando duramente. "Mas no permita que isso a deixe complacente," Eu disse apertando. "Eles tem razo em manter a distncia 
de ns. Ainda somos perigosos." "No entendi." "Ns tentamos," eu contei, "Em geral somos muito bons no que fazemos. s vezes cometemos erros. Eu, por exemplo, me 
permitindo ficar sozinho com voc." "Isso  um erro?" Ela perguntou, e eu senti a tristeza em sua voz. O som me desarmou. Ela queria ser minha - apesar de tudo, 
ela queria estar comigo. A esperana cresceu de novo, e eu vibrei novamente. "Um erro muito perigoso," eu disse com sinceridade, esperando realmente que o assunto 
se cessasse. Ela no respondeu por um momento. Ouvi sua respirao mudar - se alterando estranhamente para um modo que no soava como medo. "Me conte mais," ela 
disse de repente, sua voz estava distorcida pela angstia. Ela me examinou cuidadosamente. "O que mais quer saber?" eu perguntei, tentando pensar numa maneira de 
respond-la sem fazer doer. Ela no devia sentir dor. Eu no podia feri-la. "Me conte porque que vocs caam animais em vez de gente," ela disse, ainda angustiada. 
Isso no era evidente? Ou talvez isso no tenha interessado a ela. "Eu no quero ser um monstro," eu murmurei. "Mas os animais no bastam?" Eu procurei outro modo 
de comparar, da forma que ela pudesse entender. " claro que eu no posso ter certeza, mas comparo isso a viver de tofu e leite de soja; ns nos dizemos vegetarianos, 
nossa piadinha particular. No sacia completamente a fome... ou melhor, a sede. Mas isso nos mantm fortes o suficiente para resistir. Na maior parte do tempo." 
A minha voz ficou mais baixa; fiquei envergonhado do perigo que ela corria. Perigo que eu continuava deixando correr... "Algumas vezes  mais difcil do que em outras." 
"Est muito difcil para voc agora?" Eu suspirei.  claro que ela ia fazer essa pergunta, eu no queria responder. "Sim," Eu admiti. Eu esperava sua resposta fisicamente 
correta, desta vez; a sua respirao estava estvel, seu corao ainda se mantinha em seu padro. Eu a esperava, no entendendo. Como ela no podia ter medo? "Mas 
agora no est com fome," ela disse, muito segura de si.





"Porque pensa assim?" "Seus olhos" Ela disse com um tom improvisado. "Eu disse que tinha uma teoria. Percebi que as pessoas, em particular os homens, ficam mais 
rabugentos quando esto com fome." Eu ri de sua descrio: rabugento. Parei um pouco. Mas ela estava completamente certa, como de costume. "Voc  bem observadora, 
no ?" Eu sorri novamente. Ela sorriu um pouco, e voltou os olhos aos meus, como se estivesse se concentrando em algo. "Foi caar no fim de semana, com Emmett?" 
Ela perguntou depois de rir do meu sorriso que havia sumido. A forma casual que ela falou foi to como fascinante como frustrante. Ela podia realmente entender tanto? 
Eu parecia tanto estar em choque, que ela pareceu ter percebido. "Fui," eu tornei a dizer, depois, como estava com permisso de continuar com isso, eu senti a mesma 
urgncia que senti antes no restaurante: eu queria que ela me conhecesse. "Eu no queria ir," fui dizendo lentamente, "mas era necessrio.  muito mais fcil ficar 
perto de voc quando no estou com sede." "Por que voc no queria ir?" Eu respirei profundamente, e em seguida, eu tornei a encarar seus olhos. Este tipo de honestidade 
era difcil, de uma forma muito diferente. "Me deixa... angustiado.." Eu supus que essa palavra fosse suficiente, embora ela no fosse suficientemente forte. "Ficar 
longe de voc. Eu no estava brincando quando lhe pedi para tentar no cair no mar nem ser atropelada na quinta passada. Fiquei disperso o fim de semana todo, preocupado 
com voc. E depois do que aconteceu essa noite,  uma surpresa que voc tenha passado por todo o fim de semana ilesa." Ento eu lembrei dos arranhes na palma de 
suas mos. "Bom, no totalmente ilesa." "Como ?" "Suas mos," eu lembrei ela. Ela suspirou e fez uma careta. "Eu ca." Eu certamente adivinhei. "Foi o que eu pensei." 
Eu disse, incapaz de conter o meu sorriso. "Imagino que, sendo voc, podia ter sido muito pior... Essa possibilidade me atormentou o tempo todo em que estive fora. 
Foram trs dias muito longos. Eu dei nos nervos de Emmett." Honestamente; isso no fazia parte do passado. Eu ainda estava provavelmente, irritando Emmett. E todo 
o resto da minha famlia tambm. Exceto por Alice... "Trs dias?" Sua voz ficou afiada repentinamente. "No voltou hoje?" Eu no entendi o corte em sua voz. "No, 
voltamos no sbado."





"Ento por que nenhum de vocs foi  escola?" ela exigiu. Sua irritao me confundiu. Ela no parecia ter percebido que era uma questo relacionada com a mitologia 
novamente. "Bom, voc perguntou se o sol me machucava, e no machuca." Eu disse. "Mas no posso sair na luz do sol... Pelo menos, no onde todo mundo possa ver." 
Ela se desviou do seu mistrio incomodo. "E por qu?" ela inclinou a cabea para o lado. Eu tinha dvidas com a analogia apropriada para explicar isso. Ento eu 
contei a ela, "Um dia eu mostro," E ento eu me perguntei se essa era uma promessa que eu acabaria quebrando. Eu iria v-la depois desta noite? Eu a amava o suficiente 
para mant-la longe? "Podia ter me ligado," ela disse. Que estranha concluso, "Mas eu sabia que estava segura." "Mas eu no sabia onde voc estava. Eu..." Ela interrompeu 
de uma maneira repentina, e olhou para suas mos. "O qu?" "No gosto disso," ela disse com timidez, com sua pele corando ao longo de suas mas. "No ver voc. 
Me deixa angustiada tambm." "Voc est feliz agora?" eu disse a mim mesmo. Bem, aquilo foi a recompensa que eu estava esperando. Eu estava perplexo, feliz, horrorizado, 
principalmente horrorizado - para perceber que minha louca imaginao no estava longe de notar. Foi por esta razo que no importava eu ser um monstro. Foi exatamente 
a mesma razo que fazia as regras no importarem para mim. Porque o certo e o errado j no eram incontornveis influncias. Porque todas as minhas prioridades tinham 
deslocado um degrau para baixo para dar espao a esta menina na parte superior. Bella se importava comigo, tambm. Eu sabia que poderia no ser nada, comparado com 
a forma que ela me amava. Mas era suficiente para que ela arriscasse sua vida ao se sentar aqui comigo. Para fazer isso com prazer. O suficiente para causar dor, 
se ela fizesse a coisa certa e me deixasse. Havia alguma coisa que pudesse fazer agora que no fosse prejudic-la? Absolutamente nada? Eu devia permanecer afastado. 
Eu nunca devia ter voltado a Forks. S iria lhe provocar dor, mais nada. A forma como me senti no momento, senti seu calor contra minha pele. No. Nada iria me parar. 
"Ah," eu gemi comigo mesmo. "Isso  um erro." "O que eu disse?" ela perguntou, rapidamente se culpando.





"No v, Bella? Uma coisa  eu mesmo ficar infeliz, outra bem diferente  voc se envolver tanto. No quero ouvir que voc se sente assim." Era a verdade, era uma 
mentira.Mas o egosmo dentro de mim estava voando com o conhecimento de que ela queria o que eu queria que ela quisesse. "Est errado. No  seguro. Eu sou perigoso, 
Bella... Por favor, entenda isso." "No," seus lbios estavam com uma pontada de petulncia. "Estou falando srio," Eu estava lutando comigo mesmo to fortemente 
- meio desesperado para ela aceitar, meio desesperado para manter as advertncias de fugir - que vinham entre dentes, comigo quase rugindo. "Eu tambm," ela insistiu, 
"Eu disse, no importa o que voc seja.  tarde demais." Muito tarde? O mundo era desoladamente preto e branco para um interminvel segundo, eu assisti as sombras 
se espalhando sobre todo gramado ensolarado em direo a forma de Bella dormindo na minha memria. Inevitvel, impossvel de parar. Eles roubavam a cor de sua pele, 
e ela mergulhava nas trevas. Muito tarde? A viso de Alice fez minha cabea girar, os olhos vermelhos do sangue de Bella me fizeram a fitar os olhos impassvel. 
Inexpressivo - mas no havia nenhuma maneira que ela no pudesse me odiar por esse futuro. Me odiar por roubar tudo dela. Roubando sua vida e sua alma. Eu no podia 
deixar ser to tarde. "Nunca mais diga isso," eu assobiei. Ela desviei o olhar para o lado de fora da janela, e mordeu os lbios novamente. Suas mos estavam apertadas 
sobre seu colo. Sua respirao se amarrou, e quebrou. "No que est pensando?" eu tinha que saber. Ela sacudiu a cabea, sem olhar para mim. Eu vi uma coisa brilhar, 
como um cristal, em sua bochecha. Agonia. "Est chorando?" Eu havia feito ela chorar. Eu no gostei de t-la ferido. Ela esfregou as mos sobre seu rosto. "No," 
ela mentiu, sua voz estava falha. Algum instinto enterrado me fez estender a mo para pegar ela - naquele pequeno segundo eu me senti mais humano que nunca. E ento 
eu me lembrei que eu... No era. E ento eu abaixei minha mo. "Desculpe," Eu disse, minha mandbula trancada. Como eu poderia dizer a ela o quanto eu estava arrependido? 
Arrependido por todos os estpidos erros que eu tinha cometido. Arrependido pelo meu egosmo sem fim. Arrependido por ela ter inspirado em mim o meu primeiro e trgico 
amor. Arrependido tambm das coisas alm do meu controle - que eu podia ser o monstro escolhido pelo destino para acabar com a vida dela em primeiro lugar.





Eu respirei fundo - ignorando a minha reao triste ao sabor no carro - e tentei me recompor. Eu tentei mudar de assunto, pensar em outra coisa. Para a minha sorte, 
a minha curiosidade sobre essa garota continuava instvel. Eu sempre tinha uma pergunta. "Me diga alguma coisa," eu disse. "Sim?" ela perguntou roucamente, as lgrimas 
ainda estava em sua voz. "O que voc estava pensando hoje  noite, um pouco antes de eu aparecer na esquina? Eu no consegui entender sua expresso - voc no parecia 
assustada, voc parecia concentrada muito concentrada em alguma coisa." Eu lembrei do rosto dela - forando eu mesmo a esquecer aqueles olhos pelos quais eu estava 
olhando - o olhar de determinao l. "Tentava me lembrar de como incapacitar um agressor..." ela disse, sua voz um pouco mais composta. "Sabe como , defesa pessoal 
. Eu ia esmagar o nariz dele no crebro." A sua calma no durou ao fim da sua explicao. O seu tom torceu-se at que ele fervesse em dio. Isso no foi nenhuma 
hiprbole, e sua fria de gatinha agora no era engraada. Eu podia ver sua frgil figura - apenas seda por cima do vidro - ofuscada pelo desejo pesado da carne 
- cruel dos monstros humanos que poderiam ter machucado ela. A fria explodiu de novo em minha cabea. "Voc ia lutar com eles?" eu queria urrar. Seus instintos 
eram mortais para ela mesmo. "No pensou em correr?" "Eu caio muito quando corro," ela disse com vergonha. "E gritar por ajuda?" "Eu ia chegar nesta parte." Eu balancei 
minha cabea desacreditado. Como ela conseguiu se manter viva antes de vir para Forks? "Voc tem razo," eu disse a ela, avancei com minha voz irritada. "Definitivamente 
estou lutando contra o destino tentando manter voc viva." Ela suspirou, e olhou para fora da janela. E ento ela olhou de volta para mim. "Vou ver voc amanh?" 
ela exigiu abruptamente. Desde de que eu j estava no meu caminho para o inferno - eu poderia aproveitar a jornada. "Vai... tambm tenho que entregar um trabalho." 
Eu sorri para ela, e me senti bem com isso. "Vou guardar um lugar pra voc no refeitrio."





Eu ouvi o corao dela palpitar; meu corao morto repentinamente se sentiu aquecido. Eu parei o carro em frente  casa do pai dela. Ela no fez nenhum movimento 
para me deixar. "Promete estar l amanh?" ela insistiu. "Prometo." Como fazer a coisa errada podia me dar tanta alegria? Claro que havia algo de explcito nisso. 
Ela acenou com a cabea para ela mesma, satisfeita, e comeou a tirar minha jaqueta. "Voc pode ficar com ele" eu assegurei rapidamente para ela. Eu queria muito 
deix-la com algo meu. Um smbolo, como a tampa de garrafa que estava em meu bolso agora... "Voc no tem um para usar amanh." Ela estendeu-o para mim, sorrindo 
tristemente. "Eu no quero ter que explicar ao Charlie". Eu imaginava que no. Eu sorri para ela. "Oh, tudo bem". Ela colocou a mo na maaneta do carro e ento 
parou. Relutante em ir embora, assim como eu estava relutante por ela ir. Por t-la sem proteo, mesmo que por alguns momentos... Peter e Charlotte estavam indo 
por seus caminhos agora, em direo a Seatlle, sem dvida. Mas h sempre outro. Esse mundo no era um lugar seguro para nenhum humano, e para ela parecia ainda mais 
perigoso do que para o resto. "Bella?" eu chamei, surpreso com o prazer de simplesmente dizer o seu nome. "Sim?" "Me promete uma coisa?" "Sim" ela concordou facilmente, 
ento seus olhos se estreitaram como se ela tivesse encontrado uma razo para se opor. "No v  floresta sozinha". Eu a avisei, imaginando se esse pedido seria 
a razo da objeo em seus olhos. Ela piscou, surpresa. "Por qu?" Eu olhei fixamente em direo  escurido nem um pouco confivel. A carncia de luz no era problema 
para os meus olhos, mas tambm no seria problema pra qualquer outro caador. Ela somente cegava os humanos. "Nem sempre eu sou a coisa mais perigosa l fora." Eu 
disse a ela "Vamos ficar aqui". Ela se arrepiou, mas se recomps rapidamente e estava sorrindo quando me disse "Como voc quiser".





Sua respirao tocou o meu rosto, to doce e perfumada. Eu podia ficar aqui a noite toda desse jeito, mas ela precisava dormir. Os dois desejos pareciam igualmente 
fortes enquanto eles continuavam batalhando dentro de mim: querer ela versus querer que ela ficasse a salvo. Eu suspirei sobre as duas possibilidades. "At amanh", 
eu disse, sabendo que eu iria v-la muito mais cedo que isso. Ela no iria ME ver at amanh, no entanto. "At amanh, ento" ela concordou enquanto abria a porta. 
Aflio novamente, a vendo partir. Eu me inclinei atrs dela, querendo segur-la aqui. "Bella?" Ela se virou e ento congelou, surpresa por ver nossos rostos to 
perto. Eu, tambm, estava estupefato pela proximidade. O calor que emanava dela acariciava meu rosto. Eu conseguia at sentir o toque de veludo de sua pele... As 
batidas de seu corao hesitaram, e seus lbios cheios se abriram. "Durma bem" eu suspirei e me afastei antes que a urgncia de meu corpo - ou a sede familiar ou 
esse novo desejo humano que eu senti de repente - me fizesse fazer algo que pudesse machuc-la. Ela permaneceu sentada sem se movimentar por alguns momentos, seus 
olhos arregalados e atordoados. Deslumbrada, eu pensei. Assim como eu estava. Ela se recuperou - apesar de seu rosto ainda estar um pouco confuso - e saiu estranhamente 
do carro, com passos curtos e tendo que se segurar nas laterais do carro para se endireitar. Eu ri - na esperana que tenha sido baixo o suficiente para ela no 
ouvir. Eu a vi tropeando pelo caminho at a parte iluminada que vinha da porta da frente. Segura por enquanto. E eu voltaria em breve para ter certeza. Eu podia 
sentir seus olhos me acompanhando enquanto eu dirigia pela rua escura. Uma sensao to diferente do que eu estava acostumado. Normalmente, eu simplesmente me veria 
atravs dos olhos da pessoa, onde eu estaria na mente. Isso era estranhamente excitante - essa sensao incompreensvel de estar sendo vigiado. Eu sabia que isso 
era somente por serem seus olhos. Um milho de pensamentos passou ferozmente um atrs do outro pela minha cabea enquanto eu dirigia sem rumo pela noite. Por um 
bom tempo eu circulei pelas ruas, indo para lugar algum, pensando em Bella e na libertao de ter a verdade descoberta. No mais eu teria que ter medo de ela descobrir 
o que eu era. Ela sabia. E no importava para ela. Mesmo que fosse obviamente uma coisa ruim para ela, era impressionantemente libertador para mim.





Mais que isso, eu pensava em Bella e no amor compensatrio. Ela no podia me amar da forma como eu a amava - de um jeito to poderoso, extremamente intenso, consumir 
esse amor iria provavelmente quebrar o seu corpo frgil. Mas ela se sentia forte o suficiente. O suficiente para subjugar o medo instintivo. O suficiente para querer 
estar perto de mim. E estar com ela era a maior felicidade que eu podia conhecer. Por um tempo - eu estive totalmente sozinho e no machucando ningum de qualquer 
forma - eu me permiti sentir aquela felicidade sem resultar em tragdia. Somente sendo feliz por ela se importar comigo. Somente me regozijando por ter ganhado a 
sua afeio. Somente imaginando dia aps dia sentado ao seu lado, ouvindo sua voz e recebendo seus sorrisos. Eu re-vi aquele sorriso em minha cabea, observando 
seus lbios cheios se erguerem nos cantos, um sinal de uma covinha que se mostrava na ponta de seu queixo, o modo como seus olhos se aqueciam e derretiam... Seus 
dedos tinham um toque to quente e delicado em minha mo essa noite. Eu imaginava em como devia ser tocar a sua delicada pele que se esticava por cima de suas bochechas 
- sedoso, quente... to frgil. Seda por cima de vidro... espantosamente quebrvel. Eu no podia ver para onde os pensamentos estavam indo at que fosse muito tarde. 
Enquanto eu discorria sobre aquela vulnerabilidade devastadora, novas imagens de seu rosto se introduziram em minhas fantasias. Perdida nas sombras, plida de medo 
- ainda assim sua mandbula firme e determinada, seus olhos ferozes, cheios de concentrao, o seu corpo delgado fixado em bater nas formas pesadas que se reuniram 
em volta dela, pesadelos na escurido... "Ah," eu rosnei enquanto a raiva crescente que eu havia esquecido na alegria de am-la queimava novamente como um inferno 
de dio. Eu estava sozinho. Bella estava, eu acreditava, salva em sua casa; por um momento eu estava ferozmente feliz que Charlie Swan - o brao forte da lei local, 
treinado e armado fosse seu pai. Isso devia significar alguma coisa, como providenciar alguma proteo a ela. Ela estava segura. No me levaria muito tempo para 
eu me vingar daquele ultraje... No. Ela merecia coisa melhor. Eu no podia me permitir que ela se importasse com um assassino. Mas... e quanto s outras? Bella 
estava segura, sim. Angela e Jessica tambm com certeza, seguras em suas camas. Ainda assim tinha um monstro solto pelas ruas de Port Angeles. Um monstro humano 
- isto faria dele um problema dos humanos? Cometer o crime pelo qual ansiava era errado. Eu sabia disso. Mas deix-lo livre para atacar de novo tambm no podia 
ser a coisa certa. A maitre loira do restaurante. A garonete que eu no tinha prestado ateno. As duas me irritaram de jeitos insignificantes, mas isso no significava 
que mereciam ficar em perigo. Uma das duas podia ser a Bella de algum.





Essa realizao me decidiu. Virei o carro para o norte, acelerando agora que tinha um propsito. Sempre que eu tinha um problema alm de mim - algo tangvel como 
isso - sabia onde podia procurar ajuda. Alice estava sentada na entrada, esperando por mim. Parei em frente  casa ao invs de ir at a garagem. - "Carlisle est 
no escritrio." - ela me disse antes que pudesse perguntar. - "Obrigado." - eu disse, bagunando seu cabelo quando passei. Obrigada por voltar minha ligao, ela 
pensou sarcasticamente. - "Ah." - eu parei  porta, pegando meu celular e o abrindo. - "Desculpe. Eu nem chequei para ver quem era. Estava ocupado." - ", eu sei. 
Desculpe tambm. A hora que eu vi o que ia acontecer, voc j estava indo." - "Foi por pouco." - eu murmurei. Desculpe, ela repetiu, envergonhada. Era fcil ser 
generoso, sabendo que Bella estava bem. - No fique assim. Eu sei que voc no pode ver tudo. Ningum espera que seja onisciente. - "Obrigada." - "Eu quase a chamei 
para jantar hoje - viu isso antes que eu mudasse de idia?" Ela sorriu. - "No, perdi essa tambm. Queria ter sabido. Teria ido." - "Em que voc esteve se concentrando, 
para ter perdido tanta coisa?" Jasper est pensando no nosso aniversrio. Ela riu. Ele est tentando no decidir meu presente, mas acho que tenho uma boa idia... 
- "Voc  descarada." - "Sim." Ela franziu os lbios, e olhou para mim, um sinal de acusao em sua expresso. Prestei mais ateno depois. Vai contar a eles que 
ela sabe? Eu suspirei. - "Sim. Depois." No vou dizer nada ento. Me faa um favor e conte a Rosalie quando eu no estiver por perto, est bem? Eu encolhi. - "Claro." 
Bella levou a coisa toda muito bem.





- "Bem demais." Alice sorriu para mim. No subestime a Bella. Eu tentei bloquear a imagem que no queria ver - Bella e Alice, melhores amigas. Impaciente agora, 
eu suspirei pesadamente. Queria passar para essa prxima parte da noite; queria terminar com ela. Mas estava um pouco preocupado em deixar Forks... - "Alice..." 
- eu comecei. Ela viu o que eu queria perguntar. Ela ficar bem hoje  noite. Vou prestar mais ateno agora. Ela meio que precisa de superviso vinte e quatro horas 
por dia, no ? - "Pelo menos." - "De qualquer jeito, voc estar com ela rpido." Respirei fundo. Essas palavras eram lindas para mim. - "Vai l - termine com isto 
para que possa estar onde quer." - ela me disse. Eu concordei, e me apressei para o quarto de Carlisle. Ele estava esperando por mim, seus olhos na porta em vez 
de no livro grosso que estava em sua mesa. - "Ouvi Alice dizendo onde me encontrar." - ele disse, e sorriu. Foi um alvio estar com ele, ver a empatia e inteligncia 
profunda em seus olhos. Carlisle saberia o que fazer. - "Preciso de ajuda." - "Qualquer coisa, Edward." - ele prometeu. - "Alice lhe disse o que aconteceu a Bella 
hoje  noite?" Quase aconteceu, ele acrescentou. - "Sim, quase. Estou com um dilema, Carlisle. Veja eu quero... muito... mat-lo. - As palavras comearam a surgir 
rpidas e cheias de dio. - Muito mesmo. Mas sei que isso seria errado, porque seria vingana e no justia. S raiva, sem imparcialidade. Mesmo assim, no seria 
certo deixar um estuprador e assassino em srie vagar por Port Angeles! No conheo os humanos por l, mas no posso deixar que outra pessoa pegue o lugar de Bella 
como vtima dele. Aquelas outras mulheres - algum pode sentir por elas o que eu sinto pela Bella. Talvez sofra o que eu teria sofrido se ela tivesse sido machucada. 
No  certo..." Seu sorriso largo e inesperado parou meu afluxo que palavras. Ela  muito boa para voc, no ? Tanta compaixo, tanto controle. Estou impressionado.





- "No estou querendo ouvir elogios." - "Claro que no. Mas no posso evitar meus pensamentos, posso?" - Ele sorriu de novo. "Vou cuidar disso. Pode descansar em 
paz. Ningum ser machucado no lugar de Bella." Vi o plano na cabea dele. No era exatamente o que eu queria, no satisfez minha cobia de brutalidade, mas podia 
ver na mente dele que era a coisa certa. - "Vou mostrar onde voc pode encontr-lo." - eu disse. - "Vamos." Ele pegou sua maleta preta no caminho. Eu teria preferido 
uma forma mais agressiva de sedao - como um crnio partido - mas deixaria Carlisle fazer isso do jeito dele. Fomos com o meu carro. Alice ainda estava nas escadas 
da entrada. Ela sorriu e acenou quando nos afastamos. Eu vi que ela tinha procurado o meu futuro; no teramos dificuldades. A viagem foi curta pela estrada escura 
e vazia. Desliguei meus faris para evitar chamar ateno. Me fez sorrir pensar como Bella teria reagido a essa velocidade. Carlisle estava pensando em Bella tambm. 
Eu no previ que ela fosse ser to boa para ele. Isso  inesperado. Talvez fosse para acontecer. Talvez seja um propsito divino. S que... Ele imaginou Bella com 
a pele fria e olhos vermelho - sangue, e se afastou da imagem. Sim. S que. De fato. Porque que bem h em destruir uma coisa to pura e adorvel? Adentrei com fria 
na noite, depois de toda a alegria do entardecer ser destruda pelos seus pensamentos. Edward merece ser feliz.  um direito dele. A ferocidade dos pensamentos de 
Carlisle me surpreenderam. Tem que existir uma maneira. Eu gostaria de acreditar nisso - ao menos um pouco. Mas no havia um propsito maior para o que estava acontecendo 
com Bella. Apenas um destino amargo e vicioso que no podia dar a ela a vida que merecia. Eu no me demorei em Port Angeles. Eu levei Carlisle ao local onde a criatura 
chamada Lonnie estava descontando sua decepo com seus amigos - dois dos quais j haviam passado. Carlisle pode ver o quo difcil era para mim estar to perto 
- e ouvir os pensamentos do monstro e ver suas memrias, as memrias de Bella misturadas com as de garotas menos afortunadas que j no mais poderiam ser salvas. 
Minha respirao acelerou e segurei firme no volante. V, Edward, ele me disse gentilmente. Eu deixarei o restante deles em segurana. Voc deve voltar para Bella.





Era exatamente a coisa certa a dizer. O nome dela era a nica distrao que significava algo para mim agora. Eu o deixei no carro e voltei correndo para Forks, em 
uma linha reta atravs da floresta adormecida. Levou menos tempo do que a primeira viagem de carro. Apenas poucos minutos depois eu escalei a parede da casa dela 
e deslizei a janela para fora do meu caminho. Eu suspirei silenciosamente em alvio. Tudo estava como deveria. Bella estava a salvo em sua cama, sonhando, seus cabelos 
midos emaranhados como algas pelo travesseiro. Mas, diferente de outras noites, ela estava encolhida com os cobertores enrolados acima dos seus ombros. Frio, eu 
imaginei. Antes que eu pudesse me acomodar em meu acento usual, ela teve calafrios em seu sono e seus lbios estremeceram. Eu hesitei por um breve momento e ento 
me movi para o corredor, explorando uma nova parte da casa pela primeira vez. O ronco de Charlie era alto e peculiar. Eu praticamente podia pegar a margem do seu 
sonho. Algo com gua corrente e uma espera paciente... pescaria, talvez? L, no alto da escadaria, havia um armrio promissor. Eu a abri e encontrei o que procurava. 
Escolhi o cobertor mais grosso dentre as finas peas de linho e o levei para o quarto dela. Eu o guardaria de volta antes que ela acordasse, assim ningum se daria 
conta. Segurando minha respirao, eu cuidadosamente abri o cobertor sobre ela; sem que ela reagisse ao peso adicional. Voltei ento para a minha cadeira. Enquanto 
eu esperava ansiosamente para que ela se aquecesse, eu pensei em Carlisle, imaginando onde ele estaria agora. Eu sabia que seu plano daria certo - Alice havia previsto 
isso. Pensar no meu pai me fez suspirar - Carlisle me deu muito crdito. Eu gostaria de ser a pessoa que ele imaginava que eu fosse. Aquela pessoa, merecedora de 
felicidade, poderia esperar ser merecedor desta garota adormecida. Como as coisas seriam diferentes se eu fosse aquele Edward. Enquanto eu ponderava isto, uma imagem 
estranha e indesejada preencheu minha mente. Por um momento, a velha vidente que eu havia imaginado, a mesma que previu a destruio de Bella, foi trocada pelo mais 
tolo e desajeitado dos anjos. Um anjo da guarda - algo que a minha verso imaginada por Carlisle poderia ter. Com um sorriso despreocupado nos seus lbios, seus 
olhos da cor do cu cheios de provocao, o anjo formava Bella de tal modo que seria impossvel que eu no a notasse. Um odor incrivelmente potente que exigia minha 
ateno, uma mente silenciosa para inflamar minha curiosidade, uma beleza calma para prender meus olhos, uma alma altrusta para ganhar meu respeito. Deixado de 
lado o sentido natural de auto-preservao - assim Bella podia suportar o fato de estar prxima a mim - e finalmente adicionada um uma larga dose de m sorte.





Com uma gargalhada inconseqente, o anjo irresponsvel empurrou sua frgil criao diretamente para o meu caminho, confiando descuidadamente na minha moralidade 
maculada para manter Bella viva. Nesta viso, eu no era a condenao de Bella; ela era minha recompensa. Eu balancei minha cabea com a fantasia do anjo inimaginvel. 
Ela no era muito melhor do que a harpia. Eu no poderia conceber um poder maior que agisse de maneira to perigosa e estpida. Pelo menos, contra a vidente horrorosa 
eu poderia lutar. E eu no tinha nenhum anjo. Eles eram reservados para os bons - para pessoas como Bella. Ento onde estaria o anjo dela no meio disso tudo? Quem 
estava tomando conta dela? Eu ri silenciosamente, perplexo, enquanto realizava que nesse momento era eu quem estava cumprindo aquele papel. Um anjo vampiro - havia 
uma boa distncia entre as duas coisas. Depois de cerca de meia hora, Bella relaxou. Sua respirao se tornou mais profunda e ela comeou a murmurar. Eu sorri, satisfeito. 
Era uma pequena coisa, mas pelo menos ela estava dormindo mais confortavelmente esta noite, por eu estar aqui. "Edward" ela sussurrou, e sorriu tambm. Eu empurrei 
a tragdia de lado, por um momento, e me permiti ser feliz novamente.

11. Interrogaes
A CNN trouxe a histria antes. Eu estava contente por isto ter chegado ao noticirio antes de eu ter que ir para a escola, ansioso por ouvir como os humanos iriam 
descrever o acontecimento, e quanta ateno o fato iria gerar. Por sorte, era um dia cheio de noticias frescas. Houve um terremoto na amrica do sul e um sequestro 
poltico no oriente mdio. Portanto, tudo acabou em uns poucos segundos, umas poucas frases e uma imagem chuviscada. "Alonzo Calderas Wallace, suspeito de ser um 
estuprador em srie e assassino procurado nos estados do Texas e Oklahoma, foi preso na ltima noite em Portland, Oregon graas a uma denncia annima. Wallace foi 
encontrado inconsciente em um beco nesta manh, apenas a alguns metros da delegacia de polcia. Os policiais no souberam dizer por enquanto se ele seria extraditado 
para Houston ou Oklahoma para aguardar o julgamento." A imagem no estava clara. Uma foto de arquivo policial, e ele tinha uma barba bem grossa na poca em que a 
fotografia foi tirada. Mesmo que Bella tivesse visto, ela no o teria reconhecido. Eu esperava que no. Isto a deixaria amedrontada sem necessidade.





"A cobertura aqui na cidade ser bem pequena.  algo de muito longe para ser considerado de interesse local," disse-me Alice. "Foi uma boa idia que Carslile o levasse 
para fora do estado." Eu acenei positivamente com a cabea. Bella no assistia muita TV normalmente, e eu nunca havia visto seu pai assistir nada alm de canais 
de esportes. Eu tinha feito o que podia. Este monstro j no caaria mais, e eu no era um assassino. No nos ltimos tempos, de qualquer forma. Eu fiz bem em confiar 
em Carslile, por mais que eu ainda desejasse que o monstro no tivesse se safado to incolume. Eu me peguei desejando que ele fosse extraditado para o Texas, onde 
a pena de morte  to popular... No. Isso no importa. Deixaria isto no passado, e me concentraria no que  mais importante. Havia deixado o quarto de Bella a menos 
de uma hora atrs e j estava louco para v-la novamente. "Alice, voc se importa-" Ela me cortou. "Rosalie vai dirigir. Ela vai parecer irritada, mas voc sabe 
que ela vai adorar a desculpa para exibir seu carro." Alice soltou um riso trmulo. Eu sorri para ela. "Te vejo na escola." Alice suspirou, e meu sorriso se tornou 
uma careta. Eu sei, eu sei, ela pensou. No ainda. Eu vou esperar at que voc esteja pronto para Bella saber quem sou. Voc deve saber, enfim, que isso no  apenas 
egosmo meu. Bella vai gostar de mim tambm. Eu no a respondi, enquanto seguia com pressa para a porta. Aquela era uma maneira diferente de ver a situao. Bella 
iria querer conhecer Alice? Ter uma vampira como amiga? Conhecendo Bella... aquela idia provavelmente no iria incomod-la nem um pouco. Eu franzi as sobrancelhas, 
pensando. O que Bella quer e o que  melhor para Bella, so duas coisas muito distintas. Eu comecei a me sentir desconfortvel enquanto estacionava meu carro no 
passeio da casa de Bella. O provrbio humano dizia que tudo parece diferente pela manh - que as coisas mudam quando voc as deixa passar. Eu pareceria diferente 
para Bella na luz fraca de um dia nublado? Mais ou menos sinistro do que pareceria no escuro da noite? Teria a verdade se revelado enquanto ela dormia? Ser que 
finalmente ela teria medo? Seus sonhos haviam sido pacficos, enfim, na ltima noite. Quando ela falou meu nome, uma vez e outra, ela sorriu. Mais de uma vez ela 
murmurou apelando para que eu ficasse. Aquilo no significaria nada no dia de hoje?





Eu aguardei impacientemente, ouvindo os sons vindos de dentro da casa - os passos rpidos e tropeantes nas escadas, o rasgar seco de papel alumnio, os frascos 
do refrigerador batendo uns contra os outros quando a porta se fechou. Parecia que ela estava com pressa. Anciosa para ir a escola? A idia me fez sorrir, esperanoso 
novamente. Olhei para o relgio. Eu supunha que - levando em conta a velocidade a sua velha pickup a limitava, ela estava um tanto atrasada. Bella saiu correndo 
da casa, sua mochila escorregando dos seus ombros, seu cabelo preso em uma trana mal feita que j se dividia perto de sua nuca. O grosso suter verde que ela usava 
no era o suficiente para evitar que seus pequenos ombros tremessem com a nvoa fria. O longo suter era grande demais para ela, desproporcional. Ele mascarava sua 
silhueta delgada, tornando todas as suas curvas delicadas e suaves em uma confuso disforme. Eu gostei, mesmo desejando que ela usasse algo mais parecido com a delicada 
blusa azul que vestira na ltima noite... o tecido havia aderido a sua pele de um jeito muito convidativo, decotado o suficiente para revelar a maneira hipntica 
como sua clavcola se afastava do vazio abaixo de seu pescoo. O azul fluia como agua atravs do contorno delicado de seu corpo. Era melhor - essencial - que eu 
mantivesse meus pensamentos muito, muito longe daquelas formas, ento eu deveria estar agradecido por ela usar aquele suter pouco atraente. Eu no poderia me permitir 
qualquer erro, e seria um erro monumental me deixar levar pela estranha fome que os pensamentos sobre seus lbios... sua pele... estavam criavam dentro de mim. Fome 
que eu havia erradicado de mim por uma centena de anos. Eu no poderia sequer pensar em toc-la, porque isso seria impossvel. Eu a destruiria. Bella voltou-se para 
longe da porta com tanta pressa que ela quase passou pelo meu carro sem not-lo. Ento ela parou quase derrapando, seus joelhos travando em um solavanco. Sua mochila 
escorregou pelo seu brao e seus olhos se arregalaram quando focalizaram o carro. Eu sa, sem me preocupar em me mover numa velocidade humana, e abri a porta do 
passageiro para ela. Eu no tentaria mais ludibri-la. Quando estivessemos a ss, pelo menos, eu seria eu mesmo. Ela olhou para mim, supresa novamente, por eu praticamente 
ter me materializado no meio da nvoa. E ento a surpresa em seus olhos se tornaram em outra coisa, e eu no estava mais temeroso - nem esperanoso - que seus sentimentos 
por mim tivessem mudado durante o curso da noite. Calor, preocupao, fascinao, tudo nadando no que era o chocolate derretido dos seus olhos. "Quer ir de carona 
comigo hoje?" Eu perguntei. Ao contrrio do jantar na ltima noite, eu a deixaria escolher. De agora em diante, seria sempre a escolha dela. "Sim, obrigada," ela 
murmurou, subindo no carro sem hesitar.





Algum dia eu deixaria de me surpreender pelo fato de ela dizer sim para mim? Eu duvidei. Eu dei a volta no carro, ansioso para me juntar a ela. Ela no mostrou nenhum 
sinal de supresa com a minha sbita reapario. A alegria que senti quando ela se sentou ao meu lado no tinha precedentes. Por mais que eu apreciasse o amor e companheirismo 
da minha familia, apesar dos vrios entretenimentos e distraes que o mundo tem a oferecer, eu nunca estive feliz dessa forma. Mesmo sabendo que isso era errado, 
que isso poderia no terminar bem, eu no pude evitar por muito tempo estampar um sorriso em minha face. Minha jaqueta estava dobrada sobre o descanso de cabea 
do banco dela. Eu a vi olhando. "Eu trouxe a jaqueta para voc," Eu disse a ela. Esta era minha desculpa, eu tinha que arrumar alguma para a minha inesperada visita 
nesta manh. Estava frio. Ela no tinha jaqueta. Certamente esta era uma forma convincente de cavalheirismo. "Eu no gostaria que voc ficasse doente ou algo parecido." 
"Eu no sou assim to frgil," ela disse, fitando meu peito ao invs do meu rosto, como se ela estivesse hesitante em me olhar nos olhos. Mas ela vestiu o casaco 
antes que eu tivesse que a ajudar ou persuadir. "No ?" Eu sussurrei para mim mesmo. Ela fitava a estrada enquanto eu acelerava para a escola. Eu pude agentar 
o silncio apenas por alguns segundos. Eu tinha que saber onde estavam os seus pensamentos nesta manh. Tanta coisa havia mudado entre ns desde o ltimo nascer 
do sol. "O que, nada de vinte perguntas hoje?" Eu perguntei, mantendo um tom suave. Ela sorriu, parecendo feliz por eu ter puxado assunto novamente. "Minhas perguntas 
o aborrecem?" "No tanto quanto as suas reaes," disse a ela com toda honestidade, sorrindo em resposta ao seu sorriso, que esmaeceu. "Eu reajo mal? " "No, este 
 o problema. Voc encara tudo to calmamente - isso  algo pouco natural, me faz imaginar o que realmente voc est pensando."  claro que tudo que ela fazia ou 
no fazia me deixava imaginando o que ela pensava. "Eu sempre digo o que eu realmente estou pensando." "Voc edita." Ela mordeu os lbios novamente. Ela parecia 
no notar quando fazia isso - era uma resposta inconsciente  tenso. "No muito." Estas poucas palavras foram suficientes para inflamar minha curiosidade. O que 
 que ela deliberadamente escondia de mim?





"O bastante para me deixar louco," eu disse. Ela hesitou e ento sussurrou, "Voc no gostaria de ouvir." Eu tive que pensar por um momento, analisar toda a nossa 
conversa da ltima noite, palavra por palavra, antes que eu fizesse a associao. Talvez isso exigisse muita concentrao, pois eu no imaginava nada que eu no 
quisesse ouvi-la dizer. E ento pelo tom de sua voz ser o mesmo da ltima noite; havia uma dor repentina novamente Eu me lembrei. Uma vez eu pedi que ela no me 
dissesse seus pensamentos. Nunca diga isto, eu vociferei para ela. Eu a fiz chorar... Era isso que ela escondia de mim? A profundidade dos seus sentimentos sobre 
mim? Que eu ser um monstro, no importava para ela, e que ela achava tarde demais para mudar sua deciso? Eu no conseguia falar, porque a alegria e a dor eram demasiado 
intensas para serem expressas em palavras, o conflito entre elas era muito radical para possibilitar uma resposta coerente. Havia silncio no carro, exceto pelo 
ritmo uniforme de seu corao e pulmes. "Onde est o restante de sua familia?" ela perguntou repentinamente. Eu respirei fundo - registrando o aroma no carro com 
uma verdadeira dor pela primeira vez ; eu estava me acostumando a isso, eu fazia com satisfao - e me forando a ser casual novamente. - Eles pegaram o carro da 
Rosalie. Estacionei perto da capota suspensa do carro em questo. Escondi meu sorriso quando vi seus olhos arregalarem. - "Chamativo, no?" - "Hmm, caramba. Se ela 
tem isso, porque pega carona com voc?" Rosalie deveria ter apreciado a reao de Bella... se ela estivesse sendo mais objetiva com respeito a ela , o que provavelmente 
no iria acontecer. - "Como eu disse,  chamativo. Ns tentamos nos misturar." "Vocs no conseguem", ela me disse; e ento ela sorriu um cuidadoso sorriso. O jovial, 
inteiramente despreocupado som do seu riso queimou o meu peito oco como tambm fez minha cabea flutuar com tontura. "Ento por que Rosalie dirigiu hoje se ele  
mais notvel?" ela perguntou. "No percebeu? Estou quebrando todas as regras agora." Minha resposta deveria ter sido ligeiramente assustadora - ento,  claro, Bella 
riu dela. Ela no esperou por mim para abrir sua porta, exatamente como a noite passada. Eu tinha que aparentar normalidade aqui na escola - ento eu no poderia 
me mover rpido o





bastante para impedir isso - mas ela teria que se acostumar a ser tratada com mais cortesia, e acostumar-se logo. Eu caminhei mais perto dela do que ousaria, olhando 
cuidadosamente por qualquer sinal de que minha proximidade a perturbaria. Duas vezes sua mo estremeceu-se em direo  minha e ento ela gostaria de traz-la de 
volta. Parecia que ela queria me tocar... Minha respirao disparou. "Por que vocs tm carros assim, ento? Se vocs procuram ter privacidade? - ela me perguntou 
enquanto caminhvamos. "Como um prazer" - eu admiti - "Todos ns gostamos de dirigir rpido". "Imagino" ela murmurou, em seu tom de voz. Ela no olhou para cima 
para ver minha resposta maliciosa. "Nuh-uh"! Eu no acredito nisso. Como que Bella conseguiu ignorar isso? Eu no entendo! Por que? A mente nebulosa de Jessica interrompeu 
os meus pensamentos. Ela estava esperando por Bella, se refugiando da chuva, sob o abrigo da marquise da cafeteria com o casaco de inverno de Bella debaixo de seu 
brao. Seus olhos estavam estatelados com descrena. Bella tambm a percebeu no exato momento. Um fraco tom rosado tocou sua face quando Bella registrou a expresso 
de Jessica. Os pensamentos de Jessica estavam nitidamente claros em seu rosto. "Oi Jssica. Obrigada por lembrar", Bella lhe agradeceu. Ela apanhou o casaco e Jessica 
o entregou sem dizer nenhuma palavra. Eu tenho que ser educado com os amigos de Bella, mesmo sendo eles bons amigos ou no. "Bom dia Jessica".. Nossa... Os olhos 
de Jessica se arregalaram. Foi estranho e divertido... e honestamente, um pouco embaraoso... para se ter uma idia de como ficar perto de Bella me deixou mais gentil. 
Parecia que ningum estava mais com medo de mim. Se Emmett soubesse disso, ele iria ficar rindo pelo prximo sculo. "...oi" Jessica murmurou e seus olhos lampejaram 
para o rosto de Bella, cheios de expresso. "Acho que te vejo em trigonometria". Ah, voc vai desembuchar tudo para mim. No vou aceitar no como resposta. Detalhes. 
Tenho que saber dos detalhes! Edward gato CULLEN! A vida  to injusta. A boca de Bella se torceu. - ", a gente se v l." Os pensamentos de Jessica ficaram fora 
de controle enquanto ela corria para sua primeira aula, nos espiando uma vez ou outra.





A histria inteira. No vou aceitar nada menos que isso. Eles combinaram de se encontrar ontem  noite? Eles esto namorando? H quanto tempo? Como ela pde guardar 
segredo sobre isso? Por que ela guardaria? No pode ser uma coisa casual - ela tem que estar bem afim dele. Tem alguma outra opo? Eu vou descobrir. No vou conseguir 
no saber de nada. Ser que ela j deu uns amassos nele? Ah, vou desmaiar... De repente os pensamentos de Jessica ficaram desconexos, e ela deixou que suas fantasias 
mudas girassem por sua cabea. Eu recuei com suas especulaes, e no s porque ela tinha trocado Bella por si mesma nas figuras mentais. Eu no podia ser assim. 
Mas mesmo assim, eu... eu queria... Resisti em admitir isso, mesmo para mim. Em quantas maneiras erradas eu queria colocar a Bella? Qual iria acabar por mat-la? 
Eu sacudi a cabea e tentei deixar as coisas mais leves. - "O que vai dizer a ela?" - perguntei a Bella. - "Ei!" - ela sussurrou ferozmente. - "Pensei que voc no 
pudesse ler minha mente!" - "No posso." - eu a encarei, surpreso, tentando entender suas palavras. Ah - devamos estar pensando a mesma coisa ao mesmo tempo. Hmmm, 
gostei disso. - "Mas" - contei a ela. - "posso ler a dela - Ela vai pegar voc de surpresa na sala." Bella gemeu, e deixou a jaqueta escorregar por seus ombros. 
No percebi que ela estava a devolvendo - eu no teria pedido; preferia que ficasse com ela... uma lembrana - ento fui muito devagar para oferecer minha ajuda. 
Ela me entregou a jaqueta e passou os braos pela dela, sem olhar para cima para ver que minhas mos estavam esticadas para ajudar. Eu fiz uma careta com isso, e 
ento controlei minha expresso antes que ela notasse. - "Ento, o que vai dizer a ela?" - eu pressionei. - "Que tal uma mozinha? O que ela quer saber?" Eu sorri 
e sacudi a cabea. Eu queria escutar o que ela estava pensando agora sem nenhuma dica. - "Isso no  justo". Os olhos dela se apertaram. - "No, voc no est partilhando 
o que sabe - isso  que no  justo". "Certo" - ela no gostava de dois pesos e duas medidas. Chegamos  porta da classe dela - onde eu teria que deix-la; me perguntei 
 toa se a Srta. Cope iria ser mais favorvel sobre uma mudana da minha aula de ingls... Forcei a minha concentrao. Eu podia ser justo. - "Ela quer saber se 
estamos namorando escondido" - eu disse lentamente. - "E ela quer saber como voc se sente com relao a mim". Seus olhos se arregalaram - dessa vez no de surpresa, 
mas astutos. Estavam abertos para mim, legveis. Ela estava bancando a inocente. - "Caramba" - ela murmurou. - "O que devo dizer?"





- "Hmmm" - Ela sempre tentava fazer com que eu revelasse mais do que ela. Refleti como responder. Uma mecha rebelde do cabelo dela, ligeiramente mida por causa 
da neblina, caia por seu ombro e se enrolava onde a sua clavcula estava escondida por aquele suter ridculo. Atraiu meus olhos... os arrastou para ver as outras 
linhas escondidas... Me estiquei para peg-la cuidadosamente, sem tocar em sua pele - a manh j estava fria o suficiente sem meu toque - e a coloquei de volta ao 
lugar em seu coque desarrumado para que no me distrasse outra vez. Me lembrei quando Mike Newton tinha tocado seu cabelo, e meu queixo se trincou com a memria. 
Ela tinha se afastado dele na ocasio. A reao dela agora no era nada parecida; ao invs disso, seus olhos se arregalaram, seu sangue correu mais rpido nas veias 
e uma sbita acelerao em seu corao. Tentei conter meu sorriso quando a respondi. - "Acho que pode dizer sim  primeira pergunta... Se no se importa..." - a 
escolha era dela, sempre dela. - " mais fcil do que qualquer outra explicao." - "No me importo..." - ela sussurrou. Seu corao ainda no tinha recuperado o 
ritmo normal. - "E quanto  outra pergunta de Jessica..." - no conseguia esconder meu sorriso agora. "Bom, eu estarei ouvindo para saber eu mesmo a resposta." Deixar 
que Bella considerasse isso. Reprimi uma risada e o choque passou por seu rosto. Me virei rapidamente, antes que ela pudesse perguntar mais alguma coisa. Eu tinha 
certa dificuldade em no dar a ela qualquer coisa que ela quisesse. E eu queria escutar os pensamentos dela, no os meus. "A gente se v no almoo" - eu disse  
ela sobre o ombro; uma desculpa para checar que ela ainda estava me encarando, de olhos arregalados. Sua boca estava aberta. Me virei de novo e fui embora, rindo. 
Enquanto eu me afastava, estava vagamente ciente dos pensamentos surpresos e especulativos que giravam ao meu redor - olhos indo do rosto de Bella  minha figura 
que recuava. Prestei pouca ateno neles. No conseguia me concentrar. Foi muito difcil manter meus ps se movendo a uma velocidade aceitvel enquanto cruzava a 
grama encharcada para minha prxima aula. Queria correr - realmente correr, to rpido que iria desaparecer, to rpido que iria parecer que estava voando. Parte 
de mim j estava voando. Coloquei a jaqueta quando entrei na classe, deixando que a fragrncia dela flutuasse, pesada ao meu redor. Eu iria queimar agora - deixar 
que o cheiro me dessensibilizasse para que depois fosse mais fcil ignorar, quando estivesse com ela de novo no almoo... Era uma coisa boa que os professores no 
se importavam mais em me chamar. Hoje talvez tivesse sido o dia que eles me pegassem desprevenido, e sem respostas. Minha cabea estava em tantos lugares esta manh; 
s meu corpo estava na sala de aula.  claro que eu estava vigiando Bella. Isso estava se tornando natural - to automtico quanto respirar. A escutei conversar 
com um Mike Newton desmoralizado. Ela rapidamente





mudou a conversa para Jessica, e abri um sorriso to grande que Rob Sawyer, que estava sentado ao meu lado direito, se encolheu visivelmente e escorregou na cadeira, 
para longe de mim. Argh. Assustador. Bom, ele no estava totalmente errado. Tambm estava monitorando Jessica livremente, observando enquanto ela definiria suas 
perguntas para Bella. Mal podia esperar at o quarto tempo, dez vezes mais ansioso e curioso que a garota humana que queria uma fofoca nova. E tambm estava escutando 
Angela Weber. No tinha esquecido a gratido que tinha sentido por ela - primeiro por s pensar coisas boas a respeito de Bella, depois pela ajuda  noite passada. 
Ento eu esperei pela manh, procurando por algo que ela quisesse. Achei que seria fcil; como qualquer outro humano, devia haver alguma coisa bugiganga ou brinquedo 
que ela quisesse. Vrios, provavelmente. Entregaria algo anonimamente e nos deixaria quite. Mas Angela provou ser quase to desatenciosa com seus pensamentos quanto 
Bella. Ela era estranhamente satisfeita para uma adolescente. Feliz. Talvez essa fosse a razo para sua bondade incomum - ela era uma daquelas raras pessoas que 
tinham o que amavam e amavam o que tinham. Se ela no estivesse prestando ateno aos professores e s anotaes, estava pensando dos irmos gmeos que levaria  
praia nesse final de semana - antecipando a animao deles com um prazer quase maternal. Ela cuidava deles de vez em quando, mas no se sentia rancorosa com esse 
fato... era bem carinhoso. Mas no me ajudava muito. Tinha que ter alguma coisa que ela queria. Eu s teria que continuar procurando. Mas depois. Agora era a hora 
da aula de trigonometria de Bella com Jessica. No estava prestando ateno aonde ia quando fui para a aula de ingls. Jessica j estava em seu lugar, os dois ps 
batendo impacientemente no cho enquanto ela esperava Bella chegar. Ao contrrio, quando me sentei em minha cadeira na sala de aula, fiquei completamente parado. 
Tinha que me lembrar de me mexer uma hora ou outra. Manter a fachada. Foi difcil, meus pensamentos estavam to concentrados nos de Jessica. Esperava que ela fosse 
prestar ateno, realmente tentar ler o rosto de Bella para mim. As batidas dos ps de Jessica se intensificaram quando Bella entrou na sala. Ela parece... triste. 
Por qu? Talvez no tenha nada acontecendo com o Edward Cullen. Isso seria um desapontamento. Exceto que... ento ele ainda est disponvel... se de repente ele 
est interessado em namorar, no me importo em ajud-lo com isso... O rosto de Bella no parecia triste, parecia relutante. Ela estava preocupada - ela sabia que 
eu iria escutar tudo isso. Sorri para mim mesmo.





- "Me conta tudo!" - Jess mandou enquanto Bella ainda estava tirando o casaco e pendurando nas costas de sua cadeira. Ela estava se mexendo com deliberao, sem 
vontade. Argh, ela  to lerda. Vamos passar para as coisas interessantes! -" O que quer saber?" - Bella escapou quando se sentou. - "O que aconteceu ontem  noite?" 
- "Ele me levou para jantar e depois me levou em casa." - "Como chegou em casa to rpido?" Eu observei Bella rolar os olhos  suspeita de Jessica. - "Ele dirige 
como um louco. Foi apavorante." Ela sorriu um pouco, e eu ri em voz alta, interrompendo os anncios do Sr. Mason. Eu tentei transformar a risada em um acesso de 
tosse, mas ningum se enganou. O Sr. Mason me lanou um olhar irritado, mas eu nem me preocupei em escutar o pensamento por trs dele. Estava ouvindo a Jessica. 
Ah. Parece que ela est falando a verdade. Por que est me fazendo arrancar tudo isso dela, palavra por palavra? Eu estaria me gabando a plenos pulmes se fosse 
comigo. - "Foi tipo um encontro, disse a ele para encontrar voc l?" Jessica viu a surpresa passar pela expresso de Bella, e ficou desapontada como isso parecia 
ser verdade. - "No... Eu fiquei muito surpresa em v-lo l" - Bella disse a ela. - "O que est acontecendo? - Mas ele pegou voc para vir  escola hoje? - Tem que 
ter mais coisa nessa histria". "Sim - isso era uma surpresa, tambm. Ele percebeu que eu no tinha uma jaqueta noite passada". Isso no  muito divertido, Jessica 
pensou, desapontada novamente. Eu estava cansado da sua linha de perguntas - Eu queria ouvir algo que eu no soubesse realmente. Eu esperei que ela no estivesse 
to descontente que ela poderia pular as questes que eu estava esperando. "Ento voc vai sair com ele novamente?" Jessica perguntou. "Ele se ofereceu para me levar 
a Seattle sbado porque ele pensa que o meu carro no consegue chegar at l - isso conta?" Hmm. Bom, cuide dela. Bella est maluca. "Sim" Jessica respondeu a pergunta 
de Bella.





"Bom, ento, sim." "U-A-U... Edward Cullen". Ela gostando dele ou no, isso  grande. "Eu sei." Bella concordou. O tom de sua voz encorajou Jessica. Finalmente - 
ela soa como se gostasse! Ela deve estar realizada... "Pera" Jessica falou, de repente se lembrando da pergunta mais vital "Ele j te beijou?" Por favor diga sim. 
E depois descreva cada segundo! "No." Bella disse, e ento ela olhou para suas mos, sua face corando. "No  bem assim." Droga. Eu queria... h. parece que ela 
gostaria disso. Eu franzi o cenho. Bella parecia chateada sobre algo, mas no poderia ser desapontamento como Jessica assumiu. Ela no poderia querer aquilo. Sem 
saber o que ela sabe. Ela no poderia querer estar perto de meus dentes. Por tudo que ela sabia, eu tinha presas. Eu estremeci. ""Voc acha que Sbado...?" Jessica 
continuou. Bella pareceu mais frustrada do que ela dissse, "Eu realmente duvido." , ela realmente desejava. Que droga para ela. Seria porque eu estava ouvindo isso 
pelo "filtro" das percepes de Jessica que pareceu que ela estava certa? Por um segundo eu me distra pela idia, o impossvel, sobre como eu gostaria de beij-la. 
Meu lbios em seus lbios... E ento ela morre. Eu balancei minha cabea, e me mandei prestar ateno na conversa. "Sobre o que foi que vocs conversaram?" Voc 
conversou com ele, ou voc fez ele falar cada informao sobre ele que voc queria saber? Eu sorri. Jessica no estava longe. "Eu no sei, Jess, um monte de coisas. 
Ns falamos um pouco sobre o trabalho de ingls." S um pouquinho. Eu sorri, animal. Oh, fala srio. "Por favor, Bella. Me d alguns detalhes." Bella pensou por 
um minuto.





"Bom...tudo bem, eu te digo um. Voc precisava ter visto a garonete flertando com ele foi at um pouco demais. Mas ele no estava prestando nem um pouco de ateno". 
Que detalhe estranho para contar. Eu estava surpresa que Bella havia percebido. Pareceu uma coisa bem inconseqente. Interessante... "Isso  um bom sinal. Ela era 
bonita?" Hmm, Jssica deu mais ateno do que eu. Devia ser coisa feminina. - "Muito" - Bella disse a ela - "E devia ter uns 19 ou 20 anos". Jssica ficou momentaneamente 
distrada pela memria de Mike e ela no encontro de segunda  noite - Mike sendo amigvel demais com a garonete que Jessica no tinha considerado nem um pouco bonita. 
Ela espantou a memria e voltou, oprimindo sua irritao, para perguntar os detalhes. - "Melhor ainda. Ele deve gostar de voc". - "Eu acho que sim" - Bella disse, 
e eu estava na beirada na cadeira, meu corpo rgido. "Mas  difcil saber. Ele  sempre to misterioso". Eu no devia ter sido to transparentemente bvio e fora 
de controle quanto tinha pensado. Ainda... observadora como ela era... Como no podia perceber que estava apaixonado por ela? Eu procurei por nossa conversa, quase 
surpreso de no ter dito as palavras em voz alta. Parecia que esse fato estava implcito em cada palavra entre ns. "Uau. Como voc senta na frente de um modelo 
e conversa normalmente? - No sei como voc tem coragem de ficar sozinha com ele". - Jessica disse. Choque passou pelo rosto de Bella. - "Por qu?" Reao estranha. 
O que ela acha que eu quero dizer? - "Ele  to..." - qual  a palavra certa? - "intimidador. Eu no saberia o que dizer a ele" - Nem consegui falar ingls com ele 
hoje, e tudo que ele disse foi bom dia. Devo ter parecido uma idiota. Bella sorriu. - "Tenho uns problemas de incoerncia quando estou perto dele". Ela devia estar 
tentando fazer com que Jessica se sentisse melhor. Ela era quase anormalmente possuda quando estvamos juntos - "Ah, sim". - Jessica suspirou. - "Ele  mesmo incrivelmente 
bonito". O rosto de Bella ficou mais frio. Seus olhos brilharam do mesmo jeito que eles faziam quando ela sentia alguma injustia. Jessica no reconheceu a mudana 
na expresso dela. - "H muito mais nele do que isso." - Bella repreendeu. Aaaah, agora estamos chegando a algum lugar. - " mesmo? Tipo o qu?" Bella mordeu o lbio 
por um momento. - "No posso explicar muito bem..." - ela finalmente disse. - "Mas ele  ainda mais inacreditvel por trs daquele rosto." - Ela desviou os olhos 
de Jessica, seus olhos ligeiramente desfocados como se estivesse vendo algo muito longe.





A emoo que senti agora era remotamente familiar quela que sentia quando Carlisle ou Esme me exaltavam alm do que eu merecia. Similar, mas mais intenso, mais 
consumidor. Conta essa para outra pessoa - no tem nada melhor que aquele rosto! A no ser o corpo. - Ser possvel? - Jessica deu um sorriso falso. Bella no se 
virou. Ela continuou a olhar a distncia, ignorando Jessica. Uma pessoa normal estaria triunfante. Talvez se eu mantivesse as perguntas simples. Ha ha. Como se estivesse 
falando com algum do jardim de infncia. - "Ento gosta dele, n?" Fiquei rgido de novo. Bella no olhou para Jessica. - "Sim." - "Quer dizer, voc realmente gosta 
dele?" - "Sim." Olha esse rubor! Estava olhando. - "O quanto voc gosta dele?" A sala de ingls podia estar em chamas e eu no iria notar. O rosto de Bella estava 
vermelho vivo agora - quase conseguia sentir o calor da imagem mental. - "Demais." - ela sussurrou. - "Mais do que ele gosta de mim. Mas no vejo como evitar isso." 
Droga! O que o Sr. Varner perguntou agora? - "Hm, que nmero Sr. Varner?" Foi bom que a Jessica no pudesse mais interrogar Bella. Precisava de um minuto. Que diabos 
que essa menina estava pensando agora? Mais do que ele gosta de mim? Como ela inventou isso? Mas no vejo como evitar isso? O que isso queria dizer? No conseguia 
achar uma explicao racional para as palavras. Era praticamente sem sentido. Parecia que eu no podia ter certeza de nada. Coisas bvias, coisas que faziam perfeito 
sentido, de algum jeito se deformavam e viravam ao contrrio naquele crebro bizarro dela. Mais do que ele gosta de mim? Talvez eu no devesse desistir da instituio 
ainda. Olhei para o relgio, batendo os dentes. Como meros minutos so to impossivelmente longos para um imortal? Onde estava minha perspectiva? Meu queixo estava 
fechado por toda a aula de trigonometria do Sr. Varner. Ouvi mais dela do que da minha prpria aula. Bella e Jessica no falaram outra vez, mas Jessica espiou Bella 
vrias vezes, e uma vez o rosto dela estava escarlate de novo sem razo aparente. O almoo no ia chegar rpido o suficiente.





No tinha certeza se Jessica iria ter algumas das respostas que eu queria quando a classe terminasse, mas Bella foi mais rpida do que ela. Assim que o sinal tocou, 
Bella se virou para Jessica. - "Na aula de ingls, o Mike me perguntou se voc disse alguma coisa sobre a noite de segunda." - Bella disse, um sorriso nos cantos 
dos lbios. Eu entendi isso - o ataque era a melhor defesa. "Mike perguntou sobre mim?" A felicidade deixou a mente de Jessica repentinamente desprotegida, gentil, 
sem o tom falso de costume. - "T brincando! O que voc disse?" - "Disse a ele que voc falou que se divertiu muito... Ele pareceu satisfeito." - "Me conta exatamente 
o que ele disse, e a sua resposta exata!" Claramente isso era tudo o que eu ia arrancar de Jessica hoje. Bella estava sorrindo como se estivesse pensando a mesma 
coisa. Como se tivesse ganhado a rodada. Bom, o almoo seria outra histria. Teria mais sucesso em ter as respostas dela do que de Jessica, ia ter certeza disso. 
Mas pude suportar espiar os pensamentos da Jessica pela quarta aula. No tinha pacincia para seus pensamentos obsessivos de Mike Newton. J tinha o agentado o 
suficiente nas ltimas duas semanas. Ele tinha sorte em estar vivo. Me mexi apaticamente na aula de educao fsica com Alice, do modo que sempre nos movamos quando 
se tratava de atividade fsica com os humanos. Ela era minha companheira de time, naturalmente. Era o primeiro dia de badminton. Suspirei de tdio, girando a raquete 
em cmera lenta para acertar a bola e mand-la para o outro lado. Lauren Mallory estava no outro time; ela errou. Alice rodava sua raquete como um basto, olhando 
o teto. Todos ns detestvamos educao fsica, principalmente Emmett. Fingir jogar era um insulto a sua filosofia. Educao fsica hoje era pior que o normal - 
me senti to irritado quanto Emmett sempre se sentia. Antes que minha cabea pudesse explodir de impacincia, o treinador Clapp terminou os jogos e nos dispensou 
mais cedo. Fiquei ridiculamente agradecido que ele tivesse pulado o caf-da-manh - uma nova tentativa de dieta - e a fome conseqente o tinha deixado com pressa 
para deixar o campus e encontrar um sanduche engordurado em algum lugar. Ele prometeu a si mesmo que comearia amanh de novo... Isto me deu tempo suficiente para 
chegar ao prdio de matemtica antes que a aula de Bella terminasse. Se divirta, Alice pensou enquanto se afastava para encontrar Jasper. S mais alguns dias para 
ser paciente. Acho que no vai dizer oi para a Bella por mim, no ? Sacudi a cabea, exasperado. Todos os que tinham poderes psquicos eram to metidos? S para 
voc saber, vai estar sol dos dois lados da baa esse fim-de-semana. Talvez queira refazer seus planos.





Eu suspirei enquanto continuava para a direo oposta. Meditar, mas til. Apoiei-me na parede perto da porta, esperando. Estava to perto que podia escutar a voz 
de Jessica atravs dos tijolos, assim como seus pensamentos. - "No vai se sentar com a gente hoje, no ?" Ela parece... animada. Aposto que tem um monte de coisas 
que no me falou. - "Acho que no." - Bella respondeu, estranhamente insegura. No tinha prometido almoar com ela? O que ela estava pensando? Elas saram da sala 
juntas, e os olhos das duas garotas se arregalaram quando me viram. Mas eu s podia ouvir a Jessica. timo. Uau. Ah, com certeza tem mais coisa acontecendo por aqui 
do que ela me contou. Talvez eu ligue para ela hoje  noite... Ou talvez no deva encoraj-la. Argh. Espero que ele a supere rpido. O Mike  bonitinho, mas... uau. 
- "A gente se v depois, Bella." Bella andou na minha direo, parando a um passo de distncia, ainda insegura. Sua pele estava rosa nas bochechas. Eu a conhecia 
bem o suficiente a essa altura para ter certeza que no havia medo por trs de sua hesitao. Aparentemente, isso era sobre algum abismo que ela tinha imaginado 
entre os sentimentos dela e os meus. Mais do que ele gosta de mim. Absurdo! - "Oi." - eu disse, minha voz estava um pouco seca. O rosto dela ficou mais brilhante. 
- "Oi." No parecia que ela ia falar outra coisa, ento eu abri caminho at o refeitrio e ela andou silenciosamente ao meu lado. A jaqueta tinha funcionado - o 
cheiro dela no foi o golpe que geralmente era. S era uma intensificao da dor que eu j sentia. Conseguia ignorar mais facilmente do que uma vez teria acreditado 
ser possvel. Bella estava inquieta enquanto espervamos na fila, brincando distrada com o zper de sua jaqueta e mudando o peso, nervosa, de um p para o outro. 
Ela me olhou algumas vezes, mas sempre que encontrava meu olhar, olhava para baixo como se estivesse envergonhada. Isso era por que todo mundo estava nos olhando? 
Talvez ela conseguisse escutar os cochichos - a fofoca era to verbal quanto mental hoje. Ou talvez ela tenha percebido, pela minha expresso, que estava enrascada. 
Ela no disse nada at que eu estava reunindo seu almoo. No sabia do que ela gostava ainda no - ento apanhei um de cada. - "O que est fazendo?" - ela sibilou 
em uma voz baixa. - "No est pegando tudo isso para mim, no ?"





Sacudi a cabea, e entreguei a bandeja para o caixa. - "Metade  para mim,  claro." Ela ergueu uma sobrancelha ceticamente, mas no disse mais nada enquanto eu 
pagava pela comida e a acompanhava  mesa que ns nos sentamos na semana passada antes da experincia desastrosa com a coleta de sangue. Parecia que tinha sido a 
mais tempo do que h alguns dias. Tudo estava diferente agora. Ela sentou-se de frente para mim novamente. Eu empurrei a bandeja em sua direo. "Pegue o que quiser", 
eu encorajei. Ela escolheu uma ma, virando ela em suas mos, um olhar pensativo em seu rosto. "Eu estou curiosa". Que surpresa. "O que voc faria se uma pessoa 
te desafiasse a comer alguma coisa?" ela continuou em uma voz baixa que no alcanaria os ouvidos humanos. Ouvidos imortais eram um outro caso, se esses ouvidos 
estivessem prestando ateno. Eu provavelmente devia ter mencionado alguma coisa para eles mais cedo... "Voc est sempre curiosa", eu me queixei. Oh, bem. No era 
como se eu nunca tivesse comido antes. Isso fazia parte da charada. Uma parte nem um pouco prazerosa. Eu procurei pela coisa mais prxima e a segurei nas mos enquanto 
eu mordia um pedao do que quer que fosse. Sem olhar, eu no podia dizer. Era repugnante e espesso e repulsivo como qualquer comida humana. Eu mastiguei rapidamente 
e engoli, tentando manter as caretas fora do meu rosto. O bolo de comida se moveu lenta e desconfortavelmente goela abaixo. Eu suspirei e imaginei em como eu iria 
ter que colocar isso para fora depois. Nojento. A expresso de Bella estava chocada. Impressionada. Eu quis revirar meus olhos.  claro que ns tnhamos causado 
algumas decepes. "Se algum te desafiasse a comer areia, voc poderia, no poderia?" O seu nariz se enrugou e ela sorriu. "Eu j fiz isso uma vez...num desafio. 
No foi to ruim". Eu ri "Eu acho que no estou muito surpreso" Eles parecem  vontade, no parecem? Boa linguagem corporal. Eu vou falar com Bella depois. Ele est 
se inclinando em direo  ela como se deve, se ele estiver interesse. Ele parece interessado. Ele parece... perfeito. Jessica suspirou. Aiai. Eu encontrei com os 
olhos curiosos de Jessica, e ela olhou para longe nervosa, dando risadinhas com a garota ao seu lado. Hmmm. Melhor eu ficar com Mike. Realidade, no fantasia...





"Jessica est analisado tudo que eu fao," Eu informei  Bella "Ela vai falar com voc sobre isso depois." Eu empurrei o prato de comida de volta em direo  ela 
- pizza, eu percebi - imaginando a melhor forma de comear. Minha frustrao de antes queimou novamente com as palavras se repetindo em minha cabea: Muito mais 
do que ele gosta de mim. Mas eu no sei como posso evitar isso. Ela deu uma mordida no mesmo pedao de pizza.  impressionante como ela confiava em mim agora.  
claro, ela no sabia que eu era venenoso - no que aquele pedao de comida pudesse machuc-la. Ainda assim, eu esperava que ela me tratasse diferente. Como outra 
coisa. Ela nunca fez isso - pelo menos, no de uma forma negativa... Eu devia comear de forma gentil. "Ento a garonete era bonita, no era?" Ela ergueu uma sobrancelha 
de novo. "Voc realmente no reparou?" Como se qualquer outra mulher pudesse tirar a minha ateno de Bella. Absurda, de novo. "No. Eu no estava prestando ateno. 
Eu tinha muitas coisas na cabea". No pior do que as que haviam sido envolvidas pela sua blusinha fina. Ao menos ela no teria que usar aquele suter horrvel hoje. 
"Pobre garota" Bella disse, sorrindo. Ela gostou que eu no tivesse achado a garonete interessante de qualquer forma. Eu podia entender isso. Quantas vezes eu tinha 
me imaginando mutilando Mike Newton na sala de biologia? Ela no conseguiria compreender honestamente que esses seus sentimentos humanos, fruto de dezessete anos 
humanos, podiam ser mais fortes que as minhas paixes imortais que tinham se construdo por um sculo. "Algo que voc disse pra Jessica..." Eu no conseguia manter 
a minha voz casual. "Bem, me incomodou". Ela se colocou imediatamente na defensiva. "Eu no estou surpresa que voc tenha ouvido algo de que no tenha gostado. Voc 
sabe o que as pessoa dizem sobre espionar". Os bisbilhoteiros nunca ouvem bem deles, esse era o ditado. "Eu te disse que estaria ouvindo" eu a lembrei. "E eu te 
avisei que voc no ia querer saber tudo o que eu pensava". Ah, ela estava pensando de quando eu a fiz chorar. O remorso fez minha voz endurecer.





"Voc avisou. Porm, voc no estava precisamente certa. Eu quero saber o que voc pensa - tudo. Eu s queria que voc no estivesse pensando em... algumas coisas". 
Mais meias-verdades. Eu sabia que eu no podia querer que ela se importasse comigo. Mas eu queria.  claro que eu queria. "Isso  uma distino". Ela rosnou, fazendo 
cara feia para mim. "Mas no  isso que importa no momento". "Ento o que ?" Ela se inclinou em minha direo, sua mo ao redor de seu pescoo. Isso atraiu meus 
olhos - me distraindo. Como sua pele devia ser suave... Se concentre, eu me ordenei. "Voc realmente acredita que gosta de mim mais do que eu gosto de voc?" eu 
perguntei. A pergunta parecia ridcula para mim, como se as palavras estivessem trocadas. Seus olhos se arregalaram, sua respirao parou. Ento ela olhou para longe, 
piscando rapidamente. Sua respirao saiu em um baixo suspiro. "Voc est fazendo isso de novo", ela murmurou. "O que?" "Me deixando deslumbrada", ela admitiu, encontrando 
meus olhos cuidadosamente. "Oh" Hmm. Eu no tinha muita certeza do que fazer quanto a isso. Nem eu tinha certeza se eu no queria deslumbr-la. Eu ainda estava emocionado 
por eu poder deslumbr-la. Mas isso no estava ajudando o progresso da conversa. "No  sua culpa", ela suspirou "Voc no consegue evitar". "Voc vai responder 
a pergunta?" eu exigi. Ela encarou a mesa. "Sim." Isso foi tudo que ela disse. "Sim, voc vai responder; ou sim, voc realmente acha isso?" eu perguntei impacientemente. 
"Sim, eu realmente acho isso", ela disse sem olhar para cima. Tinha um fraco tom de tristeza em sua voz. Ela corou de novo, e seus dentes se moveram inconscientemente 
para mordiscar seu lbio. Abruptamente, eu percebi que isso era muito difcil para ela admitir, porque ela realmente acreditava nisso. E eu no era melhor do que 
aquele covarde, Mike, pedindo para ela confirmar seus sentimentos antes que eu confirmasse os meus prprios. No importava que o que eu sentisse estivesse totalmente 
claro para mim. Eu ainda no os tinha esclarecido para ela, e isso no tinha perdo.





"Voc est errada", eu prometi. Ela deve ter ouvido a ternura em minha voz. Bella olhou para mim, seus olhos opacos, no dizendo nada. "Voc no tem como saber isso" 
ela murmurou. Ela achava que eu estava subestimando seus sentimentos porque eu no podia ouvir seus pensamentos. Mas, na verdade, o problema  que ela estava subestimando 
os meus. "O que te faz pensar isso?" eu me admirei. Ela me encarou, as rugas entre suas sobrancelhas, mordendo seus lbios. Pela milionsima vez, eu desejava desesperadamente 
que eu pudesse ouvi-la. Eu estava prestes a implorar para que ela me dissesse sobre o que ela tanto pensava, mas ela ergueu um dedo para no me deixar falar. "Me 
deixe pensar" ela pediu. Enquanto ela estava simplesmente organizando os seus pensamentos, eu podia me manter paciente. Ou podia fingir que mantinha. Ela pressionou 
suas mos juntas, cruzando e descruzando seus finos dedos. Ela estava olhando suas mos como se elas pertencessem  outra pessoa enquanto ela falava. "Bem, tirando 
o bvio" ela murmurou. "s vezes... Eu no posso ter certeza - eu no leio mentes - mas s vezes parece que voc est querendo dizer adeus, mas diz outra coisa", 
ela no olhou para cima. Ela percebeu, no percebeu? Ela percebeu que foi somente fraqueza e egosmo que me mantiveram aqui? Ela pensa pior de mim por isso? " uma 
questo de perspectiva" eu soltei, ento olhei com horror a dor que cruzava a sua expresso. Eu me apressei para contradizer a sua suposio. "Porm,  exatamente 
por isso que voc est errada, no entanto -", eu comecei, ento eu parei, me lembrando das primeiras palavras de sua explicao "O que voc quis dizer com `o bvio'?" 
"Bem, olhe pra mim" ela disse. Eu estava olhando. Tudo o que eu fazia era olhar para ela. O que ela quis dizer? "Eu sou absolutamente normal," ela explicou. "Bem, 
com exceo das experincias de quase-morte e de ser to atrapalhada que eu quase chego a ser uma invlida. E olhe pra voc". Ela abanou o ar em minha direo, como 
se ela estivesse explicando coisa to bvia que no era necessrio de se dizer. Ela pensava que era normal? Ela pensou que eu era de alguma forma melhor do que ela? 
Na avaliao de quem? Pessoas tolas, de mente pequena, humanos cegos como Jessica ou Sra. Cope? Como que ela no percebeu que ela era a mais bela... mais delicada... 
essas palavras no eram o suficiente.





E ela no tinha nem idia. "Voc no se v muito claramente, sabe" eu disse a ela. Eu tenho que admitir que voc estava certa sobre as experincias de quase-morte..." 
eu ri sem humor. Eu no achava cmico o destino miservel que a assombrava. A falta de jeito, no entanto, era um pouco engraado. Amvel. Ela acreditaria em mim 
se eu dissesse a ela que ela era linda por dentro e por fora? Apesar de que ela acharia uma corroborao mais persuasiva. "Mas voc no ouviu o que todos os seres 
humanos do sexo masculino nessa escola pensaram de voc no seu primeiro dia". Ah, a esperana, a vibrao, a ansiedade daqueles pensamentos. A velocidade com que 
eles se tornaram em fantasias impossveis. Impossveis, porque ela no queria nenhum deles. Eu fui o nico a quem ela disse sim. Meu sorriso devia estar parecendo 
presunoso. Ela ficou inexpressiva com surpresa. "Eu no acredito nisso," ela resmungou. "Acredite em mim apenas dessa vez - voc  o oposto do comum." Sua existncia 
era justificativa suficiente pra criao de todo o mundo. Ela no estava acostumada com elogios, eu podia ver isso. Outra coisa a qual ela apenas tinha que se acostumar. 
Ela se esguichou, e mudou de assunto. "Mas eu no estou dizendo adeus." "Voc no v? Isso  o que prova que eu estou certo. Eu me preocupo mais, porque se eu tenho 
que fazer isso..." Algum dia eu seria bondoso o suficiente para fazer a coisa certa? Eu mexi a cabea sem esperana. Eu teria que encontrar fora. Ela merecia uma 
vida. No o que Alice tinha visto vindo pra ela. "Se ir embora  a coisa certa a fazer..." E tinha que ser a coisa certa, no tinha? No havia anjo imprudente. Bella 
no me pertencia. "Ento eu me machucarei para mant-la sem se machucar, para mant-la salva." Enquanto eu dizia as palavras, eu desejava que fosse verdade. Seus 
olhos cintilaram pra mim. De alguma forma, minhas palavras a irritaram. "E voc no acha que eu faria o mesmo?" ela demandou furiosa. To furiosa - to macia e to 
frgil. Como ela poderia machucar algum? "Voc nunca teria que fazer essa escolha," eu disse a ela, novamente triste pela grande diferena entre ns. Ela me fitou, 
o carinho substituindo a raiva em seus olhos e vindo a tona a pequena dobra entre eles. Havia algo verdadeiramente errado com a ordem do universo se algum to bom 
e to quebrvel no merecia um anjo da guarda para mant-la fora de problemas. Bem, eu pensei com um humor negro, pelo menos ela tinha um vampiro da guarda.





Eu sorri. Como eu gostava da minha desculpa para ficar. "Claro, manter voc segura est comeando a parecer uma ocupao de tempo integral que requer minha presena 
constante." Ela sorriu, tambm. "Ningum tentou me matar hoje," ela disse levemente, e ento sua expresso se tornou especulativa por metade de um segundo antes 
que seus olhos ficassem opacos novamente. "Ainda," eu adicionei secamente. "Ainda," ela concordou para minha surpresa. Eu esperava que ela negasse qualquer necessidade 
de proteo. Como ele pde? Aquele burro egosta! Como ele pde nos fazer isso? O grito da mente pungente de Rosalie quebrou minha concentrao. "Fcil, Rose," eu 
ouvi Emmett sussurrar do outro lado da cantina. Seus braos estavam a redor dos ombros dela, segurando-a firme a seu lado - restringindo-a. Desculpe, Edward, Alice 
pensou se culpando. Ela poderia dizer que Bella sabia muito pela conversa de vocs... e, bem, seria pior se eu no a tivesse contado a verdade antes. Confie em mim. 
Eu estremeci pela figura mental seguinte, do que teria acontecido se eu dissesse a Rosalie que Bella sabia que eu era um vampiro em casa, onde Rosalie no tinha 
uma fachada a manter. Eu teria que esconder meu Aston Martin em algum lugar fora do estado se ela no se acalmasse at que o tempo escolar acabasse. A viso do meu 
carro preferido, estropiado e queimando, foi perturbadora - embora eu soubesse que ganharia a retribuio. Jasper no estava muito mais feliz. Eu negociaria com 
os outros mais tarde. Eu tinha muito pouco tempo permitido pra ficar com Bella, e eu no ia desperdi-lo. E ouvir Alice me lembrando que eu tinha alguns trabalhos 
a fazer. "Eu tenho outra pergunta para voc," eu disse evitando os ataques histricos mentais de Rosalie. "Diga," Bella disse sorrindo. "Voc realmente precisa ir 
a Seattle esse sbado, ou  s uma desculpa para fugir de todos os seus admiradores?" Ela fez uma careta para mim. "Voc sabe que eu ainda no te perdoei pela coisa 
com o Tyler.  sua culpa, ele se iludir pensando que eu vou ao baile com ele." "Oh, ele encontraria uma chance de te convidar sem minha ajuda - eu s queria ver 
sua cara." Eu ri nesse momento, lembrando da sua expresso consternada. Nada que eu tinha dito para ela sobre a minha prpria histria negra tinha feito ela parecer 
to aterrorizada. A verdade no a deixava aterrorizada. Ela queria estar comigo. Espantoso.





"Se eu tivesse te convidado, voc teria recusado?" "Provavelmente no," ela disse. "Mas eu teria cancelado mais tarde - fingindo estar doente ou ter torcido o tornozelo." 
Que estranho. "Por que voc faria isso?" Ela balanou a cabea desapontada que eu no tivesse entendido de primeira. "Voc nunca me viu na educao fsica, eu suponho, 
eu acho que voc entenderia." Ah. "Voc est se referindo ao fato de que voc no consiga atravessar uma superfcie estvel sem achar algo para tropear?" "Obviamente." 
"Isso no seria um problema. Tudo depende de quem est guiando." Por uma frao de segundos, eu estava imerso na idia de segura-la em meus braos em uma dana - 
onde ela usaria algo bonito e delicado, e no aquele horrvel suter. Com perfeita clareza, eu me lembrei de como o corpo dela se sentiu embaixo do meu logo aps 
tir-la do caminho da van desgovernada. Mais forte que o pnico ou o desespero ou a mortificao, eu podia lembrar-me daquela sensao. Ela era to quente e to 
macia, se encaixando perfeitamente em minha prpria forma de pedra... Eu me libertei da memria. "Mas voc ainda no me disse -" eu disse rapidamente, impedindo 
ela de discutir comigo sobre o seu desajeitamento, como ela claramente pretendeu fazer. "Voc est decidida a ir pra Seattle, ou se importaria de fazermos algo diferente?" 
Divergente - dando a ela uma escolha, sem dar a ela a possibilidade de fugir de mim por um dia. Dificilmente justo da minha parte. Mas eu fiz uma promessa a ela 
noite passada... E eu gostei da idia de poder cumpri-la - quase tanto quanto a idia me aterrorizava. O sol deveria estar brilhando no sbado. Eu poderia mostrar 
para ela o verdadeiro eu, se eu fosse bravo o suficiente para suportar o seu horror e a repugnncia. Eu conhecia apenas um lugar para correr tal risco... "Eu estou 
aberta a alternativas," Bella disse." Mas eu tenho um favor a pedir." Uma qualificao, sim. O que ser que ela queria de mim? "O que?" "Posso dirigir?" Era essa 
a idia dela de diverso? "Por qu?" "Bem,  por que quando eu disse a Charlie que iria a Seattle, ele especificamente perguntou se eu iria sozinha, e at o momento 
eu ia. Se ele perguntar novamente, eu





provavelmente no vou mentir, mas no acho que ele v perguntar de novo, e deixar minha picape em casa s levantaria o assunto sem nenhuma necessidade. E, alm disso, 
porque voc dirige de um jeito que me d medo." Virei meus olhos para ela. - "De todas as coisas sobre mim que podem te dar medo, voc se preocupa com minha direo." 
- Realmente, o crebro dela funcionava de trs para frente. Sacudi a cabea, desgostoso. Edward, Alice chamou urgentemente. De repente eu estava olhando para um 
crculo de luz do sol, distrado por uma das vises de Alice. Era um lugar que eu conhecia bem, um lugar que eu tinha considerado levar Bella - uma pequena clareira 
aonde ningum ia alm de mim. Um lugar bonito e quieto eu podia ficar sozinho - longe de qualquer trilha ou habitao humana, que at minha mente podia ficar calma 
e ter paz. Alice reconheceu tambm, porque ela j tinha me visto l no fazia muito tempo, em outra viso - uma dessas vises rpidas e indistintas que Alice tinha 
me mostrado no dia em que salvei Bella da van. Nessa viso vacilante, eu no tinha estado sozinho. E agora estava claro - Bella estava l comigo. Ento eu era corajoso 
o suficiente. Ela olhava para mim, arco-ris danando em seu rosto, seus olhos insondveis.  o mesmo lugar, Alice pensou, sua mente cheia de um horror que no combinava 
com a viso. Tenso, talvez, mas horror? O que ela quis dizer,  o mesmo lugar? E ento eu vi. Edward! Alice protestou, estridente. Eu a amo, Edward! Eu a ignorei 
sem d. Ela no amava a Bella do jeito que eu amava. A viso dela era impossvel. Errada. Ela estava cega, de algum jeito, vendo coisas impossveis. Nem meio segundo 
havia se passado. Bella estava olhando curiosamente para meu rosto, esperando que eu concordasse com seu pedido. Ela tinha visto o lampejo de terror, ou tinha sido 
rpido demais para ela? Me concentrei nela, em nossa conversa inacabada, empurrando Alice e suas vises falhas de meus pensamentos. Elas no mereciam minha ateno. 
No consegui manter o tom alegre da brincadeira. - "No quer contar a seu pai que vai passar o dia comigo?" - eu perguntei, um tom sombrio cobrindo minha voz. - 
"Com Charlie  melhor no pecar pelo excesso." - disse Bella, certa deste fato. - "Aonde vamos, alis?"





Alice estava errada. Muito errada. No tinha chance disso acontecer. E era s uma viso antiga, invlida. As coisas tinham mudado. - "O tempo estar bom" - eu disse 
a ela lentamente, lutando contra o pnico e a indeciso. Alice estava errada. Eu continuaria como se no tivesse escutado ou visto nada. - "Ento vou ficar longe 
dos olhares pblicos... E voc pode ficar comigo, se quiser." Bella entendeu o significado na hora; seus olhos estavam brilhantes e ansiosos. - "E vai me mostrar 
o que quis dizer, sobre o sol?" Talvez, como tantas vezes antes, a reao dela seria oposta ao que eu esperava. Eu sorri com essa possibilidade, lutando para voltar 
ao momento mais leve. - "Vou. Mas..." - ela ainda no tinha tido sim. - "se no quiser ficar... s comigo, ainda prefiro que no v a Seattle sozinha. Eu tremo s 
de pensar nos problemas que voc pode arranjar numa cidade daquele tamanho." Os lbios dela se juntaram; estava ofendida. - "Phoenix  trs vezes maior do que Seattle 
- s em termos de populao. Em tamanho..." - "Mas ao que parece sua hora no ia chegar em Phoenix" - eu disse, cortando suas justificaes. - "Ento  melhor ficar 
perto de mim." Ela podia ficar para sempre e ainda no seria o suficiente. No devia pensar desse jeito. Ns no tnhamos para sempre. Os segundos que passavam contavam 
mais do que j haviam contado antes; cada segundo a mudava enquanto eu continuava o mesmo. - "Por acaso, eu no me importo de ficar sozinha com voc." - ela disse. 
No - porque seus instintos eram de trs para frente. - "Eu sei." - suspirei. - "Mas devia contar ao Charlie." - "Por que diabos eu faria isso?" - ela perguntou, 
parecendo horrorizada. Olhei para ela, as vises que ainda no conseguia reprimir girando, nauseantes pela minha cabea. - "Para me dar um pequeno incentivo para 
leva-la de volta." - eu sibilei. Ela devia me dar isso - "Uma testemunha para me obrigar a ser cauteloso." Por que Alice tinha que forar esse conhecimento para 
mim justo agora? Bella engoliu ruidosamente, e me encarou com um longo momento. O que ela tinha visto? - "Acho que vou correr o risco." - ela disse. Argh! Ela ficava 
animada em arriscar a vida? Alguma dose de adrenalina que ansiava?





Eu fiz uma careta para Alice, que encontrou meu olhar com uma expresso de advertncia. Ao lado dela, Rosalie estava encarando furiosamente, mas eu no podia ter 
me importando menos. Deixa que ela destrua o carro. Era s um brinquedo. - "Vamos falar de outra coisa." - Bella sugeriu de repente. Olhei de volta para ela, me 
perguntando como ela podia ser to alheia ao que importava de verdade. Por que ela no me via pelo mostro que eu era? - "Do que voc quer falar?" Seus olhos se viraram 
para a esquerda e ento para a direita, como se estivesse checando que ningum estava escutando. Ela devia estar planejando conversar sobre outro tpico relacionado 
a mitos. Os olhos congelaram por um segundo e seu corpo enrijeceu, e ento ela olhou para mim. - "Por que foi quele lugar nas Goat Rocks no fim de semana passado... 
para caar? Charlie disse que no era um bom lugar para caminhadas, por causa dos ursos." To alheia. Continuei olhando para ela, com uma sobrancelha erguida. - 
"Ursos?" - ela ofegou. Eu sorri ironicamente, prestando ateno enquanto ela absorvia o fato. Isso a faria me levar a srio? Alguma coisa faria? Ela recomps a expresso. 
- "Sabe, ursos no esto na temporada." - ela disse severamente, estreitando os olhos. -" Se ler com cuidado, as leis s diz respeito a caa com armas." Ela perdeu 
o controle de seu rosto por um momento. Sua boca se abriu. - "Ursos?" - ela disse outra vez, uma pergunta experimental dessa vez, no um ofego de choque. - "Os pardos 
so os preferidos de Emmett." Eu observei seus olhos, vendo-a se organizar. - "Hmmm "- ela murmurou. Pegou um pedao de pizza, olhando para baixo. Ela mastigou pensativamente, 
ento tomou um gole da bebida. - "E a" - ela disse, finalmente olhando para cima. - "Qual  o seu preferido?" Eu achei que devia ter esperado algo assim, mas no 
tinha. Bella era sempre interessante, no mnimo. - "O leo da montanha." - eu respondi bruscamente. - "Ah." - ela disse em uma voz neutra. Seus batimentos cardacos 
continuaram estveis e regulares, como se estivssemos discutindo um restaurante preferido.





timo, ento. Se ela queria agir como se isso no fosse nada incomum... - " claro que precisamos ter o cuidado de no causa impacto ambiental com uma caada imprudente." 
- Eu disse a ela, minha voz desatada e sem emoo. - "Tentamos nos concentrar em reas com uma superpopulao de predadores... na maior extenso que precisarmos. 
Sempre h muitos cervos e veados por aqui, e eles vo servir, mas que diverso h nisso?" Ela escutou com uma expresso educadamente interessada, como se eu estivesse 
passando uma lio de casa. Tive que sorrir. - "Que diverso?" - ela murmurou calmamente, mordendo outro pedao de pizza. - "O incio da primavera  a temporada 
de ursos preferida de Emmett..." - Eu disse, continuando com a lio. - "Eles esto saindo da hibernao, ento so mais irritadios." Setenta anos depois, e ele 
ainda no tinha superado o fato de ter perdido aquela primeira briga. - "No h nada mais divertido do que um urso pardo irritado." - Bella concordou, acenando solenemente. 
No consegui reprimir uma risadinha quando sacudi a cabea com a calma ilgica dela. Tinha que ser fingida. - "Me diga o que realmente est pensando, por favor." 
- "Estou tentando imaginar... mas no consigo" - ela disse, a pequena ruga aparecendo entre seus olhos. - "Como vocs caam um urso sem armas?" - "Ah, ns temos 
armas" - eu disse a ela, ento abri um largo sorriso. Esperava que ela se encolhesse, mas ela ficou parada, me olhando. - "Mas no do tipo que consideram quando 
redigem as leis de caa. Se j viu um ataque de urso pela televiso, deve poder visualizar Emmett caando." Ela espirou em direo a mesa onde os outros sentavam, 
e tremeu. Finalmente. Ento eu ri comigo mesmo, porque parte de mim queria que ela continuasse alheia. Seus olhos escuros estavam arregalados e profundos quando 
voltou a me olhar. - "Voc tambm  como um urso?" - ela perguntou, quase sussurrando. - "Mais como o leo, ou  o que me dizem." - disse a ela, lutando para parecer 
desatado novamente. Talvez nossas preferncias sejam indicativas. Os lbios dela se levantaram um pouco nos lados. - "Talvez." - ela repetiu. E ento a cabea dela 
pendeu para o lado, e curiosidade estava inesperadamente clara em seus olhos. - " uma coisa que eu poderia ver?" Eu no precisava das imagens de Alice para ilustrar 
esse horror - minha imaginao j era boa o suficiente. - "Claro que no!" - rosnei para ela.





Ela se desviou para longe de mim, seus olhos surpresos e assustados. Eu me afastei tambm, querendo deixar algum espao entre ns. Ela nunca iria ver, iria? Ela 
no faria nenhuma coisa para me ajudar a mant-la viva. - " assustador demais para mim?" - ela perguntou a voz composta. Seu corao, no entanto, ainda estava se 
movimentando em tempo dobrado. - "Se fosse assim, eu levaria voc esta noite" - eu revidei pelos dentes. - "Voc precisa de uma dose saudvel de medo. Nada pode 
ser mais benfico para voc." - "Ento por qu?" - ela pediu, sem recuar. A encarei sombriamente, esperando que ela ficasse com medo. Eu estava com medo. Podia imaginar 
muito claramente Bella enquanto eu caava... Os olhos delas continuaram curiosos, impacientes, nada mais. Ela esperou por sua resposta, sem desistir. Mas nossa hora 
tinha terminado. - "Depois." - eu repreendi, e me pus de p. - "Vamos nos atrasar." Ela olhou ao seu redor, desorientada, como tivesse esquecido de que estava no 
almoo. Como se tivesse esquecido que estvamos na escola - surpresa que nos estivssemos sozinhos em algum lugar particular. Eu entendia exatamente esse sentimento. 
Era difcil lembrar do resto do mundo quando eu estava com ela. Ela se levantou rapidamente, sacudindo a cabea uma vez, e ento jogou a mochila no ombro. - "Depois, 
ento." - ela disse, e eu pude ver a determinao se formar em sua boca; ela ia me segurar nesse assunto.

12. Complicaes
Bella e eu andamos silenciosamente at a aula de biologia. Eu estava tentando me focar no momento, na garota ao meu lado, no que era real e slido, em qualquer coisa 
que mantivesse as vises enganosas e sem sentido da Alice longe de minha cabea. Ns passamos por Angela Weber, lentamente na calada, discutindo um exerccio com 
um garoto de sua aula de trigonometria. Eu vistoriei os pensamentos dela mecanicamente, esperando mais desapontamentos, somente para ser surpreendido por seu teor 
melanclico. Ah, ento havia alguma coisa que Angela queria. Infelizmente, no era algo que podia ser facilmente embrulhado para presente. Eu me senti estranhamente 
confortvel por um momento, ouvindo a falta de esperana gritante de Angela. Um senso de afinidade de que Angela nunca tomaria conhecimento passou por mim, e eu 
estava, naquele segundo, quite com aquela garota humana. Eu





estava estranhamente consolado em saber que eu no era o nico a viver uma trgica histria de amor. Coraes quebrados estavam por toda parte. No segundo seguinte, 
eu estava abruptamente e completamente irritado. Porque a histria de Angela no tinha que ser trgica. Ela era humana e ele era humano e a diferena que parecia 
to intransponvel em sua cabea era ridcula, realmente ridcula comparada  minha prpria situao. No havia razo em seu corao quebrado. Que tristeza mais 
sem sentido, quando no havia nenhuma razo vlida para ela no estar com quem ela queria. Por que ela no tinha o que ela queria? Por que essa histria no tinha 
um final feliz? Eu queria dar a ela um presente... Bem, eu devia dar a ela o meu efeito sob a natureza humana, isso provavelmente no analisei cuidadosamente a conscincia 
do garoto ao seu lado, ele no pareceu relutante, ele somente estava bloqueado pela estava. Falta de esperana e submisso, assim como ela. Tudo que eu tinha que 
fazer era implantar a sugesto... O plano se formou facilmente, o script se escreveu sozinho sem esforo algum de minha parte. Eu precisaria da ajuda de Emmet - 
convenc-lo a ir adiante com isso era a nica dificuldade de verdade. A natureza humana era muito mais fcil de se manipular do que a natureza vamprica. Eu estava 
satisfeito com a minha soluo, com o meu presente para Angela. Era uma boa distrao de meus prprios problemas. Gostaria que os meus fossem to fceis de serem 
resolvidos. Meu humor estava lentamente melhorando enquanto eu e Bella nos sentvamos em nossos lugares. Talvez eu devesse ser mais positivo. Talvez existisse alguma 
soluo para ns que estava me escapando, do mesmo jeito que a soluo bvia para Angela no estava visvel para ela. No  muito provvel... mas por que perder 
tempo com falta de esperana? Eu no tinha tempo a perder quando se tratava de Bella. Cada segundo importava. O Senhor Banner centralizou uma velha TV e vdeo. Ele 
estava pulando uma sesso que ele no estava particularmente interessado - doenas genticas - mostrando um vdeo nos prximos trs dias. O leo de Lorenzo no era 
uma pea muito alegre, mas isso no parou a excitao na sala. Sem anotaes, sem materiais de teste. Trs dias livres. Os humanos exultavam. Isso no me importava 
muito, de qualquer forma. Eu no tinha planejado em prestar ateno em nada alm de Bella. Eu no puxei a minha cadeira para longe dela hoje, para me dar espao 
para respirar. Ao invs disso, eu sentei perto, ao lado dela, como qualquer humano normal faria. Mais perto do que ns sentamos dentro do carro, perto o suficiente 
para que o lado esquerdo do meu corpo submergisse no calor que saa de sua pele. Era uma experincia estranha, tanto agradvel quanto extremamente irritante, mas 
eu preferia isso a sentar de frente para ela na mesa. Isso era mais do que eu estava acostumado, e ainda eu rapidamente percebi que no era o suficiente. Eu no 
estava que ela queria. Sabendo o devia ser muito difcil. Eu o objeto de sua afeio, e mesma dificuldade que ela





satisfeito. Estando to perto assim dela eu queria estar mais perto. A fora era maior quanto mais perto eu estava. Eu tinha a acusado de ser um im para o perigo. 
Agora mesmo, eu sentia que isso era literalmente verdade. Eu era o perigo, e, cada centmetro que eu me permitia ficar mais prximo dela, sua fora de atrao aumentava. 
E ento o Senhor Banner desligou as luzes. Foi diferente, quanto de diferena isto fez, considerando que a falta da luz significa pouco aos meus olhos. Eu podia 
ver perfeitamente quanto antes. Cada detalhe da sala era claro. Ento por que o sbito choque de eletricidade no ar, na sala escura que no era escura para mim? 
Era porque eu sabia que eu era o nico que podia ver claramente? Ambos, Bella e eu ramos invisveis para os outros? Como se estivssemos sozinhos, somente ns dois, 
escondidos em uma sala escura, sentados to perto um do outro... Minha mo se moveu na direo dela sem a minha permisso. Somente para tocar a sua mo, segur-la 
na escurido. Isso teria sido um engano horrvel? Se a minha pele a incomodasse, ela s teria que puxar sua mo para longe... Eu puxei rapidamente minha mo de volta, 
cruzando meus braos firmemente contra o meu peito e cerrei minhas mos. Sem erros. Eu tinha prometido a mim mesmo que eu no cometeria erros, no importassem quo 
mnimos eles parecessem. Se eu segurasse a sua mo, eu iria querer mais - outro toque insignificante, outro movimento para mais perto dela. Eu podia sentir isso. 
Um novo tipo de desejo estava crescendo em mim, lutando para superar meu auto-controle. Sem erros. Bella cruzou seus braos com segurana sob seu prprio peito, 
e suas mos estavam travadas como bolas, assim como as minhas. O que voc est pensando? Eu estava morrendo para murmurar as palavras para ela, mas a sala estava 
quieta o suficiente para se ouvir a mnima conversao. O filme comeou, iluminando a escurido um pouco. Bella olhou para mim. Ela notou a maneira rgida que eu 
mantinha meu corpo - assim como ela - e sorriu. Seus lbios se repartiram lentamente, e seus olhos pareciam cheios de calorosos convites. Ou eu estava vendo o que 
eu queria ver. Eu sorri de volta; sua respirao saiu em um baixo ofego e ela olhou rapidamente para longe. Isso piorou as coisas. Eu no conhecia seus pensamentos, 
mas eu estava repentinamente positivo de que eu estava certo antes, e ela queria me tocar. Ela sentia esse desejo perigoso assim como eu. Entre o seu corpo e o meu, 
a intensa eletricidade. Ela no se moveu pelo resto da hora, mantendo-se rgida, postura controlada enquanto eu me segurava.





Ocasionalmente, ela me espiava de novo, e a eletricidade se agitava como se um raio passasse por mim de forma repentina. A hora passou - mesmo assim suficientemente 
lenta. Isso era to novo, eu poderia ficar sentado aqui ao lado dela por todo o dia, s para experimentar esse sentimento por completo. Eu tinha dzias de diferentes 
argumentos para discutir comigo mesmo enquanto os minutos passaram. Racionalidade lutando contra desejo enquanto eu tentava justificar t-la tocado. Finalmente, 
Sr. Banner ligou as luzes novamente. Na brilhante luz fluorescente, a atmosfera do quarto voltou ao normal. Bella suspirou e se espreguiou, esticando os braos 
na sua frente. Isto deve ter sido desconfortvel para ela se manter naquela posio por muito tempo. Era mais fcil para mim - a imobilidade vinha naturalmente. 
Eu soltei um risinho pela expresso de alivio em sua face. "Bem, aquilo foi interessante." "Hmm," ela murmurou, claramente entendendo sobre o que eu me referi, mas 
sem fazer comentrios. Eu daria tudo para ouvir o que ela estava pensando naquele instante. Eu suspirei. Nem toda a vontade do mundo me ajudaria com aquilo. "Devemos?" 
Eu perguntei, me levantando. Ela fez uma careta e se ps de p de uma maneira instvel, com suas mos espalmadas como se ela estivesse com medo de que fosse cair. 
Eu poderia oferecer minha mo. Ou poderia colocar minha mo por baixo de seu cotovelo bem sutilmente - e apoi-la. Claramente no seria uma infrao horrvel... 
Sem equvocos. Ela estava muito quieta enquanto caminhvamos atravs do ginsio. Entre seus olhos uma ruga se fazia evidente, um sinal de que ela no havia dormido 
muito. Eu, tambm, estivera pensando profundamente. Um toque em sua pele no iria machuc-la, argumentava meu lado egosta. Eu poderia facilmente moderar a presso 
de minhas mos. Isso no era algo dificil, enquanto eu conseguisse me controlar. Meu senso ttil era melhor desenvolvido do que o de um humano. Eu poderia fazer 
malabarismos com uma dzia de cristais sem quebrar nenhum. Eu poderia tocar uma bolha de sabo sem estour-la. Enquanto eu estivesse em meu pleno controle... Bella 
era como uma bolha de sabo - frgil e efmera. Temporria. Por quanto tempo eu seria capaz de justificar a minha presena em sua vida? Quanto tempo eu ainda tinha? 
Eu teria outra chance, como esta, como este momento, este segundo?





Ela no estaria sempre ao alcance de meus braos... Bella virou-se para olhar-me  porta do ginsio, seus olhos arregalaram-se diante da expresso de meu rosto. 
Ela nada falou. Eu olhei para mim mesmo atravs do reflexo de seus olhos e vi o conflito dentro de mim. Assisti a minha face se alterar enquanto meu melhor lado 
perdia o argumento. Minha mo se levantou, sem um comando consciente para que isso acontecesse. To gentilmente como se ela fosse feita do mais fino vidro, como 
se ela fosse to frgil como uma bolha, meus dedos tocaram a pele quente que cobria sua bochecha. Ela esquentou ao meu toque e eu pude sentir seu sangue pulsar por 
baixo de sua pele alva. J chega, eu ordenei, apesar de minha mo estar lutando para acariciar sua face. J chega. Foi dificil de trazer minha mo de volta, de me 
fazer parar de me mover mais prximo a ela do que eu j mais havia estado. Milhares de diferentes possibilidades explodiram em minha mente em um tmo - milhares 
de maneiras de toc-la. A ponta do meu dedo traando o contorno de seus lbios. Minha palma acariando seu queixo. Puxando a preslia de seus cabelos e deixando ele 
se espalhar em minha mo. Meus braos envolvendo-a pela cintura, segurando-a contra a extenso de meu corpo. J chega. Eu forcei-me a virar, para mover-me para longe 
dela. Meu corpo moveu-se pesadamente, sem vontade. Deixei minha mente hesitante para olh-la enquanto eu caminhava apressadamente para longe, quase correndo da tentao. 
Eu capturei os pensamentos de Mike Newton - eram os mais audveis - enquanto ele via Bella passar por ele sem not-lo, seus olhos sem foco e suas bochechas coradas. 
Ele se enfureceu e de repente meu nome se misturava a maldies em sua mente. Eu no ajudei muito, sorrindo sarcsticamente em resposta. Minhas mos estavam formigando. 
Eu as flexionei e ento cerrei os punhos, mas elas continuaram a me aferroar de forma indolor. No, eu no havia machucado ela - mas ainda assim, toc-la havia sido 
um erro. Eu me sentia em chamas - como se a sede ardente em minha garganta tivesse se espalhado por todo o meu corpo. Na prxima vez que eu estivesse prximo a ela, 
seria eu capaz de me impedir de toc-la novamente? E se eu a toquei uma vez, seria eu capaz de parar por a? Sem mais equvocos. Era isso. Contenta-te com a memria, 
Edward, eu disse para mim mesmo, rindo, e guarda tuas mos para ti mesmo. Era isso ou eu teria que forar-me a partir, de alguma forma. Pois eu no poderia permitir 
a mim mesmo de estar perto dela se eu insistisse em cometer estes erros. Eu respirei profundamente e tentei afirmar meus pensamentos. Emmet me encontrou do lado 
de fora do prdio de Ingls.





"Ei, Edward." Ele parece melhor, estranho, mas melhor. Feliz. "Ei, Em." Pareo feliz? Creio que sim, apesar do caos em minha mente, eu me sentia dessa forma.  melhor 
voc manter a boca fechada, garoto. Rosalie quer arrancar sua lngua fora. Eu suspirei. "Me desculpe por t-lo deixado encarregado disso. Est bravo comigo?" "Naw. 
Rose vai superar isto. Era algo que estava destinado a acontecer de qualquer jeito." Assim como o que Alice viu... As vises de Alice so algo que eu no quero pensar 
nesse instante. Eu olhei para o vazio, meus dentes travados juntos. Enquanto eu procurava por alguma distrao, eu capturei um pensamento de Ben Cheney, entrando 
na sala de Espanhol na nossa frente. Ah - aqui estava minha chance de dar a Angela Weber o seu presente. Eu parei de andar e peguei no brao de Emmet. "Espere um 
segundo." Que foi? "Eu sei que no mereo, mas voc me faria um favor?" "O que ?" ele me perguntou, curioso. Sussurradamente - e numa velocidade que faria as palavras 
incompreensveis para qualquer humano, no importasse quo audveis elas fossem ditas - eu expliquei a ele o que eu queria. Ele me fitou, pasmo, quando eu terminei. 
Seus pensamentos to confusos quanto a sua expresso. "E ento?" eu perguntei. "Vai me ajudar a faz-lo?" Levou um minuto para que ele respondesse. "Mas, por que?" 
"Qual , Emmet. Por que no?" Quem diabos  voc e o que fez com o meu irmo? "No  voc que sempre reclama da escola ser sempre igual? Isto  algo um tanto diferente, 
no acha? Considere isto um experimento - um experimento sobre a natureza humana." Ele me fitou por mais um momento antes de dizer. "Bem, isto  diferente, eu o 
farei... Okay, timo." Emmet bufou e encolheu os ombros. "Eu vou te ajudar." Eu sorri para ele, me sentindo mais entusiasmado sobre o meu plano, agora que ele estava 
a bordo. Rosalie era um saco, mas eu sempre devia a ela por ter escolhido Emmet, ningum tinha um irmo melhor que o meu.





Emmet no precisaria praticar. Eu sussurrei as instrues para ele, por sob a minha respirao enquanto entravamos na sala de aula. Ben j estava em sua cadeira, 
atrs da minha, ajeitando seu dever de casa para entregar. Emmet e eu, ambos sentamos e fizemos o mesmo. A classe ainda no estava em silncio; o burburinho de conversas 
paralelas continuaria at que a senhora Goff chamasse a ateno. Ela no tinha pressa, estava contemplando os questionrios da aula passada. "Ento," Emmet disse, 
sua voz mais alta que o necessrio - se ele estivesse realmente falando apenas para mim. "Voc j convidou a Angela Weber para sair?" O som de papis farfalhado 
atrs de mim cessou abruptmente enquanto Ben congelava, sua ateno repentinamente cravada na nossa conversa. Angela? Eles esto falando de Angela? Bom. Eu tinha 
a sua ateno. "No," eu disse, balanando minha cabea lentamente para parecer arrependido. "Por que no?" Emmet improvisou. "Est com medo?" Eu sorri para ele. 
"No, eu ouvi dizer que ela est interessada em outra pessoa." Edward Cullen vai chamar Angela para sair? Mas... No. Eu no gosto disto. Eu no o quero perto dela. 
Ele no... no  bom para ela. No ... seguro. Eu no havia previsto o cavalheirismo, o instinto protetor. Eu queria a inveja. Mas qualquer coisa funcionaria. "Voc 
vai deixar isso impedir voc?" Emmet perguntou, improvisando novamente. "No est a fim de competio?" Eu me espantei com ele mas fiz uso do que ele me deu. "Olha, 
eu acho que ela realmente gosta desse tal de Ben. Eu no vou tentar persuadi-la do contrrio. H outras garotas." A reao na cadeira atrs da minha foi eltrica. 
"Quem?" Emmet perguntou, de volta ao script. "Meu parceiro de laboratrio disse que  algum garoto chamado Cheney. Eu acho que no sei quem ." Eu mordi meus lbios 
para no sorrir. Apenas os poderosos Cullens poderiam convencer algum com esse fingimento de no conhecer cada aluno dessa escola simplria. A cabea de Ben estava 
rodando em parafuso. Eu? Acima de Edward Cullen? Mas porque ela iria gostar de mim?





"Edward," Emmet murmurou em um tom baixo, indicando o garoto com os olhos. "Ele est bem atrs de voc," ele mexeu os lbios, de uma maneira to bvia que o humano 
facilmente pode ler as palavras. "Oh," eu murmurei de volta. Eu virei meu acento e olhei uma vez para o garoto atrs de mim. Por um segundo, os olhos negros, atrs 
dos culos, estavam amedrontados, mas ento ele enrijeceu e alinhou seus ombros estreitos, afrontado pela minha clara e depreciativa avaliao. Seu queixo se projetou 
e uma vermelhido de raiva escureceu sua pele bronzeada. "Huh," eu disse arrogantemente enquanto me voltava para Emmet. Ele pensa que  melhor que eu. Mas Angela 
no. Eu mostrarei a ele. Perfeito. "Voc no disse que ela levaria Yorkie para o baile?" Emmet perguntou, roncando ao dizer o nome do garoto demonstrando o quanto 
desprezava sua esquisitice. "Aparentemente esta foi uma deciso tomada pelo grupo." Eu queria ter certeza de que Ben estava escutando claramente. "Angela  tmida. 
Se B - se um garoto no tiver coragem de cham-la, ela nunca chamaria". "Voc gosta de garotas tmidas," Emmet disse improvisando. Garotas quietas. Garotas tipo... 
hmm, eu no sei. Talvez Bella Swan? Eu sorri para ele. "Exatamente." Depois eu voltei para a encenao. "Talvez Angela se canse de esperar. Talvez eu a chame para 
o baile." No, voc no vai. Ben pensou, sentando-se em sua cadeira. E da que ela  muito maior que eu? Se ela no se importar, eu tambm no me importo. Ela  
a garota mais legal, mais esperta e mais bonita dessa escola. E ela me quer. Eu gostei desse Ben. Ele parecia brilhante e bem esclarecido. Talvez at merecesse uma 
garota como Angela. Eu mostrei meu polegar para Emmet por debaixo da carteira enquanto a Sra. Goff parou e saudou a classe. Ok, eu admito - isso foi um tanto engraado, 
Emmet pensou. Eu sorri para mim mesmo, feliz por ter sido capaz de fazer uma histria de amor ter um final feliz. Eu sabia que Ben ia cair na armadilha e que Angela 
iria receber meu presente annimo. Minha dvida foi paga. Que tolos eram os humanos, deixar um diferencial de 15 centmetros confundir sua felicidade. Meu sucesso 
me deixou de bom humor. Eu sorri novamente enquanto me arrumava em minha cadeira para ser entretido. Afinal de contas, como Bella disse no almoo, eu nunca a havia 
visto em ao em uma aula de educao fsica antes.





Os pensamentos de Mike eram os mais fceis de encontrar no monte de vozes que havia pela quadra. Sua mente tinha se tornado bem familiar nas ltimas semanas. Com 
um suspiro eu me renunciei para ouvir atravs dele. Pelo menos eu poderia ter certeza que ele estaria prestando ateno em Bella. Eu estava quase pronto para ouvir 
ele se oferecendo para ser o parceiro de Bella. Meu sorriso se fechou, meus dentes se apertaram e eu tive que lembrar a mim mesmo que matar Mike Newton no era uma 
opo permissvel. "Obrigada, Mike - voc no precisa fazer isso, sabe?" "No se preocupe, eu ficarei fora de seu caminho." Eles sorriram um para o outro, e flashes 
de numerosos acidentes - todos conectados a Bella de alguma forma - se passando pela cabea de Mike. Mike jogou sozinho primeiro, enquanto Bella hesitava na metade 
de trs do ptio, segurando sua raquete cautelosamente, como se ela fosse alguma espcie de arma. Ento o treinador bateu palmas enquanto caminhava e disse a Mike 
para deixar Bella jogar. Uh oh, Mike pensou enquanto Bella caminhava com um suspiro, segurando sua raquete em um ngulo estranho. Jennifer Ford jogou diretamente 
na direo de Bella com uma satisfao rondando seus pensamentos. Mike viu Bella dar uma guinada, batendo a raquete muito longe de seu alvo, e ele entrou para tentar 
salvar a jogada. Eu observei a trajetria da raquete de Bella com ateno. Com certeza ela tinha acertado a rede esticada e saltou de volta para ela, dando uma pancada 
em sua testa antes de quicar para acertar o brao de Mike com um ressonante "thwack". Ow. Ow. Uhm. Isso vai deixar um hematoma. Bella estava esfregando sua testa. 
Era difcil para mim ficar parando no lugar onde eu estava, sabendo que ela estava machucada. Mas o que eu poderia fazer se estivesse l? E no parecia ser algo 
srio... eu hesitei, assistindo. Se ela tentasse continuar a jogar, eu teria que arrumar uma desculpa para tir-la da aula. O treinador riu. "Desculpe, Newton." 
Essa garota era a mais azarada que eu j tinha visto. No devia infligir sua presena aos outros. Ele virou suas costas deliberadamente e se moveu para assistir 
a outro jogo para que Bella pudesse voltar ao seu lugar de espectadora. Oh, Mike pensou de novo, massageando seu brao. Ele se virou para Bella. "Voc est bem?" 
"Sim, e voc?" ela perguntou timidamente, corando. "Acho que posso superar." No queria parecer um beb choro. Mas, cara, aquilo doa! Mike balanou seu brao em 
um crculo, retrocedendo.





"Eu ficarei aqui atrs," Bella disse, alm de dor, vergonha e desgosto em sua expresso. Talvez Mike tivesse feito o pior. Eu certamente esperava que esse fosse 
o caso. Pelo menos ela no estava mais jogando. Ela segurou sua raquete com tanto cuidado atrs de suas costas, seus olhos grandes com remorso... eu tive que disfarar 
a risada em uma tossida. O que  engraado? Emmet quis saber. "Te digo depois," eu murmurei. Bella no se aventurou a jogar de novo. O treinador a ignorou e deixou 
Mike jogar sozinho. Eu fiz os exames rapidamente, ao final de uma hora e Sra. Goff me deixou sair mais cedo. Eu estava ouvindo Mike atentamente enquanto cruzava 
o campus. Ele havia decidido confrontar Bella a meu respeito. Jessica jura que eles esto se vendo. Por que? Por que ele tinha que escolhe-la? Ele no havia reconhecido 
o fenmeno real - que ela me escolheu. "Ento." "Ento o que?" ela perguntou. "Voc e Cullen, hein?" Voc e o esquisito. Eu me pergunto, se um cara rico  to importante 
para voc. Eu cerrei os dentes sob sua degradante suposio. "Isso no  da sua conta, Mike." Defensiva. Ento  verdade. Droga. "Eu no gosto disso." "Voc no 
precisa gostar." ela rebateu. Por que ela no podia ver o show de circo que ele era? Como eles todos so. O jeito que ele fica perto dela. Me d at calafrios de 
ver. "Ele olha para voc como... como se voc fosse algo comestvel." Eu me encolhi, esperando pela resposta dela. Seu rosto se tornou vermelho brilhante, e seus 
lbios se fecharam com fora, como se ela estivesse segurando a respirao. Ento, subitamente, um riso falso saiu de seus lbios. Agora ela est rindo de mim. timo. 
Mike se virou, com pensamentos sombrios e foi se trocar. Eu me encostei na parede da quadra e tentei me recompor. Como ela poderia ter rido da acusao de Mike - 
uma acusao to certa que comecei a pensar que Forks tinha se tornado muito percebido... Por que ela riria da acusao de que





eu poderia mat-la, quando ela sabia que isso era inteiramente verdade? Onde estava o humor nisso? O que havia de errado com ela? Ela tinha um senso de humor mrbido? 
Que no se encaixava com a idia que eu tinha de seu carter, mas como eu poderia ter certeza? Ou talvez meu sonho de que o tolo anjo estava certo sobre uma coisa, 
que ela no sentia medo. Corajosa - essa era uma palavra para isso. Outros poderiam dizer estpida, mas eu sabia quo inteligente ela era. No importa por que razo, 
essa falta de medo ou senso de humor retorcido no era bom para ela. Era essa estranha falta de medo que a colocava em perigo to constantemente? Talvez ela precisasse 
de mim aqui para sempre... De repente, meu humor estava aceso. Se eu pudesse simplesmente me disciplinar, me fazer seguro, ento talvez fosse certo para mim ficar 
com ela. Quando ela saiu pelas portas da quadra, seus ombros estavam duros e seu lbio inferior estava entre seus dentes de novo - um sinal de ansiedade. Mas assim 
que seus olhos encontraram os meus, seus ombros rgidos relaxaram e um largo sorriso apareceu em seu rosto. Essa era uma estranha expresso de paz. Ela caminhou 
em minha direo sem hesitar, s parando quando ela estava to perto que a temperatura de seu corpo bateu em mim como uma onda de mar. "Oi," ela sussurrou. A felicidade 
que eu senti nesse momento era, novamente, sem precedentes. "Ol," eu disse, e depois - porque com meu humor subitamente to leve eu no podia resistir em importun-la 
- eu adicionei "Como foi a educao fsica?" Seu sorriso hesitou. "Bem." Ela era uma pssima mentirosa. "Srio?" eu perguntei, pressionando-a - eu ainda estava preocupado 
com sua cabea; ela estava sentindo dor? - mas ento os pensamentos de Mike Newton estavam to altos que quebraram minha concentrao. Eu o odeio. Eu queria que 
ele morresse. Eu desejo que ele bata aquele carro brilhante diretamente contra um penhasco. Por que ele no pode simplesmente deix-la em paz? Debandar para seu 
prprio tipo - para os esquisitos. "O que?" Bella exigiu. Meus olhos se refocaram em seu rosto. Ela olhou para as costas de Mike e depois de volta para mim. "Newton 
me deixa nos nervos," eu admiti.





Sua boca se abriu e seu sorriso desapareceu. Ela devia ter se esquecido que eu tinha o poder de assistir sua ltima hora calamitosa, ou tinha esperana de que eu 
no o tivesse utilizado. "Voc estava ouvindo de novo?" "Como est sua cabea?" "Voc  inacreditvel!" ela disse atravs dos dentes e ento me deu as costas e cruzou 
furiosamente o estacionamento. Sua pele ruborizou e ficou vermelho-escura - ela estava envergonhada. Eu continuei andando com ela, esperando que sua raiva passasse 
logo. Ela normalmente era rpida para me perdoar. "Foi voc quem disse que eu nunca tinha visto voc na educao fsica," eu expliquei. "Isso me deixou curioso." 
Ela no respondeu; suas sobrancelhas se juntaram. Ela parou subitamente no estacionamento quando ela percebeu que o caminho para o meu carro estava bloqueado por 
uma multido de estudantes do sexo masculino. Eu me pergunto quo rpido eles andam nisso. Olhe s a marcha SMG paddles. Eu nunca os havia visto fora das pginas 
de revista. Belos side grills. Com certeza eu queria ter 60 mil dlares para passear... Esse era exatamente o motivo pelo qual era melhor que usssemos apenas o 
carro de Rosalie. Eu caminhei da multido de garotos cheios de luxria para o meu carro; depois de um momento de hesitao, Bella me seguiu. "Ostentao," eu murmurei 
quando ela entrou no carro. "Que tipo de carro  esse?" ela se perguntou. "Um M3." "Eu no leio a Carro e Motorista." " um BMW." Eu rolei meus olhos e os foquei 
na r para no passar por cima de ningum. Eu tive de encarar alguns meninos que no pareciam querer sair do meu caminho. Meio segundo encarando meu olhar pareceu 
ser suficiente para convenc-los. "Voc ainda est brava?" eu perguntei a ela. Sua expresso estava relaxada. "Definitivamente," ela respondeu brevemente. Eu suspirei. 
Talvez eu no devesse ter contado a ela. Oh, bem, eu poderia dar uma recompensa, eu supunha. "Voc me perdoar se eu pedir desculpas?"





Ela pensou sobre isso por um momento. "Talvez... se voc realmente estiver arrependido," ela decidiu. "E se voc prometer no fazer isso de novo." Eu no ia mentir 
para ela, mas no havia jeito de prometer isso a ela. Talvez se eu oferecesse uma boa troca. "Que tal se eu realmente estiver arrependido e eu concordar em deixar 
voc dirigir no sbado?" Eu contra os msculos com esse pensamento. A ruga entre seus olhos enquanto ela considerava a nova barganha. "Feito," ela disse depois 
de um momento pensando. Agora, para minhas desculpas... eu nunca tinha tentado deslumbrar Bella de propsito antes, mas agora parecia ser uma boa hora. Eu olhei 
no fundo de seus olhos enquanto eu dirigia para longe da escola, me perguntando se eu estava fazendo o caminho correto. Eu usei meu tom mais persuasivo. "Ento, 
eu sinto muitssimo por ter deixado voc triste." Seu batimento cardaco acelerou e ficou mais alto que antes e o ritmo ficou abruptamente destacado (Referente  
musica. Modo de executar destacando nitidamente cada nota.) Seus olhos se abriram um pouco, parecendo atordoados. Eu dei um meio-sorriso. Pareceu que eu tinha feito 
corretamente.  claro que eu estava tendo um pouco de dificuldade olhando atravs de seus olhos tambm. Eu estava igualmente deslumbrado. Ter essa estrada memorizada 
era uma boa coisa. "E eu estarei  sua porta cedo no sbado de manh," eu adicionei, finalizando o acordo. Ela piscou rapidamente, balanando a cabea como se para 
clare-la. "Uh," ela disse "No ajudaria muito com a histria para o Charlie se eu no explicar um Volvo deixado na garagem." Ah, como ela me conhecia pouco. "Eu 
no pretendia levar um carro." "Como-" ela comeou a perguntar. Eu a interrompi. A resposta seria difcil de explicar sem uma demonstrao, e agora no era o momento 
certo. "No se preocupe com isso. Eu estarei l. Sem carro." Ela entortou um pouco a cabea para o lado, e me olhou por um segundo como se fosse me pressionar para 
saber mais, mas depois pareceu mudar de idia. "J est muito tarde?" ela perguntou, me lembrando da conversa interminada na cafeteria mais cedo; ela esqueceria 
uma pergunta difcil apenas para se lembrar de outra pior. "Eu acho que est tarde," eu concordei sem vontade. Eu estacionei em frente  sua casa, tenso em pensar 
em como explicar... sem deixar muito evidente minha monstruosa natureza, sem assust-la novamente. Ela esperou com a mesma mscara educadamente interessada que ela 
havia usado no almoo. Se eu tivesse sido menos ansioso, sua calma teria me feito rir.





"E voc ainda quer saber por que no pode me ver caar?" eu perguntei. "Bem, na verdade eu estava imaginando sua reao," ela disse. "Eu assustei voc?" eu perguntei, 
certo de que ela negaria. "No." Eu tentei no rir. E falhei. "Peo desculpas por ter assustado voc." E ento meu sorriso se desfez com o humor momentneo. "Foi 
s o pensamento de ter voc l... enquanto ns caamos." "Isso seria ruim?" A figura mental era demais - to vulnervel na escurido vazia; eu, fora de controle. 
Eu tentei banir isso da minha cabea. "Extremamente." "Por que...?" Eu respirei fundo, me concentrando por um momento na sede que queimava. Sentindo-a, monitorando-a, 
provando minha dominao sobre ela. Ela nunca me controlaria novamente - eu desejei que isso fosse verdade. Eu seria seguro por ela. Eu olhei para as nuvens bem 
vindas sem realmente v-las, desejando que minha determinao fizesse alguma diferena se eu estivesse caando quando sentisse seu cheiro. "Quando caamos... nos 
entregamos aos nossos instintos," eu disse a ela, pensando em cada palavra antes de diz-las. "Governamos menos a mente. Especialmente o olfato. Se voc estivesse 
em algum lugar por perto enquanto eu estivesse fora de controle desse jeito..." eu balancei minha cabea com agonia ao pensar no que iria - no no que poderia, mas 
no que iria - certamente acontecer. Eu ouvi o espigo em seus batimentos e depois me voltei, sem descanso, para ler seus olhos. Sua face estava composta, seus olhos 
graves. Sua boca estava levemente cerrada, o que eu pensava ser preocupao. Mas preocupao com o qu? Sua prpria segurana? Ou minha angstia? Eu continuei a 
olhar para ela, tentando traduzir sua expresso ambgua em fato concreto. Ela olhou de volta. Seus olhos ficaram maiores por um instante e suas pupilas se dilataram, 
embora a luz no tivesse mudado. Minha respirao acelerou e, de repente, o silncio no carro parecia zunir, como na escura sala de biologia naquela tarde. A pulsao 
corrente passou entre ns novamente, e meu desejo de toc-la era, brevemente, mais forte que a demanda da minha sede. A pulsante eletricidade me fez sentir como 
se eu tivesse pulsao de novo. Meu corpo cantou com isso. Eu me senti quase... humano. Mais que qualquer coisa no mundo, eu queria sentir os lbios dela contra 
os meus. Por um segundo, eu lutei desesperadamente para encontrar a fora, o controle, para poder colocar minha boca to perto de sua pele.





Ela sugou uma quantidade enorme de ar e s ento eu percebi que quando minha respirao acelerou, ela parou de respirar no mesmo momento. Eu fechei meus olhos, tentando 
quebrar a conexo entre ns. Sem mais erros. A existncia de Bella estava atada a milhes de delicados processos qumicos, todos to facilmente rompidos. A rtmica 
expanso de seus pulmes, a passagem de oxignio, era vida ou morte para ela. A cadncia agitada de seu frgil corao poderia ser parada por tantos acidentes idiotas, 
ou doenas, ou... por mim. Nenhum membro de minha famlia hesitaria se lhes fosse dada uma chance de voltar atrs - se imortalidade pudesse ser trocada pela mortalidade 
de novo. Qualquer um no nosso mundo ficaria no fogo por isso. Queimaria por quantos anos ou sculos fosse necessrio. A maioria de nossa espcie prezava a imortalidade 
mais que qualquer coisa. Existiam at certos humanos que buscavam isso, que procuravam em lugares escuros algum que pudesse lhes dar o mais sombrio dos presentes... 
No ns. No minha famlia. Ns poderamos trocar qualquer coisa para sermos humanos. Mas nenhum de ns j esteve desesperado por um caminho de volta como eu estava 
agora. Eu olhei para as microscpicas fossas e defeitos no pra-brisas, como se houvesse alguma soluo escondida no vidro. A eletricidade no havia desaparecido, 
e eu tive que me concentrar para manter minhas mos no volante. Minha mo direita comeou a latejar sem dor de novo, de quando eu a havia tocado antes. "Bella, eu 
acho que voc devia entrar agora." Ela obedeceu de primeira, sem comentar, saindo do carro e batendo a porta atrs dela. Ela havia sentido o potencial de desastre 
to claramente quanto eu? Sair a machucou tanto quanto a mim por deix-la ir? O nico consolo  que eu a veria em breve. Antes do que ela pudesse me ver. Eu sorri 
ao pensar nisso e ento desci o vidro e me debrucei para falar com ela mais uma vez - era seguro agora com o calor de seu corpo fora do carro. Ela se virou para 
ver o que eu queria, curiosa. Ainda curiosa, embora ela tivesse me feito tantas perguntas hoje. Minha prpria curiosidade estava inteiramente insatisfeita; responder 
as perguntas dela hoje s haviam me feito revelar meus segredos - eu tinha tirado pouco dela a no ser por minhas suposies. Isso no era justo. "Oh, Bella." "Sim?" 
"Amanh  minha vez."





Sua testa se enrugou. "Sua vez de qu?" "Fazer perguntas." Amanh, quando estivssemos em um lugar mais seguro, cercado de testemunhas, eu conseguiria minhas prprias 
respostas. Eu sorri com esse pensamento e depois eu me virei, porque ela no fez sinal de se afastar. Mesmo com ela fora do carro, o eco da eletricidade moveu-se 
rapidamente no ar. Eu queria sair tambm ir com ela at a porta, para ter uma desculpa para ficar ao seu lado. Sem mais erros. Eu liguei o carro e depois suspirei 
enquanto ela desaparecia atrs de mim. Parecia que eu estava sempre correndo em direo  Bella ou correndo dela, nunca ficando no lugar. Eu tinha que achar um jeito 
de me segurar se algum dia ns tivssemos um pouco de paz. ....

Ficamos ento aguardando a continuao de Stephenie Meyer. Lembrando que isso  somente um rascunho e que esta traduo e capa no so oficiais.

* Para mais downloads da srie Twilight visitem o meu blog:
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